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Política de saúde
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Depoimentos orais do projeto Memória da saúde pública no Brasil

Reúne 14 depoimentos orais. Este projeto teve por objetivo analisar historicamente o desenvolvimento institucional da saúde pública no Brasil. Por meio da coleta de entrevistas procurou-se recuperar as trajetórias individuais de médicos sanitaristas que se destacaram enquanto atores na história da saúde pública brasileira e contribuíram na definição de políticas públicas para o setor saúde no período compreendido entre os anos de 1930 e 1980. A investigação originou também um instrumento de pesquisa intitulado Cronologia de atores, instituições e políticas de saúde.

Depoimentos orais do projeto Memória da tuberculose no Brasil

Reúne 11 depoimentos orais de médicos com atuação nas áreas de ensino, pesquisa e serviços de controle da tuberculose no Brasil desde a década de 1930. Buscou-se dar subsídios à reconstituição da história da tuberculose, questões como as representações sociais da doença, a evolução terapêutica e as políticas de saúde implementadas ao longo deste período. Este projeto resultou de convênio firmado entre a Casa de Oswaldo Cruz e a extinta Campanha Nacional contra a Tuberculose e sua continuidade foi assegurada através do Centro de Referência Professor Hélio Fraga e da Coordenação Nacional de Pneumologia Sanitária, órgãos da Fundação Nacional de Saúde.

Depoimentos orais do projeto História do Câncer: Atores, Cenários e Políticas Públicas

Reúne 29 depoimentos sobre aspectos diferenciados do controle do câncer no Brasil. O projeto se articula ao esforço mais geral da Fiocruz de ampliar suas ações no campo das doenças crônico-degenerativas e negligenciadas. Além disso, visa contribuir para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), sobretudo ao produzir conteúdos pertinentes à formação de recursos humanos para a Rede de Atenção Oncológica e integrar-se a uma rede de produção de conhecimentos e tecnologias em parceria com o Instituto Nacional de Câncer. Por fim, deve ser visto como uma contribuição ao campo da história das ciências e da saúde, em particular ao campo da história das doenças. O projeto no geral tem uma parte de pesquisa histórica, documental, iconográfica e de história oral. No que se refere aos depoimentos, procura registrar as falas de personagens importantes para a história do controle do câncer no Brasil. As entrevistas, gravadas em áudio e vídeo, representam uma fonte inestimável para o resgate e a preservação da memória dos principais atores, instituições e política públicas desenvolvidas ao longo das décadas sobre o controle do câncer. Neste projeto, temos algumas palestras proferidas sobre aspectos ligados ao câncer e suas políticas, controle e história que foram ministradas para os integrantes do grupo de pesquisa que igualmente fazem parte do acervo.

Halfdan Mahler

Entrevista gravada em fevereiro de 2004, na Fiocruz, a respeito da experiência profissional em políticas de saúde pública e a história de Alma Ata. Meeting with Dr. HALFDAN MAHLER; transcribed by Annabella Blyth. Participantes: Halfdan Mahler; Nisia Trindade Lima; José Carvalheiro; Diana Maul de Carvalho; Gilberto Hochman; Euzenir Sarno; Luiz Fonseca e Kennet Camargo.

Depoimentos orais do projeto Memória e história da hanseníase no Brasil através de seus depoentes (1960-2000)

O projeto teve como objetivo registrar as memórias e vivências de profissionais de saúde e de ex-pacientes de hanseníase. Foram coletados 46 depoimentos de personagens que trabalharam com a hanseníase de diversas formas como, por exemplo, elaborando políticas de controle à doença, administração hospitalar, pesquisa básica, atendimento às populações atingidas etc., ou dos que padeceram com o diagnóstico positivo para a lepra/hanseníase e sua experiência com o adoecimento e o isolamento imposto como prática médica até as décadas de 1960 e 1970. Com estas entrevistas é possível recuperar aspectos como as estratégias de sobrevivência numa época de grande estigmatização da doença; as dificuldades com a pesquisa básica pelas particularidades morfológicas do bacilo de Hansen; os diferentes tipos de medicamentos utilizados para controle da doença; a formação acadêmica; o surgimento de associações como a SORRI e o MORHAN; os embates entre a cosmética e a dermatologia sanitária, dentre vários outros aspectos relevantes.

