Item 30 - Marcos da Cunha Lopes Virmond

Área de identificação

Código de referência

BR RJCOC 05-06-01-01-01-06-30

Título

Marcos da Cunha Lopes Virmond

Data(s)

  • 2002 (Produção)

nível de descrição

Item

Dimensão e suporte

Documentos sonoros: 2 fitas cassetes (2 horas)

Área de contextualização

Nome do produtor

(1985-)

História administrativa

A Casa de Oswaldo Cruz (COC) foi criada no contexto das transformações político-estruturais realizadas na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) durante a gestão de Sérgio Arouca, pelo ato da Presidência n. 221, de 19 de novembro de 1985, com a missão de coordenar e desenvolver atividades de recuperação da memória e da história referentes à Fiocruz e à saúde no Brasil, estabelecer uma política de preservação documental em âmbito institucional, estabelecer um plano diretor para o melhor aproveitamento do complexo arquitetônico histórico – constituído pelo Pavilhão Mourisco, pela Cavalariça e pelo Prédio do Relógio – e do campus de Manguinhos, além de desenvolver atividades de divulgação científica e cultural. A COC ficou, nesse período, subordinada à Vice-Presidência de Desenvolvimento, e a ela foi incorporado o Museu Oswaldo Cruz. Criaram-se, ainda, o Centro de Documentação e Pesquisa Histórica, o Núcleo de Animação Cultural e o Núcleo de Proteção e Preservação do Patrimônio Histórico e Artístico. Foi transformada em unidade da Fiocruz pelo ato da Presidência n. 56, de 15 de maio de 1987, e ficou sob a responsabilidade de um diretor e um conselho consultivo. Em 16 de agosto de 1989, através do ato da Presidência n. 133, seu regimento interno foi aprovado pelo Conselho Deliberativo da Fiocruz, mantendo em linhas gerais as mesmas atribuições de quando foi criada. A estrutura organizacional consolidada naquela ocasião foi esta: diretor, vice-diretor, administrador, conselho consultivo, conselho interdepartamental, conselho administrativo, congregação e assembleia geral. Como órgãos executivos o regimento apontou os departamentos de Arquivo e Documentação, Pesquisa, Patrimônio Histórico e Artístico, Museu, bem como os núcleos de Promoção Cultural e Editorial. Em 2006 a COC iniciou um processo de reestruturação organizacional que foi finalizado em julho de 2007. Consolidada como unidade técnico-científica, é responsável por ações de produção e disseminação do conhecimento histórico sobre a Fiocruz, a saúde e as ciências biomédicas; de preservação e valorização da memória institucional e dos seus campos de atuação; de divulgação e educação em saúde, ciência e tecnologia; e de ensino, formação e capacitação profissional. Compõem sua estrutura executiva a direção, as vice-diretorias de Pesquisa, Educação e Divulgação Científica, de Informação e Patrimônio Cultural e de Gestão e Desenvolvimento Institucional, além dos núcleos operacionais que executam atividades permanentes de caráter finalístico: Departamento de Pesquisa em História das Ciências e da Saúde, Departamento de Arquivo e Documentação, Departamento de Patrimônio Histórico e Departamento Museu da Vida. Sob a coordenação das vice-diretorias encontram-se o Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde, a Editoria da revista História, Ciências, Saúde – Manguinhos, o Serviço de Gestão da Informação, o Serviço de Tecnologias da Informação, o Serviço de Biblioteca, o Serviço de Gestão do Trabalho, o Serviço de Planejamento e Orçamento e o Departamento de Administração.

História arquivística

Entrevista gravada no âmbito do projeto Memória e História da Hanseníase no Brasil através de seus depoentes (1960-2000) por Laurinda Rosa Maciel e Maria Leide W. de Oliveira, em Bauru (SP), em 06 de Maio de 2002.

