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Luiz Rassi

Entrevista realizada por Simone Kropf, Tamara Rangel e Dominichi Miranda de Sá em Brasília (DF), no dia 20 de outubro de 2006.

José Arthur Rios

Entrevista realizada por Nísia Trindade Lima, Marcos Chor Maio e José Leandro Cardoso nos dias 13 de julho, 03 de agosto, 13 de setembro, 14 de outubro e 08 de novembro de 2006.

Isaac Barreto

Entrevista realizada por Simone Kropf, Tamara Rangel e Dominichi Miranda de Sá, em Brasília (DF), nos dais 16 e 18 de outubro de 2006.

Ernesto Silva

Entrevista realizada por Simone Kropf e Gilberto Hochman, em Brasília (DF), nos dias 26 e 27 de abril de 2007.

Edson Porto

Entrevista realizada por Simone Kropf e Tamara Rangel. em Brasília (DF), no dia 17 de outubro de 2006.

Ricardo Galler

Entrevista realizada por Nara Azevedo e Wanda Hamilton, em Bio-Manguinhos/Fiocruz (RJ), nos dias 13 de julho e 04 de agosto de 2005.
Sumário
Fita 1
Origem familiar; a ida para Brasília; a opção pelas ciências biológicas; a influência do professor Carlos Morel na escolha da especialização em biologia molecular; sobre o talento dos profissionais da ciência com quem conviveu na UnB; a vinda para o Rio a convite de Carlos Morel; o mestrado no Instituto de Biofísica; a ida para a Alemanha, onde fez doutorado; o trabalho realizado no laboratório do pesquisador Hans Küpper, na Universidade de Heidelberg; a transferência para o Laboratório Europeu de Biologia Molecular, no qual trabalhou com o Jan-Erik Edström; dos procedimentos laboratoriais, até então realizados sem auxílio do computador; a utilização da tecnologia atual nos procedimentos científicos; a necessidade de associação entre os pesquisadores; a importância atual da pesquisa na área de imunologia; o ingresso na Fiocruz, em 1985; o trabalho em virologia com Oscar Souza Lopes; a matrícula no pós-doutorado, visando uma especialização em virologia; o curso de Biologia Molecular realizado na Grécia, em 1983, ministrado pelo pesquisador Richard Palmiter; a importância dos cinco anos que passou na Alemanha para sua carreira; a pesquisa científica realizada em Bio-Manguinhos em 1985; comentários sobre o Centro de Biotecnologia; as atividades de administração que hoje desenvolve em Bio-Manguinhos; sobre o projeto de desenvolvimento de uma vacina para dengue; sobre ter sequenciado o primeiro vírus de dengue, na Califórnia; sobre querer manter a ligação com o Departamento de Biologia Molecular do Instituto Oswaldo Cruz.

Fita 2
O crescimento das atividades de biotecnologia no Brasil; os grupos de pesquisa que desenvolvem projetos de desenvolvimento tecnológico em parceria com Bio-Manguinhos; as instituições que financiam parte do trabalho realizado em Bio-Manguinhos; comparação entre o investimento financeiro em desenvolvimento no Brasil e nas empresas multinacionais que desenvolvem biotecnologia; sobre a terceirização de pessoal em Bio-Manguinhos; a patente conseguida pela Fiocruz em 2005 com a modificação genética de um vírus de febre amarela; a importância da concessão de uma patente para uma instituição de pesquisa científica; as prioridades estabelecidas pela Vice-Presidência de Desenvolvimento Tecnológico em relação aos projetos de desenvolvimento tecnológico; comentários sobre os diversos projetos de desenvolvimento tecnológico da instituição.

Fita 3
Sua indicação para assumir o cargo de Vice-Presidente de Desenvolvimento Tecnológico; o enquadramento como tecnologista; a admiração pelo trabalho de Akira Homma e Carlos Morel; comentários sobre o Centro de Biotecnologia; o apoio dado por Otávio Oliva, à época diretor de Bio-Manguinhos, ao desenvolvimento tecnológico; a criação do DEDET; comentários sobre o Centro de Biotecnologia da Fiocruz; considerações sobre o modelo americano de integração entre empresa e universidade; a dificuldade de Bio-Manguinhos em concorrer com multinacionais de biotecnologia; o investimento realizado por Bio-Manguinhos em comércio, mercado e marketing, a partir de última sua reforma institucional; a dificuldade de se credenciar uma vacina no exterior; o orçamento de Bio-Manguinhos; a necessidade de se aliar desenvolvimento tecnológico à produção; os funcionários terceirizados na Fiocruz e em Bio-Manguinhos; a dificuldade de lidar com recursos humanos na instituição; a aposta de Bio-Manguinhos nos biofármacos; as prioridades de Bio-Manguinhos em desenvolvimento tecnológico; comentários sobre o CDTS; comentários sobre as vantagens da associação de Bio-Manguinhos com empresas de biotecnologia; os projetos de produção de vacinas desenvolvidos pela instituição; a relação com as políticas do Ministério da Saúde; comentários sobre a autonomia de Bio-Manguinhos; a competição entre o Instituto Butantan e Bio-Manguinhos; a ameaça que a vinda da GSK para o Brasil representa para Bio-Manguinhos; a produção de energia a partir de biomassa, como alternativa para expansão de Bio-Manguinhos; sobre a possibilidade de transformar parte de Bio-Manguinhos numa empresa; o avanço da área de Garantia de Qualidade da instituição; as perspectivas da Vice-Diretoria de Desenvolvimento Tecnológico para os próximos anos.

Otávio Oliva

Entrevista realizada por Carlos Fidelis Ponte e Wanda Hamilton, em Bio-Manguinhos/Fiocruz, nos dias 25 e 28 de novembro de 2005.
Sumário
Fita 1 - Lado A
Formação acadêmica; o convite para trabalhar na Fiocruz e o ingresso em Bio-Manguinhos; o processo de transferência de tecnologia realizado entre Bio-Manguinhos e a Jica, agência japonesa; sobre suas atividades de coordenação do processo de transferência entre Brasil e Japão; a crise ocorrida com a vacina anti-rábica, em 1980; a montagem do Laboratório Central de Controle de Drogas e Medicamentos (LCCDR), atual INCQS; sobre as atividades do Centro Nacional de Referência para a Raiva (CNRR).

Fita 1 - Lado B
A necessidade de Bio-Manguinhos investir no desenvolvimento de reagentes; o estudo sobre o tempo de duração da imunidade da vacina contra a febre amarela, produzida pela Fiocruz; o surgimento da notícia da Aids no Brasil e o início das políticas de saúde pública voltadas para o combate à doença; a implantação do diagnóstico de Aids, pela Fiocruz; o trabalho realizado pela Fiocruz no âmbito da política nacional contra a Aids.

Fita 2 - Lado A
A preocupação com o controle de qualidade de sangue e hemoderivados, em decorrência do surgimento da Aids; a equipe do Programa de Aids; o papel de Bio-Manguinhos nas políticas de saúde e a relação com o Ministério da Saúde.

Fita 2 - Lado B
O período como diretor de Bio-Manguinhos; o projeto de construção da planta industrial de Bio-Manguinhos; considerações sobre a necessidade de Bio-Manguinhos em transformar o conhecimento científico em produto; a dificuldade de Bio-Manguinhos competir com indústrias privadas; da necessidade de os laboratórios brasileiros gerarem suas próprias tecnologias.

Fita 3 - Lado A
Considerações sobre o projeto do Centro de Biotecnologia na Fiocruz; comentários sobre o CDTS; a importância de a Fiocruz estar inserida nas metas no Ministério da Saúde; a renda gerada pela venda da vacina de febre amarela; sobre as atividades de pesquisa e desenvolvimento priorizadas em Bio-Manguinhos durante sua gestão; a eleição para diretor de Bio-Manguinhos; as dificuldades enfrentadas enquanto diretor da instituição; as prioridades de sua gestão; a implantação da garantia de qualidade em Bio-Manguinhos; a certificação da vacina de febre amarela produzida em Bio-Manguinhos pela OMS; a importância das Boas Práticas de Fabricação para a produção de vacinas; sobre sua ida para a OPAS e o trabalho que desenvolveu na entidade.

Fita 3 - Lado B
Considerações sobre a necessidade de promover a integração de diversos institutos produtores de vacinas brasileiros; comentários sobre as dificuldades de cooperação entre a Fiocruz e o Instituto Butantan; o investimento em o desenvolvimento tecnológico, durante sua gestão como diretor de Bio-Manguinhos; considerações sobre a necessidade de se gerir Bio-Manguinhos como uma instituição peculiar dentro da Fiocruz.

Fita 4 - Lado A
Comentário sobre a importância de a Fiocruz estar intrinsecamente ligada à área da saúde; sobre a impossibilidade de sucesso de Bio-Manguinhos como órgão independente da Fiocruz; sobre a ideia de promover a integração entre laboratórios produtores da América Latina; as funções que assumiu após deixar o cargo de diretor de Bio-Manguinhos; a preparação do plano de combate à influenza, desenvolvido pelo Brasil e outros países da América Latina; sobre o papel fundamental de Bio-Manguinhos no desenvolvimento do citado plano.

Fita 4 - Lado B
Sua visão sobre o processo de modernização pelo qual vem passando Bio-Manguinhos; considerações sobre a inexistência de normas boas práticas de produção nas plantas produtoras de vacinas que visitou na China; a decepção com a atual crise pela qual passa o PT; sobre sua preocupação em sempre agir com transparência, em defesa dos interesses nacionais.

Nádia Maria Batoréu

Entrevista realizada por Carlos Fidelis Ponte, Claudia Trindade e Wanda Hamilton, em Bio-Manguinhos/Fiocruz (RJ), entre os dias 15 de junho e 08 de julho de 2005.
Sumário
Fita 1 - Lado A
Origem familiar; escolaridade; primeiras experiências de trabalho; a escolha da carreira profissional.

Fita 1 - Lado B
O ingresso na Fiocruz em 1981; a estratégia utilizada para conciliar a vida profissional e o exercício da maternidade; a entrada em Bio-Manguinhos, em 1982; o trabalho com anticorpos monoclonais; a montagem do Laboratório de Anticorpos Monoclonais (Latam); considerações sobre Bio-Manguinhos quando de seu ingresso na instituição.

Fita 2 - Lado A
Os projetos realizados pelo Latam; a chefia do Latam; os primeiros trabalhos com HIV, realizados por Bio-Manguinhos; as atividades atualmente desenvolvidas por Bio-Manguinhos para atender os programas de Aids; o crescimento do Latam e sua equipe.

Fita 2 - Lado B
A entrada da Fiocruz no campo dos biofármacos; a especialização em Biologia Médica na UFRJ; o mestrado no IOC; o projeto de desenvolvimento da vacina contra a meningite B; as pesquisas realizadas para sua dissertação.

Fita 3 - Lado A
Os testes clínicos da vacina contra meningite B; a bolsa na Universidad de Biologia Molecular de La Plata, na Argentina; a necessidade de conciliar o mestrado com suas atividades profissionais e domésticas.

Fita 3 - Lado B
O apoio do marido; considerações acerca das diferenças entre a pesquisa acadêmica e de desenvolvimento tecnológico; sobre a implantação de normas de BPL (Boas Práticas de Laboratório).

Fita 4 - Lado A
Criação do Setor de Hibridomas em 1983; produção e importância dos anticorpos monoclonais; humanização de anticorpos monoclonais e os biofármacos; papel de Otávio Oliva na criação do Setor de Hibridomas; a montagem e os trabalhos desenvolvidos pelo Setor de Hibridomas.

Fita 4 - Lado B
O trabalho desenvolvido em Caxambu, em 1998, para implementar a saúde básica do município; as atribuições como chefe do Setor de Hibridomas de Bio-Manguinhos; as expectativas da Fiocruz sobre os biofármacos; os motivos da ida a Caxambu; o retorno para Bio-Manguinhos, em 2003.

Fita 5 - Lado A
O trabalho desenvolvido em Caxambu; o retorno a Bio-Manguinhos, em 2003; o convite de Akira Homma para implantar a produção de biofármacos em Bio-Manguinhos.

Fita 5 - Lado B
O acordo Brasil-Cuba de transferência de tecnologia de eritropoetina e interferon; sobre a construção da planta de biofármacos de Bio-Manguinhos; os usos terapêuticos da eritropoetina e do interferon; considerações acerca da demanda nacional por esses produtos; a diferença entre o interferon clássico e o interferon peguilado.