Abraão Rotberg

Sumário
Fita 1 – Lado A
O início dos estudos no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro; a origem romena de sua família e a profissão dos pais, que eram comerciantes; o ingresso na Faculdade de Medicina, em 1928, na USP; a defesa da tese de doutoramento, exigida na época, cujo tema foi a Reação de Mitsuda, em 1934; o interesse pela área da Dermatologia; o estágio no Serviço de Profilaxia da Lepra, no Sanatório Padre Bento, em 1933, no sexto ano da faculdade; lembranças dos colegas e destaque para Luiz Marino Bechelli; o curso de dermatologia no Skin Cancer Hospital, em Nova York (EUA), em 1939; o trabalho na Inspetoria de Profilaxia da Lepra, em São Paulo, que consistia em fazer busca ativa aos doentes, diagnosticá-los e encaminhá-los para a internação compulsória; a criação da Fundação Paulista contra a Hanseníase; comentários sobre o isolamento compulsório e o uso do óleo de chaulmoogra; o início do tratamento com a Sulfona, em 1948; sobre um dos trabalhos escritos em coautoria com Luiz Marino Bechelli; considerações sobre a ineficácia do óleo de chaulmoogra.

Fita 1 – Lado B
Comentários sobre o implante de cabelo, sugerido por um paciente de hanseníase para amenizar a aparência dos doentes de lepra que apresentavam madarose (perda dos pelos das sobrancelhas); o trabalho na Inspetoria de Profilaxia da Lepra e relato sobre seu diretor, Francisco Salles Gomes Junior, defensor e adepto do isolamento compulsório; o fim dessa prática no Brasil; menção à Campanha Nacional contra a Lepra (CNCL), em 1956; observações sobre a insistência do estado de São Paulo em continuar com a política de isolamento compulsório; a entrada para a Escola Paulista de Medicina, em 1959; o convite feito por Walter Sidney Pereira Lezer, secretário estadual de Saúde em 1967, para assumir a direção do DPL e o término da política de isolamento compulsório em São Paulo; a mudança do nome da doença de ‘lepra’ para ‘hanseníase’, a opinião dos doentes sobre o novo nome e comentários sobre a petição internacional de mudança do nome no International Leprosy Congress, em Bergen, 1974; a criação das revistas Hansenologia Internationalis, Hanseníase, Resumo de Notícias e sobre o neologismo ‘hanseníase’; sobre as leis que aprovaram a mudança do nome da doença.

Fita 2 – Lado A
Sobre a baixa adesão do termo hanseníase pelas camadas populares, que reconhecem a terminologia ‘lepra’; os plágios realizados de sua pesquisa sobre o Fator N de Rotberg; as atribuições e o trabalho realizado no DPL e a suspensão da obrigatoriedade de isolamento dos pacientes com lepra; o uso dos serviços do Lions Club e do Rotary Club para a realização do trabalho de Educação
Sanitária que informava a população sobre as mudanças que estavam sendo implantadas na saúde; a desativação dos leprosários que se tornaram hospitais gerais, com outras especialidades, ou institutos de pesquisas, entre 1967 e 1969; a mudança na medicação utilizada que passou a ser química com a introdução das Sulfonas e o aumento na procura pelo novo medicamento; explicações sobre as condições para o paciente obter a alta e como esta era concedida pelas Comissões de Alta; a necessidade de apresentar, em média, 12 exames negativos no decorrer do ano.

Fita 2 – Lado B
Continuação dos comentários sobre as Comissões de Alta; explicações sobre os diferentes tipos de hanseníase e as principais formas de contágio; a eficácia da Sulfona, que possibilitou o fim do isolamento compulsório; o VII Congresso Internacional de Lepra, em 1958, em Tóquio, e o debate sobre a abolição dessa prática como tratamento; a resistência ao fim do isolamento compulsório
em São Paulo e o posicionamento dos anti-isolacionistas, que se concentravam na Faculdade de Saúde Pública; o trabalho da deputada estadual Conceição da Costa Neves, de São Paulo, e seu discurso contrário ao isolamento; esclarecimentos sobre sua trajetória profissional e o trabalho concomitante de professor na Faculdade Paulista de Medicina, entre 1959 a 1972, e na direção do Departamento de Profilaxia da Hanseníase.

