Sebastião José de Oliveira

Área de identificação

Tipo de entidade

Pessoa

Forma autorizada do nome

Sebastião José de Oliveira

Forma(s) paralela(s) de nome

  • Sebastião de Oliveira

Formas normalizadas do nome de acordo com outras regras

Outra(s) forma(s) do nome

identificadores para entidades coletivas

Área de descrição

Datas de existência

1918-2005

História

Nasceu em 3 de novembro de 1918, no Rio de Janeiro, filho de Onofre José de Oliveira e Jesuína Fonseca Oliveira. Em 1941 diplomou-se em Medicina Veterinária pela Escola Nacional de Veterinária, atual Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Em 1939 ingressou no Instituto Oswaldo Cruz (IOC) como estagiário sem remuneração na Seção de Helmintologia, chefiada por Lauro Travassos. Trabalhou na coleção de dípteros sob a orientação de Hugo de Souza Lopes, dedicando-se, inicialmente, ao estudo de moscas da família Clusiidae (Acaliptrata) e Anthomyidae. Nesse período publicou seu primeiro artigo científico, intitulado “Sobre Ophyra aenescens (Widermann, 1830) (Diptera, Anthomyidae)”. Em 1940, por indicação de Arthur Neiva, Lauro Travassos e Hugo de Souza Lopes, obteve uma vaga de entomologista no Serviço de Malária da Baixada Fluminense. Já formado, foi convidado por César Pinto, em 1942, para integrar o Serviço de Doenças Parasitárias do Departamento Nacional de Estradas e Rodagem, onde trabalhou como entomologista. Entre 1943 e 1944 desenvolveu experiências com DDT na Companhia de Anilinas e Produtos Químicos Geigy do Brasil Sociedade Anônima. Durante todo esse tempo permaneceu como estagiário no IOC, sendo contratado em 1950 como pesquisador especializado, e efetivado como biologista por meio de concurso realizado pelo Departamento Administrativo do Serviço Público. Atuou também como assistente voluntário da cadeira de Zoologia Médica e Parasitologia da Escola Nacional de Veterinária (1953-1954), assistente do Curso de Parasitologia, Bacteriologia e Imunologia do IOC (1954 e 1959), professor da cadeira de doenças parasitárias do Curso de Aperfeiçoamento, Especialização e Extensão do Ministério da Agricultura (1954-1955, 1957-1958 e 1959-1960) e professor do Curso de Entomologia do IOC (1962). Em 1970, com outros nove pesquisadores da instituição, teve seus direitos políticos suspensos e foi aposentado pelos Atos Institucionais 5 e 10, episódio denominado de "Massacre de Manguinhos". Como ficou proibido de trabalhar em qualquer instituição pública, passou a prestar serviços à iniciativa privada. Com a Anistia, foi reintegrado à Fundação Oswaldo Cruz em 1986 como curador da Coleção Entomológica do IOC, cargo que ocupou até a sua morte, e como professor de entomologia médica no Curso de Biologia Parasitária da unidade. De 1992 a 1993 foi subsecretário adjunto de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Indústria, Comércio, Ciência e Tecnologia do estado do Rio de Janeiro. Em 1998, aos oitenta anos, obteve o grau de doutor em ciências no Curso de Pós-Graduação em Biologia Parasitária do IOC. Sua contribuição para os estudos entomológicos abrangeu as ordens Strepsiptera (Stylopidae, Myrmecolacidae e Mengeidae), em colaboração com Marcos Kogan, e Diptera (Anthomyidae, Culicidae, Ephydridae, Agromyzidae e Chironomidae), sendo responsável pela descrição de quatro gêneros e setenta espécies de insetos para a ciência. O material entomológico reunido durante suas pesquisas encontra-se depositado na Coleção Entomológica. Recebeu homenagens de pesquisadores brasileiros e estrangeiros com a descrição do gênero Oliveriella Wiedenbrug & Fittkau, 1997 e com dez espécies, tais como: Palpomyia oliveirai Lane, 1947, Lutzomyia oliveirai Martins, Silva & Falcão, 1970 e Oukurilla oliveirai Messias & Fittkau, 1997. Morreu em 16 de abril de 2005, no Rio de Janeiro.

Locais

Status legal

Funções, ocupações e atividades

Mandatos/Fontes de autoridade

Estruturas internas/genealogia

Contexto geral

Área de relacionamento

Entidade relacionada

Ernst Josef Fittkau (1927 - 2012)

Identificador da entidade relacionada

Categoria da relação

associative

Datas da relação

Descrição da relação

Área de controle da descrição

Identificador do registro de autoridade

Identificador da instituição

Regras ou convenções utilizadas

ISAAR(CPF): norma internacional de registro de autoridade arquivística para entidades coletivas, pessoas e famílias.

Status da descrição

nível de detalhamento

Datas das descrições (criação, revisão e remoção)

Idioma(s)

Escrita(s)

Fontes utilizadas na descrição

Notas de manutenção