Item 08 - Pedro Gabriel Godinho Delgado

Área de identificação

Código de referência

BR RJCOC 05-06-01-01-01-07-08

Título

Pedro Gabriel Godinho Delgado

Data(s)

  • 2002 (Produção)

nível de descrição

Item

Dimensão e suporte

Documentos sonoros: 4 fitas cassete e 4 CD's (3h20min; cópia digital)

Área de contextualização

Nome do produtor

História arquivística

Entrevista realizada por Anna Beatriz de Sá Almeida e Angélica Estanek e Laurinda Rosa Maciel, no Rio de Janeiro (RJ), nos dias 16 de dezembro de 2002 e 21 de julho de 2003

Procedência

Área de conteúdo e estrutura

Âmbito e conteúdo

Sumário de assuntos
Fita 1 – Lado A
A opção pela medicina e o interesse pela Psiquiatria a partir do estágio voluntário realizado no Hospital Colônia de Barbacena, em 1974, sob a orientação dos professores Alonso Moreira Filho e Sílvio Oliveira. O ingresso na Residência Médica, do Instituto de Psiquiatria da Universidade do Brasil (IPUB), em 1977. Cursos realizados com Jurandir Costa Freire e Joel Birman, na UERJ, em 1976. O concurso para o Centro Psiquiátrico Pedro II (CPP II), realizado pela Divisão Nacional de Saúde Mental (DINSAM), em 1977; dificuldades de trabalho no Hospital de Neurologia e Psiquiatria Infantil (HNPI) e no pronto-socorro do Hospital Gustavo Riedel.

Fita 1 – Lado B
Comentário sobre as condições precárias em que se encontrava o CPP II. O início do movimento de reforma psiquiátrica através de denúncias escritas no livro de plantão; as primeiras demissões de estagiários e bolsistas da DINSAM e o concurso não realizado por suspeita de fraude. Seu ingresso, por concurso público, no Ministério da Saúde como médico sanitarista, em 1980. A opção de trabalhar na Colônia Juliano Moreira (CJM); recordações dos primeiros projetos desenvolvidos como Coordenador Médico responsável pelo Projeto Assistencial da CJM, entre eles o de re-socialização dos pacientes, apoiado pelo Ministério da Saúde, que incluía bolsa-trabalho para os participantes. Considerações sobre o apoio dos funcionários da CJM às transformações propostas pela diretoria, por volta de 1983.

Fita 2 – Lado A
Comentários sobre as mudanças implantadas na CJM que possibilitaram uma imagem positiva da instituição para moradores e funcionários. As circunstâncias da criação do Hospital Jurandir Manfredini, na CJM e os conflitos com o Ministério da Saúde para implantação de outras mudanças naquela instituição. Sua transferência para o CPP II, em 1984, onde trabalhou como médico da enfermaria feminina no Instituto de Psiquiatria Adauto Botelho (IPAB). O retorno à CJM, em 1985, como Diretor de Ensino e Pesquisa; a criação do NUPSO, Núcleo de Pesquisa em Psiquiatria Social com apoio da Financiadora de Estudos e Pesquisas (FINEP). A nomeação de interventor para a CJM pelo Ministério da Saúde, em 1987, e detalhes da resistência de funcionários e pacientes à esta nomeação. A tensão causada pela chegada da Polícia Federal e do Exército, cuja missão era garantir a posse do interventor.

Fita 2 – Lado B
O fim da tensão com a retirada do Exército da CJM. A criação de uma comissão composta por membros do Ministério da Saúde, da Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro e da CJM para dirigir a instituição. O lema "Por uma sociedade sem manicômios" e a resistência dos profissionais de saúde em aceitá-lo.

Fita 3 – Lado A
A criação do Instituto Franco Basaglia (IFB), em 1989 e o curso de Cidadania e Loucura. Nomeação como Coordenador Estadual de Saúde Mental no Rio de Janeiro, em 1999. Os projetos realizados pelo IFB como o programa ‘SOS - Direitos dos Pacientes’ e o ‘Clube da Esquina’. Como se deu a reforma psiquiátrica no Manicômio Judiciário Heitor Carrilho, atual Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico Heitor Carrilho; a Lei Paulo Delgado e o louco infrator.

Fita 3 – Lado B
A criação e os debates em torno da Lei Paulo Delgado; o processo de tramitação no Congresso e Senado Nacionais e as alterações sofridas; o texto final aprovado em 2001; a repercussão internacional da aprovação da Lei. Comentários sobre a questão do álcool e das drogas nas políticas públicas.