Fita 6 - Lado A
As pesquisas sobre interferon peguilado de Bio-Manguinhos e a relação com os laboratórios farmacêuticos; descrição das diferentes fases dos testes clínicos, realizados com o objetivo de verificar a eficácia de um produto; as parcerias realizadas para a realização dos testes clínicos; sobre o trabalho do médico Paulo Picon, consultor de biofármacos de Bio-Manguinhos; a relação de Bio-Manguinhos com o INCQS; considerações acerca das normas de qualidade; implantação dos Procedimentos Operacionais Padrão (POP) em Bio-Manguinhos.

Fita 6 - Lado B
O custo financeiro da planta para produção de biofármacos; a estrutura da planta e sua utilidade para a Fiocruz; sobre o financiamento para a construção da planta; o surgimento e expansão do controle e da garantia de qualidade em Bio-Manguinhos ao longo dos anos; sobre a reestruturação de Bio-Manguinhos, no início da década de 2000.

Fita 7 - Lado A
Sobre a reestruturação de Bio-Manguinhos, no início da década; sobre o andamento do projeto referente ao interferon; considerações acerca da estrutura “matricial” de projetos; a questão da propriedade intelectual em Bio-Manguinhos; relação do IOC com Bio-Manguinhos no campo da biologia molecular; as parcerias de Bio-Manguinhos com outras unidades da Fiocruz.

Fita 7 - Lado B
A questão do patenteamento em Bio-Manguinhos; os projetos atuais do setor de biofármacos; os parâmetros utilizados para definir projetos prioritários em biofármacos; as novas descobertas científicas no campo da engenharia genética e o impacto sobre Bio-Manguinhos; considerações sobre os transgênicos.

Fita 8 - Lado A
As dificuldades envolvidas no investimento em transgênicos; a expectativa de produção da planta de biofármacos.

Mariza Lima

Entrevista realizada por Claudia Trindade e Wanda Hamilton, em Bio-Manguinhos/Fiocruz (RJ), no dia 15 de agosto de 2005.
Sumário
Origem familiar; escolaridade; sobre a opção pela biologia; o curso de biologia na Universidade Gama Filho; o trabalho como estagiária no Hospital Geral de Bonsucesso; o estágio no Hospital Pedro Ernesto, da UERJ; das pesquisas realizadas pelos grupos do Hospital Pedro Ernesto; a entrada na Fiocruz para trabalhar no projeto de transferência de vacina contra o sarampo; o trabalho que realizou em sarampo nos primeiros anos em Bio-Manguinhos; sobre ter sido chefe do infectório; a participação no laboratório chefiado pelo pesquisador José Roberto Chaves, visando fazer vacina anti-rábica em célula de embrião de galinha; a chefia do laboratório de sarampo; considerações sobre a perda de lotes de vacina contra o sarampo, nos anos 1990, e a estratégia utilizada para combater a crise daí decorrente; a implantação de BPF e dos POPs em Bio-Manguinhos; da reforma nos laboratórios e a troca dos equipamentos, visando a melhora da qualidade dos produtos de Bio-Manguinhos; comparação entre as gestões de Akira Homma e Otávio Oliva; do incentivo dado por Oliva à área de pesquisa e desenvolvimento; a implantação da Garantia de Qualidade, por João Quental; o impacto da crise de Bio-Manguinhos nos anos 1990 sobre os funcionários; considerações sobre a falta de unidade verificada em Bio-Manguinhos durante a crise; a importância da gestão Marcos Oliveira para a reestruturação de Bio-Manguinhos; sobre a queda da procura por vacinas de sarampo, depois do surgimento da vacina tríplice; sobre o intercambio e a reciclagem das equipes da produção; da coesão verificada entre a equipe do sarampo; os passos da produção de vacina contra o sarampo; a construção da planta industrial; o processo de transferência de tecnologia da vacina tríplice viral (TVV); o convite para que assumir a Gerência de Produção de Vacinas Virais; o prêmio por ter colocado a máquina de DTP em funcionamento; de suas expectativas enquanto gerente de vacinas virais; o mestrado profissional realizado em Bio-Manguinhos; sobre a necessidade de Bio-Manguinhos continuar a produção de pólio; sobre as estratégias utilizadas para aumentar a fabricação da vacina contra febre amarela; explicação sobre o PROQUAL; o perfil dos integrantes do departamento de produção de vacinas virais.

Marcos da Silva Freire

Entrevista realizada por Carlos Fidelis Ponte, Claudia Trindade e Wanda Hamilton, em Bio-Manguinhos/Fiocruz (RJ), nos dias 03. 17 e 29 de agosto de 2005.
Sumário
CD 1
Origem familiar; as atividades profissionais do pai e da mãe; escolha da carreira; a formação de seus irmãos; o ingresso na UFF em veterinária; a participação nos movimentos estudantis; o estágio no Instituto Vital Brazil, no Departamento de Microbiologia Veterinária; a efetivação no Vital Brazil, em 1982; a crise no Vital Brazil e o ingresso em Bio-Manguinhos em 1984; as atividades no projeto de transferência de tecnologia do sarampo; o contrato como tecnologista de Bio-Manguinhos; a preocupação com o controle de qualidade; as atividades desenvolvidas no infectório; o desenvolvimento de um novo estabilizador para a vacina contra sarampo; o treinamento em Londres; as patentes com os pesquisadores George Mann e Ricardo Galler; o trabalho realizado por George Mann; a tese de doutorado; os estudos com vírus de sarampo e febre amarela; o primeiro trabalho conjunto com Ricardo Galler.

CD 2
O primeiro trabalho de pesquisa realizado com Ricardo Galler; a reestruturação de Bio-Manguinhos, em fins dos anos 1980; considerações sobre disciplina e os problemas administrativos advindos de sua falta; o incentivo dado por João Quental à área de desenvolvimento tecnológico; o trabalho em febre amarela e dengue desenvolvido com Ricardo Galler; sobre a primeira patente obtida com Galler; os casos de reações adversas da vacina de febre amarela; os atuais estudos desenvolvidos por Freire; o ingresso no doutorado do IOC, em 2000; sobre o pouco estímulo de Bio-Manguinhos às tentativas de titulação de seus funcionários, nos anos 1980; a atual preocupação de Bio-Manguinhos com a formação de pessoal; sobre a prioridade dada atualmente ao produto; comentários sobre o PDTIS (Programa de Desenvolvimento Tecnológico em Insumos para Saúde); considerações sobre a necessidade de avaliação dos projetos visando o desenvolvimento de produtos.

CD 3
A crise de Bio-Manguinhos, no fim do período João Quental; a gestão de Marcos Oliveira; as transferências de tecnologia das vacinas MMR e a Hib; o gosto pelo trabalho no laboratório; o papel do gerente de programa de desenvolvimento tecnológico em virais; da necessidade de se trabalhar para obtenção de produtos; os projetos que considera interessantes, atualmente desenvolvidos em Bio-Manguinhos; do atual trabalho desenvolvido com o vírus da caxumba; sobre a ideia de desenvolver uma vacina tríplice em Manguinhos; do seu conhecimento em estabilizadores e em produção de vírus; considerações sobre a necessidade de se construir uma planta de protótipo em Bio-Manguinhos; do surgimento de sua gerência e de como foi chamado para ocupá-la; a criação da Vice-direção de Desenvolvimento Tecnológico; o convite de Akira Homma feito a Ricardo Galler para ocupar a Vice-direção de Desenvolvimento Tecnológico; comentários sobre a necessidade de manter separadas as áreas de desenvolvimento tecnológico, produção e controle de qualidade; sobre o grupo do LATEV e as atividades desenvolvidas nesse laboratório, chefiado por Freire; a criação de uma área de manipulação de vírus no LATEV; a nova reestruturação física pela qual passarão alguns setores de Bio-Manguinhos; considerações sobre a estrutura matricial por programas implantada em Bio-Manguinhos; a questão da propriedade intelectual, em relação à produção de vacinas; da importância de a Fiocruz induzir pesquisas direcionadas para a inovação tecnológica; da política empreendida pelo PDTIS, vinculada à inovação; considerações sobre os recursos financeiros para o desenvolvimento tecnológico; o impacto causado pela produção de biofármacos em Bio-Manguinhos e na Fiocruz; a política de compra de vacinas pelo governo federal; da ideia de transformar o Pavilhão Rocha Lima em um departamento de desenvolvimento tecnológico; a necessidade de diversificar a pauta de produtos para garantir a auto-sustentabilidade de Bio-Manguinhos; considerações sobre o veto ao projeto voltado à obtenção do fator 9 com leite de porcas transgênicas.

Brasil um imenso hospital: ideias e políticas de saúde na invenção do Brasil

O projeto, coordenado por Nísia Trindade Lima, reúne 7 entrevistas de História Oral, realizadas entre os dias 16 de outubro de 2006 e 07 de março de 2008. A importância de interpretações sobre a vida social presentes em textos médicos tem sido crescentemente reconhecida em estudos históricos, sociológicos e antropológicos e encontrou uma de suas mais precisas definições na ideia da Higiene como uma ciência social aplicada. No caso do Brasil, principalmente a partir da década de 1980, relatórios, artigos e livros escritos por médicos nos séculos XIX e XX vêm sendo valorizados como referência fundamental para a análise de temas como família, gênero, sexualidade, raça, contrastes culturais, sociais e econômicos, construção da nacionalidade, modernização e desenvolvimento do país. Entre os retratos do Brasil esboçados por médicos e que se tornaram marcos simbólicos de grande poder explicativo a influenciar a imaginação social e política, destaca-se a metáfora do “imenso hospital”. A expressão cunhada em 1916 por Miguel Pereira repercutiu fortemente tanto nas interpretações intelectuais sobre a nacionalidade, quanto nas propostas de políticas públicas de saúde. Tornou-se um emblema das posições críticas à ordem social e política da Primeira República e foi apontada como marco de origem do movimento pelo saneamento rural. A história da metáfora do Brasil como imenso hospital, seus antecedentes, seu impacto nos debates intelectuais e nas políticas públicas de saúde no Brasil até a década de 1960 foram os principais objetos deste projeto. Pretendeu-se argumentar que sua expressividade simbólica e sua referência para a atuação política devem ser analisadas tanto no contexto do movimento sanitarista da Primeira República como em momentos posteriores.

Wim Maurits Sylvain Degrave

Entrevista realizada por Nara Azevedo, Wanda Hamilton, Simone Kropf e Luis Otávio Ferreira, no Rio de Janeiro (RJ), nos dias 02 de setembro, 10, 23 e 24 de outubro de 1996.

Sumário

Fita 1
Origem familiar; formação escolar; a opção pelo estudo de línguas; a escolha da carreira; comentários sobre o curso de Química da Universidade Federal de Gent, na Bélgica; o interesse pelo campo de Biologia Molecular; o estágio no laboratório de Biologia Molecular de Walter Fiers; o ingresso no doutorado; o trabalho com sequenciamento de interferon; o contrato como professor assistente no laboratório de Walter Fiers.

Fita 2
Comparação entre os laboratórios de Walter Fiers e Mark Van Montagu na Bélgica; os contratos entre o laboratórios e as empresas privadas de biotecnologia; a criação da Biogent em associação com a Biogen e o colapso do laboratório de Walter Fiers; o interesse em vir para o Brasil; o contato com Carlos Morel.

Fita 3
A vinda para o Brasil; panorama das pesquisas em Biologia Molecular de Trypanosoma cruzi na década de 1980; a inserção no Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular (DBBM), do Instituto Oswaldo Cruz; a viagem a Virgem da Lapa em Minas Gerais para colher amostras de sangue; a ida para a UCLA a convite de Larry Simpson e o trabalho com a técnica de PCR; comentários sobre a relação entre os laboratórios brasileiros e internacionais; considerações sobre a prática científica no Brasil e nos EUA.

Fita 4
Comparação entre a prática científica no Brasil, EUA e Europa; comentários sobre a interação entre as indústrias privadas no campo da biotecnologia e as instituições públicas de pesquisa científica no Brasil; comentários sobre o desenvolvimento de projetos de biotecnologia na Fiocruz e a relação entre os laboratórios de pesquisa do Instituto Oswaldo Cruz e Bio-Manguinhos.

