Item 34 - Maria Leide Wand-Del-Rey de Oliveira

Área de identificação

Código de referência

BR RJCOC 05-06-01-01-01-06-34

Título

Maria Leide Wand-Del-Rey de Oliveira

Data(s)

  • 2004 (Produção)

nível de descrição

Item

Dimensão e suporte

Documentos sonoros: 4 fitas cassete e 4 CD's (3h45min; cópia digital)

Área de contextualização

Nome do produtor

História arquivística

Entrevista realizada por Laurinda Rosa Maciel, no Rio de Janeiro (RJ), nos dias 07 de dezembro de 2004.

Procedência

Área de conteúdo e estrutura

Âmbito e conteúdo

Sumário de assuntos
Fita 1 – Lado A
Lembranças do local de nascimento e de sua família, pais e irmãos; sobre a infância e juventude na fazenda da família, no Espírito Santo; os primeiros estudos na fazenda e na cidade de Mucurici; a ida para a cidade de Nanuque, em Minas Gerais; a morte de seu avô materno; a conturbada relação com a mãe na juventude; o cotidiano rígido nos anos em que esteve no internato e o interesse e
gosto pelo teatro; o retorno ao Espírito Santo em razão da candidatura do pai à prefeitura da cidade de Montanha, no Espírito Santo; a entrada no colégio Dom José Dalvit e a participação, a partir da década de 1960, na JC (Juventude Católica); o contato com a música e o canto; a ida para Vitória em 1965 e a vida num pensionato de freiras.

Fita 1 – Lado B
O impacto que sofreu com a morte da avó paterna; as amizades que manteve no período em que morava no pensionato; o primeiro namorado médico e o cotidiano no hospital com a mãe gravemente adoentada, em 1965; o ingresso na Emescam, em 1970, e o período em que morou com seus irmãos em Vitória; comentários sobre o namoro e noivado com José Mora, carinhosamente tratado como "Neném"; o primeiro contato com a hanseníase através da monitoria em Histopatologia, em 1972; a morte do companheiro em 1974 e sua total entrega à medicina desde então; a ida para a UERJ, em 1975, e o término da faculdade no mesmo ano; relatos sobre as excelentes aulas de dermatologia na graduação em Vitória e o período em que atuou como bolsista de iniciação científica no Instituto de Leprologia em São Cristóvão, orientada pelo professor René Garrido Neves; o concurso para médica dermatologista do Inamps, em 1977, e o início do trabalho com hanseníase no município de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.

Fita 2 – Lado A
O início da carreira profissional na UFRJ em 1979; a participação na fundação do Morhan, em 1980; comentários sobre a atuação na Gerência Estadual de Dermatologia Sanitária do Rio de Janeiro entre os anos de 1983 e 1985; lembranças de Sadino Abelha; os motivos do início de carreira acadêmica e médica na UFRJ, em 1979; a atuação no combate à aids no Brasil; o embate entre Fabíola Aguiar Nunes e Aguinaldo Gonçalves na liderança da Divisão Nacional de Dermatologia, do Ministério da Saúde; sobre os encontros e conferências na área de dermatologia frequentados pela depoente; a ida para Brasília e a atuação na Gerência Nacional de Dermatologia Sanitária, de 1986 a 1990.

Fita 2 – Lado B
Observações sobre as campanhas publicitárias pelo combate à hanseníase no Brasil que implementou, quando coordenadora; sobre a dúvida em se utilizar ou não o termo lepra nas campanhas; empecilhos políticos à realização de novas campanhas; a descentralização do serviço de controle e combate à hanseníase nos diversos estados do país; comentários sobre a implantação
da poliquimioterapia no Brasil e a ajuda recebida da OMS e de ONGs estrangeiras; as melhorias e mudanças realizadas no período em que exerceu a direção da Gerência Nacional de Dermatologia Sanitária; a opinião negativa sobre a resistência em empregar a poliquimioterapia na década de 1970; a utilização da Sulfona e da Rifampicina (esquema DNDS); a desativação dos leprosários,
graças à eficácia dos remédios para o tratamento e cura da hanseníase.

Fita 3 – Lado A
As ações realizadas em estados endêmicos do Brasil, como Maranhão e Pará; a necessidade do atendimento local/ambulatorial à hanseníase; os motivos da demissão da Gerência Nacional de Dermatologia Sanitária, em 1990; o mestrado na área de Dermatologia, defendido em 1991, na UFF, com a dissertação Integração Docente – Assistencial: estudo de caso na área de hanseníase; o doutorado na mesma área, defendido na UFRJ em 1996, Cura da hanseníase: estudo de recidivas; o convite de
Gerson Oliveira Penna para o Centro Nacional de Epidemiologia (Cenepi), em 1995; a atuação no HUCFF, da UFRJ, desde 1999; a pesquisa sobre hanseníase e a relação desta com as ciências humanas e sociais; comentários sobre a Associação Internacional de Pacientes de Hanseníase, criada em Petrópolis; sobre os males e sofrimentos provocados pela hanseníase ao seu portador.

Fita 3 – Lado B
A importância dos congressos e encontros que envolvem a dermatologia e, em particular, a hanseníase; lembranças de lugares onde esteve por causa do trabalho, como a Índia e a China; o interesse que os estudantes de medicina possuem na área da hanseníase; a dificuldade em se disseminar a terminologia ‘hanseníase’ entre a população; o convite feito por Sinésio Talhari para
assumir a Coordenação do Departamento de Hansenologia da Sociedade Brasileira de Dermatologia, em 2005; o atendimento no HUCFF e os livros e materiais didáticos publicados pela depoente.