Fita 4 – Lado A
A importância da capacitação profissional para melhorar o atendimento ao doente; os cursos oferecidos pela Secretaria de Formação e Gestão do Trabalho em Saúde. Sua nomeação como Coordenador Nacional de Saúde Mental em 2000; principais atividades realizadas e dificuldades encontradas. A implantação do Programa Nacional de Avaliação dos Hospitais (PNACH) em Psiquiatria, em 2002. A realização da 3ª Conferência Nacional de Saúde Mental, em 2001, considerado o Ano Internacional da Saúde Mental. Os requisitos para a implantação de um Centro de Atenção Psicossocial em um município.

Avaliação, selecção e eliminação

Ingressos adicionais

Sistema de arranjo

Transcrição e sumário de assunto

Área de condições de acesso e uso

Condições de acesso

Sem restrição

Condições de reprodução

Sem restrição

Idioma do material

Forma de escrita do material

Notas ao idioma e script

Características físicas e requisitos técnicos

Instrumentos de pesquisa

Área de fontes relacionadas

Existência e localização de originais

Existência e localização de cópias

Unidades de descrição relacionadas

Descrições relacionadas

Área de notas

Nota

Resenha biográfica
Pedro Gabriel nasceu em Minas Gerais, em 26 de agosto de 1950. Em 1975, formou-se em Medicina pela UFJF. Seu interesse pela Psiquiatria nasceu através do estágio voluntário realizado na Colônia de Barbacena, durante os finais de semana, sob a orientação dos professores Silvio Oliveira e Alonso Moreira Filho, no quarto ano da graduação. Em 1976, iniciou o Curso de Especialização em Psiquiatria Social na UFRJ e no ano seguinte ingressou na Residência no Instituto de Psiquiatria da Universidade do Brasil e no mestrado do Instituto de Medicina Social, da UERJ. Trabalhou como bolsista concursado pela Divisão Nacional de Saúde Mental, no Centro Psiquiátrico Pedro II em 1978, no hospital infantil e pronto-socorro do hospital Gustavo Riedel, daquele Centro. Neste mesmo ano, foi aprovado no concurso do INAMPS, indo trabalhar no PAM de Duque de Caxias. Prestou novo concurso para a DINSAM, em 1982, para médico sanitarista e optou por trabalhar na Colônia Juliano Moreira. Defendeu a dissertação de mestrado em agosto de 1983, no IPUB, sobre o desemprego dos operários metalúrgicos de Paracambi e sua psiquiatrização maciça. Foi transferido para o CPP II, em 1984, onde trabalhou como médico da enfermaria feminina no Instituto de Psiquiatria Adauto Botelho (IPAB). Neste período frequentou o curso de Especialização em Planejamento Estratégico de Saúde, oferecido pela Fundação Oswaldo Cruz. Retornou, no ano seguinte, a Colônia como Diretor de Ensino e Pesquisa, onde fundou o Núcleo de Pesquisa em Psiquiatria Social (NUPSO). Em 1987, presenciou a tentativa de intervenção do Ministério da Saúde na Colônia e participou da resistência composta de funcionários e usuários. Foi o redator da primeira versão do projeto de lei Paulo Delgado, pela extinção dos manicômios no Brasil, encaminhada à Câmara de Deputados neste mesmo ano. Foi aprovado no concurso para professor adjunto de Psicologia Médica da UFRJ, em 1989, e por este motivo se demitiu da Colônia no ano seguinte. Em 1992, defendeu a tese de doutorado, na Universidade de São Paulo, com o título “As razões da tutela". Assumiu, em 1999, a Coordenação de Saúde Mental do Estado do Rio de Janeiro e em 2000, a Coordenação Nacional de Saúde Mental, ligada ao Ministério da Saúde, em Brasília. Fez pós-doutorado na London School of Hygiene and Tropical Medicine, da Universidade de Londres (2008); Coordenador Nacional de Saúde Mental, Álcool & Outras Drogas, do Ministério da Saúde de agosto de 2000 a dezembro de 2010 e presidente da III Conferência Nacional de Saúde Mental (2001) e da IV Conferência Nacional de Saúde Mental – Intersetorial (2010). É professor adjunto da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Faculdade de Medicina e Instituto de Psiquiatria-IPUB) e vice-presidente regional da World Association for Psychosocial Rehabilitation (WAPR).

Notação anterior

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Idioma(s)

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