Item 39 - Sinésio Talhari

Área de identificação

Código de referência

BR RJCOC 05-06-01-01-01-06-39

Título

Sinésio Talhari

Data(s)

  • 2003 (Produção)

nível de descrição

Item

Dimensão e suporte

Documentos sonoros: 3 fitas cassete e 3 CD's (2h15min; cópia digital)

Área de contextualização

Nome do produtor

História arquivística

Entrevista realizada por Maria Leide W. de Oliveira, em Cuiabá (MT) e Vitória (ES), nos dias 27 de julho e 09 de setembro de 2003.

Procedência

Área de conteúdo e estrutura

Âmbito e conteúdo

Sumário de assuntos
Fita 1 – Lado A
Sua infância na cidade de Mendonça, em São Paulo; a opção de estudar no Rio de Janeiro e a chegada à cidade; o ingresso na Faculdade Fluminense de Medicina, em 1966, e as primeiras dificuldades; a influência do professor Rubem David Azulay na escolha pela Dermatologia; a Residência e o Mestrado em Dermatologia, na UFF, de 1971 a 1973; a ida a Lisboa para estudar no Instituto de Medicina Tropical, com bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian; comentários sobre a convivência com o professor Juvenal Esteves e o trabalho desenvolvido no Instituto.

Fita 1 – Lado B
Sua amizade com Manuel José Matos de Almeida, ainda em Lisboa; lembranças das viagens pela Europa; o retorno ao Brasil e a retomada do mestrado na UFF; os primeiros contatos com a hanseníase, durante a graduação; os hansenologistas do Instituto de Leprologia, do Serviço Nacional de Lepra; os motivos que o levaram a se interessar em trabalhar no estado do Amazonas; o ingresso no Instituto de Medicina Tropical, no Amazonas; o abandono em que se encontrava o Leprosário Antônio Aleixo e o trabalho realizado como diretor clínico, a partir de 1974; os primeiros contatos do Ministério da Saúde em decorrência das atividades realizadas no Leprosário Antônio Aleixo; a situação do leprosário e a existência de diagnósticos indeterminados; a importância do trabalho das irmãs Fernanda e Maria Ângela Torrecilla, entre outras.

Fita 2 – Lado A
Relato das dificuldades encontradas em sua gestão como diretor clínico do Leprosário Antônio Aleixo e algumas medidas para reorganizá-lo; a proposta de Carlos Augusto Teles Borborema, secretário de Saúde do Estado do Amazonas para fechamento do Leprosário e loteamento do terreno; sua transformação em bairro residencial; a implantação do Centro de Dermatologia no
Dispensário Alfredo da Matta, em 1976; as viagens para o interior do Amazonas para fazer diagnóstico de hanseníase; comentários sobre o cargo de coordenador de Dermatologia Sanitária no estado do Amazonas.

Fita 3 – Lado A
Continuação do relato sobre a implantação do Centro de Dermatologia Tropical e Venereologia Alfredo da Matta, em 1976, e o início desse processo; a criação do Curso de Dermatopatologia Tropical, em 1978; o período de trabalho em Juriti, no Pará, como último requisito para o título de mestre; o Programa de Controle da Hanseníase do Amazonas para o interior do estado; a discussão sobre a sulfonaresistência, a poliquimioterapia e o uso da Rifampicina; as viagens pelo interior do Amazonas, em 1974; a tese de doutorado em Dermatologia na Unifesp, defendida em 1998; o pós-doutorado informal na Alemanha.

Fita 3 – Lado B
Comentários sobre a vida pessoal, esposa e filhos; os planos para aposentadoria; motivos para a publicação de seu livro Hanseníase, cuja primeira edição é de 1984; seu livro Dermatologia tropical, lançado em 1995, e seu custo final; comentários sobre a carreira docente; a AIDS como novo foco de estudo no Centro de Dermatologia Alfredo da Matta e suas semelhanças com a hanseníase em relação ao estigma; as atividades do Programa de Hanseníase no Amazonas, em 2003; as orientações da OMS sobre a implantação da poliquimioterapia no Brasil; o uso da Talidomida; a eliminação da hanseníase.