Fita 5
Considerações a respeito da co-autoria e assinatura de artigos científicos; considerações sobre a importância das publicações na avaliação da carreira científica nos EUA e no Brasil; a circulação do conhecimento científico entre os pares; a Organização Mundial da Saúde e o desenvolvimento do projeto Genoma de Trypanosoma cruzi; o crescimento do DBBM na década de 1980.

Fita 6
A saturação do campo de pesquisa em Trypanosoma cruzi; a competição entre os vários grupos de pesquisa por financiamento; a diversificação dos temas de investigação no DBBM e a saturação do campo de pesquisa em T. cruzi; a escolha do DBBM como centro do Projeto Genoma em T. cruzi; os fatores políticos que influenciam as decisões e as fontes de financiamento de pesquisa; o papel de Carlos Morel no crescimento do DBBM.

Fita 7
Considerações sobre a necessidade de uma política científica de financiamento e incentivo a projetos de produção e desenvolvimento tecnológico na área da saúde; a pauta de produção do DBBM e o mercado para esses produtos; comentários sobre os entraves burocráticos aos quais estão sujeitas as instituições públicas para a comercialização de seus produtos; a relação entre pesquisa básica e aplicada; as transformações na cultura científica em função do desenvolvimento do campo da biologia molecular e dos interesses do mercado; a necessidade de investimento financeiro e de recursos humanos na área de biotecnologia; a opção por trabalhar em uma empresa pública; a opção por permanecer no Brasil.

Fita 8
Comparação da Fiocruz com outras instituições públicas e privadas no Brasil e no mundo; as pesquisas desenvolvidas pelo seu laboratório em doença de Chagas e leishmaniose e a contribuição desses trabalhos para o conhecimento sobre as doenças; os financiamentos conseguidos pelo DBBM ao longo do tempo; considerações sobre sua inserção e definição no campo científico; a pesquisa em biotecnologia e a interação entre o setor público e as empresas privadas; considerações sobre as fontes de financiamento para a pesquisa em biotecnologia no Brasil; dificuldades enfrentadas por Bio-Manguinhos para a produção do kit de diagnóstico para doença de Chagas desenvolvido no DBBM por Samuel Goldenberg.

Vinicius da Fonseca

Entrevista realizada por Nara Brito e Wanda Hamilton, no Rio de Janeiro (RJ), nos dias 27 de junho, 07 e 22 de agosto, 03 e 04 de outubro de 1995.

Sumário

Fita 1
Nascimento e vida na Paraíba. Os pais. A família. A paixão pela música. A entrada e a militância no Partido Comunista. O trabalho no Jornal do Povo. O convite para secretariar o jornal Correio da Paraíba . O conflito político. A idéia de vir para o Rio de Janeiro. As articulações para o ingresso no IBGE. O ingresso no IBGE. A participação na organização do recenseamento de 1950. A crise dentro do IBGE. A geração dos economistas dentro do IBGE. O curso de Direito e Economia. A atração pela demografia. Os cursos no CELAD. As discussões na área de demografia na década de 1950. Os trabalhos na ONU. As relações com Celso Furtado. A criação e os vínculos com o IPEA.

Fita 2
As funções exercidas no Ministério do Planejamento. A permanência no Rio de Janeiro. Rocha Lagoa no IOC e no Ministério da Saúde. O Massacre de Manguinhos. O exercício da Presidência da Fundação Oswaldo Cruz em 1975. A situação calamitosa de Manguinhos nesse período. Os contatos para ser chamado para a presidência da Fiocruz. A situação da saúde no período anterior ao Ministro Paulo de Almeida Machado. A missão de ressuscitar Manguinhos. A relutância em aceitar tal cargo. Os filhos.

Fita 3
O convite para assumir a Fundação. A postura de dar uma versão vinculada ao conceito de desenvolvimento econômico-social. A idéia da poupança interna sendo posta em prática. A divisão sócio-econômica do mundo. O problema da compra de tecnologias prontas e acabadas. A necessidade de se aprender a fazer a tecnologia. As modificações no CNPq . A sobrevivência da Fundação Oswaldo Cruz. O crescimento auto-sustentável. Os conflitos do ponto de vista das prioridades enfrentados na presidência da Fundação. A política de administração dos recursos. As causas do isolamento que passava Manguinhos. O exemplo de Oswaldo Cruz. As mudanças nos anos e 50 e 60. O início das áreas de Virologia e Bioquímica. Os problemas que encontrou em Manguinhos. As mudanças de nome da atual ENSP. A política implantada em Manguinhos de acordo com o programa geral do governo Geisel. O programa de Roberto Campos e as críticas de Carlos Lacerda. A questão tecnológica central no plano tendo como ápice a pesquisa e o desenvolvimento. A ida para o IPEA em 1965. O cargo de assessor especial. A entrada de Reis Veloso nos governos militares. As perspectivas no governo Médici. As ações coordenadas e seus problemas. A postura ideológica nacionalista. A postura de Roberto Campos. A tradição nacionalista dos militares. As características do governo Geisel.

Fita 4
A relação com o governo Geisel. As formas de administração e articulação política de Delfim Neto e Reis Veloso. A relação com o Presidente Costa e Silva. O IBGE e suas novas funções. A importância do Ministério da Fazenda tendo Reis Veloso como Ministro do Planejamento. A força política como força intelectual nos governos militares. Os dois lados dos governos militares. A questão da repressão. A opinião sobre o governo Jango. As relações com o amigo Celso Furtado. Os conflitos ideológicos. As visões diferentes de Castelo Branco e de Costa e Silva. As divergências de pensamento dentro do meio militar. O governo militar como um arranjo institucional. Os tecnocratas. O entusiasmo de trabalhar junto ao governo dos militares.

Fita 5
A iniciativa de Manguinhos vinculada a um projeto político do governo Geisel. Os dois grupos divergentes dentro do governo militar. O interesse de determinado grupo dos militares na soberania tecnológica. A organização do IPEA. Os militares e a produção de armas. As vacinas produzidas na Alemanha e experimentadas no Brasil. Os primeiros atritos com os pesquisadores da Fundação. Os limites do Ministério da Saúde antes do Dr. Paulo de Almeida Machado. O perfil de Reis Veloso. Os militares e a educação. As reuniões de coordenação presididas por Reis Veloso. O investimento do Presidente Geisel na ciência e tecnologia. O perfil do Presidente Geisel. A diferença dos projetos de um planejador e de um especialista na área de pesquisa. O difícil relacionamento com Mário Magalhães. A impossibilidade de dialogar com o Ministro Rocha Lagoa.

Fita 6
A organização do PND. As funções do Ministério do Planejamento no governo Geisel. A importância na determinação das idéias de um Presidente da República. O exemplo de Geisel. As questões da Saúde Pública. A participação na saúde antes de estar vinculado ao Ministério da Saúde. A fraca estrutura do Ministério da Saúde antes do Ministro Paulo de Almeida. O pedido de revisão de punições e de maior liberdade para os cientistas. O pedido de admissão para Carlos Morel. Opiniões sobre o Serviço Nacional de Informações. O Departamento de Segurança e Informações. Sua relação com o ASI (Assessoria de Segurança e Informação).

Fita 7
A entrada na Fundação Oswaldo Cruz. O convite do Ministro da Saúde, Dr. Paulo de Almeida Machado. O desafio e os obstáculos para assumir a Fundação. A situação em que se encontrava Manguinhos. As propostas do Ministério da Saúde para Manguinhos. A falta de legitimidade de Manguinhos. A festa da posse. Os vários órgãos desarticulados que faziam parte da Fundação. O problema da agregação. O estado de decadência que estava Manguinhos. O problema com o meio científico. O problema administrativo. A necessidade de afirmar a autoridade do Presidente. As primeiras medidas tomadas. A necessidade de compreender a linguagem do meio científico. O ponto de vista sobre Oswaldo Cruz. A falta de credibilidade dos cientistas na época.

Fita 8
As áreas prioritárias de pesquisa na Fiocruz quando assume a Presidência. O motivo da prioridade da doença de Chagas e da esquistossomose. A competição no meio científico e a dificuldade administrativa. Os apoios aos projetos. A proposta de produção de vacinas. O projeto vinculado ao CEME. Os núcleos de pesquisa do INERu. O Aggeu Magalhães e o René Rachou. O fim da apatia de alguns pesquisadores da Fundação. A incorporação da Escola Nacional de Saúde Pública. A tentativa de incorporação do Fernandes Figueira. O conflito com os membros do Fernandes Figueira. As conseqüência desse conflito. O novo estatuto de 1976. A criação de uma estrutura administrativa em Manguinhos. Como ocorrem as indicações dos membros da Comissão Administrativa e dos novos pesquisadores.

Fita 9
A reforma administrativa na Fundação. A distribuição dos cargos. O problema dos estagiários. O problema das vacinas. As negociações com o Instituto Mérieux. A produção de vacinas veterinárias. As negociações com o Instituto Bhering da Alemanha. A viagem à Alemanha. A intenção de unir as forças na pesquisa em doença de Chagas. A força do grupo de Chagas. A adesão inicial dos cientistas brasileiros. A decepção posterior com a reviravolta na postura desses mesmos cientistas. As relações individuais dos pesquisadores de doença de Chagas brasileiros superando as relações entre instituições.

Fita 10
A divisão do IPROMED. As produções individuais dos pesquisadores. O surto de meningite. A necessidade de criar um núcleo de produção tecnológica. Os contatos com o Mérieux. A montagem de uma equipe de pesquisadores. Os recursos para o financiamento das pesquisas. A centralização do controle dos financiamentos. A estruturação de Bio-Manguinhos. A prioridade na produção da vacina de sarampo. Comentário a respeito de Charles Mérieux. Os confrontos de interesses internacionais em contraponto ao convênio com a Fundação Mérieux. A transferência do Laboratório Central de Controle de Drogas e Medicamentos. Os problemas enfrentados no final da gestão. A necessidade de ir para a Europa. As articulações no final do mandato.

Fita 11
As reformas administrativas. O caso do zelador. A busca da interação com os pesquisadores. O museu de Manguinhos. A vigilância interna de Manguinhos. O DSI (Diretoria de Segurança e Informação) e o SNI (Serviço Nacional de Informação). Os limites do poder de influência desse órgão. As contratações vetadas mas que foram realizadas. O concurso da ENSP. A luta pela legitimidade do concurso diante dos vetos do SNI. As estratégias do SNI. O relacionamento com a ENSP (Escola Nacional de Saúde Pública). O Conselho Técnico Científico. A estratégia de cooptar cientistas de renome na tentativa legitimar a instituição, até ali, sem credibilidade.

Fita 12
Os membros cooptados para o Conselho. As ligações com outras instituições de prestígio. Os contatos com a OMS (Organização Mundial da Saúde). A saída da Fundação. A ida para a França. As funções que assumiu na França. As funções da OCDE. As razões de não ter pleiteado para permanecer no cargo. O recolhimento atual. As leituras, musicas e entretenimento. As razões das reservas, quanto a Fundação, nos últimos 10 anos. As mágoas com o não reconhecimento pelo seu trabalho. Fim da entrevista.

Samuel Goldenberg

Entrevista realizada por Nara Azevedo e Wanda Hamilton, no Rio de Janeiro (RJ), no dia 13 de novembro de 1996.

Sumário

Fita 1
Origem familiar; a formação no curso secundarista; a opção pelo estudo de biologia; considerações sobre seu ingresso na UNB para fazer o curso de biologia; o interesse pela biologia molecular; breves considerações sobre sua formação no curso secundarista e a opção pela biologia; comentários sobre a ida de sua família para Brasília; o encantamento por Brasília; considerações sobre o curso de biologia da UNB; o mestrado em biologia molecular e o trabalho com Morel; o modelo de trabalho trazido por Morel da Suíça para trabalhar com biologia molecular; breves considerações sobre a opção em estudar biologia molecular; breve comentário sobre a sua tese de mestrado em biologia molecular; comentário sobre quem estava trabalhando com biologia molecular na época em que cursou o mestrado na UNB; considerações sobre os acontecimentos na UNB durante o período da ditadura militar; a saída de alguns cientistas da UNB no período da ditadura militar; a saída de pessoas do grupo de Biologia Molecular da UNB; considerações sobre as dificuldades encontradas pelo grupo da biologia molecular na UNB; breve comentário sobre pretensões de trabalho após o término do mestrado; o trabalho desenvolvido com trypanosoma cruzi no laboratório de Carlos Morel; considerações sobre sua tese de mestrado; a decisão em fazer doutorado na França; o trabalho desenvolvido no laboratório do Dr. Klaus durante o doutorado na França; a importância da objetividade em pesquisa de laboratório; breve descrição de sua própria equipe de trabalho; características da formação de sua equipe de trabalho; a relação entre os estudantes e o laboratório; considerações sobre a equipe de trabalho que gostaria de formar em seu laboratório; opiniões sobre como se ter um laboratório de sucesso; a relação entre competição e ciência; a questão da competição de trabalhos científicos nacionais e trabalhos internacionais; o sonho de fazer ciência no Brasil; opiniões sobre a graduação, a pós-graduação e a formação de profissionais pesquisadores no Brasil.

