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Política de saúde
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Depoimentos orais do projeto Memória da tuberculose no Brasil

Reúne 11 depoimentos orais de médicos com atuação nas áreas de ensino, pesquisa e serviços de controle da tuberculose no Brasil desde a década de 1930. Buscou-se dar subsídios à reconstituição da história da tuberculose, questões como as representações sociais da doença, a evolução terapêutica e as políticas de saúde implementadas ao longo deste período. Este projeto resultou de convênio firmado entre a Casa de Oswaldo Cruz e a extinta Campanha Nacional contra a Tuberculose e sua continuidade foi assegurada através do Centro de Referência Professor Hélio Fraga e da Coordenação Nacional de Pneumologia Sanitária, órgãos da Fundação Nacional de Saúde.

Depoimentos orais do projeto Memória e história da hanseníase no Brasil através de seus depoentes (1960-2000)

O projeto teve como objetivo registrar as memórias e vivências de profissionais de saúde e de ex-pacientes de hanseníase. Foram coletados 46 depoimentos de personagens que trabalharam com a hanseníase de diversas formas como, por exemplo, elaborando políticas de controle à doença, administração hospitalar, pesquisa básica, atendimento às populações atingidas etc., ou dos que padeceram com o diagnóstico positivo para a lepra/hanseníase e sua experiência com o adoecimento e o isolamento imposto como prática médica até as décadas de 1960 e 1970. Com estas entrevistas é possível recuperar aspectos como as estratégias de sobrevivência numa época de grande estigmatização da doença; as dificuldades com a pesquisa básica pelas particularidades morfológicas do bacilo de Hansen; os diferentes tipos de medicamentos utilizados para controle da doença; a formação acadêmica; o surgimento de associações como a SORRI e o MORHAN; os embates entre a cosmética e a dermatologia sanitária, dentre vários outros aspectos relevantes.

Aguinaldo Gonçalves

Sumário
Fita 1 – Lado A
Relato sobre a infância em Santos, São Paulo, na década de 1950; o curso clássico, no Instituto de Educação Canadá, no período de 1964 a 1967, e as primeiras influências para estudar História ou Linguística; comentários sobre a inscrição no vestibular para o curso de Línguas Clássicas na Pontifícia Universidade Católica (PUC), de Santos, e considerações sobre as circunstâncias que o fizeram optar pela carreira de Medicina; o curso pré-vestibular em 1967 e a entrada na Unesp, em Botucatu, São Paulo, em 1968; as aulas de Anatomia no primeiro ano da graduação, o trabalho alternativo como professor de Português e Inglês e a participação no Centro Acadêmico; comentários sobre a decepção que teve nos primeiros anos da graduação e sobre o casamento em 1972; comentários sobre os professores; a disciplina de Dermatologia e as aulas de Diltor Opromolla no Sanatório Aimorés, em Bauru, São Paulo; a intenção em trabalhar na área de pesquisa biológica e genética; a formação acadêmica em 1973 e a opção pelo Curso de Especialização em Medicina do Trabalho, na USP; comentários sobre bolsas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação
Científica (Pibic/CNPq), no período da graduação em Medicina; o Curso de Especialização em Saúde Pública, na USP, supervisionado por Walter Sidney Pereira Lezer, o concurso para médico dermatologista do estado, em 1976, e a entrada no Centro Saúde Escola do Butantã, da mesma universidade; o mestrado em Ciências Biológicas, na área de Biologia Genética na USP, no período de 1974 a 1977, e a defesa da dissertação, sob orientação de Oswaldo Frota Pessoa.

Fita 1 – Lado B
O trabalho de professor na Faculdade de Saúde Pública da USP, em 1976, e o convite feito por José Martins Barros para permanecer como professor integral em 1979; comentários sobre o doutorado em Ciências Biológicas, na área de Epidemiologia Genética, na USP, orientado por Íris Ferrari, iniciado em 1977, e a defesa da tese em 1980; as circunstâncias do convite recebido, através de José Martins Barros, para trabalhar na Divisão Nacional de Dermatologia Sanitária (DNDS), no Ministério da Saúde, em 1980; as dificuldades encontradas como diretor neste período e as soluções encontradas; a conjuntura política do Brasil com o término da ditadura e a Nova República, e a discussão em torno da entrada da poliquimioterapia no Brasil, na década de 1980.

Fita 2 – Lado A
Continuação do relato sobre a entrada da poliquimioterapia no Brasil e observações sobre a forma como se fez essa introdução; comentários sobre a proposta da criação dos Centros de Referência do Ministério da Saúde para verificar as possibilidades do uso da poliquimioterapia, e as críticas recebidas; as circunstâncias de sua saída do Ministério da Saúde e o convite recebido por Crodowaldo Pavan para trabalhar como coordenador de Ciências da Saúde, no CNPq, em 1986; o concurso para professor titular da ENSP, da Fiocruz; comentários sobre os guias de informação de saúde distribuídos pelo Ministério da Saúde, no período de sua gestão; o concurso para professor na Faculdade de Ciências da Saúde, da UnB, em 1986; as circunstâncias de seu retorno a São Paulo e a entrada na Unicamp, como professor adjunto da disciplina Saúde Pública, na Faculdade de Educação Física, em 1988.

Fita 2 – Lado B
Comentários sobre a mudança para a área de Educação Física e sobre o pioneirismo da Unicamp em ter na Faculdade de Educação Física uma área de Saúde Coletiva; o trabalho como professor da Unesp, da cidade de São José dos Campos, São Paulo, entre 1995 e 1996; considerações sobre o recebimento da Medalha de Mérito, Vacuna contra la Lepra, concedida pela Asociación para la Investigación Dermatologica, em Caracas, Venezuela, em 1983, graças ao acompanhamento das pesquisas sobre a vacina de combate à hanseníase; a experiência do trabalho desenvolvido na Amazônia, que resultou no artigo “Intoxicação humana pelo mercúrio: revisão clínica e evidências de genotoxicidade em populações da Amazônia legal” (Revista Brasileira de Medicina, 2002), sobre a contaminação do mercúrio sofrida pelos índios Kayapó; avaliação da importância dos congressos na divulgação dos
trabalhos científicos, especialmente para os pesquisadores iniciantes.

Fita 3 – Lado A
Opinião sobre a meta de eliminação da hanseníase em 2005 e os possíveis fatores que impedem a concretização dessa proposta; considerações sobre a mudança na denominação da doença de ‘lepra’ para ‘hanseníase’; as campanhas de esclarecimento veiculadas pelo Ministério da Saúde sobre a doença para o grande público; comentários sobre a criação do Morhan e suas atividades; opinião sobre a diminuição do interesse dos estudantes de Dermatologia pela área de Dermatologia Sanitária, na qual se estuda a hanseníase, e a busca cada vez maior pela Estética.

