Item 41 - Ulrico Frederico da Gama

Área de identificação

Código de referência

BR RJCOC 05-06-01-01-01-06-41

Título

Ulrico Frederico da Gama

Data(s)

  • 2002 (Produção)

nível de descrição

Item

Dimensão e suporte

Documentos sonoros: 1 fita cassete e 1 CD (50min; cópia digital)

Área de contextualização

Nome do produtor

História arquivística

Entrevista realizada por Laurinda Rosa Maciel e Maria Leide W. de Oliveira, em Guarulhos (SP), no dia 04 de maio de 2002.

Procedência

Área de conteúdo e estrutura

Âmbito e conteúdo

Sumário de assuntos
Fita 1 – Lado A
Local de nascimento e lembranças sobre sua tia, interna na Colônia de Marituba, no Pará; o comportamento da família quando visitava essa tia e retornava para casa; a vinda para o Rio de Janeiro com 14 anos e a internação na Colônia Tavares de Macedo, em Itaboraí, em 1946; observações sobre o chaulmoogra e os sintomas após seu uso; as deformidades decorrentes da hanseníase; as
atividades existentes na Colônia Tavares de Macedo, tais como cinema, baile e escola; a falta de contato com a família; as fugas da Colônia, a detenção na cadeia e os funcionários; a ida para o Hospital Frei Antônio em 1949, e em 1952 para o Sanatório Padre Bento, em Guarulhos, São Paulo; o exame de madureza no Hospital Frei Antônio e o professor José Cerejo; comentários sobre os
médicos Rubem David Azulay e Moura Costa; os Hospitais Frei Antônio e Padre Bento; a saída do Hospital Padre Bento e a ida para Votuporanga, São Paulo, na década de 1960, para trabalhar no Dispensário da cidade; seus filhos, netos e lembranças sobre a namorada que teve no Rio de Janeiro; o isolamento compulsório e o Educandário Vista Alegre, em São Gonçalo, próximo à Colônia
Tavares de Macedo; os amigos do período de internação e relatos sobre a dificuldade em reintegrar o ex-paciente à sociedade; a opinião favorável ao isolamento compulsório; observações sobre o pensionato São Francisco, instituição que abriga os ex-pacientes do Sanatório Padre Bento.

Fita1 – Lado B
Lembranças sobre Lauro de Souza Lima, que conheceu quando este completou 50 anos; o trabalho desempenhado pelos pacientes dentro do Hospital e a laborterapia; relatos da época em que o Instituto de Leprologia era localizado no mesmo terreno do Hospital Frei Antônio, em São Cristóvão; sobre a Irmandade da Candelária, que administra o Frei Antônio e descrições sobre sua estrutura, localização e arquitetura; lembranças de Belém do Pará; relatos de casos e pacientes do Hospital Frei Antônio; a opinião desfavorável a respeito da mudança da designação ‘lepra’ para ‘hanseníase’; sobre o início da utilização de medicamentos no combate à doença, como Sulfona e Promim; o estigma que envolve a doença e o Morhan.

Avaliação, selecção e eliminação

Ingressos adicionais

Sistema de arranjo

Transcrição integral e sumário de assuntos

Área de condições de acesso e uso

Condições de acesso

Sem restrição

Condições de reprodução

Sem restrição

Idioma do material

Forma de escrita do material

Notas ao idioma e script

Características físicas e requisitos técnicos

Instrumentos de pesquisa

Área de fontes relacionadas

Existência e localização de originais

Existência e localização de cópias

Unidades de descrição relacionadas

Descrições relacionadas

Nota de publicação

MACIEL, Laurinda Rosa. ‘Memórias e narrativas da lepra/hanseníase: uma reflexão sobre histórias de vida, experiências do adoecimento e políticas de saúde pública no Brasil do século XX’, In História Oral, v. 20, n. 1, p. 33-54, jan./jun. 2017.
Disponível em: <http://revista.historiaoral.org.br/index.php?journal=rho&page=article&op=view&path%5B%5D=696&path%5B%5D=pdf>

Área de notas

Nota

Resenha biográfica
Ulrico Frederico da Gama nasceu em 1932, em Belém, Pará. Desde a infância teve contato com a hanseníase, pois uma de suas tias era portadora da doença. Descobriu-se doente aos 14 anos e por isso seguiu para o Rio de Janeiro acompanhado da tia, então internada na Colônia de Marituba, para se internarem na Colônia Tavares de Macedo, em Itaboraí, Rio de Janeiro. No período em que ficou internado não havia um tratamento eficaz contra a doença e ‘seu Fred’, como o chamam, foi medicado com óleo de chaulmoogra. Depois de passar três anos na Colônia Tavares de Macedo, foi transferido em 1950 para o Hospital Frei Antônio, localizado em São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Neste hospital fez muitos amigos, com os quais manteve contato mesmo após sua saída do leprosário. No Hospital Frei Antônio concluiu o curso ginasial por meio
do exame de madureza que foi aplicado pelo Colégio Pedro II. Em 1952 foi transferido para o Sanatório Padre Bento, em Guarulhos, São Paulo. Ao receber alta, 8 anos depois, foi trabalhar no Dispensário de Lepra, na cidade de Votuporanga, São Paulo, como empregado do estado. Casou-se, teve três filhos e tem uma neta. Atualmente vive no Pensionato São Francisco, localizado nas imediações do Hospital Padre Bento e ocupado majoritariamente por ex-internos daquela instituição.

Notação anterior

Pontos de acesso

Ponto de acesso - assunto

Ponto de acesso - local

Ponto de acesso - nome

Pontos de acesso de género

Área de controle da descrição

Identificador da instituição

Regras ou convenções utilizadas

Status da descrição

nível de detalhamento

Datas de criação, revisão, eliminação

Fontes utilizadas na descrição

Zona da incorporação

Entidades coletivas, pessoas ou famílias relacionadas

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