Item 03 - Agenor Mendes Filho

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Código de referência

BR RJCOC 05-06-01-01-01-06-03

Título

Agenor Mendes Filho

Data(s)

  • 2003 (Produção)

nível de descrição

Item

Dimensão e suporte

Documento sonoro: 1 fita cassete e 1 CD (50min; cópia digital)

Área de contextualização

Nome do produtor

História arquivística

Entrevista realizada por Maria Eugênia Noviski Gallo, em Recife (PE), no dia 25 de setembro de 2003.

Procedência

Área de conteúdo e estrutura

Âmbito e conteúdo

Sumário
Fita 1 – Lado A
Informações sobre a formação escolar em Maceió e a mudança para Recife, com a família, em 1956; o diagnóstico recebido de hanseníase e o impedimento de realizar o vestibular para Medicina, em 1957; o tratamento com Sulfona e Rifampicina e a alta médica recebida em 1961; a realização do Curso Superior de Biblioteconomia, na UFPE concluído em 1958, o trabalho na faculdade de Direito e na escola de Engenharia e o ingresso na Faculdade de Medicina em 1962; comentários sobre a passagem pelo Hospital Santo Amaro, em Recife, a escolha pela especialização em Dermatologia e a transferência para a Clínica de Dermatologia, chefiada pelo professor Jorge Lobo; comentários sobre a formação acadêmica em 1967, a entrada como sócio na Sociedade Brasileira de Dermatologia em 1968 e a participação no Congresso Brasileiro de Dermatologia, em 1969, realizado em Recife; o trabalho no ambulatório de hanseníase nas Universidades Federais de Pernambuco e do Pará (UFPA) e o contato com outros profissionais, como Maria Leide W. de Oliveira e Marcos Virmond; comentário sobre a mudança do Hospital Santo Amaro para o Hospital das Clínicas, na Cidade Universitária, em 1988, sobre a implementação do serviço de fisioterapia e as pesquisas oftalmológicas do bacilo de Hansen na lágrima, na Fundação Altino Ventura, em 1990; a respeito de sua aposentadoria em 1991 e o fim do serviço de Dermatologia; sobre o estigma que envolve a hanseníase e o Morhan; o tratamento e as reações causadas pela doença.

Fita 1 – Lado B
Comentários sobre seu consultório particular e a impossibilidade de atender, nesse local, pacientes com hanseníase; relatos sobre os pacientes e a poliquimioterapia; considerações sobre os primeiros sintomas da hanseníase na adolescência, em Maceió, e o tratamento realizado em Pernambuco pelo médico e professor Jorge Lobo; a formação de uma junta médica presidida pelo professor Jarbas Pernambucano e a dificuldade do diagnóstico preciso de hanseníase; comentários sobre as sequelas ocasionadas pela doença, e como estas não impedem a vida normal do paciente; o atendimento no ambulatório até 1990 e o fato de não ter sido reconhecido oficialmente como professor da UFPE; comentários sobre René Garrido e Diltor Opromolla e a satisfação em trabalhar como médico dermatologista.

Avaliação, selecção e eliminação

Ingressos adicionais

Sistema de arranjo

Transcrição e sumário

Área de condições de acesso e uso

Condições de acesso

Sem restrição

Condições de reprodução

Sem restrição

Idioma do material

Forma de escrita do material

Notas ao idioma e script

Características físicas e requisitos técnicos

Instrumentos de pesquisa

Área de fontes relacionadas

Existência e localização de originais

Existência e localização de cópias

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Nota de publicação

MACIEL, Laurinda Rosa. ‘Memórias e narrativas da lepra/hanseníase: uma reflexão sobre histórias de vida, experiências do adoecimento e políticas de saúde pública no Brasil do século XX’, In História Oral, v. 20, n. 1, p. 33-54, jan./jun. 2017.
Disponível em: <http://revista.historiaoral.org.br/index.php?journal=rho&page=article&op=view&path%5B%5D=696&path%5B%5D=pdf>

Área de notas

Nota

Resenha Biográfica
Agenor Mendes Filho nasceu em 8 de julho de 1936, em Maceió, Alagoas, onde concluiu a educação básica no colégio Guido Fontgalland. Com grande inclinação para a música, praticou piano durante muitos anos. Em 1956 mudou-se com a família para Recife com o objetivo de prestar vestibular para Medicina no ano seguinte. Porém, recebeu o diagnóstico de Hanseníase e, por causa do tratamento, foi impedido de realizar o vestibular em 1957. Foi tratado com Rifampicina e DDS e começou a trabalhar na biblioteca da Faculdade de Direito e da Escola de Engenharia da Universidade Federal de pernambuco (UFPE). Em virtude da afinidade com a leitura, formou-se em Biblioteconomia em 1958 pela mesma universidade. Após receber alta médica do tratamento de hanseníase, entrou no curso de Medicina em 1962, e comemorou essa vitória ao lado do pai e do professor Jorge Lobo. Em 1965 foi trabalhar na biblioteca do Instituto de Pediatria do Nordeste, cujo chefe era o professor Antônio Figueira. Nesse mesmo ano, pediu para ser transferido para a Clínica Dermatológica Santo Amaro, onde passou a atuar como bibliotecário-médico. Em 1967, já formado em Medicina, pleiteou no Conselho Regional de Medicina sua passagem para o cargo de Médico, mas só conseguiu ser enquadrado na categoria de médico em 1971, após vários embates com o professor Paulo de Souza. Antes disso, em 1968, entrou como sócio da Sociedade Brasileira de Dermatologia, e em 1969 frequentou o Congresso Brasileiro de Dermatologia, realizado em Recife, onde se encontrou com os grandes dermatologistas brasileiros da época, como Rubem David Azulay, Ramos e Silva e Silvio Fraga, dentre outros. Nesse Congresso, apresentou um trabalho com a ajuda do professor Márcio Lobo, intitulado “Afecções dermatológicas mais frequentes em nosso meio”. Foi chefe do ambulatório de dermatologia e professor de hansenologia do Hospital das Clínicas de Recife, antiga Clínica Santo Amaro. No período em que atuou na instituição, o depoente e sua equipe deram grande atenção ao setor de hansenologia do hospital. Em 1991, um pouco magoado com a UFPE por não ser reconhecido oficialmente como professor, pediu a aposentadoria.

Notação anterior

Pontos de acesso

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Regras ou convenções utilizadas

Status da descrição

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Datas de criação, revisão, eliminação

Fontes utilizadas na descrição

Zona da incorporação

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