Item 31 - Maria Ângela Alcade Torrencilla

Área de identificação

Código de referência

BR RJCOC 05-06-01-01-01-06-31

Título

Maria Ângela Alcade Torrencilla

Data(s)

  • 2002 (Produção)

nível de descrição

Item

Dimensão e suporte

Documentos sonoros: 1 fita cassete e 1 CD (55min; cópia digital)

Área de contextualização

Nome do produtor

História arquivística

Entrevista realizada por Laurinda Rosa Maciel, em Salvador (BA), no dia 07 de agosto de 2002.

Procedência

Área de conteúdo e estrutura

Âmbito e conteúdo

Sumário de assuntos
Fita 1 – Lado A
Lembranças da Espanha e da família; sobre a morte do pai, em 1940, em decorrência da Guerra Civil Espanhola (1936-1939); a decisão de ser missionária aos 18 anos e a entrada para a congregação das Franciscanas Missionárias de Maria, em 1948; a ida para Portugal em 1949 e o curso técnico em Enfermagem; a atuação como enfermeira e o primeiro contato com pacientes hansenianos em 1953; o trabalho efetivo com os doentes em 1966; comentários sobre o surgimento de medicamentos como a Sulfona e a Rifampicina e os doentes que se tornaram auxiliares de enfermagem; a vinda para o Brasil em 1971 e a melhora na situação social dos doentes, após a atuação das irmãs na Colônia Antônio Aleixo, em Manaus; a implantação do Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral) naquela colônia; seu ingresso na faculdade de Enfermagem; a imposição, aos doentes, de ter que sair da Colônia na década de 1970, e a formação de um asilo para acolher os que a deixaram; o leprosário Casa Amarela e sua transformação em dispensário; o curso de sanitarista pela Fiocruz; as missões nas aldeias amazônicas e a entrega de medicamentos a esses doentes; sobre a equipe múltipla como médicos, bioquímicos, enfermeiros e assistentes sociais; o início da poliquimioterapia na região amazônica, em 1982, com a ajuda do Conselho Mundial de Saúde, da Congregação Mariana e da Ong Associação Alemã de Assistência aos Hansenianos e Tuberculosos (DAHW).

Fita 1 – Lado B
Continuação dos comentários sobre a introdução da poliquimioterapia em Manaus; observações sobre a disseminação dessa prática por todo o Brasil; comentários sobre Maria Leide Oliveira e Fabíola Aguiar Nunes e o trabalho em parceria com o Ministério da Saúde; considerações sobre o crescimento da Colônia Antônio Aleixo e sua transformação em bairro praticamente igual aos
demais; sobre Abraão Rotberg e a mudança do nome ‘lepra’ para ‘hanseníase’; a questão da reinserção social do paciente e a opinião sobre não separar o paciente da sociedade; os cuidados tomados para não contrair a doença e a ótima relação com as médicas da região amazônica, onde trabalha.

Avaliação, selecção e eliminação

Ingressos adicionais

Sistema de arranjo

Transcrição integral e sumário de assuntos

Área de condições de acesso e uso

Condições de acesso

Sem restrição

Condições de reprodução

Sem restrição

Idioma do material

Forma de escrita do material

Notas ao idioma e script

Características físicas e requisitos técnicos

Instrumentos de pesquisa

Área de fontes relacionadas

Existência e localização de originais

Existência e localização de cópias

Unidades de descrição relacionadas

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Nota de publicação

MACIEL, Laurinda Rosa. ‘Memórias e narrativas da lepra/hanseníase: uma reflexão sobre histórias de vida, experiências do adoecimento e políticas de saúde pública no Brasil do século XX’, In História Oral, v. 20, n. 1, p. 33-54, jan./jun. 2017.
Disponível em: <http://revista.historiaoral.org.br/index.php?journal=rho&page=article&op=view&path%5B%5D=696&path%5B%5D=pdf>

Área de notas

Nota

Resenha Biográfica
Maria Ângela Alcade Torrencilla nasceu em 23 de abril de 1930, em Badajós, Espanha, em família de quatro irmãos. O pai foi militante na Guerra Civil Espanhola e aos 18 anos despertou-lhe a vontade de trabalhar em missões religiosas. Em 1948, Maria Ângela entrou para a congregação das Franciscanas Missionárias de Maria. Em 1949, viajou para Portugal com o intuito de finalizar sua formação religiosa. Ao término dessa formação, iniciou e concluiu o curso secundário de enfermagem, tornando-se Técnica em Enfermagem. Atuou no Hospital Ortopédico Sant’lago do Outão, em Setúbal, considerado referência no tratamento de tuberculose óssea. Em 1953, a filial de sua congregação localizada em Manaus, iniciou um trabalho de apoio e ajuda aos filhos de atingidos pela hanseníase. Com o crescimento desse projeto, as irmãs conseguiram, com apoio governamental, um espaço para abrigar e atender tais pacientes na Colônia Antônio Aleixo.
Em 1971 foi convidada por sua congregação para vir ao Brasil atuar na Colônia, e ali realizou diversos projetos educacionais e culturais, com o objetivo de dar um pouco de cidadania àquelas pessoas. Com o dr. Sinésio Talhari atuou na desospitalização de pacientes da Colônia Antônio Aleixo, que se transformou no Bairro do Aleixo. No Brasil, graduou-se em Enfermagem pela Escola de Enfermagem de Manaus, em 1977, qualificando-se em Saúde Pública em curso promovido pela representação da Fiocruz em Manaus, em 1979. Em 1979 passou a trabalhar na Casa Amarela, órgão que se transformou em dispensário ligado à SES/AM. Obteve a cidadania brasileira em 1980. Desde então, começou a percorrer os rios das
regiões amazônicas com o intuito de levar informação, atendimento e medicação àquela população, instituindo, assim, um sistema de parceria entre profissionais de saúde, pacientes e ex-pacientes. Irmã Ângela foi uma importante intermediadora na instalação das organizações não governamentais da International Leaders in Education Program (ILEP) no Brasil, coordenando os projetos financiados pela Associação Alemã de Assistência aos Hansenianos (DAHW) na região e ajudou a criar a Fundação para o Controle da Hanseníase no Amazonas (FundHans) em 1995. Trabalhou na coordenação do
Programa de Controle Estadual de 1980 a 2000, e com o dr. Sinésio Talhari, em 1982, foi pioneira na implantação e disseminação da poliquimioterapia no Brasil. Também trabalhou como assessora do Programa de Controle da Hanseníase no Brasil, do Ministério da Saúde, para a Região Norte. Atualmente, encontra-se aposentada profissionalmente, porém continua seu trabalho na Fundação Alfredo da Matta (FUAM), ajudando os programas de controle da hanseníase dos estados do Amazonas e Roraima.

Notação anterior

Pontos de acesso

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Zona da incorporação

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