Fundo HS - Hermann Schatzmayr

Área de identificação

Código de referência

BR RJCOC HS

Título

Hermann Schatzmayr

Data(s)

  • 1956 -2010 (Produção)

nível de descrição

Fundo

Dimensão e suporte

Documentos textuais: 1,40 m
Documentos iconográficos: 262 itens (15 cartões-postais, 161 fotografias e 21 tiras de negativos flexíveis com 76 fotogramas)
Documentos eletrônicos: 12 itens (2 CD-RW e 10 disquetes 5 1/4 polegadas)
Documentos tridimensionais: 21 itens (1 bandeja, 1 broche, 3 carimbos, 3 medalhas, 2 pesos de papel, 10 placas e 1 troféu)

Área de contextualização

Nome do produtor

(1936-2010)

Biografia

Nasceu em 11 de maio de 1936 no Rio de Janeiro, filho de Otto Schatzmayr, austríaco radicado no Brasil, e Zulmira Gonçalves. Graduou-se em medicina veterinária em 1957, pela Escola Nacional de Veterinária da Universidade Rural, atual Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Após a graduação, ingressou na equipe do professor Paulo de Góes, no Departamento de Virologia da Universidade do Brasil estudando o vírus influenza. Em 1958 realizou o Curso de Especialização em Microbiologia também na Universidade do Brasil. Entre 1960 e 1961 dedicou-se ao estudo do vírus da encefalite do carrapato, na Universidade de Viena, Áustria. Ainda em 1961 começou a trabalhar com o professor Joaquim Travassos da Rosa, diretor do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), e dedicou-se ao estudo da poliomielite e a resposta à vacina oral. Em 1965 casou-se com Ortrud Monika Barth, pesquisadora do IOC. No mesmo ano obteve uma bolsa da Fundação Humboldt para doutorar-se na Universidade de Giessen, Alemanha, onde permaneceu durante um ano. Ao retornar ao Brasil, no período ditatorial, o presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Vinícius da Fonseca, ofereceu-lhe um laboratório para estudar poliomielite, hepatite e rubéola. Chefiou o Departamento de Virologia do IOC por dois períodos: 1987-1990 e 1993-2005. Em abril de 1986 sua equipe conseguiu isolar o tipo 1 do vírus da dengue pela primeira vez no Brasil e nos anos subsequentes foram isolados os tipos 2 e 3, o que colaborou para que a Fiocruz se tornasse centro de referência no assunto. De 1990 a 1992 exerceu a Presidência da Fiocruz a convite do ministro da Saúde Alceni Guerra, que recusou os nomes indicados por meio de processo eleitoral na instituição. Em sua gestão iniciou-se a obra do prédio da Biblioteca de Manguinhos, ocorreram novas contratações, foram firmados convênios internacionais e adquiridos equipamentos para produção de vacinas. Concretizou-se também um plano de saúde para os servidores da instituição. Fundou a Sociedade Brasileira de Virologia. Foi editor-chefe da revista “Virus Reviews and Research” e membro do corpo editorial dos periódicos “Memórias do Instituto Oswaldo Cruz” e “Vaccine” (Londres). Presidiu a Comissão Interna de Biossegurança do IOC (CIBio/IOC) e foi membro da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). Integrou as Academias Brasileiras de Ciências e de Medicina Veterinária. Recebeu da Sociedade Brasileira de Higiene o título de Honra ao Mérito Nacional de Saúde Pública. Foi assessor da Organização Mundial da Saúde. Suas últimas pesquisas foram dedicadas à infecção por vírus em animais e humanos. Morreu em 21 de junho de 2010, no Rio de Janeiro.

História arquivística

Procedência

Área de conteúdo e estrutura

Âmbito e conteúdo

Reúne agendas, artigos científicos, cadernos de apontamentos, cartas, cartões-postais, cartões de visita, certificados, convites, currículo, diários, diplomas, portarias, relatórios de atividades, diplomas, recortes de jornais e revistas, informativos, entrevistas, livros de protocolo e registro, memorial descritivo, projetos de pesquisa e fotografias, entre outros documentos referentes à vida pessoal e à trajetória profissional do titular como pesquisador, gestor de laboratórios, departamento, comissões e presidente da Fundação Oswaldo Cruz.

Avaliação, selecção e eliminação

Ingressos adicionais

Sistema de arranjo

Grupo Vida Pessoal
Grupo Formação e Administração da Carreira
Grupo Docência e Pesquisa
Grupo Gestão Institucional
Grupo Relações Interinstitucionais e Intergrupos

Área de condições de acesso e uso

Condições de acesso

Sem restrição.

Condições de reprodução

Sem restrição.

Idioma do material

  • alemão
  • espanhol
  • francês
  • inglês
  • japonês
  • português
  • russo

Forma de escrita do material

Notas ao idioma e script

Características físicas e requisitos técnicos

Instrumentos de pesquisa

Área de fontes relacionadas

Existência e localização de originais

Existência e localização de cópias

Unidades de descrição relacionadas

Fundo Instituto Oswaldo Cruz
Fundo Presidência

Descrições relacionadas

Área de notas

Notação anterior

Pontos de acesso

Ponto de acesso - assunto

Ponto de acesso - local

Ponto de acesso - nome

Pontos de acesso de género

Área de controle da descrição

Identificador da instituição

Regras ou convenções utilizadas

CONSELHO NACIONAL DE ARQUIVOS. NOBRADE: norma brasileira de descrição arquivística. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2006.

Status da descrição

Final

nível de detalhamento

Integral

Datas de criação, revisão, eliminação

maio 2016

Fontes utilizadas na descrição

Nota do arquivista

Equipe: Francisco dos Santos Lourenço, Glauce Ramos Farias e José Mauro da Conceição Pinto.

Zona da incorporação

Assuntos relacionados

Entidades coletivas, pessoas ou famílias relacionadas

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