Item 23 - Orlando Guerra Junior

Área de identificação

Código de referência

BR RJCOC 05-05-02-01-23

Título

Orlando Guerra Junior

Data(s)

  • 1986 (Produção)

nível de descrição

Item

Dimensão e suporte

Documentos sonoros: 10 fitas cassete e 10 CD's (10h; cópia digital)

Área de contextualização

Nome do produtor

História arquivística

Entrevista realizada por Nara Azevedo, Rose Ingrid Goldschmidt e Wanda Hamilton, na Fiocruz, nos dias 10 de junho a 03 de julho de 1986.

Procedência

Área de conteúdo e estrutura

Âmbito e conteúdo

Sumário
1ª Sessão: fita 1
A família de imigrantes alemães; o perfil aristocrático da família materna; o talento musical da família e a amizade com Villa-Lobos; o autoritarismo e a disciplina educacional das crianças da classe média; a amizade com parentes idosos; a perseguição aos alemães no Estado Novo; a facilidade para aprender idiomas estrangeiros na infância; o caráter filantrópico da atividade médica do pai; o impacto da medicina previdenciária sobre a corporação médica do Rio de Janeiro nos anos 1930; a influência paterna na escolha da profissão; o contato com o professor Mello Leitão no curso de Biologia; a participação nos movimentos estudantis da década de 1960; a experiência política no Centro Popular de Cultura e no Diretório Acadêmico da Faculdade Nacional de Filosofia; a demissão por motivos políticos da função de professor do Colégio de Aplicação da UFRJ em 1966; avaliação dos movimentos políticos dos anos 1960 e o surgimento da guerrilha urbana; a influência do Partido Comunista Brasileiro (PCB) na Faculdade Nacional de Filosofia e a greve estudantil de 1963; o perfil conservador de Sobral Pinto; o cotidiano no curso de Biologia.

2ª Sessão: fitas 2 a 4
Ausência de pesquisa científica e a formação técnica nas universidades brasileiras; a estagnação das universidades brasileiras decorrente das cátedras vitalícias; argumentos em defesa da liberdade de pesquisa; a criação e a experiência no Curso Alba; a experiência profissional na Universidade Gama Filho; o ingresso no IOC como estagiário em 1959; o perfil do cientista Hugo de Souza Lopes e seu interesse em formar novos pesquisadores; a marginalização das mulheres nas universidades brasileiras; os projetos científicos dos diretores de Manguinhos; a falência da ciência básica em Manguinhos após 1964; a perseguição de Rocha Lagoa a seus adversários; a comissão de inquérito presidida por Olympio da Fonseca em Manguinhos; o corte de verbas para a compra de material científico no exterior durante a gestão Rocha Lagoa no IOC; o método científico e os critérios para o estabelecimento da verdade; os limites da experimentação nas pesquisas científicas; as restrições ao desenvolvimento da pesquisa científica nas universidades brasileiras; a remuneração dos cientistas do IOC antes de 1964 e posterior deterioração desta.

3ª Sessão: fitas 5 a 7
As dúvidas quanto à escolha da carreira profissional; a opção pelo status econômico privilegiado do cientista; o preconceito acadêmico em relação à carreira universitária na década de 1960; o curso de mergulhador na Marinha para desenvolver trabalhos em biologia marinha; a inviabilidade da pesquisa básica no IOC na década de 1970; as dificuldades impostas por Rocha Lagoa para obtenção de recursos externos; as diferentes concepções sobre a atividade científica como origem dos conflitos no IOC; os projetos para o desenvolvimento de um tratado de zoologia no Brasil; a inconveniência de unificar ciência e tecnologia em um mesmo ministério; a incapacidade do poder público em reconhecer a ciência básica como fator de desenvolvimento tecnológico; as dificuldades de afirmação da ciência nacional em um país dependente; a necessidade de reformas político-sociais na liberação de verbas para as pesquisas científicas; a visão sanitarista da administração Sergio Arouca; os perigos decorrentes de se priorizar tecnologia em detrimento da ciência; observações sobe o caráter despersonificado da "big-science"; a necessária utilização dos métodos científicos do século XIX para o desenvolvimento da ciência no Brasil; o processo social brasileiro pós-1964; a perseguição política e a cassação dos cientistas de Manguinhos nos anos 1960; a rapinagem do acervo histórico do IOC nas administrações Rocha Lagoa e Vinícius Fonseca; ausência de zoólogos lato sensu no IOC; o projeto de produção de soros antiofídicos em Manguinhos; o prestígio dos estagiários do IOC no meio acadêmico; críticas à "big-science".

4ª Sessão: 8 a 10
O aperfeiçoamento profissional; a proibição por motivos políticos de fazer o curso de doutorado em Marselha em 1968; o curso no Museu Britânico em 1972; perfil de Geth Jansen; o caráter solitário da pesquisa científica; o perfil profissional e ideológico de Rudolf Barth; a influência positivista na ciência no início do século XX; o reconhecimento social do cientista brasileiro; a política científica brasileira pós-1964; a visão tecnocrática na seleção do quadro científico do IOC nos anos 1980; a reintegração dos cientistas cassados na FIOCRUZ; a necessidade de elaboração de uma política científica para a área de Biologia.

Avaliação, selecção e eliminação

Ingressos adicionais

Sistema de arranjo

Transcrição e sumário

Área de condições de acesso e uso

Condições de acesso

Sem restrição

Condições de reprodução

Sem restrição

Idioma do material

Forma de escrita do material

Notas ao idioma e script

Características físicas e requisitos técnicos

Instrumentos de pesquisa

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Existência e localização de originais

Existência e localização de cópias

Unidades de descrição relacionadas

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Área de notas

Nota

Resenha biográfica
Orlando Guerra Junior nasceu em 10 de abril de 1939, no Rio de Janeiro. Em 1960, ingressou no curso de História Natural da Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde teve a oportunidade de participar das atividades do Diretório Acadêmico e dos diversos movimentos estudantis daquela época. Por intermédio do cientista Hugo Souza Lopes, passou a trabalhar no Instituto Oswaldo Cruz (IOC), em 1959, como estagiário na seção de Malacologia. Em 1962, foi nomeado pesquisador do IOC, função que acumulou com a de monitor da cadeira de Zoologia da Faculdade Nacional de Filosofia, onde concluiu licenciatura e bacharelado em História Natural, em 1965. Depois tornou-se professor regente de Ecologia da cadeira de Zoologia dessa mesma faculdade. Em 1967, participou da criação de um curso de preparação de alunos para o vestibular e, entre 1969 e 1974, foi professor assistente de Anatomia Comparada, Anatomia Humana e Bioestatística, na Universidade Gama Filho. Orlando Guerra foi nomeado membro da Assessoria de Planejamento (ASPLAN) da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), em 1976. Ocupou esse cargo durante um ano, quando decidiu cursar o mestrado em Zoologia da UFRJ, obtendo o grau de mestre com a defesa da tese sobre os poliplacóforos da costa do Rio de Janeiro. Permaneceu como pesquisador da FIOCRUZ e chefe de gabinete adjunto da presidência do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) até sua morte, em 23 de dezembro de 1988.

Notação anterior

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