Item 13 - Diltor Vladimir Araújo Opromolla

Área de identificação

Código de referência

BR RJCOC 05-06-01-01-01-06-13

Título

Diltor Vladimir Araújo Opromolla

Data(s)

  • 2002 (Produção)

nível de descrição

Item

Dimensão e suporte

Documentos sonoros: 3 fitas cassete e 3 CD's (2h50min; áudio digitalizado)

Área de contextualização

Nome do produtor

História arquivística

Entrevista realizada por Maria Leide W. de Oliveira, em Bauru (SP), no dia 06 de maio de 2002.

Procedência

Área de conteúdo e estrutura

Âmbito e conteúdo

Sumário
Fita 1 - Lado A
Sobre o local de seu nascimento, origem familiar e a separação dos pais; formação escolar e o emprego de office-boy no Tribunal Regional do Trabalho aos 15 anos de idade; sobre o curso Ditúlio?, o vestibular para a Universidade de São Paulo (USP) e o ingresso na Faculdade de Medicina de Sorocaba/PUC-SP em 1952; os professores da faculdade tais como Carlos Lacaz, Humberto Cerruti e Lauro de Souza Lima; o estágio no Hospital de Pirapitingui e lembranças das lições aprendidas na faculdade; sobre o médico José Mário Pernambuco e as reformas implementadas por ele no Sanatório Aimorés; a viagem de férias para Salvador e a sua graduação em 1957; o retorno para São Paulo, o estágio no Hospital das Clínicas e no Hospital do Câncer e a ida para Bauru em 1958 para trabalhar no Sanatório Aimorés; a respeito do isolamento compulsório, principalmente em São Paulo, e relatos sobre a Campanha Nacional contra a Lepra e a direção de Orestes Diniz no Serviço Nacional da Lepra, no final dos anos 1950; seu casamento em 1960; comentários sobre a estrutura do Sanatório Aimorés.

Fita 1 - Lado B
Sobre os doentes que exerciam suas profissões na colônia como médicos e dentista; a administração de Mário Pernambuco e iniciativas para acabar com o estigma dentro das colônias; comentários sobre os médicos que trabalharam no Sanatório Aimorés; o aparecimento da Sulfona no Brasil, em 1946, e a participação do depoente nas Comissões de Alta na década de 1960; a mudança de nome da Instituição de Sanatório Aimorés para Hospital Lauro de Souza Lima em 1973 e mais tarde, em 1989, para Instituto Lauro de Souza Lima; o convívio com Lauro de Souza Lima e as drogas experimentadas no combate à hanseníase, tais como Vadrini e Tiouréia; a apresentação de seu trabalho sobre Rifampicina no 8° International Congress of Leprosy, em 1963, no Rio de Janeiro, Brasil; a implementação do tratamento com DADDS (Diacetil-Diamina-Difenil-Sulfona) no Brasil e os primeiros casos de resistência aos medicamentos na década de 1970.

Fita 2 - Lado A
A poliquimioterapia nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul e as dosagens dos medicamentos; a satisfação do depoente com a mudança do nome da doença para hanseníase; os projetos de pesquisa desenvolvidos no Instituto como a inoculação do bacilo de Hansen; relatos da passagem do Instituto Lauro de Souza Lima no primeiro centro de referência na luta contra a hanseníase no país e a sua vasta biblioteca; lembranças de Abrahão Rotberg, Eduardo Rabelo e Rubem David Azulay na Jornada Dermatológica, evento realizado no início da década de 1970, em São Paulo; as reuniões do Serviço Nacional de Lepra com as entidades internacionais que interferiam em questões referentes à doença no Brasil; a divisão do Instituto na área social e na área do Hospital; a criação do Centro de Reabilitação no Instituto Lauro de Souza Lima, na década de 1960.

Fita 2 - Lado B
Continuação dos comentários sobre a organização e a formação do Centro de Reabilitação do Instituto Lauro de Souza Lima; relatos sobre as mortes de Reinaldo Quagliato e Lauro de Souza Lima; críticas à atuação de Luiz Marino Bechelli por não ter tido nenhuma iniciativa para combater a doença nas décadas de 1960 e 1970, quando ocupava o posto de perito da Organização Mundial de Saúde (OMS) em lepra; sobre o 10° International Leprosy Congress, em Bergen, Noruega, em 1973 e o debate de Abrahão Rotberg com Luiz Marino Bechelli por este não ter apoiado o projeto de Rotberg em mudar a designação da doença; a participação do depoente na reunião para elaboração da Portaria Ministerial nº 165 de 1976, junto com Abraão Rotberg, Carlos Lezer e Paulo Almeida Machado; os cursos oferecidos pelo Instituto Lauro de Souza Lima tais como o de Residência Médica de Dermatologia, os cursos de aprimoramento, o curso de Dermatopatologia, os cursos de prevenção de incapacidade e de reabilitação; comentários sobre os profissionais do Centro de Reabilitação; sobre os filhos, netos e informações sobre a vida pessoal; considerações sobre a nomeação do Instituto com o nome de Lauro de Souza Lima.