Fita 2
Considerações sobre a formação de profissionais de pesquisa no Brasil; a importância da avaliação da pós-graduação na formação dos profissionais; breve comentário sobre a importância em se ter bons profissionais para desenvolver pesquisa em biotecnologia no Brasil; comentários sobre a massificação das universidades no Brasil e os problemas advindos dela; considerações sobre a massificação da pós-graduação no Brasil; breves comentários sobre os concursos públicos nas instituições de pesquisa; a opção em trabalhar com pesquisa no Brasil; opiniões sobre a participação dos cidadãos na vida política; breve comentário sobre a reforma política no Brasil; comentários sobre sua formação no doutorado na França; a bolsa de doutorado na França em 1976; o convite para trabalhar na Fiocruz em 1982; as pesquisas desenvolvidas com Trypanosoma cruzi; referência ao trabalho de Carlos Morel desenvolvido no IOC; comentários sobre o Programa Integrado de Doenças Endêmicas (PIDE) e o financiamento para pesquisas; comentários sobre a atuação de Aluízio Prata na gestão do PIDE; a importância do financiamento na área de pesquisa; comentários sobre a importância do congresso de pesquisa em Caxambu para a ciência no Brasil; as avaliações de projetos feitas pelo PIDE; a atuação do CNPq na área de pesquisa como financiador de projetos; comentários sobre a falta de verbas para a área da ciência e tecnologia; opiniões sobre a importância do balcão do CNPq para financiamento de pesquisas; referência ao programa de incentivo a pesquisas criadas na Fiocruz, o PAPES; menção ao TDR e o financiamento de pesquisas; comentário sobre a produção de kits para diagnóstico em Bio-Manguinhos; a importância das políticas de estímulo à pesquisa; opiniões sobre a distribuição dos royalties gerados por patentes registradas pela Fiocruz; menção ao seu trabalho com Trypanosoma cruzi; breve comentário sobre o trabalho com pesquisa aplicada; o financiamento de pesquisas; considerações sobre as pesquisas desenvolvidas em Bio-Manguinhos; a falta de interação entre IOC e Bio-Manguinhos; considerações sobre o INCQS.

Fita 3
Continuação dos comentários sobre o trabalho desenvolvido pelo INCQS; opiniões sobre Bio-Manguinhos; a importância de disseminar a ciência no Brasil e a formação de pesquisadores; o papel do PAPES na Fiocruz; a falta de integração entre as unidades da Fiocruz; comentários sobre o kit desenvolvido para diagnóstico de doença de Chagas; a estrutura dos laboratórios no IOC quando começou a trabalhar na Fiocruz; o tempo que levou para desenvolver o kit para diagnóstico em doença de Chagas; considerações sobre o projeto Bio-Rio; as dificuldades encontradas para patentear seu kit de diagnóstico para doença de Chagas; posição sobre a questão das patentes; a burocratização da ciência; breves comentários sobre a importância de não se separar pesquisa básica e pesquisa aplicada; observações sobre o que é biotecnologia no Brasil; o perfil do cientista e da ciência no Brasil; referências ao papel do cientista na sociedade; a importância de a Fiocruz ter um curso superior de nível técnico; a pesquisa básica e aplicada na Fiocruz; breves comentários sobre as dificuldades encontradas para se produzir o kit de diagnóstico de doença de Chagas em Bio-Manguinhos; considerações sobre patenteamento de produtos na Fiocruz e no Brasil; a massificação da ciência no Brasil; considerações sobre a importância de um pesquisador publicar o seu próprio trabalho; comentários sobre o que seria uma pesquisa boa; as características do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular quando ingressou na Fiocruz; considerações sobre o uso de recursos financeiros para pesquisa; visões sobre o que é ser biotecnologista; o perfil biotecnológico dos cientistas da Fiocruz; características para se ter uma boa biotecnologia; o cargo de chefe de departamento do IOC; descrição das dificuldades encontradas em se produzir o kit para diagnóstico em doença de Chagas em Bio-Manguinhos; o mercado de kits de diagnóstico em doença de Chagas no Brasil.

Fita 4
A necessidade de se investir no mercado de biotecnologia; a função social do cientista; breves comentários sobre a falta de entrosamento entre Bio-Manguinhos e IOC; a falta de uma política institucional na Fiocruz; novas perspectivas de trabalho em seu laboratório; os estudos sobre leishmania em cooperação com Bio-Manguinhos; novas perspectivas para pesquisas em doença de Chagas; breve comentário sobre a possível disseminação da doença de Chagas no Brasil; considerações sobre o uso do Trypanosoma para estudo de outras doenças; a satisfação em trabalhar com pesquisas na área de biologia molecular; o convite para dar uma conferência sobre doença de Chagas em Uberaba; breves comentários sobre a Reunião de Pesquisa em Doença de Chagas realizada em Caxambu; A Sociedade Brasileira de Protozoologia; a visão moderna sobre doença de Chagas; considerações sobre as pesquisas em doença de Chagas e novas tecnologias; a falta de investimentos do Estado nas pesquisas em biotecnologia; a necessidade de se investir em ciência no Brasil; críticas em relação ao processo eleitoral da Fiocruz; críticas às estruturas políticas na Fiocruz; críticas ao pólo Bio-Rio

Salvatore Giovanni de Simone

Entrevista realizada por Wanda Hamilton, Simone Kropf e Nara Azevedo, no Rio de Janeiro (RJ), no dia 11 de dezembro de 1996.

Sumário

Fita 1
Origem familiar; a vinda para o Brasil ainda quando criança; a participação de seu pai na Segunda Guerra Mundial; considerações sobre sua vinda para o Brasil aos dois anos de idade; a opção em fazer biologia e a formação de seus três irmãos; considerações sobre a imigração italiana para o Brasil; o trabalho de seu pai na construção civil; a decisão em deixar o curso de medicina após a morte de sua mãe; as aulas que lecionava na Universidade Gama Filho; o desejo em estudar bioquímica; comentários sobre as dificuldades que enfrentou durante o ginásio estudando em escolas públicas; a aprovação para o vestibular da UERJ em ciências biológicas; o convite de Hugo de Castro de Faria para trabalhar no Hospital do Câncer como bolsista de iniciação científica; o mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro em bioquímica; breve comentário sobre a procura de estágio em bioquímica em Manguinhos; a decisão em cursar medicina para complementar o curso de bioquímica; a entrada para o doutorado no Instituto de Química da UFRJ; a saída do Instituto de Química da UFRJ e a vinda para Manguinhos para concluir o doutorado; o contato com Bernardo; a nova linha de trabalho em Trypanosoma Cruzi; os departamentos do IOC que trabalhavam com Tyipanosoma Cruzi; breve comentário sobre a publicação de seus primeiros trabalhos junto com pesquisadores do Departamento de Imunologia do IOC; a preocupação em ampliar seu campo de conhecimento em bioquímica; seu pós-docutoramento; a decisão em estudar malária; comentário sobre sua entrada para Universidade Federal Fluminense no Departamento de Bioquímica; o primeiro contato com Samuel Goldenberg e o convite para trabalhar em seu laboratório; a entrada para a Fiocruz com bolsa de pesquisador visitante.

Fita 2
A decisão em mudar sua pesquisa de malária para doença de Chagas; considerações sobre o financiamento de seus projetos de pesquisa; descrição dos grupos que trabalhavam com química de proteínas no período que estava desenvolvendo sua pesquisa; a criação de seu laboratório apoiado por Carlos Morel; o contato com European Molecular Biology Laboratory (EMBL) na Alemanha e o aprendizado em sequenciamento e purificação de proteínas; descrição da instalação do seqüenciador de proteínas em seu laboratório; considerações sobre o uso da aparelhagem de seu laboratório; opinião acerca do contrato de gestão na Fiocruz; considerações sobre a organização da pesquisa e a prestação de serviços em institutos europeus e americanos; considerações sobre as dificuldades de conciliar a lógica acadêmica da pesquisa com a legislação de patentes; o projeto para teste e substituição de drogas para Aids; a questão das patentes e do trabalho de pesquisa acadêmico; comentários sobre sua pesquisa em T. cruzi, Leishmania e HIV.

Fita 3
Continuação dos comentários sobre a pesquisa desenvolvida em T. cruzi e Leishmania; comentário sobre o tempo médio em que leva para desenvolver uma pesquisa; novas perspectivas para o desenvolvimento de pesquisas em nível de mercado; retrospectiva sobre o surgimento do seu laboratório em 1993; comentários sobre o vínculo institucional com a Fiocruz; os vínculos do seu laboratório com Bio-Manguinhos; comentários sobre os grupos de pesquisa em biotecnologia na Fiocruz; visões pessoais sobre a biotecnologia dentro da Fiocruz; panorama dos grupos que trabalham com biotecnologia na Fiocruz; comentários sobre as pesquisas em imunobiologia; a relação entre biotecnologia e pesquisa básica e aplicada; opiniões sobre os temas de pesquisa que poderiam estar sendo desenvolvidos na Fiocruz; a política científica dentro da Fiocruz; o financiamento de pesquisas na Fiocruz; as perspectivas no campo da Biologia molecular.

Fita 4
Comentários sobre o patenteamento de produtos e processos; comentários sobre o contrato de gestão na Fiocruz.

Naftale Katz

Entrevista realizada por Nara Azevedo e Luis Otávio Ferreira, no Rio de Janeiro (RJ), no dia 16 de abril de 1996.

Sumário
Fita 1
Origem familiar; breve relato sobre a história de sua família e profissão de seu pai; considerações sobre sua militância política; breves comentários sobre as tradições judaicas de sua família; considerações sobre o governo de Juscelino Kubitschek; a militância dentro da universidade; o desejo em participar de ações sociais ainda quando era estudante universitário; as dificuldades financeiras durante o curso universitário; a opção pela carreira de medicina; os estudos sobre esquistossomose no 4º ano de medicina; o primeiro contato com o INERu; breve comentário sobre a proposta para ir trabalhar com José Pelegrino no INERu; a bolsa da CAPES para trabalhar no Centro de Pesquisa René Rachou; breve histórico sobre o DENERu e o INERu; as dificuldades para conseguir equipamentos e verbas para pesquisa; o programa estratégico de pesquisa do CNPq para doenças endêmicas em 1970; a criação do PIDE; considerações sobre a área de pesquisa em doenças endêmicas; considerações sobre a saúde nos governos militares; os estudos sobre doença de Chagas realizados por Amilcar Vianna Martins; o trabalho de Emanuel Dias em pesquisa sobre doença de Chagas; o trabalho de José Pelegrino; o reconhecimento do trabalho de José Pelegrino; breve comentário sobre a vida e morte de José Pelegrino; considerações sobre o trabalho no campo da medicina.

Fita 2
Continuação dos comentários sobre o campo da medicina; breve comentário sobre as carreiras de pesquisa na área médica; o convite para fazer pesquisas em esquistossomose; a saída da UFMG o e trabalho no René Rachou; o convite para trabalhar no hospital da polícia militar; a opção em não fazer pós-graduação; a saída de José Pelegrino do Centro de Pesquisa René Rachou e sua posse como chefe de laboratório no lugar de Pelegrino; o convênio do Centro de Pesquisa René Rachou e a UFMG; o primeiro grupo de pesquisadores do René Rachou; considerações sobre as discussões referentes à incorporação do René Rachou à Fiocruz; perfil de Celso Arcoverde; perfil de Amilcar Vianna Martins e seu trabalho no René Rachou; perfil, filiação partidária e o trabalho de Zigman Brener; breve comentário sobre as ações de Vinícius da Fonseca durante sua gestão como presidente de Fiocruz; o papel de Aluízio Prata na implantação do PIDE; comentários sobre os objetivos do PIDE nos governos militares; breves considerações sobre os principais trabalhos de sua carreira; a influência de José Pelegrino em sua carreira; breves considerações sobre seu trabalho em pesquisa clínica; comentários sobre os seus primeiros ensaios clínicos realizados em conjunto com José Pelegrino; a influência de José Rodrigues da Silva no Ministério da Saúde; a importância das publicações realizadas em co-autoria com José Pelegrino para sua formação profissional; seus estudos sobre epidemiologia; observações sobre o desenvolvimento do método de diagnóstico Kato-Katz em esquistossomose; o interesse pelas pesquisas em esquistossomose; os centros colaboradores para pesquisas em esquistossomose da Fiocruz indicados pela OMS; o programa integrado de esquistossomose da Fiocruz.

