Item 11 - Clóvis Lombardi

Área de identificação

Código de referência

BR RJCOC 05-06-01-01-01-06-11

Título

Clóvis Lombardi

Data(s)

  • 2003 (Produção)

nível de descrição

Item

Dimensão e suporte

Documentos sonoros: 3 fitas cassete e 3 CD's (2h30min; cópia digital)

Área de contextualização

Nome do produtor

História arquivística

Entrevista realizada por Laurinda Rosa Maciel, em Poços de Caldas (MG), no dia 29 de novembro de 2003.

Procedência

Área de conteúdo e estrutura

Âmbito e conteúdo

Sumário
Fita 1 – Lado A
Sua origem familiar e infância em São Paulo; formação escolar; motivações da escolha pela Medicina; o ingresso na Faculdade de Medicina da USP, em 1960 e as aulas de Anatomia; lembranças dos professores como Carlos da Silva Lacaz, Hildebrando Portugal e Luís Rei; a viagem exploratória ao estado do Amapá promovida pelo Centro Acadêmico Oswaldo Cruz daquela universidade, em 1962; observações sobre a conjuntura política na década de 1960; o estágio como cirurgião no Instituto de Gastroenterologia de São Paulo e a opção pela especialização em Dermatologia e Saúde Pública; a atuação política na década de 1960; as lembranças da colação de grau em 1965; o curso de Medicina Tropical, no Instituto de Medicina Tropical de São Paulo; o convite para trabalhar com auxiliar de ensino, no Departamento de Medicina Social, na Santa Casa de Misericórdia, em São Paulo, em 1967 e ida para a faculdade de Saúde Pública trabalhar na área de Dermatologia Sanitária com José Martins Barros, na década de 1970.

Fita 1 – Lado B
Comentários sobre o livro de Elio Gaspari “A ditadura derrotada” , o período da ditadura militar no Brasil e os amigos que saíram do país nos anos da repressão; sua ida para a Faculdade de Saúde Pública em 1971; o início da amizade com os hansenologistas Jair Ferreira e Sinésio Talhari; seu interesse pelas Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) entre 1972 e 1976; a ida para a Escola Paulista de Medicina, o contato com Abraão Rotberg e a atuação na área da hanseníase, ao mesmo tempo em que atuava na área das DST; as aulas proferidas como Professor Auxiliar na USP e na Faculdade de Saúde Pública; o contato definitivo com a hanseníase em 1980 e visita aos hospitais de hanseníase em São Paulo; o mestrado, defendido em 1978, e o doutorado defendido em 1983, na área de hanseníase; a publicação deste e sobre seu orientador José Martins de Barros; comentários sobre o trabalho na área da AIDS e certo abandono causado pela vaidade dos médicos que nela atuavam; a opção em trabalhar na área da hanseníase; o trabalho no Hospital dos Servidores do Estado de São Paulo e o contato com a Medicina do Trabalho, ente 1972 e 1983; o curto período, dois anos, em que manteve o consultório particular; a viagem à Europa para aprofundamento no tratamento da hanseníase e o projeto junto com a OMS (Organização Mundial de Saúde); o retorno ao Brasil e o trabalho como médico do trabalho no metrô de São Paulo; sua participação na campanha eleitoral de Orestes Quércia e a contribuição na área da saúde; a eleição de Quércia para governador de são Paulo, em 1986 e o convite recebido para o cargo de Coordenador do Programa de Hanseníase, na Secretária Estadual de Saúde; a introdução da poliquimioterapia no Brasil e a resistência de São Paulo em adotá-la como método de tratamento; comentários sobre a sorologia anti-hanseníase – PGL1 – trazida de Cuba, no período em que foi coordenador; a VIII Conferência Nacional de Saúde em 1986, a implantação do SUS (Sistema Único de Saúde) e o cargo de diretor do Instituto de Saúde de São Paulo; a transformação do Hospital Lauro de Souza Lima, antigo Sanatório Aymorés, em centro de referência no combate à hanseníase, em 1990; o surgimento do MORHAN (Movimento de Reintegração das Pessoas atingidas pela Hanseníase) e a transformação do Sanatório Padre Bento em hospital geral; o convite recebido por Carlyle Guerra de Macedo para se candidatar à OPAS e sua atuação como superintendente da SUCEN (Superintendência de Campanhas de Endemias).

Fita 2 – Lado A
Continuação do trabalho na SUCEN, em 1987; outras considerações sobre o convite da OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde) para trabalhar em Caracas, Venezuela, em 1990; as possíveis causas que impossibilitaram a eliminação da hanseníase no ano 2000; o quadro de saúde dos países frente à hanseníase, na década de 1990; a mudança de nome da doença de lepra para hanseníase; a implantação do plano de combate à hanseníase na América Latina, pela OPAS, com ênfase a capacitação dos gerentes, a investigação em sistemas e serviços de saúde e a melhoria dos sistemas de informação.