Fita 3 – Lado A
Comentários sobre a campanha contra o nome ‘lepra’ que realizou entre os alunos de graduação, e o apoio recebido por estes; sobre o ensino de dermatologia durante sua graduação na USP, em 1928, e as aulas do professor João de Aguiar Pupo; considerações sobre a rivalidade que existia entre os anti-isolacionistas e os que eram a favor dessa prática; o funcionamento dos preventórios e o cotidiano dos leprosários; as creches para crianças nascidas dentro dos leprosários e a inviabilidade encontrada nesse serviço; as atividades oferecidas nos leprosários, como as oficinas de trabalho, com o objetivo de dar uma ocupação aos internos; a condenação da Igreja ao uso de métodos contraceptivos; a apresentação do trabalho escrito em parceria com Luiz Marino Bechelli sobre a ineficiência do óleo de chaulmoogra no X Congresso Internacional de Lepra, em Bergen, em 1973; comentários sobre o leprologista Heráclides César de Souza-Araújo e sua pesquisa sobre a lepra em diferentes países; a meta não alcançada de eliminação da hanseníase no Brasil até 2002; as três formas de combate às doenças: imunização, tratamento e eliminação do agente transmissor.

Fita 3 – Lado B
Explicações sobre a impossibilidade de imunização da lepra em razão do Fator N de Rotberg em comparação com outras doenças nas quais se pode combater o agente transmissor; a importância do tratamento ao doente para impedir o surgimento de novos casos, e as dificuldades encontradas no longo tratamento, que induzem ao abandono; o trabalho censitário de Wandick Del Fávero, na cidade de Candeias, Minas Gerais, e o trabalho atual de Leontina Margarido, no Norte, sobre os elevados índices de novos casos de hanseníase; relato sobre a persistência do estigma da lepra, que inibe o doente em buscar tratamento, mesmo após a mudança de sua denominação para hanseníase.

Fita 4 – Lado A
Comentários sobre a implantação da poliquimioterapia e o longo período de tratamento, que leva ao desinteresse da população; a diminuição do estigma da doença a partir da mudança para o nome ‘hanseníase’; considerações sobre a cura da hanseníase; observações sobre congressos de dermatologia, atualmente financiados pela indústria farmacêutica, e lembranças de como eram os congressos de que participava; seu trabalho no consultório particular de dermatologia, que funcionava desde 1940; observações sobre a diferença no tratamento entre ricos e pobres.

Fita 4 – Lado B
Comentários sobre a hesitação em aceitar a possibilidade do fim do isolamento compulsório; explicações sobre o posicionamento conservador a favor dos asilos, embora soubesse da ineficácia da internação como tratamento; sobre os diagnósticos feitos pelos motoristas do Serviço de Profilaxia da Lepra e a aceitação dos médicos; comentários sobre a reação contra o isolamento e a criação do leproestigma, termo elaborado por ele, que significa o preconceito em relação à doença lepra e que persiste, mesmo após a mudança de seu nome.