Fita 3 – Lado A
Sobre as reações físicas provocadas pela hanseníase e o início da utilização de medicamentos eficazes como a Talidomida e o Doriden?; a pesquisa realizada pelo depoente na qual empregava Talidomida para o tratamento da doença e a publicação desse trabalho no periódico “O Hospital”; o vasto acervo da biblioteca do Instituto Lauro de Souza Lima, herança do antigo Departamento Profilaxia de Lepra de São Paulo; sobre o consultório clínico que mantém até a sua morte em parceria com dois amigos dermatologistas; as dificuldades enfrentadas pelo Instituto Lauro de Souza Lima na década de 1980 e a importância deste no Brasil, sobretudo no que se refere a prevenção de incapacidades e cirurgias de reabilitação; comentários sobre o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (MORHAN), da Sociedade para a Reabilitação e Reintegração do Incapacitado (SORRI), de Francisco Augusto Vieira Nunes (Bacurau) e a importância de Thomas Ferran Frist; sobre o médico Frank Duerksen , a reinserção dos ex-pacientes na sociedade e a importância das cirurgias de reabilitação para isso.

Fita 3 – Lado B
Continuação dos comentários sobre o médico Franke os cursos de reabilitação ministrados por ele no Brasil e seu método de trabalho, como a realização de 30 cirurgias em uma semana no país, em 1974; a respeito das cirurgias reabilitadoras que passaram a ser feitas em diferentes regiões do Brasil.

Avaliação, selecção e eliminação

Ingressos adicionais

Sistema de arranjo

Transcrição integral e sumário

Área de condições de acesso e uso

Condições de acesso

Sem restrição

Condições de reprodução

Sem restrição

Idioma do material

Forma de escrita do material

Notas ao idioma e script

Características físicas e requisitos técnicos

Instrumentos de pesquisa

Área de fontes relacionadas

Existência e localização de originais

Existência e localização de cópias

Unidades de descrição relacionadas

Descrições relacionadas

Nota de publicação

MACIEL, Laurinda Rosa. ‘Memórias e narrativas da lepra/hanseníase: uma reflexão sobre histórias de vida, experiências do adoecimento e políticas de saúde pública no Brasil do século XX’, In História Oral, v. 20, n. 1, p. 33-54, jan./jun. 2017.
Disponível em: <http://revista.historiaoral.org.br/index.php?journal=rho&page=article&op=view&path%5B%5D=696&path%5B%5D=pdf>

Área de notas

Nota

Resenha Biográfica
Diltor Vladimir Araújo Opromolla nasceu em 13 de abril de 1934, em São Paulo. Originário de família de poucas posses, foi office boy no Tribunal do Trabalho, onde a mãe trabalhava, antes de iniciar o curso de medicina. Sempre gostou muito de praticar esportes, principalmente basquete. Em 1952 foi para Sorocaba, cursar Ciências Médicas na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, e concluiu a graduação em 1957. Seu interesse pela dermatologia se deu através das aulas do professor Humberto Cerruti, que levou os alunos para fazer um curso no leprosário de Pirapitingui, em Itu, São Paulo. Outro fator que contribuiu para essa escolha foi a admiração pelo grande dermatologista Lauro de Souza Lima, que ministrou algumas aulas sobre lepra para sua turma na faculdade. Após a graduação, voltou para São Paulo para estagiar no Hospital das Clínicas com o professor João de Aguiar Pupo. Trabalhou no Hospital do Câncer e no Hospital do Pênfigo, ambos localizados em São Paulo. Em 1959 foi trabalhar com o dr. Mário Pernambuco em Bauru no Sanatório Aimorés. Em
parceria com esse médico, empreendeu vários projetos e medidas que contribuíram para que esse Sanatório se
transformasse, em 1989, em um dos principais centros de pesquisas no combate à hanseníase: o Instituto Lauro de Souza Lima (ILSL). Participou da equipe que promoveu as primeiras cirurgias reabilitadoras nos pacientes atingidos pela
hanseníase, e hoje o ILSL é considerado uma instituição de referência no tratamento da hanseníase, sobretudo em cirurgias de reabilitação. Ingressou no doutorado em 1971, na USP, e em 1973 defendeu a tese Contribuição ao estudo da
terapêutica da lepra, orientado por Luiz Ferreira Martins. Em seus primeiros anos de atividade médica, ligou-se ao dr. Lauro de Souza Lima em trabalhos sobre terapêutica em hanseníase. Dessa parceria resultou o uso pioneiro da Rifampicina que é, até hoje, a droga mais efetiva para o combate à doença. Graças à sua trajetória científica e profissional
tornou-se muito respeitado no Brasil e no exterior. No decorrer de sua vivência acadêmica e profissional, publicou mais de duzentos trabalhos científicos em periódicos nacionais e estrangeiros, e participou de centenas de congressos, simpósios e seminários dentro e fora do Brasil. Foi especialista em Dermatologia pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo e em hansenologia pela Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH). Foi vice-presidente da Fundação Paulista contra a Hanseníase, membro do Steering Committee of the Therapy of Mycobacterial Diseases, presidente da International Leprosy Association (ILA) para a América Latina, chairman da Seção de Quimioterapia no Congresso Internacional de Lepra em Orlando (Flórida, EUA) em 1993 e convidado oficial da American Leprosy Missions (ALM) para todos os congressos internacionais de hanseníase. Profissionalmente ocupou os mais diferentes cargos no ILSL, tais como, diretor, professor e
administrador. Diltor Opromolla faleceu aos 70 anos, no dia 15 de dezembro de 2004, em Bauru, São Paulo.

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