Antônio Pereira da Silva

Sumário
Fita 1 – Lado A
Informações sobre os irmãos e local de nascimento em Pilar, Alagoas; o aparecimento dos primeiros sintomas da doença, em 1936, aos 3 anos de idade; a vida cotidiana no interior e a falta de um diagnóstico preciso de hanseníase; a continuidade do trabalho na roça, mesmo acometido pela doença, e as deformidades físicas causadas por ela; a morte do pai e a internação no hospital colônia em Maceió, Alagoas, em 1951, aos 18 anos; comentários sobre a dificuldade em arranjar emprego por causa do preconceito em torno da doença e sua aposentadoria; considerações sobre a permanência no hospital de Alagoas e a mudança para Recife ainda na década de 1950; comentários sobre os médicos Francisca Estrela e José Ailton; seus casamentos e a ida para a Paraíba em 1991; os membros de sua família que também foram atingidos pela hanseníase; as amputações sofridas, a alta de medicação adequada e o uso de antibióticos e vitaminas como tratamento alternativo do depoente; o fracasso na carreira militar por ter sido denunciado por um amigo como portador de hanseníase; relatos de situações preconceituosas vividas por ser hanseniano; opiniões sobre as
atuais propagandas de esclarecimento da hanseníase.

Fita 1 – Lado B
Sobre os três filhos adotivos e a atual companheira; sua opinião a respeito da mudança do nome da doença e comentários sobre a vida cotidiana na Colônia Getúlio Vargas.

Francisca Estrela Dantas Maroja

Sumário de assuntos
Fita – Lado A
A trajetória escolar e a colação de grau em Medicina, pela Universidade Federal da Paraíba, em 1972; a opção pela Medicina durante o curso científico e pela especialização em Dermatologia, no terceiro ano da graduação; a ida para o Rio de Janeiro para fazer Residência Médica, no Hospital Central do IASEG (Instituto de Assistência dos Servidores do Estado da Guanabara), em 1973 e no Hospital do IASERJ (Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro), em 1975; o retorno à Paraíba para assumir a Coordenadoria do Programa de Hanseníase do Estado, em 1975; o trabalho cotidiano na direção da Colônia Getúlio Vargas, iniciado em 1976; comentários sobre o processo de abertura dos hospitais- colônias na década de 1980; lembrança de um dos pacientes daquela colônia, Frederico Massicano; a implantação da poliquimioterapia no estado da Paraíba, na década de 1990; as campanhas informativas realizadas pela Coordenadoria do Programa de Hanseníase do estado durante sua gestão; a resistência dos bacilos a alguns medicamentos; comentários sobre a mudança do nome da doença de lepra para hanseníase; opinião sobre o plano de eliminação da hanseníase até 2005 pela Organização Mundial da Saúde (OMS); comentários sobre os novos casos de doentes e os diagnósticos errados que aumentam as estatísticas; a satisfação em trabalhar como médica hansenologista.

Germano Traple

Sumário de assuntos
Fita 1 – Lado A
Relato sobre o treinamento em hanseníase realizado no Central Leprosy Teaching and Research Institute e no Hand and Reconstructive Surgery and Rehabilitation Unit, no início de 1980, na Índia; o curso e treinamento realizado na Louisiana, Estados Unidos, no Department of Health and Human Services, em 1985; o trabalho como Consultor da OMS e da OPAS em países como Chile, Cuba e Peru; sua atuação como assessor da Germany Leprosy and Tuberculosis Relief Association nos Estados do Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, entre 1977 e 1995; a passagem pelo Hospital Colônia Antônio Aleixo, em Manaus; a criação da Associação Paranaense de Hansenologia e a função da Liga Brasileira de Reabilitação em Hanseníase; a participação em congressos e sua importância; comentários sobre a demora na eliminação da doença no Brasil e a implantação da poliquimioterapia; as políticas de prevenção da hanseníase; o trabalho realizado para implantação do programa de prevenção e reabilitação em hanseníase no Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná, entre 1977 e 1992; os cursos ministrados em diferentes estados do Brasil e organizados pelas Secretarias Estaduais de Saúde; opinião sobre a mudança do nome da doença de ‘lepra’ para ‘hanseníase’ e a criação e atuação do Morhan; a importância em realizar a prevenção de incapacidades para poder possibilitar ao paciente uma vida normal.

Gerson Fernando Mendes Pereira

Sumário de assuntos
Fita 1 – Lado A
A origem familiar e infância em Teresina, Piauí; o vestibular para Administração de empresas, em 1975, para Odontologia, em 1976 e a opção pela Medicina, em 1977; o ingresso na UFPI; a conclusão da graduação em 1983 e a Residência Médica realizada no Hospital Lauro de Souza Lima, Bauru, São Paulo, em 1984; comentários sobre o trabalho neste hospital e o encontro com Diltor Vladimir Araújo Opromolla; lembranças das aulas de Dermatologia durante a graduação e o interesse suscitado a partir daí; a participação em três cursos de Reabilitação oferecidos pelo Hospital Lauro de Souza Lima; as circunstâncias de sua ida para a Coordenação de Dermatologia Sanitária, trabalhar como Chefe de Serviço de Programação e Normas Técnicas, no Ministério da Saúde, em Brasília, 1985; o primeiro Curso de Saúde Pública, da Universidade de Brasília; a resistência à implantação da poliquimioterapia no Brasil; comentários sobre a reunião de avaliação do programa de hanseníase, em Brasília, em 1985.

Fita 1 – Lado B
O Curso de Especialização em Epidemiologia de Hanseníase realizado na ENSP (Escola Nacional de Saúde Pública) da Fundação Oswaldo Cruz, 1988; a nomeação como Vice-Coordenador Nacional de Dermatologia, pelo Ministério da Saúde, no início dos anos noventa o mestrado em Epidemiologia realizado na Escola Paulista de Medicina, em 1996; o Curso de Dermatologia Tropical realizado em Manaus, em 1987; comentários sobre o trabalho na Campanha Nacional de Tuberculose, em 1988; as atividades profissionais subsequentes; observações sobre a relação entre as Coordenações Nacionais e Estaduais de hanseníase; o trabalho como Coordenador Nacional de Dermatologia Sanitária, de 1993 a 1995; comentários sobre a criação dos Comitês Técnico Científico, do Operacional e do Técnico Social, em 1986-1989, durante a gestão de Maria Leide W. de Oliveira na coordenação da Divisão Nacional de Dermatologia Sanitária; avaliação dos atuais Programas de Controle da Hanseníase.

