Item 09 - Artur Custódio Moreira de Souza

Área de identificação

Código de referência

BR RJCOC 05-06-01-01-01-06-09

Título

Artur Custódio Moreira de Souza

Data(s)

  • 2005 (Produção)

nível de descrição

Item

Dimensão e suporte

Documentos sonoros: 2 fitas cassete e 2 CD's (1h50min; cópia digital)

Área de contextualização

Nome do produtor

História arquivística

Entrevista realizada por Laurinda Rosa Maciel, no Rio de Janeiro (RJ), no dia 05 de abril de 2005.

Procedência

Área de conteúdo e estrutura

Âmbito e conteúdo

Sumário
Fita 1 – Lado A
Lembranças de seus pais e irmãos; as escolas onde estudou e o Curso Preparatório Martins, onde recebia bolsa de estudos; lembranças da infância e das oportunidades de educação que teve acesso quando jovem; os vários cursos de nível superior que ingressou e não concluiu tais como Comunicação, Serviço Social e Geologia, na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ); sobre o projeto “A hanseníase tem cura” lançado pelo depoente e os colegas de turma do curso de Comunicação da UERJ; a aprovação no curso de Meio Ambiente no Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET), no Rio de Janeiro; o primeiro contato com Bacurau [Francisco Augusto Vieira] e com o Movimento de Reintegração das pessoas Atingidas pela Hanseníase (MORHAN), em 1986; sua entrada na Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro em 1984 e seu encontro com o MORHAN e nascimento da IDEA (International Association For Dignity And Economic Advancement) da cidade de Petrópolis em 1994; sua transferência para a Secretaria Municipal de Saúde de Nova Iguaçu e a ida para o setor de hanseníase; a criação do MORHAN de Nova Iguaçu e seu conflito com pessoas ligadas ao Centro de Reestruturação da família (CERFA); algumas vitórias do MORHAN de Nova Iguaçu como, por exemplo, a correta designação da doença em uma novela de rede nacional; comentários sobre a sua participação no MORHAN nacional e relatos sobre a criação do mesmo em 1981; os núcleos do MORHAN distribuídos por todo o país e sua importância como movimento político de luta e mudança social; lembranças de seu relacionamento com Bacurau e as diferenças entre ambos.

Fita 1 – Lado B
A respeito da direção do MORHAN nacional ter passado de Bacurau para o entrevistado; a diversidade do MORHAN em diferentes regiões do país; o caráter militante que os voluntários do MORHAN possuem; relato sobre o processo de sua eleição para a direção do MORHAN nacional e sobre as resistências criadas a seu nome por não ser ex-hanseniano; o projeto de implementar a inclusão digital em todos os núcleos do MORHAN nacional; a importância do TeleHansen e a relação atual do movimento com os pacientes ; comentários sobre a hanseníase estar inserida nas resoluções do Conselho Nacional de Saúde e da Justiça.

Fita 2 – Lado A
A participação gratuita de atores como Ney Matogrosso, Ney Latorraca, Elke Maravilha, entre outros, em campanhas informativas elaboradas pelo MORHAN e sua importância; o aumento significativo do diagnóstico da hanseníase nos últimos anos; o apoio da Fundação Novartis da Suíça e do Brasil ao MORHAN e sobre seus militantes voluntários ou não; os convênios firmados com os governos estadual e federal; a relação do MORHAN com ONGs internacionais e a participação do depoente no Comitê de Ética da Fiocruz; as campanhas publicitárias elaboradas pelo MORHAN e, em especial, a estrelada pela atriz Regina Casé, que não foi considerada no seu objetivo eficiente na luta contra o preconceito que envolve a hanseníase; relatos do empenho do MORHAN no sentido de minimizar o estigma da hanseníase que vigora até os dias atuais; o prêmio concedido ao MORHAN pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), em 2004 e outros prêmios recebidos por alguns militantes como Antônio Borges; considerações sobre o momento positivo, no Ministério da Saúde, para a discussão de melhorias no tratamento contra a hanseníase no Brasil (2003).