Fita 4 – Lado A
O diagnóstico e o tratamento da hanseníase no Brasil, atualmente; a eficácia da poliquimioterapia; opinião sobre o Morhan, sua direção e atuação hoje; o estigma e o preconceito que envolvem a doença; o medo que a hanseníase ainda provoca na sociedade e até mesmo em alguns médicos e profissionais de saúde; comentários sobre o significado do abraço dado pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva em um paciente com hanseníase no Acre; os pacientes atendidos pela depoente no HUCFF; os cuidados que os médicos e pacientes devem ter com as incapacidades físicas provocadas pela hanseníase; comentários sobre a irmã mais nova, a afilhada Patrícia e os sobrinhos; outras observações sobre a vida pessoal.

Avaliação, selecção e eliminação

Ingressos adicionais

Sistema de arranjo

Transcrição integral e sumário de assuntos

Área de condições de acesso e uso

Condições de acesso

Sem restrição

Condições de reprodução

Sem restrição

Idioma do material

Forma de escrita do material

Notas ao idioma e script

Características físicas e requisitos técnicos

Instrumentos de pesquisa

Área de fontes relacionadas

Existência e localização de originais

Existência e localização de cópias

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Nota de publicação

MACIEL, Laurinda Rosa. ‘Memórias e narrativas da lepra/hanseníase: uma reflexão sobre histórias de vida, experiências do adoecimento e políticas de saúde pública no Brasil do século XX’, In História Oral, v. 20, n. 1, p. 33-54, jan./jun. 2017.
Disponível em: <http://revista.historiaoral.org.br/index.php?journal=rho&page=article&op=view&path%5B%5D=696&path%5B%5D=pdf>

Área de notas

Nota

Resenha Biográfica
Maria Leide Wand-Del-Rey de Oliveira nasceu em 21 de abril de 1950, na fazenda Rancho de Ouro, em Mucurici, Espírito Santo, na divisa com os estados de Minas Gerais e Bahia. Cresceu em meio a uma família muito numerosa, com oito irmãos. Até os 7 anos, foi criada e alfabetizada na fazenda de sua família. Concluiu o ensino fundamental entre a cidade
vizinha Nanuque, no estado de Minas Gerais, no colégio interno Santo Antônio e em Montanha, no Espírito Santo. Em 1968, foi para Vitória, finalizar os últimos anos do ensino médio nos colégios São Vicente de Paulo e Salesiano. Em 1970, ingressou na Escola de Medicina da Santa Casa de Misericórdia de Vitória (Emescam), e desde a graduação manifestou interesse pela dermatologia. Em 1975, após uma tragédia pessoal, foi para o Rio de Janeiro terminar o último ano de graduação na UERJ, e fez estágio com o professor Rubem David Azulay que chefiava um Serviço naquela Universidade. Durante o período em que esteve na UERJ, foi bolsista de iniciação científica do CNPq no IL, na época chefiado por Lygia Madeira César de Andrade. Nesse momento, a DNDS localizava-se no mesmo espaço do Instituto, tendo presenciado a transferência do IL para a Fiocruz, e da DNDS para Brasília. Após concluir dois anos de especialização na UERJ, foi aprovada no concurso do Inamps, como Médica Dermatologista, no município de Duque de Caxias, estado do Rio de Janeiro, onde iniciou seu trabalho com a Saúde Pública, em hanseníase. Nessa época participou do Grupo Popular de Saúde e inseriu o primeiro Núcleo do Morhan do Rio de Janeiro, além de dar apoio à Pastoral da Saúde, coordenada por dom Mauro Morelli. Em 1979 entrou para a UFRJ como auxiliar de ensino. Em 1984, a convite de Zulmira Hatz, foi trabalhar na Gerência Estadual de Dermatologia Sanitária com os programas de hanseníase e aids, cedida pela UFRJ. Em 1986, a convite de Fabíola de Aguiar Nunes, chefe da Secretaria de Ações Básicas do Ministério da Saúde, foi para Brasília atuar na Gerência Nacional de Dermatologia Sanitária. Nesse cargo, coordenou a implantação da poliquimioterapia como prática oficial de tratamento contra a hanseníase no Brasil. Com a chegada de Fernando Collor de Melo à Presidência, em 1990 retornou à UFRJ. Fez mestrado em dermatologia na UFF e doutorado na UFRJ, entre 1990 e 1996. Retornou à Coordenação Nacional de Dermatologia Sanitária entre 1996 e 1998, e na volta à UFRJ chefiou a Seção do Planejamento do Serviço de Saúde Comunitária do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) de 1999 a 2000, concomitante a outros trabalhos e projetos na área de extensão universitária com ações de controle da hanseníase no município de Duque de Caxias e apoiando a coordenação da Campanha de Câncer da Pele da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Coordenou o Departamento de Hanseníase da SBD na gestão de 2005-2006, quando iniciou a estratégia de campanhas municipais de hanseníase em vários estados. Foi cedida novamente ao Ministério da Saúde no biênio 2007-2008 e retornou em 2009 à UFRJ, onde atua na graduação e pós-graduação em dermatologia e continua a ser preceptora no ambulatório
de hanseníase do HUCFF. Há três décadas participa ativamente dos eventos científicos de hanseníase no Brasil e no
exterior, foi membro de grupo técnico assessor da Organização Mundial da Saúde na década de 1990 e atualmente é membro do TAG/WHO (Technical Advisory Group on Leprosy Control). Foi agraciada com o Certificate of Apreciation do International Committee of Dermatology por sua atuação na Dermatologia Sanitária Brasileira em 1999.

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