Adilson Pereira dos Santos

Sumário
Fita 1 – Lado A
Informações sobre a infância, pais e irmãos; comentários sobre o interesse pelo futebol; as escolas que frequentou e professores; informações familiares a respeito da profissão dos pais e irmãos; sua passagem pelos seguintes clubes de futebol: Santa Rita, Central, Sport Clube de Juiz de Fora, Fernandópolis e Friburguense; comentários sobre os diferentes estados do Brasil onde já morou por causa da profissão de jogador de futebol e a chegada ao Fluminense Futebol Clube em 1995; o aparecimento dos primeiros sintomas da hanseníase em 1999 e o sofrimento físico e mental ocasionado por ela; comentários sobre o ortopedista Lídio Toledo e o técnico Carlos Alberto Parreira; o diagnóstico correto e preciso da doença elaborado pela dermatologista Maria Leide W. de Oliveira em 1999 e o apoio recebido da esposa e da filha; considerações sobre as possíveis causas da contaminação da hanseníase; comentários sobre a saída do Fluminense Futebol Clube, o tratamento recebido no Hospital do Fundão e as reações apresentadas pelo uso do medicamento; opinião sobre o preconceito e o estigma que cercam a doença, as atuais campanhas de
esclarecimentos veiculadas pela mídia em geral e sua importância no combate e eliminação da hanseníase; sua opinião sobre os motivos possíveis para os pacientes de hanseníase abandonarem o tratamento; comentários sobre o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) e o relacionamento entre os pacientes com hanseníase do Hospital Clementino Fraga Filho; os medicamentos usados ao longo do tratamento como Predinizona e Talidomida; a frustração e decepção em ter de deixar o futebol, a aposentadoria em 2003 e a inauguração de sua escolinha de futebol em Barra do Piraí, estado do Rio de Janeiro, em 2002.

Fita 1 – Lado B
Continuação dos comentários sobre a escola de futebol em Barra do Piraí; sobre o término do tratamento e as expectativas quanto a isso; considerações sobre a mudança de vida após adoecer; comentários sobre a boa relação que mantém com os jogadores e dirigentes dos antigos clubes, como o Fluminense e o Friburguense; opinião sobre as políticas públicas referentes à hanseníase no Brasil.

Agenor Mendes Filho

Sumário
Fita 1 – Lado A
Informações sobre a formação escolar em Maceió e a mudança para Recife, com a família, em 1956; o diagnóstico recebido de hanseníase e o impedimento de realizar o vestibular para Medicina, em 1957; o tratamento com Sulfona e Rifampicina e a alta médica recebida em 1961; a realização do Curso Superior de Biblioteconomia, na UFPE concluído em 1958, o trabalho na faculdade de Direito e na escola de Engenharia e o ingresso na Faculdade de Medicina em 1962; comentários sobre a passagem pelo Hospital Santo Amaro, em Recife, a escolha pela especialização em Dermatologia e a transferência para a Clínica de Dermatologia, chefiada pelo professor Jorge Lobo; comentários sobre a formação acadêmica em 1967, a entrada como sócio na Sociedade Brasileira de Dermatologia em 1968 e a participação no Congresso Brasileiro de Dermatologia, em 1969, realizado em Recife; o trabalho no ambulatório de hanseníase nas Universidades Federais de Pernambuco e do Pará (UFPA) e o contato com outros profissionais, como Maria Leide W. de Oliveira e Marcos Virmond; comentário sobre a mudança do Hospital Santo Amaro para o Hospital das Clínicas, na Cidade Universitária, em 1988, sobre a implementação do serviço de fisioterapia e as pesquisas oftalmológicas do bacilo de Hansen na lágrima, na Fundação Altino Ventura, em 1990; a respeito de sua aposentadoria em 1991 e o fim do serviço de Dermatologia; sobre o estigma que envolve a hanseníase e o Morhan; o tratamento e as reações causadas pela doença.

Fita 1 – Lado B
Comentários sobre seu consultório particular e a impossibilidade de atender, nesse local, pacientes com hanseníase; relatos sobre os pacientes e a poliquimioterapia; considerações sobre os primeiros sintomas da hanseníase na adolescência, em Maceió, e o tratamento realizado em Pernambuco pelo médico e professor Jorge Lobo; a formação de uma junta médica presidida pelo professor Jarbas Pernambucano e a dificuldade do diagnóstico preciso de hanseníase; comentários sobre as sequelas ocasionadas pela doença, e como estas não impedem a vida normal do paciente; o atendimento no ambulatório até 1990 e o fato de não ter sido reconhecido oficialmente como professor da UFPE; comentários sobre René Garrido e Diltor Opromolla e a satisfação em trabalhar como médico dermatologista.