Fita 3
Continuação dos comentários sobre a criação dos centros colaboradores de esquistossomose da OMS/Fiocruz; a verba recebida da OMS para os centros colaboradores da esquistossomose; o Programa de Esquistossomose da Fiocruz e as perspectivas de trabalho na área; considerações sobre o PIDE; a verba para pesquisas em doença de Chagas; as perspectivas de pesquisa do grupo de esquistossomose; os profissionais da área de esquistossomose; comentários sobre o TDR; o perfil dos funcionários que trabalham em seu laboratório; comparação das administrações de Vinícius da Fonseca e de Guilardo Martins Alves à frente da presidência da Fiocruz; a gestão de Sérgio Arouca na Fiocruz; o fim do PIDE; considerações sobre a biotecnologia e o mercado nacional; comentários sobre a questão das patentes na Fiocruz; considerações sobre o relatório que fez para o TDR; a ida para o TDR.

Fita 4
Comentários sobre o grupo de pesquisa em esquistossomose da Fiocruz; breves comentários sobre as reuniões no CNPq para liberação de verbas de pesquisa; a questão da fabricação de vacinas no Brasil; breve comentário sobre o comitê de esquistossomose do CNPq e o fim deste comitê; novas perspectivas em pesquisa com Schistosoma mansoni; a questão das patentes e direitos autorais na Fiocruz; as pesquisas com o Sm14; a criação do laboratório de biologia molecular; a produtividade do Centro de Pesquisa René Rachou em relação ao IOC; o curso de biologia molecular do IOC; considerações sobre sua gestão à frente do Centro de Pesquisa René Rachou.

Mauro Mazochi

Entrevista realizada por Wanda Hamilton e Simone Kropf, no Rio de Janeiro (RJ), no dia 01 de agosto de 1996.

Sumário
Fita 1
Origem familiar; breves comentários sobre seu nascimento e infância; comentários sobre o perfil de seu pai; as universidades de São Paulo na época em que era estudante; a vontade inicial de estudar antropologia; o cenário político do país no período em que era estudante secundarista; o curso de ciências Biológicas da faculdade de Ribeirão Preto; a desistência de fazer o curso de Antropologia; o fascínio pelas cadeiras básicas do curso biomédico; a ida para a faculdade de medicina de Ribeirão Preto; a opção pela parasitologia; o grupo de professores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e o interesse pela parasitologia; o interesse em estudar parasitologia e doença de Chagas; o contato com Samuel Pessoa; a decisão em fazer o curso clínico da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto; o encantamento pelo curso de medicina preventiva; a ida para Londrina a fim de estruturar o Departamento de parasitologia da Universidade; comentários sobre o curso de parasitologia médica da faculdade; o primeiro emprego na universidade de Londrina conseguido por intermédio de Samuel Pessoa; o convite para trabalhar no Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA); descrição do trabalho realizado no INPA; comentários sobre sua proposta de criação da cadeira de ecologia para o curso médico como introdução ao curso de parasitologia; breves comentários sobre o trabalho desenvolvido na universidade de Londrina; o interesse pelos estudos dos casos de câncer de fígado; a criação de um projeto para verificar a incidência de câncer de fiado na região de Londrina; comentários sobre os problemas de ordem política ocorridos na universidade de Londrina; o convite para fazer o concurso para o Departamento de Ciências Biológicas da ENSP; considerações sobre sua decisão em vir trabalhar na ENSP; o doutorado em Londrina; a decisão em vir para o Rio de Janeiro; comentário sobre o concurso que fez para ingressar na ENSP; a ida para o IOC; a diferença entre o departamento de Ciências Biológicas da ENSP e o IOC; breve comentário sobre a descoberta de um surto de calazar no Rio de Janeiro; as pesquisas em leishmaniose realizadas no IOC.

Fita 2
Comentários sobre o departamento de Ciências Biológicas da ENSP; a relação entre as ciências Sociais e a Saúde Pública; estrutura do departamento de ciências biológicas da ENSP; a clientela de alunos dos cursos do Departamento de Ciências Biológicas da ENSP; comentários sobre a atualização da profissão de sanitarista; os trabalhos desenvolvidos no laboratório de parasitologia na ENSP; breves comentários sobre as pesquisas com leishmaniose; comentários sobre o desenvolvimento de um produto no laboratório até sua produção em escala industrial.; a necessidade de o campo de pesquisas estar integrado com situações emergentes da saúde pública; comentários sobre a falta de política de valorização de pesquisas dentro da Fiocruz no que se refere às patentes; o processo de desenvolvimento de uma pesquisa científica até a sua produção em escala industrial; a preocupação dos membros de seu laboratório em encaminhar a pesquisa para o desenvolvimento tecnológico;o departamento de Ciências Biológicas e a preocupação em atender as necessidades de saúde pública; o perfil profissional de um bom pesquisador; críticas à falta de formação de pesquisadores na universidade nas diversas áreas da ciência; a incorporação das ciências sociais na área de saúde pública; o perfil dos pesquisadores do departamento de Ciências Biológicas da ENSP; a organização das linhas de atividade do laboratório de Ciências Biológicas; o relacionamento do laboratório de Ciências Biologias da ENSP com o IOC.

Fita 3
Continuação dos comentários sobre o relacionamento do laboratório de biologia molecular e o IOC; breves comentários sobre as novas pesquisas em biotecnologia desenvolvidas em conjunto com o IOC; considerações sobre os recursos recebidos para pesquisas; breves considerações sobre a questão das patentes; a satisfação em ter sido um descendente de Samuel Pessoa.

Leon Rabinovitch

escola Israelita Brasileira de Madureira; o estudo secundário; a graduação em farmácia na UFRJ; a formatura em farmácia em 1962 e a entrada no Instituto de Microbiologia como bolsista; descrição do trabalho desenvolvido nos laboratórios da faculdade; a opção pela graduação em farmácia; descrição das cadeiras que compunham o curso de farmácia da UFRJ no período em que estudou na graduação; a entrada para o laboratório de Imunologia no Instituto de Microbiologia; o convite para trabalhar no Instituto Oswaldo Cruz; o trabalho como bolsista do CNPq; considerações sobre a reedição do Curso de Aplicação do Instituto Oswaldo Cruz em 1964; comentários sobre a profissão de seu pai e da mãe; breves considerações sobre a chegada de sua família ao Brasil; comentários sobre a origem de sua família; considerações sobre a escola judaica fundada por seu pai; comentários sobre as escolas judaicas no Brasil; considerações sobre a miscigenação no Brasil e no mundo; o judaísmo no Brasil; o trabalho desenvolvido com o Dr Gobert de Araújo Costa; o concurso para professor da faculdade de farmácia da Universidade Federal Fluminense.

Fita 2
Comentários sobre a entrada de pesquisadores no IOC durante o governo de João Goulart; os biologistas do IOC em 1964; o panorama da Fiocruz durante o governo militar; as opções profissionais após o término de sua graduação no curso de farmácia; a produção de vacinas na Fiocruz; breve comentário sobre o curso que fez com o Dr. José Fonseca da Cunha; o mandato universitário do IOC; o regime militar e o IOC; breve comentário sobre o trabalho desenvolvido por sua equipe de pesquisadores; a questão das descobertas científicas e as patentes; a opção pela pesquisa científica; a relação entre ciência e mercado; novas considerações sobre a questão das patentes; o mercado e o cientista; a relação entre ciência, política e apoio financeiro para pesquisa; considerações sobre o trabalho de pesquisa desenvolvido na Fiocruz; as dificuldades do pesquisador em patentear sua descoberta; a importância dos convênios para a atividade científica.

Fita 3
Considerações sobre a relação entre ciência e mercado; descrição de seu projeto de pesquisa em bacteriologia aplicada ao controle de vetores; novos comentários sobre a questão das patentes; a publicação do catálogo sobre a produção científica da Fiocruz; o processo de desenvolvimento da toxina produzida por seu laboratório para controle de vetores; as parcerias para desenvolver produtos dentro da Fiocruz.; o prestígio da Fiocruz; a relação entre a ciência e as empresas privadas; a questão das patentes e as empresas privadas.

Fita 4
Considerações sobre sua dedicação ao seu tema de pesquisa; o interesse em estudar bactérias anaeróbicas e aeróbicas; o trabalho no Departamento de Bacteriologia no IOC após a saída do Dr Gobert de Araújo Costa; breve comentário sobre as teses de livre docente; o panorama do Departamento de Bacteriologia após a saída do Dr. Gobert de Araújo Costa; breve comentário sobre a questão do concurso público para ingresso na instituição; a entrada de estagiários no IOC; a atividade científica no IOC; considerações sobre a administração de Rocha Lagoa; a produção de vacinas na Fiocruz antes da construção de Bio-Manguinhos; a área de produção do IOC; o panorama do IOC nos anos 60; as vacinas produzidas na Fiocruz; as dificuldades do Departamento de Bacteriologia nas décadas de 1960 e 1970; as agências de financiamento à pesquisa; o financiamento da Finep para o desenvolvimento das pesquisas em seu laboratório em 1988; a criação do catálogo de coleções; a importância de treinar estagiários em seu Laboratório; a dificuldade em se ter bolsas de pesquisa nos anos 1960.

Fita 5
Continuação dos comentários sobre a entrada de bolsistas no IOC; considerações sobre a formação de sua equipe de trabalho; o problema da permanência dos bolsistas de iniciação científica treinados no IOC; os concursos públicos para ingresso na Fiocruz; comentários sobre a trajetória de seu laboratório; a vontade de trabalhar com engenharia genética; a especificidade de seu campo de atuação na área de pesquisa; breve comentário sobre a pesquisa desenvolvida para o controle de vetores; o convênio firmado com Fergus Prist, da Heriot Watt University para isolamento de microorganismos ; comentários sobre as indústrias farmacêuticas no Brasil; novas considerações sobre a relação entre ciência e mercado; a questão das patentes e as verbas para os pesquisadores; crítica à mercantilização da ciência; considerações sobre a produção de Bio-Manguinhos; relação entre empresa privada e ciência.

Fita 6
Novos comentários sobre as pesquisas do IOC; novos comentários sobre a relação entre ciência, empresa privada e o mercado; o trabalho desenvolvido em parceria com a Impal; crítica ao salário dos pesquisadores; comentários sobre a questão das patentes; o encantamento pelo trabalho no IOC.

Geraldo Armôa

Entrevista realizada por Nara Azevedo, Luis Otávio Ferreira e Simone Kropf, no Rio de Janeiro (RJ), no dia 20 de novembro de 1996.

Sumário
Origem familiar; o curso de Farmácia na Escola de Ouro Preto, Minas Gerais; o mestrado em Microbiologia na UFMG; a vinda para a UFRJ para trabalhar sob orientação de Paulo Gontijo; o contrato para trabalhar no INCQS, em 1983, com controle de qualidade de vacina BCG; a ida para o Statens Serum Institute em Copenhagen, em 1987; considerações sobre os problemas de qualificação enfrentados pelo INCQS; o doutorado na Universidade George Washington, nos EUA; o trabalho no Centro de Biológicos do FDA em Bethesda em biologia molecular; a opção por trabalhar com vacina BCG contra a tuberculose; a volta ao INCQS; o convite para trabalhar em Bio-Manguinhos; considerações sobre o uso da vacina BCG como vetor de vacinas multivalentes; a colaboração com Odir Dellagostin, da Universidade de Pelotas; o financiamento do Papes a esse projeto.