Fita 2 – Lado A
Sua participação nos Congressos de Dermatologia e Hanseníase nacionais e internacionais e a importância destes em sua formação; sua participação em congressos nacionais e internacionais; o fórum Aliança Global para Eliminação da Hanseníase, organizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS); opinião sobre as razões do Brasil ter o segundo lugar em número de casos de hanseníase; a necessidade de informar sobre a gravidade da doença e seu tratamento; as mudanças ocorridas no tratamento aos doentes e índices de abandono do mesmo; opinião sobre a sociedade em relação ao doente de hanseníase; a criação e atuação do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (MORHAN) e as campanhas de esclarecimento veiculadas pelas emissoras de televisão.

Fita 2 – Lado B
Continuação dos comentários sobre a pouca divulgação das campanhas de esclarecimento pelo alto custo de sua transmissão na TV; a alternativa em realizar campanhas estaduais e radiofônicas com intuito de diminuir seu custo final; os quatro Centros de Referência da hanseníase no Brasil e seu funcionamento; o estigma da hanseníase, suas sequelas e a importância da designação.

Isabel Bezerra da Silva e Joaquim Ferreira dos Santos

Sumário de assuntos
Fita 1 – Lado A
Informações pessoais de Isabel, casos de hanseníase na família e a ida para a Colônia Getúlio Vargas, com a família, em 1945, aos 10 anos de idade; a morte da mãe no mesmo ano da internação e a ida dos irmãos sadios para o Educandário Eunice Weaver, preventório ligado à Colônia; comentários sobre a irmã mais velha, que saiu da Colônia para se casar com outro interno; lembranças da infância na Colônia e o medo das injeções de óleo de chaulmoogra; seu primeiro trabalho, como garçonete, no refeitório da Colônia; o noivo enfermeiro e o aprendizado em enfermagem; a fuga da Colônia com o noivo para morar em Recife, em 1969, e o retorno em 1975 em razão do agravamento do estado de saúde do marido; a morte deste em 1977 e o novo
casamento, no ano seguinte; comentários sobre a vida social da Colônia Getúlio Vargas; observações sobre o uso de medicamentos como Dapsona e Promim; considerações sobre a Igreja e as missas; as visitas aos irmãos internados no preventório; sobre os diretores Humberto Cartacho e Brito Ataíde e as modificações promovidas na estrutura da Colônia que ajudavam a diminuir o preconceito em relação à doença; comentários sobre os exames realizados pelas Comissões de Alta; a relação com a equipe médica e técnico-administrativa da Colônia e a convivência entre os pacientes; comentários sobre a relação com a sociedade e opiniões sobre o isolamento dos pacientes de hanseníase.

Fita 1 – Lado B
O contato, através de cartas, com os familiares; comentários sobre o preconceito em relação aos moradores da Colônia; as campanhas de esclarecimentos veiculadas para a população e o abandono do tratamento de muitos pacientes por causa da reação aos medicamentos; a mudança do nome da doença, de ‘lepra’ para ‘hanseníase’; comparações da Colônia na época de sua infância e a atualidade; possibilidades de mudanças para melhoria do atendimento médico; o segundo casamento, com Joaquim Ferreira dos Santos, também ex-paciente da Colônia; depoimento deste sobre sua família e os que padeciam de hanseníase; sua chegada à Colônia Getúlio Vargas em 1973, aos 30 anos de idade; lembranças do hospital e saudade da família.

Lygia Madeira César de Andrade

Sumário de assuntos
Fita 1 – Lado A
Recordações familiares, a infância em Copacabana e a carreira do pai como médico sanitarista; lembranças sobre os primeiros estudos em Petrópolis; as circunstâncias da ida para a Suíça, em 1930, e lembranças dessa viagem realizada para a mãe fazer tratamento da tuberculose; o curso prémédico, preparatório para a entrada na Faculdade Nacional de Medicina.

Fita 1 – Lado B
O ingresso na Faculdade de Nacional de Medicina, em 1937, e lembranças de algumas colegas, como Clotilde Souto Maior, e de alguns professores, como Carlos Chagas Filho e Francisco Rabello; as aulas de Dermatologia e os primeiros contatos com a lepra; a escolha pela Dermatologia diante de tantas opções para especialização; o estágio na função de Técnica de Laboratório, no Museu
Nacional, no setor de Mineralogia, Geologia e Paleontologia; a transferência para o hospital Artur Bernardes, atual Instituto Fernandes Figueira; as circunstâncias da ida para o SNL, em 1945; o trabalho na seção de Epidemiologia daquele Serviço e a convivência com profissionais como João Batista Rizzi e Rubem David Azulay; sobre o curso de leprologia do Departamento Nacional de Saúde, em 1947; o tema de sua monografia de fim de curso, a história do Hospital Frei Antônio.

Fita 2 – Lado A
O trabalho no SNL, as pesquisas de transmissão experimental e o uso do óleo de chaulmoogra; o impacto de novas medicações como a Sulfona e a Dapsona; a participação nas Comissões de Alta e a concessão de altas aos pacientes após apresentarem exames negativos e terem acompanhamento ambulatorial; comentários sobre a interdisciplinaridade nas especialidades médicas como Dermatologia, Leprologia e Sifilografia; a reação da família à sua entrada na área da Hansenologia; a criação do Instituto de Leprologia, em 1952, e a construção do prédio sede; circunstâncias da ida para o Amapá, em 1956; as dificuldades em obter material para pesquisas laboratoriais, como reagentes, líquidos e materiais biológicos; as novas instalações do IL e sua incorporação à Fiocruz em 1976.

Fita 2 – Lado B
Comentários sobre o interesse em trabalhar com lepra, após as aulas de Dermatologia com o professor Francisco Rabello, no terceiro ano da Faculdade de Medicina, em 1940; o trabalho no Hospital Artur Bernardes, atual Fernandes Figueira, depois de formada em 1942, e a classificação no concurso do Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP), como técnica de laboratório médico, em 1945; o convite do diretor de Manguinhos para trabalhar no Instituto Oswaldo Cruz e sua recusa por causa da dificuldade de transporte para se chegar ao IOC; a vontade de trabalhar no IOC, a exemplo do pai, que faleceu nos seus 8 anos; a escolha em trabalhar no SNL, em 1945, e observações sobre seu funcionamento; a estrutura e a organização do Hospital Frei Antônio, a criação do IL em terreno pertencente à Irmandade Candelária, na década de 1940, e seus responsáveis, respectivamente; comentários sobre os aspectos burocráticos do SNL e a biblioteca do IL; a transferência deste Instituto para a Fiocruz; sobre o trabalho com Rubem David Azulay e René Garrido Neves; comentários sobre as dificuldades encontradas na realização de pesquisas no IL; referência à descoberta de novos medicamentos, como a Dapsona e a Rifampicina, na pesquisa sobre a lepra.

