Item 02 - Amilcar Vianna Martins

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Código de referência

BR RJCOC 05-05-02-01-02

Título

Amilcar Vianna Martins

Data(s)

  • 1987 (Produção)

nível de descrição

Item

Dimensão e suporte

Documentos sonoros: 6 fitas cassete e 6 CD's (6h; cópia digital)

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Nome do produtor

História arquivística

Entrevista realizada por Nara Azevedo e Jaime Benchimol, em Belo Horizonte (MG), nos dias 23 e 27 de novembro de 1987.

Procedência

Área de conteúdo e estrutura

Âmbito e conteúdo

Sumário
1ª Entrevista: fitas 1 a 3
O ingresso no Instituto Ezequiel Dias; a diversificação das áreas de pesquisa e as atividades científicas desenvolvidas nesse Instituto; a escassez de recursos financeiros para o Instituto; o projeto de Otávio Magalhães para a construção do Instituto Ezequiel Dias; o aprendizado das técnicas de produção de soros e vacinas no IOC; a produção de soro antiescorpiônico e sua paralisação em consequência da exoneração de Otávio Magalhães do Instituto; a introdução de novas técnicas para a produção do soro antiescorpiônico; a produção de soros antidiftérico e antiofídico; a fabricação de vacina antivariólica e de produtos veterinários no Instituto Ezequiel Dias; comentários sobre a criação do Instituto Ezequiel Dias; as reuniões entre os pesquisadores para escolha dos temas de pesquisa; o recrutamento de pesquisadores na faculdade de medicina; o interesse pela área de parasitologia; a autonomia e o ecletismo das pesquisas; o trabalho com doença de Chagas; perfil de Carlos Chagas; a importância das filiais do IOC; o intercâmbio entre o Instituto Ezequiel Dias e instituições estrangeiras de pesquisa; a viagem aos Estados Unidos para o estudo da febre maculosa das Montanhas Rochosas; a contaminação e as lesões causadas pela doença de Chagas.

2ª Entrevista: fitas 3 a 6
A nomeação para a diretoria do DNERu em 1959; a participação no diretório regional do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB); comentários sobre a Segunda Guerra Mundial e sua atuação como médico da FEB; a indicação de Juscelino Kubitschek para diretor do IOC; a crise interna no IOC; comentários sobre o Hospital Evandro Chagas; a oposição à sua administração no Instituto; a questão da distribuição de verbas aos laboratórios do Instituto; a inauguração do refeitório e a duplicação de recursos durante a sua gestão; o trabalho com esquistossomose na Faculdade de Medicina de Belo Horizonte; a criação do Instituto René Rachou; a relevância da produção de vacinas antiamarílica e antivariólica; comentários sobre a decadência de Manguinhos; a falta de interesse dos pesquisadores pelas doenças parasitárias e endêmicas; a constituição do INERu e do DNERu; o pedido de exoneração do IOC; a direção do DNERu; o problema da liberação de verbas públicas para a pesquisa científica; a relação de amizade com Juscelino Kubitschek; a pesquisa em doenças de Chagas no município de Bambuí (MG); a proibição de trabalhar com essa doença; a cassação em 1969 e o trabalho no exterior; comentários sobre a transmissão da leishmaniose e o combate a essa doença; comentários sobre a biblioteca do IOC.

Avaliação, selecção e eliminação

Ingressos adicionais

Sistema de arranjo

Transcrição integral e sumário

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Condições de acesso

Sem restrição

Condições de reprodução

Sem restrição

Idioma do material

Forma de escrita do material

Notas ao idioma e script

Características físicas e requisitos técnicos

Instrumentos de pesquisa

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Existência e localização de originais

Existência e localização de cópias

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Descrições relacionadas

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Nota

Resenha biográfica
Amilcar Vianna Martins nasceu em 08 de agosto de 1907, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Ingressou na Faculdade de Medicina de Belo Horizonte, da atual UFMG, em 1924, trabalhando logo em seguida como auxiliar acadêmico e pesquisador do Instituto Ezequiel Dias, que pertenceu ao Instituto Oswaldo Cruz (IOC). Em 1930, passou a ocupar o cargo de professor assistente da cadeira de fisiologia e, mais tarde, da cadeira de histologia e de parasitologia, da Faculdade de Medicina da UFMG. Em 1937, estagiou em diversos laboratórios norte-americanos para aperfeiçoar-se no estudo das Rickettsias. Dois anos depois, foi aprovado em concurso para livre-docência da cadeira de Parasitologia da Faculdade de Medicina da UFMG. Em 1943, foi convocado para o serviço ativo militar como capitão-médico, sendo designado para chefiar o laboratório e a enfermaria de dermatologia do Hospital Militar de Belém. Integrou também a Força Expedicionária Brasileira (FEB), seguindo para a Itália a fim de prestar assistência médica em diversos hospitais. Ao regressar ao Brasil, em 1945, retomou suas atividades de pesquisa e docência, desligando-se do Instituto Ezequiel Dias, em 1947, para chefiar o Serviço de Endemias Rurais da Secretaria de Saúde de Minas Gerais, onde permaneceu até 1949. Durante o governo Juscelino Kubitschek assumiu a direção do Instituto Nacional de Endemias Rurais (INERu). Mais tarde, passou a dirigir o Departamento Nacional de Endemias Rurais (DNERu), sendo também indicado para a direção do IOC, cargo que ocupou de 1958 a 1960. Amilcar Vianna Martins presidiu a Sociedade de Parasitologia do Brasil, em 1967, e foi membro do Conselho Nacional de Saúde da Academia Brasileira de Ciências. De 1952 a 1977, foi perito em doenças parasitárias da Organização Mundial de Saúde (OMS). Foi ainda diretor do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG, em 1966 e, no ano seguinte, chefiou o Departamento de Parasitologia desse mesmo Instituto. Permaneceu no cargo até 1969, quando foi aposentado compulsoriamente pelo Ato Institucional nº 5 (AI-5). Em 1979, retornou como professor ao Instituto de Ciências Biológicas da UFMG. Amilcar Vianna Martins faleceu em 13 de abril de 1990.

Notação anterior

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Escrita(s)

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