Aguinaldo Gonçalves

Sumário
Fita 1 – Lado A
Relato sobre a infância em Santos, São Paulo, na década de 1950; o curso clássico, no Instituto de Educação Canadá, no período de 1964 a 1967, e as primeiras influências para estudar História ou Linguística; comentários sobre a inscrição no vestibular para o curso de Línguas Clássicas na Pontifícia Universidade Católica (PUC), de Santos, e considerações sobre as circunstâncias que o fizeram optar pela carreira de Medicina; o curso pré-vestibular em 1967 e a entrada na Unesp, em Botucatu, São Paulo, em 1968; as aulas de Anatomia no primeiro ano da graduação, o trabalho alternativo como professor de Português e Inglês e a participação no Centro Acadêmico; comentários sobre a decepção que teve nos primeiros anos da graduação e sobre o casamento em 1972; comentários sobre os professores; a disciplina de Dermatologia e as aulas de Diltor Opromolla no Sanatório Aimorés, em Bauru, São Paulo; a intenção em trabalhar na área de pesquisa biológica e genética; a formação acadêmica em 1973 e a opção pelo Curso de Especialização em Medicina do Trabalho, na USP; comentários sobre bolsas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação
Científica (Pibic/CNPq), no período da graduação em Medicina; o Curso de Especialização em Saúde Pública, na USP, supervisionado por Walter Sidney Pereira Lezer, o concurso para médico dermatologista do estado, em 1976, e a entrada no Centro Saúde Escola do Butantã, da mesma universidade; o mestrado em Ciências Biológicas, na área de Biologia Genética na USP, no período de 1974 a 1977, e a defesa da dissertação, sob orientação de Oswaldo Frota Pessoa.

Fita 1 – Lado B
O trabalho de professor na Faculdade de Saúde Pública da USP, em 1976, e o convite feito por José Martins Barros para permanecer como professor integral em 1979; comentários sobre o doutorado em Ciências Biológicas, na área de Epidemiologia Genética, na USP, orientado por Íris Ferrari, iniciado em 1977, e a defesa da tese em 1980; as circunstâncias do convite recebido, através de José Martins Barros, para trabalhar na Divisão Nacional de Dermatologia Sanitária (DNDS), no Ministério da Saúde, em 1980; as dificuldades encontradas como diretor neste período e as soluções encontradas; a conjuntura política do Brasil com o término da ditadura e a Nova República, e a discussão em torno da entrada da poliquimioterapia no Brasil, na década de 1980.

Fita 2 – Lado A
Continuação do relato sobre a entrada da poliquimioterapia no Brasil e observações sobre a forma como se fez essa introdução; comentários sobre a proposta da criação dos Centros de Referência do Ministério da Saúde para verificar as possibilidades do uso da poliquimioterapia, e as críticas recebidas; as circunstâncias de sua saída do Ministério da Saúde e o convite recebido por Crodowaldo Pavan para trabalhar como coordenador de Ciências da Saúde, no CNPq, em 1986; o concurso para professor titular da ENSP, da Fiocruz; comentários sobre os guias de informação de saúde distribuídos pelo Ministério da Saúde, no período de sua gestão; o concurso para professor na Faculdade de Ciências da Saúde, da UnB, em 1986; as circunstâncias de seu retorno a São Paulo e a entrada na Unicamp, como professor adjunto da disciplina Saúde Pública, na Faculdade de Educação Física, em 1988.

Fita 2 – Lado B
Comentários sobre a mudança para a área de Educação Física e sobre o pioneirismo da Unicamp em ter na Faculdade de Educação Física uma área de Saúde Coletiva; o trabalho como professor da Unesp, da cidade de São José dos Campos, São Paulo, entre 1995 e 1996; considerações sobre o recebimento da Medalha de Mérito, Vacuna contra la Lepra, concedida pela Asociación para la Investigación Dermatologica, em Caracas, Venezuela, em 1983, graças ao acompanhamento das pesquisas sobre a vacina de combate à hanseníase; a experiência do trabalho desenvolvido na Amazônia, que resultou no artigo “Intoxicação humana pelo mercúrio: revisão clínica e evidências de genotoxicidade em populações da Amazônia legal” (Revista Brasileira de Medicina, 2002), sobre a contaminação do mercúrio sofrida pelos índios Kayapó; avaliação da importância dos congressos na divulgação dos
trabalhos científicos, especialmente para os pesquisadores iniciantes.