Fita 3 – Lado A
O momento de transferência do IL para a Fiocruz, o Ambulatório Souza Araújo e as reformas no Pavilhão Mourisco realizadas pelo Ministério da Saúde; o trabalho na direção do IL durante a transferência para a Fiocruz; a possível explicação para a recusa dos profissionais do IL em se transferir; lembranças dos congressos de que participou e comentários sobre os órgãos de gerenciamento e controle da lepra em diferentes países; as razões para não seguir a carreira de clínica médica em hanseníase; o papel da biópsia e do exame clínico para o diagnóstico em hanseníase e os avanços tecnológicos que auxiliaram esse diagnóstico, bem como seu tratamento; o tratamento com óleo de chaulmoogra e a pesquisa de transmissão experimental, realizados no IL.

Fita 3 – Lado B
Comentários sobre a mudança do nome da doença de ‘lepra’ para ‘hanseníase’; o fim dos leprosários e a vida dos pacientes nos asilos, convivendo com o medo do contágio e da discriminação; a melhoria na eficácia do tratamento e o tratamento usado na década de 1940, quando entrou para o SNL, após a medicação química; o uso de outra planta brasileira em substituição ao chaulmoogra para tratamento da doença; lembranças da disposição física dos prédios da Fiocruz.

Maria da Graça Souza Cunha

Sumário de assuntos
Fita 1 – Lado A
Lembranças dos pais e comentários sobre irmãos, marido e filhos; a profissão dos pais e irmãos; relatos da infância e da formação escolar; os motivos da opção pela Medicina e o início da graduação na UFPA em 1968; a vinda para o Rio de Janeiro e a residência médica no hospital Pedro Ernesto, com o professor Rubem David Azulay, em 1974; as aulas sobre hanseníase e a visita ao Hospital
Colônia de Marituba, em Belém, Pará, durante a graduação; a influência dos professores Rubem David Azulay e Avelino Miguez Alonso; comentários sobre o casamento, em 1973, meses antes dessa viagem para o Rio de Janeiro; a permanência no estado por dois anos, para a conclusão de sua residência médica em Dermatologia, e de seu marido, em Cirurgia; a ida para Manaus em 1976,
para trabalhar no Dispensário Alfredo da Matta; as passagens pelo Hospital Antônio Aleixo e o concurso para o Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (Inamps), concomitante ao período em que atuava no Alfredo da Matta; o cargo de diretora do Instituto Alfredo da Matta, eleita duas vezes, em 1998 e 2003; a importância da Fundação Alfredo da Matta (FUAM) como centro de referência em dermatologia e colaborador da OMS; a dificuldade em conciliar a direção da Fundação com o atendimento em sua clínica particular; comentários sobre o trabalho, as pesquisas e as atividades implementadas pela Fundação Alfredo da Matta, com financiamento do Ministério da Saúde e da OMS; comentários sobre sua participação como membro
do Comitê Assessor do Ministério da Saúde para Hanseníase; a relevância dos congressos e os países visitados em função do trabalho; considerações sobre a profissão dos filhos; observações sobre o mestrado e o doutorado concluídos na USP, em Ribeirão Preto, entre 1992 e 2001; a relação com a família e as atividades profissionais.

Fita 1 – Lado B
Opinião sobre algumas questões relativas à doença, como a eliminação da hanseníase em 2005, o estigma e as campanhas de esclarecimento à população em geral; a respeito do papel e da atuação do Morhan no Brasil, e, mais especificamente, no Amazonas.

Maria Eugênia Noviski Gallo

Sumário de assuntos
Fita 1 – Lado A
A origem dos pais e a infância em Curitiba, Paraná; formação escolar e entrada no mercado de trabalho, com o primeiro emprego; a decisão de continuar os estudos à noite, no Colégio Estadual do Paraná; a opção pela medicina e as dificuldades para fazer o curso pré-vestibular; o ingresso na Universidade Federal do Paraná, em 1969, o concurso para a Prefeitura Municipal de Curitiba e os
primeiros anos na faculdade; relato sobre algumas dificuldades na vida pessoal; lembranças dos professores; a conclusão da graduação em 1974 e a ida para o Rio de Janeiro, em 1975, para fazer mestrado na área de Dermatologia, na UFF, com o professor Rubem David Azulay; o primeiro encontro com o professor René Garrido Neves.

Fita 1 – Lado B
A ida para o Instituto de Leprologia e a obtenção de uma bolsa de estudo do CNPq, por intermédio do professor René Garrido; o primeiro contato com a hanseníase e a opção pela especialização; a mudança definitiva para o Rio de Janeiro; o encontro com a hansenologista Maria Leide W. de Oliveira; a dissertação de mestrado orientada por René Garrido Neves e defendida em 1976; a
incorporação do Instituto de Leprologia à Fiocruz, em 1976, e a opção dos profissionais; o trabalho como auxiliar de ensino na UFF, os títulos de Especialista em Hansenologia pela Associação Brasileira de Hansenologia e pela Associação Médica Brasileira, ambos em 1975; o concurso para Dermatologista e Imunologista do Inamps, em 1976; a mudança para o campus da Fiocruz; as resistências encontradas para o atendimento aos pacientes na Fiocruz; o trabalho clínico e o suporte à pesquisa em hanseníase; o ingresso no doutorado em Medicina Tropical e a defesa da tese, no IOC/Fiocruz, em 1998; os três principais centros de referência de hanseníase na época da implantação da poliquimioterapia no Brasil, na década de 1970.

Fita 2 – Lado A
Sobre as pesquisas produzidas na Fiocruz e sua importância no âmbito nacional; o cargo de chefe do Laboratório de Hanseníase em 1998 e as atividades realizadas; a conexão do Laboratório de Hanseníase com o Laboratório de Microbiologia Celular e de Biologia Molecular e a formação do Departamento de Micobacterioses, em 2004; a participação em congressos, reuniões e seminários e a importância destes em sua atividade de pesquisa; a experiência como professora nos cursos de pós-graduação do IOC e sua atuação como vice-presidente na NLR Brasil; o interesse dos estudantes no estudo da hanseníase, atualmente, e as dificuldades em atingir a meta de eliminação no Brasil; a eficácia da poliquimioterapia no combate à doença e o tratamento em dose única.