Fita 2
Comentários sobre a falta de prioridade conferida à biotecnologia pela Fiocruz e Ministério da Saúde; a equipe do laboratório; comentários sobre as transformações culturais pelas quais deveria passar a instituição em função de sua possível inserção no campo competitivo do desenvolvimento tecnológico; a diferença entre a pesquisa desenvolvida em Bio-Manguinhos e no Instituto Oswaldo Cruz; considerações sobre a importância de realizar parcerias com empresas privadas e públicas para desenvolvimento de biotecnologias, os entraves encontrados na instituição e a necessidade de uma política que regulamente essas parcerias; considerações sobre as dificuldades na produção de vacinas enfrentadas por Bio-Manguinhos atualmente.

Fita 3
Comentários sobre a falta de investimento em infra-estrutura e desenvolvimento tecnológico em Bio-Manguinhos e na Fiocruz; o papel do INCQS no monitoramento da qualidade de produtos imunobiológicos; a precariedade das instalações de Bio-Manguinhos a falta de prioridades da Fiocruz no setor de obras; comentários sobre a planta industrial em construção em Bio-Manguinhos; os grupos de pesquisa que desenvolvem projetos de biotecnologia na Fiocruz.

Eduardo Leser

Entrevista realizada por Nara Azevedo, Wanda Hamilton e Simone Kropf, no Rio de Janeiro (RJ), nos dias 20 e 26 de junho de 1996.

Sumário
Fita 1
Origem familiar; a carreira de seu pai o médico Walter Leser nos campos da medicina e da saúde pública; a escolha da carreira; a influência cultural da família; formação escolar; o vestibular para engenharia na USP; a militância política no colégio e na universidade; a escolha pelo curso de engenharia química; a militância na universidade; o mercado de trabalho de um engenheiro químico;

Fita 2
O trabalho na Escola Politécnica em São Paulo, no Departamento de Engenharia Química; o convite de Vinícius da Fonseca para implantar a Usina Piloto para produção de vacinas contra a meningite na Fiocruz, em 1975; a situação da produção à época de sua chegada na Fiocruz; o estágio em Lyon, na França, para aprender as técnicas de produção da vacina contra a meningite no Instituto Mérieux; o processo de implantação da Usina Piloto em Bio-Manguinhos.

Fita 3
A constituição de Bio-Manguinhos em 1976; comentários sobre a não concretização da idéia de transformar Bio-Manguinhos em uma Sociedade Anônima; as dificuldades do relacionamento entre os setores de pesquisa e de produção na Fiocruz; comentários sobre o Centro de Biotecnologia; a aproximação com a Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP); o trabalho com Akira Homma em Bio-Manguinhos; as negociações com a Japan International Corporation Agency (Jica) para implantação da produção de vacina contra o sarampo; o curso no Japão a convite da Jica.

Fita 4
O contato com Charles Manclarck e a ida ao NIH para treinamento em produção e controle da vacina contra a coqueluche; o curso no Rijks Institut, na Holanda e a tentativa de montar um setor de pesquisa biotecnológica em Bio-Manguinhos; considerações sobre o estado da pesquisa e desenvolvimento em biotecnologia na Fiocruz; os melhoramentos tecnológicos introduzidos na vacina contra a febre amarela; os problemas da adaptação de espaços destinados a outras finalidades em função das normas que envolvem a produção de imunobiológicos; a construção da planta industrial de Bio-Manguinhos; o investimento na produção de reagentes e kits para diagnóstico; comentários sobre o tempo e as etapas de desenvolvimento de uma vacina; a estruturação de Bio-Manguinhos ao longo dos últimos anos; descrição das linhas de pesquisa em desenvolvimento de Bio-Manguinhos.

Fita 5
Considerações sobre a configuração da pesquisa e desenvolvimento em Bio-Manguinhos; a questão dos recursos para investimento em pesquisa e desenvolvimento; considerações sobre a definição do conceito de biotecnologia; a diversidade disciplinar do campo de desenvolvimento biotecnológico; considerações sobre as políticas públicas no campo da biotecnologia; a diferença entre o papel das empresas públicas e o setor privado no campo da biotecnologia; o doutorado na Inglaterra; as atividades desenvolvidas atualmente em Bio-Manguinhos.

Carlos Médicis Morel

Entrevista realizada por Nara Azevedo, Simone Kropf e Luiz Otávio Ferreira, no Rio de Janeiro (RJ), nos dias 05 e 06 ou 08 de janeiro de 1998.

Sumário
Fita 1
Comentários sobre sua inserção na área de biologia molecular; o nascimento da biotecnologia moderna; o curso de biologia molecular realizado em Harvard em 1971; breves considerações sobre o nascimento da engenharia genética; panorama da engenharia genética nos anos 70; as pesquisas com Trypanosoma cruzi; o trabalho no laboratório de Biofísica da UFRJ; o interesse pelo campo da engenharia genética; o convite para trabalhar em Paris; comentários sobre seus projetos desenvolvidos com DNA; as pesquisas em biologia celular no Brasil; a decisão em trabalhar com biologia molecular na Fiocruz; a relação da bioquímica com a biologia molecular; breves comentários sobre o surgimento da biologia molecular; o desenvolvimento de pesquisas em biologia molecular no Brasil; a ida para a Universidade de Brasília; breve comentário sobre a questão da pesquisa básica e pesquisa aplicada; impressões sobre sua visita à Fiocruz; considerações sobre novas perspectivas entre pesquisa básica e pesquisa aplicada; o exemplo de cientista observado em Samuel Pessôa; o debate sobre as patentes; a pós-graduação no Instituto de Biofísica da UFRJ; a pós-graduação na UNB.

Fita 2
Comentários sobre o curso de pós-graduação que organizou no IOC; a organização do IOC antes de sua chegada no Instituto; o convite para organizar o Departamento de Bioquímica do IOC; novas considerações sobre a organização do curso de pós-graduação do IOC e a escolha de professores para o curso; as perspectivas da biologia molecular e seu avanço no Brasil; descrição da estrutura do curso de pós-graduação em Biologia Molecular do IOC; breve comentário sobre o perfil dos alunos que entram para os cursos de pós-graduação do IOC; o perfil de alguns pesquisadores que ingressaram no quadro de funcionários da Fiocruz; breve consideração sobre o primeiro financiamento recebido para pesquisa no IOC; a atração pelo trabalho no IOC e a decisão em ir trabalhar na Fiocruz; breve comentário sobre sua visão em relação à tradição de pesquisas na Fiocruz; comentários sobre a gestão de Vinícius da Fonseca como presidente da Fundação Oswaldo Cruz; considerações sobre a contribuição de seu trabalho na Fiocruz; comentário sobre a importância de suas publicações científicas; a instalação do laboratório de biologia molecular no IOC; o pedido de verbas para pesquisas em seu laboratório; o financiamento concedido pelo CNPq e a ida para a Califórnia; considerações sobre sua vinda para a Fiocruz; comentários sobre sua participação na Sociedade Brasileira de Genética; o contexto da ciência nos anos 1970 e sua vinda para a Fiocruz; considerações sobre o convite que alguns pesquisadores receberam para trabalhar no IOC; as relações de trabalho entre o Departamento de Biologia Molecular e o Departamento de Imunologia no IOC; comentários sobre os pesquisadores considerados paradigmáticos no IOC.

Fita 3
Perspectivas da biologia molecular no Brasil; comentário sobre o Pronab (Programa Nacional de Biotecnologia); o significado das políticas de Ciência e Tecnologia no Brasil nos anos 70; comentários sobre a atuação do CNPq na década de 1970 na área de ciência e tecnologia; considerações sobre o Pronex; considerações sobre a implantação do Papes à época de sua gestão como Presidente da Fiocruz; o debate entre planejadores e cientistas; as relações entre política e a ciência no Brasil e no mundo; a relação entre ciência e imprensa; o papel de Sérgio Arouca em defesa da ciência; a relação entre ciência e política; o CNPq e as prioridades para a ciência no Brasil; a função do balcão do CNPq para a ciência; breve comentário sobre a questão do orçamento para desenvolvimento de Ciência e Tecnologia no Brasil; a elaboração do PRONAB; comentários sobre a política de ciência e tecnologia no país; a questão da auto-suficiência tecnológica no campo da ciência e da saúde; a discussão sobre patentes na Fiocruz e no Brasil.

Fita 4
Considerações sobre a questão das patentes na Fiocruz e no Brasil; a necessidade de haver uma política institucional específica para biotecnologia; breves comentários sobre a gestão de Sérgio Arouca como presidente da Fiocruz; a opção por não se filiar a nenhum partido político; a decisão em ser diretor do IOC; comentário sobre o que considera como definidor da identidade do cientista; o trabalho na presidência da Fiocruz; a admiração por Cristóvão Buarque; comentário sobre seu trabalho como vice-presidente da Fiocruz; comentário sobre o perfil de Sérgio Arouca; considerações sobre a candidatura de Sérgio Arouca para presidência da Fiocruz; a indicação para ser diretor do IOC; considerações sobre a participação na campanha de Sérgio Arouca para presidente da Fiocruz; comentários sobre a decisão de Arouca para que acumulasse a função de diretor do IOC e vice-presidente de pesquisa; considerações sobre sua aproximação com Arouca; as três grandes crises pelas quais passou a Fiocruz no início da gestão de Sérgio Arouca e o papel do IOC; considerações sobre a necessidade de aproximação entre o IOC e a ENSP.

Fita 5
Considerações sobre a gestão de Sérgio Arouca como presidente da Fiocruz; os projetos implantados por Sérgio Arouca na área de produção; considerações sobre a área de produção de vacinas da Fiocruz; breve comentário sobre sua gestão como presidente do IOC; considerações sobre o orçamento da Fiocruz; comentários sobre as relações de trabalho com Mario Hamilton, vice-presidente de Desenvolvimento Institucional durante sua gestão como presidente da Fiocruz..

Fita 6
Considerações sobre os recursos financeiros recebidos durante sua gestão como diretor do IOC; balanço geral sobre a questão dos recursos financeiros da Fiocruz; o Conselho Deliberativo instituído na gestão de Sérgio Arouca; a contratação de pesquisadores na gestão de Sérgio Arouca; a volta dos pesquisadores cassados para a Fiocruz; breve consideração sobre a questão do concurso público para ingresso na Fiocruz; a organização do Ministério da Ciência e Tecnologia e o apoio de Renato Archer à Fiocruz; comentários sobre a criação do Ministério da Ciência e Tecnologia; a questão da ciência e tecnologia versus a pesquisa e ensino no Brasil; a normatização da política de patentes durante sua gestão como presidente; o processo de informatização da fiocruz; a criação do Fórum de Pesquisa e Saúde para o desenvolvimento; comentários sobre o PIDE; a origem dos Programas Integrados da Fiocruz; a idéia em criar um programa institucional em esquistossomose; o surgimento do Programa Integrado de Esquistossomose; o início dos programas institucionais na Fiocruz; a importância da gestão tecnológica no desenvolvimento de pesquisa; o projeto Gene-Manguinhos; a idéia de criação do Centro de Biotecnologia da Fiocruz.

Fita 7
Comentários sobre a idéia de criação do Centro de Biotecnologia da Fiocruz e a gestão de Akira Homma como presidente da Fiocruz; a relação entre Bio-Manguinhos e o IOC; comentários sobre os objetivos da construção do Centro de Biotecnologia; a construção da planta industrial para produção de vacinas bacterianas na Fiocruz; novas considerações sobre sua gestão como presidente da Fiocruz; o orçamento para a construção da planta industrial da Fiocruz; comentários sobre o aumento do orçamento da Fiocruz durante sua gestão como presidente; considerações sobre o papel da planta industrial da Fiocruz; o desenvolvimento tecnológico na produção de vacinas pela Fiocruz; críticas em relação à rotatividade de Ministros da Saúde no governo brasileiro; considerações sobre a informatização das unidades da Fiocruz; as novas tecnologias de comunicação e a criação do CICT; a produção de vacinas na Fiocruz; os desafios da gestão de Elói Garcia como presidente de Fiocruz; as novas tecnologias e sua aplicação na ciência; considerações sobre a qualificação dos recursos humanos na Fiocruz; considerações sobre a formação de recursos humanos em Bio-Manguinhos; principais diferenças na área de biotecnologia entre Brasil e Cuba; a questão da biotecnologia na Fiocruz; visões sobre o que é biotecnologia.

Fita 8
Definições sobre o campo da microbiologia; as novas áreas do campo da microbiologia; os avanços da Fiocruz na engenharia genética; o programa TDR da OMS, do qual foi dirigente; novas perspectivas de pesquisa na Fiocruz; a importância da infra-estrutura para o trabalho dos pesquisadores; o trabalho desenvolvido em Far-Manguinhos e Bio-Manguinhos; breves considerações sobre o futuro das pesquisas na Fiocruz.