Fita 3 – Lado A
Opinião sobre a meta de eliminação da hanseníase em 2005 e os possíveis fatores que impedem a concretização dessa proposta; considerações sobre a mudança na denominação da doença de ‘lepra’ para ‘hanseníase’; as campanhas de esclarecimento veiculadas pelo Ministério da Saúde sobre a doença para o grande público; comentários sobre a criação do Morhan e suas atividades; opinião sobre a diminuição do interesse dos estudantes de Dermatologia pela área de Dermatologia Sanitária, na qual se estuda a hanseníase, e a busca cada vez maior pela Estética.

Antônio Ademar Barahuma Bezerra

Sumário
Fita 1 – Lado A
Sobre o local de nascimento em Vila Portoval, no Alto Juruá, Acre; informações sobre a origem de seu apelido ‘Coragem’ e a apreciação pelo futebol; comentários sobre os pais, irmãos, esposa e filhos, e lembranças da infância; o trabalho na secretaria do Dispensário de Lepra, de Cruzeiro do Sul e o primeiro contato com a hanseníase, em 1958; formação escolar e a mudança com a família de Vila Portoval para Cruzeiro do Sul, em 1951, aos 15 anos; o emprego de tesoureiro no Hospital Geral de Cruzeiro do Sul em 1963 e o retorno, em 1971, ao Serviço de Dermatologia, da Secretaria de Saúde do estado do Acre; comentários sobre Hélio
Nunes e Francisco de Pádua e o aprendizado com esses médicos; informações sobre como se tornou funcionário público federal e sua aposentadoria, em 1996; comentários sobre o isolamento compulsório, a separação das famílias dos hansenianos e o leprosário de Cruzeiro do Sul; o preconceito que cerca a doença, a não ida para a Superintendência de Campanhas (Sucam) e a satisfação com o trabalho de atendimento à população atingida pela doença no Alto e Baixo Juruá e com a equipe de trabalho; as mudanças nas políticas de controle da hanseníase e a poliquimioterapia; o trabalho de conscientização dos habitantes daquela região e a insatisfação com a municipalização do Serviço Nacional de Lepra (SNL); questões relativas à cura da hanseníase e sua mudança de nome; as doses dos medicamentos; o Morhan e a relação dos doentes com a comunidade; relatos de casos de
pacientes e sua esperança em ver o Acre eliminar a hanseníase; considerações sobre a necessidade de maior assistência às pessoas que residem no Baixo Juruá.

Antônio de Oliveira Borges Júnior

Sumário
Fita 1 – Lado A
Informações pessoais e a lembrança dos pais; a percepção dos primeiros sintomas de hanseníase em 1936, aos 14 anos e o diagnóstico recebido em 1942; sobre os médicos Otávio Torres e Reginaldo Sarmento; o preconceito e o estigma da doença; comentários sobre os irmãos e a morte do pai em 1930; a ida para o leprosário de Quintas dos Lázaros em 1943, aos 21 anos e o sofrimento pela separação da família; relatos sobre o cotidiano no leprosário e seu precário funcionamento; a ida para a Colônia Águas Claras e a atuação como prefeito desta Colônia; a respeito de medicamentos como o óleo de chaulmoogra, o Promim a Sulfona.

Fita 1 – Lado B
A saída da Colônia Águas Claras em 1953 e a ida para Santo Amaro da Purificação (BA); lembranças da família e o trabalho como feirante na Bahia; sua opinião sobre a cura da hanseníase, as comissões de alta na década de 1950; a eliminação da doença no Brasil e a necessidade do diagnóstico precoce; a utilização da vacina BCG na prevenção da hanseníase e formas e reações da doença; a necessidade de se eliminar definitivamente a hanseníase e conselhos para os atuais pacientes; sobre o Morhan, sobre Francisco Augusto Vieira Nunes, o Bacurau, e a importância deste movimento no combate à doença; relatos sobre a dificuldade em reintegrar o ex-paciente de hanseníase à sociedade.