Fita 2 – Lado B
Sua avaliação sobre a atuação do Morhan hoje; as campanhas de esclarecimento veiculadas nos meios de comunicação e o papel das ONGs nesse sentido; a importância do diagnóstico precoce na eliminação da hanseníase; observações sobre as filhas e a vida pessoal.

Maria Leide Wand-Del-Rey de Oliveira

Sumário de assuntos
Fita 1 – Lado A
Lembranças do local de nascimento e de sua família, pais e irmãos; sobre a infância e juventude na fazenda da família, no Espírito Santo; os primeiros estudos na fazenda e na cidade de Mucurici; a ida para a cidade de Nanuque, em Minas Gerais; a morte de seu avô materno; a conturbada relação com a mãe na juventude; o cotidiano rígido nos anos em que esteve no internato e o interesse e
gosto pelo teatro; o retorno ao Espírito Santo em razão da candidatura do pai à prefeitura da cidade de Montanha, no Espírito Santo; a entrada no colégio Dom José Dalvit e a participação, a partir da década de 1960, na JC (Juventude Católica); o contato com a música e o canto; a ida para Vitória em 1965 e a vida num pensionato de freiras.

Fita 1 – Lado B
O impacto que sofreu com a morte da avó paterna; as amizades que manteve no período em que morava no pensionato; o primeiro namorado médico e o cotidiano no hospital com a mãe gravemente adoentada, em 1965; o ingresso na Emescam, em 1970, e o período em que morou com seus irmãos em Vitória; comentários sobre o namoro e noivado com José Mora, carinhosamente tratado como "Neném"; o primeiro contato com a hanseníase através da monitoria em Histopatologia, em 1972; a morte do companheiro em 1974 e sua total entrega à medicina desde então; a ida para a UERJ, em 1975, e o término da faculdade no mesmo ano; relatos sobre as excelentes aulas de dermatologia na graduação em Vitória e o período em que atuou como bolsista de iniciação científica no Instituto de Leprologia em São Cristóvão, orientada pelo professor René Garrido Neves; o concurso para médica dermatologista do Inamps, em 1977, e o início do trabalho com hanseníase no município de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.

Fita 2 – Lado A
O início da carreira profissional na UFRJ em 1979; a participação na fundação do Morhan, em 1980; comentários sobre a atuação na Gerência Estadual de Dermatologia Sanitária do Rio de Janeiro entre os anos de 1983 e 1985; lembranças de Sadino Abelha; os motivos do início de carreira acadêmica e médica na UFRJ, em 1979; a atuação no combate à aids no Brasil; o embate entre Fabíola Aguiar Nunes e Aguinaldo Gonçalves na liderança da Divisão Nacional de Dermatologia, do Ministério da Saúde; sobre os encontros e conferências na área de dermatologia frequentados pela depoente; a ida para Brasília e a atuação na Gerência Nacional de Dermatologia Sanitária, de 1986 a 1990.

Fita 2 – Lado B
Observações sobre as campanhas publicitárias pelo combate à hanseníase no Brasil que implementou, quando coordenadora; sobre a dúvida em se utilizar ou não o termo lepra nas campanhas; empecilhos políticos à realização de novas campanhas; a descentralização do serviço de controle e combate à hanseníase nos diversos estados do país; comentários sobre a implantação
da poliquimioterapia no Brasil e a ajuda recebida da OMS e de ONGs estrangeiras; as melhorias e mudanças realizadas no período em que exerceu a direção da Gerência Nacional de Dermatologia Sanitária; a opinião negativa sobre a resistência em empregar a poliquimioterapia na década de 1970; a utilização da Sulfona e da Rifampicina (esquema DNDS); a desativação dos leprosários,
graças à eficácia dos remédios para o tratamento e cura da hanseníase.

Fita 3 – Lado A
As ações realizadas em estados endêmicos do Brasil, como Maranhão e Pará; a necessidade do atendimento local/ambulatorial à hanseníase; os motivos da demissão da Gerência Nacional de Dermatologia Sanitária, em 1990; o mestrado na área de Dermatologia, defendido em 1991, na UFF, com a dissertação Integração Docente – Assistencial: estudo de caso na área de hanseníase; o doutorado na mesma área, defendido na UFRJ em 1996, Cura da hanseníase: estudo de recidivas; o convite de
Gerson Oliveira Penna para o Centro Nacional de Epidemiologia (Cenepi), em 1995; a atuação no HUCFF, da UFRJ, desde 1999; a pesquisa sobre hanseníase e a relação desta com as ciências humanas e sociais; comentários sobre a Associação Internacional de Pacientes de Hanseníase, criada em Petrópolis; sobre os males e sofrimentos provocados pela hanseníase ao seu portador.

Fita 3 – Lado B
A importância dos congressos e encontros que envolvem a dermatologia e, em particular, a hanseníase; lembranças de lugares onde esteve por causa do trabalho, como a Índia e a China; o interesse que os estudantes de medicina possuem na área da hanseníase; a dificuldade em se disseminar a terminologia ‘hanseníase’ entre a população; o convite feito por Sinésio Talhari para
assumir a Coordenação do Departamento de Hansenologia da Sociedade Brasileira de Dermatologia, em 2005; o atendimento no HUCFF e os livros e materiais didáticos publicados pela depoente.

Fita 4 – Lado A
O diagnóstico e o tratamento da hanseníase no Brasil, atualmente; a eficácia da poliquimioterapia; opinião sobre o Morhan, sua direção e atuação hoje; o estigma e o preconceito que envolvem a doença; o medo que a hanseníase ainda provoca na sociedade e até mesmo em alguns médicos e profissionais de saúde; comentários sobre o significado do abraço dado pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva em um paciente com hanseníase no Acre; os pacientes atendidos pela depoente no HUCFF; os cuidados que os médicos e pacientes devem ter com as incapacidades físicas provocadas pela hanseníase; comentários sobre a irmã mais nova, a afilhada Patrícia e os sobrinhos; outras observações sobre a vida pessoal.

Osmar Mattos

Sumário de assuntos
Fita 1 – Lado A
Seu nascimento e infância em Maceió e sobre os pais e irmãos; a mudança da família para Recife, em 1932; o ingresso na Faculdade de Medicina do Recife, em 1934, e o término em 1939; o início da vida profissional, a mudança o Amazonas, a vinda para o Rio de Janeiro e o ingresso no Instituto de Leprologia, a volta para o Amazonas e o trabalho em colônia de leprosos, o retorno para a capital do estado, Manaus, e a direção do leprosário; a segunda vinda para o Rio de Janeiro e o trabalho na Campanha Nacional Contra Lepra, de 1950; o fechamento do Instituto de Leprologia, na década de 1970 e a transferência para a Saúde dos Portos e indo trabalhar no aeroporto Internacional do Rio de Janeiro; a respeito do uso da talidomida no tratamento da hanseníase e a apresentação deste método como tratamento no exterior; o aparecimento da Sulfona e o início de seu uso.