Fita 2 – Lado B
As estratégias para a eliminação da hanseníase e as campanhas realizadas nos países da América latina; discussão sobre a gradual perda de importância da hanseníase na Dermatologia, atualmente; os problemas nos tratamentos dado aos doentes e a possibilidade de vacinação; sua aposentadoria da OPAS, em fevereiro de 2004, após 14 anos de trabalho; lembranças dos países onde trabalhou.

Fita 3 – Lado A
Afirmação de sua opção e realização profissional no campo da hanseníase; o trabalho como consultor no Paraguai, que engloba outras doenças como tuberculose e AIDS; a tese de Livre Docência “Tendência secular da detecção da hanseníase no estado de São Paulo”; relato de uma visita profissional ao Vale do Rio Esmeralda, na Colômbia, e os casos de hanseníase; as dificuldades encontradas na OPAS; comentários sobre algumas de suas publicações e a desativação do Departamento de Profilaxia da Lepra de São Paulo, em 1983.

Avaliação, selecção e eliminação

Ingressos adicionais

Sistema de arranjo

Transcrição integral e sumário

Área de condições de acesso e uso

Condições de acesso

Sem restrição

Condições de reprodução

Sem restrição

Idioma do material

Forma de escrita do material

Notas ao idioma e script

Características físicas e requisitos técnicos

Instrumentos de pesquisa

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Existência e localização de originais

Existência e localização de cópias

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Descrições relacionadas

Nota de publicação

MACIEL, Laurinda Rosa. ‘Memórias e narrativas da lepra/hanseníase: uma reflexão sobre histórias de vida, experiências do adoecimento e políticas de saúde pública no Brasil do século XX’, In História Oral, v. 20, n. 1, p. 33-54, jan./jun. 2017.
Disponível em: <http://revista.historiaoral.org.br/index.php?journal=rho&page=article&op=view&path%5B%5D=696&path%5B%5D=pdf>

Área de notas

Nota

Resenha Biográfica
Clóvis Lombardi nasceu em 25 de janeiro de 1942, em São Paulo. Iniciou seus estudos no Grupo Escolar Oswaldo Cruz, e posteriormente fez o curso secundário no Colégio Estadual Antônio Firmino de Proença, ambos na Mooca, São Paulo. Em 1960, ingressou na Faculdade de Medicina da USP. Seu interesse pela Saúde Pública começou com a disciplina na graduação e com a viagem de férias – promovida pelo Centro Acadêmico Oswaldo Cruz, para o Amapá, onde pôde observar a má qualidade de vida daquela população. Optou pela Clínica Médica como especialidade, com estágio no Instituto de Gastroenterologia, sob a supervisão do dr. José Aristodemo Pinotti. É especialista em Saúde Pública, pela USP. Fez também o Curso de Medicina Tropical, no Instituto de Medicina Tropical de São Paulo, em 1967, e Residência de Clínica Médica e Dermatologia. É pós-graduado em Sociologia pela USP. Sua tese de doutorado, Aspectos epidemiológicos da mortalidade entre doentes de hanseníase no Estado de São Paulo foi defendida em 1983, sob orientação do professor Walter Belda. Em 1967 começou a trabalhar no Departamento de Medicina Social da Santa Casa de Misericórdia, de São Paulo, como auxiliar de ensino. Trabalhou com o professor José Martins de Barros na Dermatologia Sanitária da Faculdade de Saúde Pública, em 1971. Graças a seu título de especialista em Medicina do Trabalho, foi nomeado médico no Hospital dos Servidores do Estado, cargo que ocupou entre 1972 e 1983. Viajou para a França, com bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), para se aperfeiçoar em Hanseníase no Hôpital Saint-Louis. A seguir, estudou Epidemiologia e Hanseníase na Universidade Católica de Louvain, na Bélgica. Ao retornar a Brasil reassumiu seu posto de médico sanitarista, na Secretaria de Saúde. Foi nomeado, em 1986, como coordenador do Programa de Hanseníase de São Paulo. Concomitantemente, foi diretor do Instituto de Saúde de São Paulo. Publicou o livro Hanseníase: epidemiologia e controle (São Paulo: Imesp, 1990), originado de sua tese de livre-docência, Tendência secular da detecção da hanseníase no estado de São Paulo (1934-1983), defendida em 1990, na USP. Em 1990 foi para Caracas, na Venezuela, como coordenador do Plano Regional de Eliminação da Hanseníase nas Américas, da OPAS. Cinco anos depois, segundo a política da OPAS de rotatividade entre os países, retornou ao Brasil, e posteriormente transferiu-se para o Paraguai. Aposentou-se da OPAS em 2004. Atualmente, está no Instituto Lauro de Souza Lima (ILSL), em Bauru, São Paulo.

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