Antonio Gomes Ferreira

Entrevista realizada por Wanda Hamilton e Simone Kropf, no Rio de Janeiro (RJ), nos dias 24 de julho e 09 de outubro de 1996.

Sumário
Fita 1
Origem familiar; a escolha da carreira; a aprovação no vestibular para o curso de Química na UFRJ e o posterior trancamento do curso; o curso de Biologia Parasitária do IOC; o estágio no Departamento de Imunologia do IOC chefiado por Bernardo Galvão; o trabalho desenvolvido com Vera Bongertz; considerações sobre a importância do curso de graduação para seguir carreira na Fiocruz; o contrato para trabalhar no projeto institucional de Aids, em 1985; o trabalho com Helio Gelli Pereira visando ao desenvolvimento de reativos para diagnóstico de Aids; o envolvimento de Bio-Manguinhos no projeto de desenvolvimento do kit para teste de HIV e sua transferência para o setor de reativos da unidade; a contratação efetiva por Bio-Manguinhos; a padronização da imunofluorescência para HIV.

Fita 2
O trabalho com Otávio Oliva no desenvolvimento e na produção de reativos para diagnóstico; considerações sobre o mercado de reagentes para diagnóstico e o papel de Bio-Manguinhos nesse mercado; o mercado de produção de reagentes para diagnóstico de Aids e o kit produzido por Bio-Manguinhos.

Fita 3
A crise do laboratório de desenvolvimento e produção de reativos; o convite de Otávio Oliva para chefiar o setor de reativos; o convenio com a Fundação Nacional de Saúde para fornecimento de reativos; o crescimento da pauta de produtos e de pessoal do laboratório; as colaborações com laboratórios do IOC para o desenvolvimento de reativos; os problemas enfrentados pelo setor; o incêndio no setor de reativos e a perda de espaço físico; o processo de incorporação de novos produtor à pauta de produção do laboratório; a dificuldade adequar o kit para diagnóstico da doença de Chagas desenvolvido por Samuel Goldenberg; as dificuldades de capacitação de pessoal na área; as colaborações com empresas internacionais e com o IOC; o tipo de formação universitária do pessoal do laboratório de reativos.

Fita 4
O investimento em capacitação de pessoal; a organização do trabalho no laboratório; considerações sobre as exigências do controle e a garantia de qualidade e o crescimento desse setor; comentários sobre o patenteamento de produtos.

Akira Homma

Entrevista realizada por Nara Azevedo, Luiz Otávio Ferreira, Wanda Hamilton e Simone Kropf, no Rio de Janeiro (RJ), nos dias 15 e 23 de dezembro de 1997 e 03 de fevereiro de 1998.

Sumário
Fita 1
O estágio no Instituto Adolfo Lutz; o convite para realizar um curso da Organização Mundial da Saúde no Rio de Janeiro e o trabalho no Centro Pan-americano de Febre Aftosa em Duque de Caxias; a escolha da carreira científica; a formação em veterinária na Universidade Federal Fluminense; o trabalho desenvolvido no Centro Pan-americano de Febre Aftosa; o convite para trabalhar na Escola Nacional de Saúde, unidade da Fiocruz; O trabalho desenvolvido na ENSP em cultura de tecidos de poliomielite; o contrato da Bayer do Brasil; para organizar a fábrica de produção da vacina contra febre aftosa de Belford Roxo; a viagem para a Alemanha; o convite para trabalhar no Laboratório de Tecnologia de Imunobiológicos - Bio-Manguinhos e o retorno para a Fiocruz e o Rio de Janeiro; comentários sobre a gestão de Vinícius da Fonseca como presidente da Fiocruz

Fita 2
Continuação dos comentários sobre a gestão de Vinícius da Fonseca; a crise no setor de imunobiológicos gerada pelo fechamento da Sintex; a construção do biotério de Bio-Manguinhos com recursos do Programa de Auto-suficiência Nacional em Imunobilógicos (Pasni); a pauta de produtos de Bio-Manguinhos no final da década de 1970; a transferência de tecnologia da vacina contra o sarampo no início da década de 1980; o convite para trabalhar no Pasni durante o Governo de Fernando Collor de Mello; a transferência de tecnologia da vacina contra o sarampo.

Fita 3
Considerações acerca do papel de Oswaldo Cruz na saúde pública e na ciência no Brasil; o papel do Estado, da Fiocruz e as prioridades no campo da saúde pública atualmente; o mercado de imunobiológicos nos EUA; o papel da OPAS e da Unicef na compra de vacinas para países em desenvolvimento; considerações acerca da necessidade de desenvolver tecnologia para produção de imunobiológicos no país; sua participação no Pronab; o exemplo de Cuba na definição de prioridades no campo do desenvolvimento tecnológico; a ocupação do cargo de vice-presidente de Tecnologia da Fiocruz e a proposta do Programa Integrado de Desenvolvimento de Vacinas.

Fita 4
Comentário sobre as perspectivas da implantação de um programa desenvolvimento de vacinas na Fiocruz; comentários sobre o projeto do Centro de Biotecnologia da Fiocruz e sua não concretização; origens do Departamento de Desenvolvimento Tecnológico (Dedet) de Bio-Manguinhos; a relação entre pesquisa e os pesquisadores do IOC e o desenvolvimento tecnológico; considerações sobre a necessidade de uma política governamental e institucional de apoio e financiamento a projetos biotecnológicos; as fontes de financiamento nacionais e internacionais e o crescimento de Bio-Manguinhos na década de 1980; a capacitação de recursos humanos para o campo da biotecnologia; as atividades de Bio-Manguinhos no campo da biotecnologia e do desenvolvimento tecnológico.

Fita 5
Considerações sobre a importância de investir na produção de vacinas e reativos para diagnóstico; a participação de Bio-Manguinhos na candidatura de Antonio Sérgio da Silva Arouca para a presidência da Fiocruz; a relação de Bio-Manguinhos com Guilardo Martins Alves, presidente da Fiocruz de 1979 a 1984.

Fita 6
A necessidade de estabelecer projetos multidisciplinares que reúnam diversas instituições e unidades da Fiocruz; a necessidade de mecanismos de indução para a pesquisa visando desenvolvimento de produtos imunobiológicos; as diferentes etapas do processo de desenvolvimento e produção de imunobilógicos; características da produção de Bio-Manguinhos enquanto setor ligado às políticas públicas de saúde; anatomia da crise enfrentada, atualmente, pelo setor de produção de Bio-Manguinhos.

Fita 7
A crise de Bio-Manguinhos a as propostas para sua superação; considerações sobre os riscos de privatização de instituições produtoras de imunobiológicos; a necessidade de investimento em desenvolvimento tecnológico e capacitação profissional; as transformações no mercado produtor de vacinas e o papel de Bio-Manguinhos nas políticas públicas de saúde; considerações sobre a necessidade da pesquisa tecnológica de Bio-Manguinhos visar o desenvolvimento do produto; o seminário que será organizado para discutir os rumos de Bio-Manguinhos; as fortalezas de Bio-Manguinhos; os setores que utilizam novos conhecimentos de campos como a biologia molecular e engenharia genética em Bio-Manguinhos.

Fita 8
O laboratório de hibridomas organizado por Otávio Oliva; considerações sobre as dificuldades de se contratar pessoal capacitado em função dos baixos salários; considerações sobre o futuro da Fiocruz e os rumos de Bio-Manguinhos.

Tânia Celeste Matos Nunes

Entrevista realizada por Carlos Henrique Assunção Paiva e Fernando Pires Alves, no Rio de Janeiro, no dia 10 de março de 2010.

Sumário
Páginas: 1 - 30
Origem familiar e primeiros estudos; suas primeiras experiências como professora; sua escolha pelo curso de graduação em nutrição; sua experiência no curso de graduação em nutrição; seu trabalho na Campanha Nacional de Alimentação Escolar; seu trabalho na Central de Abastecimento e na CEASA; sua aproximação da saúde pública; a experiência do curso descentralizado em saúde pública na Bahia; o panorama da formação em medicina social e saúde pública na Bahia; seu trabalho no Centro de Treinamento (Cetre).
Páginas: 31 – 60
Seu trabalho no CETRE; o PPREPS/PIASS; a experiências de formação de pessoal de saúde de Porteirinha/MG; Hortênsia Hurpia de Hollanda e o debate sobre educação na formação de pessoal de saúde; sua indicação para a função de diretora do CETRE; o trabalho de Hortênsia Hollanda no CETRE; as experiências de Porteirinha/MG e Montes Claros/MG.
Páginas 61 – 79
A trajetória de Hortênsia Hollanda; o papel do PPREPS/PIASS e das universidades na constituição do campo de RH na Bahia; a reorganização do CETRE e sua transformação em Centro de Desenvolvimento de Recursos Humanos – CENDRHU; o debate sobre a formação de pessoal auxiliar de saúde na Bahia; a trajetória institucional do CENDRHU.

Roberto Passos Nogueira

Entrevista realizada por Carlos Henrique Assunção Paiva e Janete Lima de Castro, no Rio de Janeiro, nos dias 25 e 26 de julho de 2005.

Sumário
FITA 1 / LADO A
A escolha pela formação em medicina e o interesse por psicologia e filosofia; o ingresso no IMS/UERJ; os professores e colegas no IMS/UERJ; o papel da OPAS na criação dos cursos de medicina social na América Latina; sua dissertação de mestrado; o envolvimento com o tema de recursos humanos.
FITA 1 / LADO B
Seu trabalho no primeiro curso descentralizado de saúde em Brasília; o ingresso no PPREPS; o método CENDES-OPS; a interface do planejamento com a formação de recursos humanos; a cooperação técnica e a integração docente-assistencial; a relação do GAP/PPREPS com as secretarias estaduais de saúde; a discussão em torno do aumento da cobertura dos serviços de saúde; o trabalho de Lia Fanuck e a cooperação técnica; a cooperação técnica e o Projeto Larga Escala.
FITA 2 / LADO A
O funcionamento do GAP; a cooperação em infra-estrutura dos serviços de saúde; o PREV-SAÚDE; a relação da OPAS-Brasil com a sede em Washington; sua contribuição à pesquisa em recursos humanos em saúde no Brasil.
FITA 2 / LADO B
A pesquisa em recursos humanos em saúde na pauta da cooperação técnica OPAS-Brasil; a singularidade da cooperação técnica OPAS-Brasil frente outras experiências da OPAS; a cooperação técnica na gestão de Carlyle Guerra de Macedo.
FITA 3 / LADO A
O Plano Decenal de Saúde e outras referências intelectuais para a cooperação OPAS-Brasil; O regime militar e a cooperação técnica OPAS-Brasil; burocracia, relações pessoais e a cooperação técnica OPAS-Brasil; os projetos de trabalho coordenados pelo GAP/PPREPS; a relação do GAP com a CIPLAN; a composição do GAP na década de 1980; a Revista Educacion Medica y Salut.
FITA 3 / LADO B
A Revista Educacion Medica y Salut e outros periódicos relevantes na área de educação médica e recursos humanos em saúde; as idéias de Paulo Freire e o processo de renovação da educação profissional no Brasil; as idéias de Paulo Freire, Juan Diaz Bordenave e a concepção do Projeto Larga Escala; a institucionalização do Projeto Larga Escala; sua ida para a sede da OPAS em Washington e seu trabalho na OPAS.
FITA 4 / LADO A
Sua vida pessoal e profissional em Washington; o papel da OPAS-Washington no desenvolvimento dos projetos CADRUH e GERUS; o papel da OPAS-Washington na organização dos Observatórios de Recursos Humanos; o papel da OPAS na construção da Rede de Núcleos de Estudos de Saúde Coletiva e de Saúde Pública; o papel da OPAS na formulação de políticas de saúde nacionais e o futuro da cooperação técnica OPAS-Brasil.
FITA 4 / LADO B
Personagens importantes do estado brasileiro para a cooperação técnica OPAS-Brasil; a cooperação técnica OPAS-Brasil nos estados.

José Roberto Ferreira

Entrevista realizada por Carlos Henrique Assunção Paiva, Fernando Pires Alves, Gilberto Hochman e Janete Lima de Castro, no dia 15 de março de 2005.