Avaliação, selecção e eliminação

Ingressos adicionais

Sistema de arranjo

Transcrição integral e sumário de assuntos

Área de condições de acesso e uso

Condições de acesso

Sem restrição

Condições de reprodução

Sem restrição

Idioma do material

Forma de escrita do material

Notas ao idioma e script

Características físicas e requisitos técnicos

Instrumentos de pesquisa

Área de fontes relacionadas

Existência e localização de originais

Existência e localização de cópias

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Nota de publicação

MACIEL, Laurinda Rosa. ‘Memórias e narrativas da lepra/hanseníase: uma reflexão sobre histórias de vida, experiências do adoecimento e políticas de saúde pública no Brasil do século XX’, In História Oral, v. 20, n. 1, p. 33-54, jan./jun. 2017.
Disponível em: <http://revista.historiaoral.org.br/index.php?journal=rho&page=article&op=view&path%5B%5D=696&path%5B%5D=pdf>

Área de notas

Nota

Resenha biográfica
Sinésio Talhari nasceu em 15 de novembro de 1946, em Mendonça, São Paulo. Foi para o Rio de Janeiro para estudar Medicina e em 1966 ingressou na UFF, em Niterói. Seu interesse pela Dermatologia veio a partir das aulas do professor Rubem David Azulay. Fez residência e mestrado em Dermatologia, em 1971, mas antes de terminar seu curso foi para o Instituto de Medicina Tropical, em Lisboa, Portugal, por intermédio do professor Antar Padilha Gonçalves, com bolsa
da Fundação Calouste Gulbenkian. Ao retornar da Europa defendeu a dissertação Hiperceratose e epidermolítica, em 1973, e foi para o Instituto de Medicina Tropical, no Amazonas, em 1974. Nesse mesmo ano foi nomeado diretor clínico do Leprosário Antônio Aleixo, que se encontrava em estado de abandono, e lá executou a recomendação do Ministério da Saúde para a desospitalização da hanseníase, de acordo com a Portaria n. 165, de maio de 1976. Pouco depois foi trabalhar no Dispensário Alfredo da Matta com o intuito de transformá-lo em Centro de Dermatologia Tropical e Venereologia. Foi professor titular da disciplina de Dermatologia no Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Amazonas, desde 1977. Durante algumas viagens pelo interior do Amazonas, observou pela primeira vez uma doença dermatológica chamada ‘pint’a que acabou sendo o tema de sua Tese de Doutorado em Dermatologia na Escola Paulista de Medicina (Unifesp), defendida em 1998, intitulada Pinta (carete) – aspectos epidemiológicos, clínicos e laboratoriais, no Estado do Amazonas. Escreveu obras de referência tais como Hanseníase, de 1984; Dermatologia tropical, de 1995, e Doenças sexualmente transmissíveis – manifestações cutâneas associadas à AIDS, em 2002, além de inúmeros textos publicados em revistas científicas. É dermatologista brasileiro internacionalmente conhecido na área de Dermatologia Tropical, tendo sido presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) na gestão 2005-2006. Juntamente com o professor René Garrido Neves instituiu o curso de Dermatopatologia Tropical, subsidiado pela SBD, e que por ser itinerante vem treinando centenas de profissionais de saúde nos últimos 20 anos. Até 1988, foi coordenador do Programa de Dermatologia Sanitária do Estado do Amazonas. Atualmente dirige o Instituto de Medicina Tropical, onde implementou um Núcleo de Dermatologia em Doenças Tropicais/DST/Aids e mais recentemente criou o curso de Pós-graduação stricto sensu em Doenças Tropicais.

Notação anterior

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