Fita 1 - Lado B
Comentários sobre os filhos; volta a comentar sobre sua saída do Instituto de Leprologia e a ida para a Saúde dos Portos e a Campanha Nacional contra a Lepra; opinião quanto à mudança do nome lepra para hanseníase; relato de casos; tratamento atual da hanseníase e a nova classificação para a doença; o isolamento compulsório no Rio de Janeiro e em São Paulo; opinião quanto à abertura e ao fechamento dos leprosários, a posição dos médicos quanto à política de isolamento compulsório; comentários sobre os professores Ramos e Silva, Eduardo Rabelo e Rubem David Azulay; o Programa Nacional de Lepra e o convite recebido por Fausto Gaioso para assumir a direção; sobre os diretores do Instituto de Leprologia; comentários sobre Luiz Marino Bechelli, Nelson de Lauro, Nelson Cavalcanti e Lauro de Souza Lima; a especialização em dermatologia no Rio de Janeiro e o Professor Armínio Fraga.

Fita 2 - Lado A
Sobre suas atribuições e o cargo na Campanha Nacional Contra a Lepra; o atendimento aos hansenianos nas unidades municipais e seus funcionários como guardas e enfermeiras; sobre o uso da Sulfona e da talidomida no combate à hanseníase; sobre a recusa do depoente em internar pacientes hansenianos com reações; a aplicação do BCG enquanto trabalhava no Instituto de Leprologia; o trabalho como chefe de setor na Campanha Nacional contra a Lepra em municípios do Estado do Rio de Janeiro e a extensão da Campanha para outros municípios; o controle dos comunicantes; os dispensários e a descentralização do centro de saúde; a respeito da necessidade de internação de alguns pacientes e a pressão que sofreu para internar dois pacientes em Cabo Frio; sobre possíveis voluntários na luta contra a doença; a remessa falsa de talidomida comprada pelo Serviço Nacional de Lepra; o cargo de mediador na Policlínica Geral do Rio de Janeiro; o professor Ramos e Silva e a cátedra de Dermatologia da Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro; o convite para ministrar um curso de dermatologia em São Paulo e a participação de René Garrido Neves nesse curso como assistente; sobre a cura da hanseníase e o caso dos dois advogados curados em Niterói; o uso do CB1; a respeito da transmissibilidade da doença de mãe para filho; os preventórios e as internações no Hospital Frei Antônio; o tratamento da doença através da descompressão dos nervos; o uso da talidomida e suas reações; a cura da reação leprosa pelo Xécio (?);(Sheskin) os variados tipos da doença tais como virshowiano e polimorfa; o estudo sobre a doença com os paulistas Leo e Robson Janine (?); sobre seu trabalho de evolução anômala da lepra; sobre o caso da lepra de Lucio e sua intercorrências; o episódio com Periassu (?) e o diagnóstico de lepra pelo nervo auricular; a publicação desse trabalho como lepra de Lucio.

Fita 2 - Lado B
O doutor Sheskin (?) e a publicação do trabalho da talidomida no tratamento contra a lepra; sobre as políticas de controle da hanseníase no país e na Baixada Fluminense (Rio de Janeiro); o trabalho experimental da Campanha implementada pelo Rossis (?) e sua extensão pelo país todo; os meios de transportes utilizados na Campanha; sobre o preconceito que envolve a doença; a Campanha em Cabo Frio e o caso Otacílio; a decepção com Wandick Del Fávero devido ao fim da campanha estipulado por ele; a nomeação como chefe da Campanha Nacional contra a Lepra; o VIII Congresso Intenacional de Tóquio em 1958 e a abolição do isolamento terapêutico; sobre a diferença entre a Campanha Nacional e a de Orestes Diniz; a respeito de pessoas conhecidas contaminadas pela doença; sobre seu consultório na Rua da Carioca, no Rio de Janeiro; sobre sua aposentadoria; o consultório em parceria com Hinálio de Castro (também do Instituto de Leprologia) e sua admiração pelo colega; sobre as lesões cutâneas decorrentes da doença e suas diferentes designações; a ida para a Saúde dos Portos depois de uma passagem pelo Cais do Porto; a questão estatutária e a Consolidação das Leis do Trabalho; sobre a temporada que passou com a família na Colônia Antônio Aleixo; a vinda para o Rio de Janeiro para fazer o curso de lepra; a volta para a colônia e a sua nomeação como chefe do Serviço Nacional de Lepra; o caso do roubo do cimento da colônia; o rompimento com Edson Stanislau (?) devido a desavenças políticas e a demissão do Serviço; o curso de doenças venéreas no Rio de Janeiro e a ida para Fortaleza a convite do diretor de saúde do Ceará.

Fita 3 - Lado A
Sua entrada na Campanha Nacional de Lepra em 1954; sobre o Dr. Borges Filho e a alta incidência da doença por todo o Brasil; as dificuldades por quais passam os profissionais que lidam com a hanseníase no país; o controle da doença e as questões sociais que envolvem a doença tais como a pobreza da população; relatos sobre sua passagem pelo Amazonas e as péssimas condições de vida das famílias que habitavam esse estado; lembranças de alguns casos de hanseníase nos locais em que já atuou tais como: Roraima, Amapá e Acre; a especialização em dermatologia ministrada pelos doutores Armínio Fraga e Ramos e Silva; memórias acerca desses professores; a admiração pelo professor Ramos e Silva e por sua filha Márcia Ramos e Silva; o caso do professor Arton (?) da Itália e sobre os doutores Mário Rutovit (?) e Jarbas Porto; sua opinião sobre o Movimento de Reintegração de pessoas atingidas pela Hanseníase (MORHAN); o congresso de Dermatologia em 1979; a respeito de medicamentos utilizados no tratamento da doença como o óleo de chaulmoogra, a Sulfona e a diazona; lembrança de alguns casos tratados com Sulfona (DDS).

René Garrido Neves

Sumário de assuntos
Fita 1 – Lado A
Seu nascimento e infância em Niterói, no Rio de Janeiro; as atividades profissionais de seus pais e sua intenção de seguir a carreira militar; lembranças do Curso Científico no Liceu Nilo Peçanha, em Niterói; a opção pela Medicina e o ingresso na Faculdade Fluminense de Medicina, atual UFF, em 1948; comentários sobre professores, colegas e o fim da obrigatoriedade da tese para obtenção do diploma no curso de Medicina.

