Item 28 - Luiz Marino Bechelli

Área de identificação

Código de referência

BR RJCOC 05-06-01-01-01-06-28

Título

Luiz Marino Bechelli

Data(s)

  • 2002 (Produção)

nível de descrição

Item

Dimensão e suporte

Documentos sonoros: 2 fitas cassete e 1 CD (1h40min; cópia digital)

Área de contextualização

Nome do produtor

História arquivística

Entrevista realizada por Laurinda Rosa Maciel e Maria Leide W. de Oliveira, em Ribeirão Preto (SP), no dia 07 de maio de 2002.

Procedência

Área de conteúdo e estrutura

Âmbito e conteúdo

Sumário de assuntos
Fita 1 – Lado A
Lembranças da primeira esposa Laura e dos filhos; comentários sobre a vinda dos pais da região de Toscana, Itália, para o Brasil; formação escolar nos colégios Dante Alighieri e Anglo Latino, em São Paulo; a opção pela Medicina e a amizade com Abraão Rotberg e o estágio dos dois no Sanatório de Cocais; a admiração pelos mestres Jairo Ramos e Lemos Torres e seus ensinamentos; o uso do óleo de chaulmoogra e da Sulfona; a ida para o dispensário regional em Araraquara; o isolamento compulsório e a escolha pela dermatologia; seu casamento em 1936 e a bolsa em dermatologia na Columbia University em 1945; o curso de Epidemiologia e Estatística na Case Western Reserve University, em Cleveland, em 1945; a volta para o Brasil depois de dois anos e a livre-docência em 1947 na USP; a atuação no Hospital das Clínicas como dermatologista em um consultório particular, ao mesmo tempo em que trabalhava no DPL; o convite de Zeferino Vaz, em 1957, para tornar-se professor de Dermatologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto; a atuação na Liga Contra a Sífilis e a participação na fundação da Sociedade Paulista de Leprologia; a ida para Ribeirão Preto em 1957; relatos sobre a fundação da Faculdade de Ribeirão Preto por Zeferino Vaz e seu corpo docente; os prêmios recebidos e a participação na introdução da Sulfona no combate à lepra; os trabalhos em parceria com Abraão Rotberg, Reinaldo Quagliato e Elza Berquó; a aposentadoria do DPL; sobre o concurso e a ida para a OMS, em 1959, e sua permanência em Genebra por 10 anos.

Fita 1 – Lado B
Comentários sobre a Campanha Nacional contra a Lepra e sua relação com a política de controle da doença no país; o trabalho na OMS pelos diferentes países do mundo, como Birmânia e Índia; comentários sobre a inexistência de medicamentos eficazes ao combate da hanseníase nas décadas de 1960 e 1970 e a dificuldade em tratar a doença nesse período; comentários sobre Lauro
de Souza Lima e Nelson Souza Campos e os trabalhos em parceria com ambos; opinião sobre a recidiva da doença, o isolamento, o estigma e o sofrimento dos doentes, principalmente das mães que se separavam dos filhos que nasciam no leprosário; formas de tratamento antigas e atuais contra a doença no Brasil e o uso da vacina BCG; seu artigo contestando a suposta eliminação da hanseníase em 2000 no Congresso dos Estados Unidos, em 1994; sobre os fatores sociais mantenedores da doença e opinião sobre a nova data estipulada para sua eliminação, 2005; a concessão do prêmio Luiz Marino Bechelli e a relutância deste em participar do XVI Congresso Internacional de Lepra, realizado em agosto de 2002, em Salvador, Bahia; relatos sobre sua saúde fragilizada; lembranças do distanciamento da família quando estava em Genebra, trabalhando na OMS; sobre a vida e a carreira dos filhos.

Fita 2 – Lado A
A morte de sua primeira esposa Laura em 1978; o casamento com Maria Helena em 1982; a desinformação do público em relação à doença quando se adota o termo hanseníase, mas a opinião favorável em relação à mudança de ‘lepra’ para ‘hanseníase’; a crença na cura da doença e a pesquisa utilizando o BCG em seu combate; a alta incidência de hanseníase em países com grande desigualdade social, como a Índia; os congressos de que participou, destacando o VIII Congresso Internacional de Lepra, realizado no Brasil em 1963; as diversas políticas de controle da hanseníase no Brasil, como os dispensários, o isolamento compulsório, a Campanha Nacional contra a Lepra e o tratamento ambulatorial; comentários sobre seu colega Shaik Kahder Noordeen, ex-diretor do Programa Global de Controle da Hanseníase; a vida de professor acadêmico e a aposentadoria compulsória em 1996; a vida esportiva e a convivência amistosa com pacientes dos leprosários; os medicamentos como óleo de chaulmoogra e o elevado índice de altas com o advento do Promim; a respeito da má remuneração dos profissionais de saúde no Brasil e a dedicação destes ao Serviço de Lepra.