Fita 2 – Lado B
Considerações sobre o dilema pessoal do entrevistado ao priorizar a vida profissional em detrimento da pessoal; a necessidade do MORHAN em buscar novas lideranças internas, fortalecer as antigas e apoiar os núcleos; a importância de se preservar a memória do movimento e de se coletar e registrar as histórias pessoais dos atores sociais que foram significativos nesta trajetória, nos mais variados aspectos, desde a criação do MORHAN; sobre o evento que moradores de colônias desativadas no país e a cerimônia organizada pelo MORHAN no teatro João Caetano, Rio de Janeiro, em 2005; observações sobre o significado do encontro de Francisco Augusto Vieira Nunes, o Bacurau com o Papa João Paulo II, na colônia de Marituba, no Pará, em 08/07/1980.

Avaliação, selecção e eliminação

Ingressos adicionais

Sistema de arranjo

Transcrição integral e sumário

Área de condições de acesso e uso

Condições de acesso

Sem restrição

Condições de reprodução

Sem restrição

Idioma do material

Forma de escrita do material

Notas ao idioma e script

Características físicas e requisitos técnicos

Instrumentos de pesquisa

Área de fontes relacionadas

Existência e localização de originais

Existência e localização de cópias

Unidades de descrição relacionadas

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Nota de publicação

MACIEL, Laurinda Rosa. ‘Memórias e narrativas da lepra/hanseníase: uma reflexão sobre histórias de vida, experiências do adoecimento e políticas de saúde pública no Brasil do século XX’, In História Oral, v. 20, n. 1, p. 33-54, jan./jun. 2017.
Disponível em: <http://revista.historiaoral.org.br/index.php?journal=rho&page=article&op=view&path%5B%5D=696&path%5B%5D=pdf>

Área de notas

Nota

Resenha biográfica
Artur Custódio Moreira de Souza nasceu em 26 de setembro de 1967, no Rio de Janeiro, de pais com origem portuguesa. Passou toda a infância nas imediações da região da Praça da Bandeira. Por ter bom aproveitamento escolar, foi contemplado com uma bolsa de estudos do Curso Martins, voltado para a preparação de alunos para a realização de
concursos públicos. Graças a sua educação familiar, desde a adolescência desenvolvia trabalhos sociais voluntários e foi monitor da Cruz Vermelha. Através do movimento espírita conheceu os antigos leprosários, e ao ser aprovado em concurso público para agente de saúde do estado do Rio de Janeiro, aos 17 anos, foi muito incentivado pela mãe, Elza Moreira de Souza, para tomar posse. Trabalhou em Petrópolis e por volta de 1985 teve o primeiro contato com o Morhan, criado em 1981. Foi transferido para Nova Iguaçu onde trabalhou na Dermatologia Sanitária e criou o núcleo local do Morhan, ainda hoje em atividade. Em agosto de 1989, durante o 5º Encontro Nacional do Morhan, realizado em Olinda,
Pernambuco, conheceu Francisco Augusto Vieira Nunes, o Bacurau, e começou sua aproximação do núcleo nacional do Morhan. Com a saída de Bacurau, foi eleito para coordenador nacional. Em 1991 lançou o projeto “A hanseníase tem cura” e ganhou o Prêmio Shell de inovação em relações públicas. A partir deste trabalho é que surgiu o Telehansen, uma iniciativa de sucesso nacionalmente ainda hoje, que procura esclarecer dúvidas do público em geral sobre a hanseníase,
além de receber denúncias de preconceito ou falta de medicamentos. Em 1995/1996 fez parte do grupo que organizou a resolução de ética em pesquisa no Brasil, o Conselho Nacional de Ética e Pesquisa, durante dois mandatos e após isso permaneceu como parte integrante do Conselho de Ética da Fiocruz. Faz parte, ainda, do Conselho Nacional de Saúde (CNS). Ingressou em quatro diferentes cursos universitários em universidades públicas, mas devido aos inúmeros compromissos oriundos da representação do Morhan, não concluiu nenhum até o momento. Ocupa desde 1991 o cargo de coordenador nacional do Morhan.

Notação anterior

Pontos de acesso

Ponto de acesso - assunto

Ponto de acesso - local

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Pontos de acesso de género

Área de controle da descrição

Identificador da instituição

Regras ou convenções utilizadas

Status da descrição

nível de detalhamento

Datas de criação, revisão, eliminação

Idioma(s)

Escrita(s)

Fontes utilizadas na descrição

Zona da incorporação

Entidades coletivas, pessoas ou famílias relacionadas

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