Fita 1 – Lado B
Sobre a opção pela Dermatologia e as aulas do professor Paulo de Figueiredo Parreiras Horta e seu assistente, Rubem David Azulay; o estágio no ambulatório de Dermatologia da Universidade, em 1951; a contratação para trabalhar no Laboratório de Anatomia Patológica, no Instituto de Leprologia (IL), após a formatura, em 1954; suas perspectivas de trabalho durante a graduação e a primeira experiência como professor da parte prática do Curso de lepra, oferecido pelo Ministério da Saúde, em 1954; os cursos de extensão oferecidos pela Sociedade dos Internos da Santa Casa do Rio de Janeiro, tais como o Curso de Dermatologia, em 1952; comentários sobre o curso de Histopatologia da Pele com o professor Hildebrando Portugal, na Universidade do Brasil, em 1962, a impossibilidade de fazer o curso de Micologia e o pouco valor dados à qualificação profissional no país; o concurso para auxiliar médico da Secretaria de Saúde e Assistência do Distrito Federal, de 1953 a 1954; a transferência do IL para a fundação Oswaldo Cruz, na década de 1970; sobre a Campanha Nacional contra a Lepra e o Dr. Orestes Diniz, diretor do Serviço Nacional da Lepra à época, comentários sobre Ernani Agrícola.

Fita 2 - Lado A
Comentários sobre a política de isolamento compulsório; o funcionamento do Hospital Frei Antônio, em São Cristóvão/RJ; o Curso de Leprologia, do Serviço Nacional de Lepra, em 1956, cujos professores eram Rubem David Azulay e Avelino Miguez Alonso, entre outros; as mudanças na estrutura do curso, como enviar os professores para os estados para realizar cursos intensivos; as atividades do IL; a pesquisa para a implantação da Sulfona no Brasil; comentários sobre o Dr. Diltor Vladimir Araújo Opromolla, médico do Instituto Lauro de Souza Lima, em Bauru (SP); as pesquisas do Dr. Inálio de Castro; o curso de Especialização em Lepra, do Departamento Nacional de Saúde, do Ministério da Saúde, em 1957.

Fita 2 – Lado B
As atividades do IL no combate a hanseníase após a descentralização; os critérios das comissões de alta; relato de um estudo de caso em paciente. Seu trabalho como diretor do IL, em 1964; o projeto com a Organização Mundial de Saúde, para tornar o instituto um centro de referência em pesquisa de Sulfona; algumas dificuldades; a produção da Lepromina. O trabalho como Chefe de Anatomia Patológica do IL, em 1969. Comentários sobre os vínculos empregatícios e os salários dos funcionários públicos que trabalham na área da saúde.

Fita 3 – Lado A
Outras observações sobre a incorporação do Instituto de Leprologia a Fundação Oswaldo Cruz, na década de 1970; a biblioteca do IL especializada em hanseníase; relato sobre a transferência da área do IL para a Irmandade da Candelária, em 1976; e a transferência do Serviço Nacional de Lepra para Brasília; as tentativas de resistência; sua ida para o Instituto do Câncer; as dificuldades de implantação do serviço de atendimento ao câncer de pele; o curso de Dermatologia, de 1952.

Fita 3 – Lado B
Os estágios oferecidos pelo IL; a assessoria dada pelo Instituto para diagnóstico de lepra de outros estados e até de outros países, como a Guiana Holandesa; sobre o Dr. Lauro de Souza Lima e suas atividades com a hanseníase; sua carreira de docente como professor titular da Universidade Federal Fluminense, em 1986; as atividades do Dr. Rubem David Azulay; sobre as técnicas de laboratório para diagnóstico de lepra; o trabalho como Assistente do Serviço de Dermatologia, em 1958.

Fita 4 – Lado A
As atividades como presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, em 1986; sobre a Associação Brasileira de Leprologia e o simpósio acerca da utilização da vacina BCG contra a lepra; o primeiro Curso de Dermatologia Tropical realizado em 1979, na cidade de Manaus, Amazonas e as circunstâncias da realização do curso em Porto Velho, Rondônia; comentários sobre o médico Abraão Rotberg; o ensino da Dermatologia no Brasil; observações sobre a catalogação de seus artigos publicados; as circunstâncias de sua aposentadoria, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1979; como se deu a organização da pós-graduação na UFF, durante o período em que trabalhou como Coordenador, sendo, ao mesmo tempo, aluno.

Fita 4 – Lado B
Lembranças de situações vivenciadas durante o curso de pós-graduação; seu trabalho como avaliador da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) nos cursos de pós-graduação; as circunstâncias de sua ida para a UFRJ, como professor titular em Dermatologia, em 1992 e como foi realizado o concurso; os títulos de Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), em 1967, e de Especialista em Hansenologia, pela Sociedade Brasileira de Hanseníase (SBH), em 1974; o concurso para médico dermatologista do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), em 1973; sua formação musical em teoria e solfejo pelo Teatro Municipal de Niterói, em 1939.

Fita 5 – Lado A
O Curso de Pós-Graduação Médica Carlos Chagas, realizado em 1985, no Instituto de Pós-Graduação Carlos Chagas; a diminuição da carga horária da disciplina Dermatologia na graduação, atualmente e o maior interesse dos professores e alunos na área de estética; sua participação em congressos; a meta de eliminação da hanseníase no Brasil e o alto índice dos casos da doença; a importância da mudança do nome lepra para hanseníase.

Fita 5 – Lado B
O estigma que envolve a doença; comentários sobre a proposta de Abraão Rotberg para a adesão internacional do termo hanseníase e o embate deste com Luís Marino Bechelli devido a isto.