Sumário
FITA 1 / LADO A
Seu ingresso na OPAS; a situação dos recursos humanos nas décadas de 1960-70; o contexto da criação da FEPAFEM; considerações sobre o termo “cooperação técnica”; a repercussão dos encontros e eventos sobre recursos humanos em saúde internacionais no Brasil; o papel das agências internacionais no campo da formação dos recursos humanos em saúde; a proposta da Conferência Internacional sobre Recursos Humanos para a Saúde e Educação Médica de 1967; os primeiros estudos da OPAS sobre a integração das demandas de recursos humanos às necessidades do ensino em saúde; a inserção do campo dos recursos humanos nas discussões sobre ensino médico; a integração profissional no Programa de Desenvolvimento de Recursos Humanos da OPAS.
FITA 1 / LADO B
A trajetória no Departamento de Recursos Humanos e Investigação da OPAS; o processo de integração entre os departamentos da OPAS; a diferença entre a gestão de Carlyle Guerra de Macedo e de George Alleyne; a criação das revistas da OPAS; o incentivo à criação de Centro Latino-americano para o Desenvolvimento de Tecnologia Educacional.
FITA 2 / LADO A
O surgimento do PPREPS; a seleção dos consultores do PPREPS; a relação institucional entre a OPAS e o Brasil; os acordos de cooperação técnica Opas-Brasil em recursos humanos de 1973 e de 1975; a avaliação do PPREPS na primeira década de funcionamento.
FITA 2 / LADO B
A relação entre o programa de recursos humanos de Washington e do Brasil; o papel do PPREPS na cooperação técnica Opas-Brasil; aspectos históricos da cooperação da OPAS no campo da saúde; as características da cooperação técnica entre a OPAS e os países membros; a criação do BIREME e do PALTEX; a inserção do Larga Escala no programa de cooperação técnica da OPAS.
FITA 3 / LADO A
O movimento de escolas médicas no Brasil e na América Latina; criação da FEPAFEM; sua situação como funcionário da OPAS; o PPREPS ao final dos anos 1970; a cooperação técnica OPAS-Brasil e as experiências do CADRHU e do GERUS; o fim da função de consultor internacional na Opas.
FITA 3 / LADO B
A avaliação da gestão de Abraham Horwitz, de Héctor Acuña e do Carlyle Guerra de Macedo na OPAS; a área de recursos humanos na OPAS e o pensamento norte-americano; as linhas de pesquisa da área de recursos humanos; a situação dos recursos humanos nos anos 90 e no século XXI.
FITA 4 / LADO A
A Declaração de Alma-Ata e a Declaração de Otawa; a influência das agências financiadoras nas políticas de recursos humanos; a fundação das associações de Escolas Médicas; a idéia de nacionalização da cooperação técnica Opas-Brasil; as perspectivas em relação ao campo da medicina e suas tendências .
FITA 4 / LADO B
A proposta do PROMEDIS.

José Francisco Nogueira Paranaguá de Santana

Entrevista realizada por Carlos Henrique Assunção Paiva, Fernando Pires Alves, Gilberto Hochman e Janete Lima de Castro, em Brasília (DF), nos dias 21 e 22 de fevereiro de 2005.

Sumário
FITA 1 / LADO A
Referência à sua cidade natal, Campo Maior (PI); a mudança para Brasília e o curso de medicina na Universidade de Brasília (Unb); a influência da familiar nos estudos e na carreira; a formação profissional dos irmãos; sua participação no Projeto de Medicina Comunitária em Planaltina; o ambiente intelectual e a militância estudantil no curso de medicina na década 1970; sua vida e as influências intelectuais durante o curso de medicina; sua aproximação com o campo da Medicina Comunitária e da Saúde Pública na universidade; sua atuação como consultor da OMS; memórias da trajetória do doutor Bressame no Peru e de sua relação com Ernesto Che Guevara; o contexto de criação do campo da Medicina Social e da introdução das Ciências Sociais no campo da saúde durante sua formação como médico; a mudança dos currículos nas Universidades de Brasília, da Paraíba, de São Paulo (USP) e do Instituto de Medicina Social (UERJ); a criação de novos cursos no México e no Peru; a UNE nas universidades; as SESACS.
FITA 1 / LADO B
Sua dedicação à pesquisa básica e à Saúde Pública em meados dos anos 1970; os cursos de formação em Saúde Pública do Rio de Janeiro e de São Paulo; a Residência Médica no Brasil; a influência de Frederico Simões Barbosa na escolha da especialização em Medicina Comunitária na UnB; o Projeto Planaltina; o impacto do Projeto Planaltina na sua carreira profissional; sua atuação como bolsista no programa de Saúde Materno Infantil; o papel de Carlile Lavour na criação do agente comunitário de saúde no Ceará e no funcionamento do Programa de Saúde da Família no Brasil; suas atividades no Programa Geral para o Desenvolvimento de Recursos Humanos no Brasil (MS/MEC/OPAS).
FITA 2 / LADO A
Sua experiência no projeto Planaltina e o envolvimento com o tema dos Recursos Humanos; a formação de pessoal auxiliar de saúde no Brasil; suas atividades no Departamento de Assuntos Universitários e na Secretária de Educação Superior do Ministério da Educação e Cultura; o ingresso no grupo técnico do acordo de cooperação técnica da OPAS-Brasil para a formação de recursos humanos; suas principais referências teóricas em recursos humanos após a sua experiência no Projeto Planaltina; a mobilização da OPAS para a publicação de trabalhos no campo da educação médica e a Revista Educacion Medica y Salud; o PESES; o impacto da criação da OMS, da reunião de Punta del Mar (1961), dos encontros internacionais de Ministros de Saúde das Américas para a área de recursos humanos; a circulação de publicações da OPAS e da ABEM; a contribuição da gestão de Jarbas Passarinho no MEC para a expansão das escolas médicas; a relação entre formação de recursos humanos e o projeto de desenvolvimento nacional do governo militar; participação das universidades e da EMBRAPA na política de desenvolvimento de recursos humanos em diferentes áreas; a Conferência de Ministros de Viña del Mar e a área de recursos humanos; a ampliação da área de educação médica, da expansão dos cursos de medicina, da unificação do Instituto da Previdência e Assistência Social e dos investimentos governamentais através do FAS.
FITA 2 / LADO B
Os bastidores da assinatura do Acordo de cooperação técnica Opas-Brasil para formação de recursos humanos; o debate em torno da formação de recursos humanos na América Latina; a criação do Programa de Preparação Estratégica de Pessoal de Saúde – PPREPS; a cooperação técnica Opas-Brasil em RH para saúde no final dos anos 70 e sua inserção na PPREPS.
FITA 3 / LADO A
A cooperação técnica OPAS-Brasil em recursos humanos para a saúde; a importância dos ODRH no desenvolvimento de estruturas de recursos humanos; o contexto de criação da ABRASCO; a relação entre a ABEM e a OPAS; o Acordo de cooperação técnica e o PPREPS; a atuação da OPAS na área de recursos humanos a partir do ingresso de Alberto Pellegrini Filho na equipe do PPREPS; o significado e a especificidade do termo cooperação técnica para a OPAS; a diferença entre assistência técnica e cooperação técnica; a criação da OPAS; o processo de seleção de pessoal para o GTC/GAP do PPREPS, sua inserção no PPREPS.
FITA 3 / LADO B
Seu trabalho com a área de pós-graduação em Saúde Coletiva no MEC, o ingresso de Alberto Pellegrini Filho no PPREPS, a interdependência entre a área de recursos humanos e o desenvolvimento tecnológico e científico, os primeiros integrantes da primeira equipe técnica do PPREPS.
FITA 4 / LADO A
A relação do PPREPS com as secretarias estaduais de saúde; a estratégia de manutenção dos projetos financiados nas mudanças de governo; o PPREPS como parte do processo de desenvolvimento institucional da área de recursos humanos; os cursos descentralizados de saúde e o PPREPS; o Projeto Larga Escala; a iniciativa de Cícero Adolpho da Silva para a realização de estudo sobre escolas médicas no Brasil, seu envolvimento no projeto de expansão da pós-graduação em Medicina Preventiva; a dificuldade para expandir a residência em medicina preventiva no Brasil.
FITA 4 / LADO B
As Ações Integradas de Saúde – AIS; sua relação de trabalho e seus vínculos institucionais com a OPAS e os ministérios da saúde e da educação; as condições salariais na Opas e a reorganização da equipe do PPREPS no início da década de 80.
FITA 5 / LADO A
A transferência dos recursos financeiros para o Acordo de cooperação técnica Opas-Brasil em recursos humanos; o processo de financiamento dos programas de cooperação técnica entre o Ministério da Saúde e a OPAS; as mudanças institucionais na cooperação técnica Opas-Brasil em recursos humanos, o Termo de Cooperação Técnica nº 8 como remanescente do PPREPS; suas atividades no INAMPS, a cooperação técnica Opas-Brasil no período 1983-85; o GTC/GAP , a criação da ABRASCO e as Campanhas da Fraternidade da Igreja Católica; a experiência de descentralização do PPREPS e o regime militar; o Larga Escala como método pedagógico de trabalho; a formação dos agentes comunitários de saúde.
FITA 5 / LADO B
Os Núcleos de Saúde Coletiva como estratégia da cooperação técnica OPAS-Brasil para a formação de recursos humanos; a integração docente assistencial (IDA); o processo de descentralização das ações em saúde; a resistência das universidades aos projetos IDA; a influencia do Projeto Larga Escala na área de recursos humanos; resistência das universidades ao Projeto Larga Escala; a CIPLAN e a coordenação da cooperação técnica Opas-Brasil em recursos humanos; o ingresso do Ministério da Previdência e Assistência Social na Cooperação Técnica Opas-Brasil; o processo de descentralização com a implantação do SUS e a formação de recursos humanos; o papel da cooperação técnica na constituição e no fortalecimento da rede de escolas técnicas do SUS; apoio da OPAS e das secretarias estaduais de saúde aos cursos de formação de pessoal de saúde de nível médio; sua participação no Projeto Larga Escala.
FITA 6 / LADO A
A negociação com o Banco Interamericano de Desenvolvimento para o financiamento do projeto de formação nacional de pessoal de enfermagem no Brasil; o Projeto de Decreto para incentivo de servidores do INAMPS realizarem curso de auxiliar de enfermagem; a transformação das Escolas do INAMPS em escolas ou centros formadores de recursos humanos de nível médio; a resistência dos Conselhos Federais e Regionais de enfermagem à formação de pessoal auxiliar de enfermagem; o papel da cooperação técnica Opas-Brasil na formação de recursos humanos em âmbito regional; o Plano de Desenvolvimento Gerencial para a realização de cursos descentralizados de formação em saúde; a reorganização das Secretarias de Saúde do Rio Grande do Norte e de Goiás.
FITA 6 / LADO B
A ENSP/FIOCRUZ e a promoção de cursos de especialização para o desenvolvimento em recursos humanos; a reestruturação da Secretária de Saúde de Rondônia; as experiências da ENSP e das Secretarias de Saúde do Rio Grande do Norte e de Goiás na difusão de cursos de especialização em saúde pública e a integração entre ensino e serviço; os projeto GERUS e CADRHU; o modelo gestão municipal com cursos de formação de gerentes de centro de saúde.
FITA 7 / LADO A
O GERUS como instrumento de articulação entre universidade e secretarias de saúde; as publicações de avaliação dos Projetos do CADRHU e do GERUS; os Observatórios de Recursos Humanos e a cooperação técnica OPAS-Brasil; os estudos sobre recursos humanos no Brasil; a iniciativa da OPAS na área dos direitos trabalhistas dos profissionais de saúde; seu trabalho como consultor da OPAS; a SEGETS; o projeto PROMED.
FITA 7 / LADO B
A relação da GTC/GAP do PPREPS com a OPAS-Washington; o dilema entre a cooperação técnica e a assistência técnica; a experiência brasileira como modelo para a orientação dos programas de cooperação técnica; as mudanças na direção da OPAS-Washington e a cooperação técnica OPAS-Brasil; a gestão de Carlyle Guerra de Macedo na OPAS e a cooperação técnica OPAS-Brasil; o desenvolvimento da cooperação técnica na área de tecnologia educacional, o NUTES e o CLATES.
FITA 8 / LADO A
A proposta do currículo integrado e o GERUS; a relação de Izabel dos Santos com Carlyle Guerra de Macedo; o projeto de IDA; a formação de pessoal de nível médio e o PROFAE; o desafio no campo da regulação das profissões.

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