Avaliação, selecção e eliminação

Ingressos adicionais

Sistema de arranjo

Transcrição integral e sumário de assuntos

Área de condições de acesso e uso

Condições de acesso

Sem restrição

Condições de reprodução

Sem restrição

Idioma do material

Forma de escrita do material

Notas ao idioma e script

Características físicas e requisitos técnicos

Instrumentos de pesquisa

Área de fontes relacionadas

Existência e localização de originais

Existência e localização de cópias

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Nota de publicação

MACIEL, Laurinda Rosa. ‘Memórias e narrativas da lepra/hanseníase: uma reflexão sobre histórias de vida, experiências do adoecimento e políticas de saúde pública no Brasil do século XX’, In História Oral, v. 20, n. 1, p. 33-54, jan./jun. 2017.
Disponível em: <http://revista.historiaoral.org.br/index.php?journal=rho&page=article&op=view&path%5B%5D=696&path%5B%5D=pdf>

Área de notas

Nota

Resenha Biográfica
Luiz Marino Bechelli nasceu em 25 de março de 1912, em Piramboia, São Paulo. Descendente de imigrantes italianos, teve forte influência familiar no gosto pela arte europeia, principalmente a italiana. Sempre gostou de praticar esportes, especialmente tênis e basquete. Após concluir o ensino médio, no colégio Anglo Latino, em São Paulo, iniciou a graduação no curso de Medicina em 1928, na Faculdade de Medicina de São Paulo, hoje pertencente à USP. Em 1933, no término da graduação, trabalhou no Posto de Sífilis Arnaldo Vieira de Carvalho, o que lhe despertou o interesse pela área da dermatologia. Em 1934, estagiou no Leprosário Cocais, em Casa Branca, São Paulo, e optou definitivamente pela atuação na área da hanseníase. Entre 1940 e 1942 foi médico-chefe da Inspetoria Regional de Araraquara, São Paulo. Em 1945 ganhou uma bolsa para estudar Dermatologia na Columbia University, em Nova York, nos Estados Unidos, e no ano seguinte esteve em Cleveland para estudar Epidemiologia de Moléstias Infecciosas e Bioestatística, na Case Western Reserve University. Ao retornar dos Estados Unidos foi contratado pelo Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, ao mesmo tempo em que atuava no Departamento de Profilaxia da Lepra (DPL). Em 1957 transferiu-se para Ribeirão Preto a convite do professor Zeferino Vaz para lecionar dermatologia na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto; além disso, assumiu, em agosto de 1957 a responsabilidade por organizar e desenvolver o Departamento de Dermatologia daquela faculdade. Assim, entre 1957 e 1960 atuou como professor e diretor da USP de Ribeirão Preto. O dr. Bechelli foi um dos fundadores da Sociedade Paulista de Leprologia e participou de iniciativas importantes e inovadoras no combate à hanseníase, como, por exemplo, a introdução da Sulfona no tratamento da doença. Juntamente com Abraão Rotberg, Nelson de Souza Campos e Flavio Maurano, disputou os concursos de monografia promovidos pelo Serviço Nacional de
Lepra (SNL) em 1942 e 1943. Recebeu prêmios e homenagens pelo seu Tratado de Leprologia obra clássica no campo da Hansenologia que, em conjunto com outras publicações do SNL, foram importantes para subsidiar os estudos na área. De 1959 até 1993 esteve na Organização Mundial de Saúde, como especialista em leprologia, atuando em projetos importantes como a experimentação da vacina BCG na África, e chegou a chefiar o Programa Mundial de Controle da Lepra. Aposentou-se definitivamente em 1996, mas continuou escrevendo e publicando trabalhos para congressos ligados à hanseníase. Faleceu em 16 de agosto de 2004, em Ribeirão Preto, São Paulo.

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