Wagner Nogueira

Sumário de assuntos
– Lembranças da infância e da família; a recusa em seguir a carreira militar e a opção pela Universidade; menção à ‘escola’ que abriu em sua casa para dar aulas e ter alguma independência financeira; breve passagem pela escola militar da Aeronáutica; a entrada no curso de Medicina, da USP, o movimento estudantil e sua participação; menção à atuação no setor de medicina preventiva da faculdade (0min - 7min57s);
– O início de seu envolvimento com a hanseníase; considerações sobre o dermatologista e professor de medicina, dr. Constantino José Fernandes, que o orientava no início da atuação com pacientes de hanseníase; o contexto de surgimento do Morhan e a iniciativa de Bacurau; a administração da vida acadêmica associada à sua inserção e atuação no Morhan; sobre a implantação da poliquimioterapia em São Paulo e a oposição do Morhan; a atuação da Fiocruz na área de pesquisa da hanseníase; a Coordenação Estadual de Hanseníase em São Paulo no momento de implantação gradual da poliquimioterapia; a inserção do tratamento da hanseníase no sistema de saúde; treinamento e capacitação de pessoal (7min58s - 25min33s);
– Os hospitais-colônia no estado de São Paulo; detalhes sobre o período de sua atuação como coordenador estadual de hanseníase, de 1988 até 2004, e o processo de saída desse cargo; a atuação no Programa de Saúde da Família; a aceitação da poliquimioterapia e as observações sobre a importância da Fiocruz neste processo; algumas considerações sobre a atuação no
Morhan; citação sobre sua entrada na Secretaria Estadual de Saúde; o papel do Morhan na atualidade; lembranças da atuação do Morhan no passado e comparação com o presente, destacando a diferença de objetivos; exaltação à melhora no âmbito macropolítico e a fragilidade na base do Movimento; opinião sobre o tratamento da hanseníase na atualidade e a municipalização das ações de controle; o surgimento de grande número de casos com pacientes menores de 15 anos; a capacitação do profissional envolvido no tratamento da hanseníase (25min34s - 56min43s);
– A mudança de ‘lepra’ para ‘hanseníase’; considerações sobre a importância da atitude diante da hanseníase e do entendimento sobre seu significado; a política de eliminação da hanseníase e as áreas endêmicas; a necessidade de priorização do diagnóstico precoce e do tratamento, em detrimento da busca pela eliminação da doença; a posição ocupada pelo Brasil nas estatísticas mundiais sobre a doença; citação do grupo de profissionais que desde a década de 1980 não aceita as imposições internacionais de combate à hanseníase, e concordância com essa atitude; encerramento da entrevista; agradecimentos e considerações finais sobre sua aposentadoria e a pretensão de continuar trabalhando com a hanseníase (56min54s - 1h11min).

Waldemir Soares de Miranda

Sumário de assuntos
Fita 1 – Lado A
A origem familiar na cidade de Guarabira, Paraíba; a mudança para a capital João Pessoa, em 1913, para completar os estudos; comentários sobre os irmãos; o vestibular, a ida para o Rio de Janeiro e o ingresso no curso de Medicina na Universidade do Brasil; comentários sobre o viver no Rio de Janeiro na década de 1930; os primeiros contatos com a hanseníase no Pavilhão São Miguel, na Santa Casa da Misericórdia; a admiração pelas aulas ministradas pelo professor Eduardo Rabello; a amizade com o filho deste, Francisco Eduardo Acioli Rabello, seu colega de turma; lembranças de Deolindo Couto e Oscar da Silva Araujo; Fernando Terra como chefe do Serviço de Dermatologia, na Santa Casa da Misericórdia, e o início de Jorge Lobo neste posto; a experiência profissional após a graduação na Santa Casa; o concurso para médico dermatologista do Departamento de Saúde Pública em Pernambuco, na década de 1930, e o trabalho no Hospital Pedro II; a permanência em Castelo, no Espírito Santo, por indicação do professor Atílio Vivácua, antes do retorno a Pernambuco.

Fita 1 – Lado B
A experiência de ser médico em Pernambuco; o envio de material biológico para o Instituto Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, para se fazer biópsias; novas considerações sobre o concurso para o Departamento de Saúde Pública; a vida familiar, o primeiro casamento e os filhos; comentários sobre seu medo em relação ao contágio da lepra, só superado após a leitura do livro La lèpre, de E. Jeanselme; sobre a assistência aos doentes na Paraíba; recordação sobre as três esposas; o curso de pós-graduação no Hospital Saint-Louis, em Paris, durante um ano, e no Instituto de Medicina Tropical da Alemanha, por 8 meses; a fundação da Faculdade de Ciências Médicas de Pernambuco, em 1950.

Fita 2 – Lado A
Sobre a época da graduação e os bondes no Rio de Janeiro; o gosto pela literatura e a frequência na Academia Brasileira de Letras, onde conheceu alguns acadêmicos, entre os quais Coelho Neto; o cargo de presidente da Academia de Letras, em Pernambuco; lembranças dos alunos que mais se destacaram na Faculdade de Ciências Médicas, Simon Foguel, seu sucessor, e Francisco Peixoto;
comentários sobre alguns de seus livros como Bouba no Nordeste brasileiro, (1935), Um novo esporotricado e suas reações alérgicas e Alguns aspectos farmacológicos a Jatropha Curcas (1938), uma planta do Nordeste; a importância da faculdade na sua vida e a criação de alguns serviços, como o de Radiologia; lembranças da cidade de Caiçara, Paraíba, e sobre suas atividades na cidade; recordações sobre o Rio de Janeiro e Recife; reflexão sobre o significado de se viver 100 anos; homenagens feitas ao depoente e ao pai em Caiçara; as atividades atuais; comentários sobre como recebeu a mudança no nome da doença de ‘lepra’ para ‘hanseníase’.

Ensaios

Jornais

  • BR RJCOC ED-FC-PP-02
  • Dossiê
  • 16/11/1984 - 09/1987
  • Parte de Eduardo Costa

Panfletos

Revistas

  • BR RJCOC ED-DP-LP-39
  • Dossiê
  • 07/1982 - 09/1995
  • Parte de Eduardo Costa

Informativos

Atualidade Angdaua

Chefe do Departamento de Saneamento e Saúde Ambiental da Escola Nacional de Saúde Pública

  • BR RJCOC SZ-GI-AI-02.v.1-v.3
  • Dossiê
  • 15/07/1965 - 01/06/1988
  • Parte de Szachna Cynamon

Relatórios, folhetos, cartas, leis, processos judiciais, tabelas, publicações, cartões, listas de livros, decretos, atas, listas de referências bibliográficas, catálogos das publicações do instituto de pesquisas rodoviárias, planos de ação, memorandos, estudos de casos, ordens de serviço, informativos, memorandos circulares, ofícios, nomeações, portarias, resoluções, ofícios circulares, comunicados, recibos, atos da presidência, cartas circulares, instruções normativas, faturas, fichas de cadastros, apontamentos, bilhetes, convites, ensaios, formulários, listas de avaliação de participantes, listas de participantes, projetos, prospectos, minutas de convênios, organogramas, folhetos, ementas, listas de itens, roteiros de avaliação, roteiros de discussão, diretrizes, programas de eventos, convênios, publicação: plano decenal de desenvolvimento econômico e social, notas técnicas.

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