Procedência

Área de conteúdo e estrutura

Âmbito e conteúdo

Fita 1 – Lado A:
Lembranças da infância e do pai militar; os diversos estados onde residiu como, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco; formação escolar; a respeito da Revolução de 1964 e o ex-presidente João Goulart; a ida para Porto Alegre, em ??, e o segundo grau no Colégio Estadual Júlio de Castilhos; o vestibular para a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); recordações do avô médico e sua biblioteca; a formação como músico e sua participação na Ordem dos Músicos do Brasil; a escolha pela Medicina e graduação na UFRGS, em ??; a profissão dos irmãos; a residência em cirurgia geral e comentários sobre Jair Ferreira; a ida para o Hospital Colônia Itapuã em 1976 por intermédio de César Bernardes e o início de seu trabalho com cirurgia de reabilitação em hanseníase; sua participação no Curso de Cirurgia de Hanseníase no Brasil em 1979 com Franklin Durksen; a respeito do professor Arvelo e seus ensinamentos sobre prevenção de incapacidade; sobre Miriam Peres, Pedro de Belo e Germano Traple; a ida para Bauru em 1980 e a total identificação com a área cirúrgica; o aprendizado com o cirurgião Frank Durksen no período em que trabalharam juntos, a ida para a Índia, em ??, com financiamento da American Leprosy Mission (ALM); sobre Maria Leide W. de Oliveira e os impulsos nas questões referentes à doença como, reabilitação, prevenção de incapacidade e implementação de poliquimioterapia quando esta ocupa o cargo na Gerência Estadual de Dermatologia Sanitária do Rio de Janeiro entre os anos de 1983 a 1985

Fita 1 - Lado B:
Comentários sobre cursos e realizações de cirurgias no Instituto Lauro de Souza Lima, em Bauru; o início de seu projeto de atuação na área de cirurgia em 1990 e sua entrada para o Instituto Lauro de Souza Lima em 1994; os problemas existentes para formar e manter bons cirurgiões de reabilitação em hanseníase no país; a passagem pelo Hospital Pedro Ernesto no Rio de Janeiro à convite de Maria Leide W. de Oliveira; sobre (?) Elcir e as novas técnicas de cirurgia reparadora de mãos; relatos sobre os diversos Serviços de Reabilitação espalhados pelo país como em Rondônia, Amazonas e Maranhão; questões sobre a necessidade das Secretárias Estaduais de Saúde em apoiar as cirurgias de reabilitação; opinião sobre a doença em outros países como Venezuela, México, Argentina e o porquê do Brasil até hoje registrar um alto índice endêmico; a decepção com os recentes diagnósticos no país e a ineficácia da cirurgia em tais casos; comentários sobre o livro que escreveu a respeito da importância da reabilitação no combate à hanseníase, a relevância de tais cirurgias e a necessidade de realização de mais cursos na área; comentários sobre a necessidade do serviço básico de saúde estabelecer um diálogo com a hanseníase e o incentivo à integração de médicos das mais diferentes áreas na luta contra a doença; observações sobre o XVI Congresso Internacional de Lepra, em 2002, e a presidência do comitê organizador ocupado pelo depoente; a vice-presidência na International Leprosy Association (ILA) e a importância do Brasil sediar este congresso.

Fita 2 - Lado A:
Sobre o trabalho junto à International Leprosy Association (ILEP) e a organização Mundial de Saúde (OMS); vasto comentário sobre os congressos que participou; o interesse musical do depoente, sua família, a ópera que elaborou (“A Glorinha”) e o hino comemorativo do aniversário da Revolução Farroupilha, composto por ele; o doutorado e o cargo de Professor de Regência, na Universidade do Sagrado Coração, na ??, em ??; relatos sobre as cirurgias de deformidades congênitas.

Fita 2 – Lado B:
Comentários sobre sua família e os filhos gêmeos; a importância das cirurgias de reabilitação em hanseníase no país; sobre os leprologistas Diltor Opromolla, Aguinaldo Gonçalves, Gerson Fernando e Gerson Penna.

Avaliação, selecção e eliminação

Ingressos adicionais

Sistema de arranjo

Área de condições de acesso e uso

Condições de acesso

Sem restrição

Condiçoes de reprodução

Sem restrição

Idioma do material

Forma de escrita do material

Notas ao idioma e script

Características físicas e requisitos técnicos

Instrumentos de pesquisa

Sumário de assuntos

Área de fontes relacionadas

Existência e localização de originais

Existência e localização de cópias

Unidades de descrição relacionadas

Descrições relacionadas

Nota de publicação

MACIEL, Laurinda Rosa. ‘Memórias e narrativas da lepra/hanseníase: uma reflexão sobre histórias de vida, experiências do adoecimento e políticas de saúde pública no Brasil do século XX’, In História Oral, v. 20, n. 1, p. 33-54, jan./jun. 2017.
Disponível em: <http://revista.historiaoral.org.br/index.php?journal=rho&page=article&op=view&path%5B%5D=696&path%5B%5D=pdf>

Área de notas

Notação anterior

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