Item 26 - Tito Cavalcanti

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Código de referência

BR RJCOC 05-05-02-01-26

Título

Tito Cavalcanti

Data(s)

  • 1986 (Produção)

nível de descrição

Item

Dimensão e suporte

Documentos sonoros: 4 fitas cassetes e 4 CD's (3h40min; cópia digital)

Área de contextualização

Nome do produtor

História arquivística

Entrevista realizada por Paulo Gadelha e Wanda Hamilton, na Fiocruz, nos dias 19 e 27 de fevereiro de 1986.

Procedência

Área de conteúdo e estrutura

Âmbito e conteúdo

Sumário
1ª Entrevista: fitas 1 e 2
Origem familiar; a escolha da profissão; comentários sobre o estudo da fisiologia e o ensino da medicina em São Paulo nos anos 20; a participação na Revolução de 32; os motivos da transferência de São Paulo para o Rio de Janeiro; o ingresso em Manguinhos; o trabalho na Divisão de Higiene; o perfil de Barros Barreto; a chefia de Barros Barreto na Divisão de Higiene e os estudos em medicina do trabalho; as pesquisas desenvolvidas no laboratório de fisiologia; a atuação como secretário de gabinete da gestão Francisco Laranja no IOC; a passagem pelo INPA; o trabalho desenvolvido no CNPq; o regresso ao IOC na gestão Amilcar Vianna Martins; a nomeação para vice-diretor do IOC e a chefia da Divisão de Fisiologia; o período de interinidade na direção do IOC após a exoneração de Amilcar Vianna Martins; a participação na organização da UnB; comentários sobre o desenvolvimento da área de fisiologia no IOC; o trabalho com Álvaro Osório de Almeida na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro; o desenvolvimento e o ensino de fisiologia no Rio de Janeiro e em São Paulo; as atividades docentes no curso de bioquímica do IOC; a importância do Curso de Aplicação do IOC para o desenvolvimento da medicina no Brasil; a atuação como membro do Conselho Deliberativo do CNPq; o inquérito administrativo presidido por Olympio da Fonseca em 1964; o inquérito policial-militar (IPM); a entrevista com o ministro Roberto Campos a respeito da criação de um ministério da ciência; a administração Rocha Lagoa e a cassação; as perspectivas de trabalho após a cassação; comentários sobre Manguinhos após o regime militar.

2ª Entrevista: fitas 3 e 4
As crises político-administrativas do IOC; a gestão Francisco Laranja e a criação do Conselho Deliberativo; a gestão Antônio Augusto Xavier; a importância da criação de um ministério da ciência para o desenvolvimento científico do país; as divergências pessoais como explicação para a cassação dos pesquisadores em 1970; a ideologia política do grupo de cassados; avaliação do trabalho de pesquisa desenvolvido atualmente na FIOCRUZ; as expectativas quanto à reintegração dos cientistas cassados; perfil de Thales Martins e de Barros Barreto; o papel da Academia Brasileira de Ciências e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) no desenvolvimento científico nacional; a participação na missão científica promovida pela UnB ao Leste europeu; comentários a respeito da visita ao campo de concentração de Auschwitz.

Avaliação, selecção e eliminação

Ingressos adicionais

Sistema de arranjo

Transcrição integral e sumário

Área de condições de acesso e uso

Condições de acesso

Sem restrição

Condições de reprodução

Sem restrição

Idioma do material

Forma de escrita do material

Notas ao idioma e script

Características físicas e requisitos técnicos

Instrumentos de pesquisa

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Existência e localização de originais

Existência e localização de cópias

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Área de notas

Nota

Resenha biográfica
Tito Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti nasceu em 02 de julho de 1905, na cidade de Taquatiringa, em São Paulo. Doutor em medicina pela Universidade de São Paulo (USP), em 1931, foi assistente, chefe de laboratório e docente concursado de fisiologia da Faculdade de Medicina dessa universidade. Em 1939, foi aprovado em concurso para professor da Faculdade de Odontologia da Universidade do Brasil, atual UFRJ. Nesse mesmo ano, ingressou no Instituto Oswaldo Cruz (IOC), trabalhando como pesquisador, professor e chefe da Divisão de Fisiologia. Paralelamente, lecionou no Departamento Nacional de Saúde (DNS), na Faculdade de Ciências Médicas e na Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil. Em 1955, foi colocado, pelo IOC, à disposição do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), sendo indicado para a direção do Setor de Pesquisas Biológicas e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Em 1959, retornou a Manguinhos e foi nomeado diretor do IOC no ano seguinte. Em 1961, voltou à chefia da Divisão de Fisiologia e Farmacodinâmica, cargo do qual foi exonerado em 1964, como aconteceu com todos os outros pesquisadores envolvidos nos inquéritos administrativos instaurados no IOC. Tito Cavalcanti foi ainda consultor científico do INPA, membro do Conselho Deliberativo do CNPq e da Comissão Nacional de Assistência Técnica do Ministério das Relações Exteriores. Em 1963, participou da Missão Científica Brasileira ao Leste Europeu, promovida pela Universidade de Brasília (UnB). Membro da Academia Brasileira de Ciências e fundador da Sociedade Brasileira de Fisiologia, foi agraciado em 1943 com o prêmio da Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo, por seus estudos sobre águas minerais, e em 1958, com a Medalha do Mérito D. João VI, pelos serviços prestados às pesquisas do Jardim Botânico. Tito Cavalcanti desenvolveu estudos de grande importância nas áreas de nutrição e saúde ocupacional. Entre eles destacam-se trabalhos sobre o valor energético dos alimentos brasileiros, problemas alimentares na Amazônia, no Maranhão e Piauí, além de pesquisas sobre questões de saúde do trabalhador em indústrias gráficas. Em 1970, Tito Cavalcanti teve seus direitos políticos cassados e foi aposentado compulsoriamente pelo Ato Institucional nº 5 (AI-5). Em 1986, foi reintegrado ao quadro de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), passando a trabalhar com Haity Moussatché na reorganização do Departamento de Fisiologia e Farmacodinâmica da instituição. Tito Cavalcanti faleceu de insuficiência respiratória, aos 85 anos, em 11 de dezembro de 1990. Ele era o mais velho do grupo de dez pesquisadores de Manguinhos que foram cassados.

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Escrita(s)

Fontes utilizadas na descrição

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