Antônio Pereira da Silva

Sumário
Fita 1 – Lado A
Informações sobre os irmãos e local de nascimento em Pilar, Alagoas; o aparecimento dos primeiros sintomas da doença, em 1936, aos 3 anos de idade; a vida cotidiana no interior e a falta de um diagnóstico preciso de hanseníase; a continuidade do trabalho na roça, mesmo acometido pela doença, e as deformidades físicas causadas por ela; a morte do pai e a internação no hospital colônia em Maceió, Alagoas, em 1951, aos 18 anos; comentários sobre a dificuldade em arranjar emprego por causa do preconceito em torno da doença e sua aposentadoria; considerações sobre a permanência no hospital de Alagoas e a mudança para Recife ainda na década de 1950; comentários sobre os médicos Francisca Estrela e José Ailton; seus casamentos e a ida para a Paraíba em 1991; os membros de sua família que também foram atingidos pela hanseníase; as amputações sofridas, a alta de medicação adequada e o uso de antibióticos e vitaminas como tratamento alternativo do depoente; o fracasso na carreira militar por ter sido denunciado por um amigo como portador de hanseníase; relatos de situações preconceituosas vividas por ser hanseniano; opiniões sobre as
atuais propagandas de esclarecimento da hanseníase.

Fita 1 – Lado B
Sobre os três filhos adotivos e a atual companheira; sua opinião a respeito da mudança do nome da doença e comentários sobre a vida cotidiana na Colônia Getúlio Vargas.

Arnaldo Sobrinho de Moraes

Sumário
Fita 1 – Lado A
Sobre o local do nascimento em Cruz do Espírito Santo, na Paraíba, a mudança para Bayeux, em 1928, aos três meses de vida, e o trabalho familiar na agricultura; o trabalho na padaria durante a adolescência, a entrada no serviço militar, em 1946, e a alfabetização neste período; a contratação, na função de cozinheiro, para trabalhar na Colônia Getúlio Vargas, em Bayeux, Paraíba, em 1949; o cotidiano da Colônia Getúlio Vargas durante a administração de Alberto Fernandes Cartacho por volta das décadas de 1950 e 1960 e comentários sobre os funcionários da colônia; a vida social dos internos da Colônia Getúlio Vargas que participavam das missas, cinema e festas; comentários sobre a separação que o Alberto Cartacho fazia entre os pacientes e as pessoas externas à colônia em decorrência do espanto que a hanseníase causava; os diretores que sucederam Alberto Fernandes Cartacho; a moradia em uma área da colônia e o cultivo de verduras.

Fita 1 – Lado B
Continuação dos comentários sobre a produção de alimentos e o fornecimento que fazia à Colônia Getúlio Vargas; a perseguição sofrida por esta prática durante o governo de Luís Braga?, em ??; comentários sobre a alimentação dos internos, no período da administração de Alberto Cartacho e a falta de verbas para a compra de alimentos após a saída deste; a decadência da colônia, segundo o depoente, pelas más administrações e o corte de verbas do governo; o diagnóstico negativo de contágio da hanseníase após trabalhar vinte anos na Colônia Getúlio Vargas e a perda do medo da doença; as funções que ocupou como cozinheiro, capitão de campo e administrador; considerações sobre os prédios já demolidos e explicações sobre a funcionalidade que cada pavilhão possuía; a estrutura existente na colônia como delegacia e prefeitura; sobre a criação dos nove filhos e a esposa; a aposentadoria como funcionário da colônia, em 1995; comentários sobre a desativação dos hospitais-colônias, a partir da década de 1980; considerações sobre a internação como um tratamento eficaz no combate à hanseníase e contra o aumento no número de novos casos; relato de pacientes que eram separados dos filhos; comparação entre a administração de Cartacho e os outros diretores da colônia Getúlio Vargas.

Artur Custódio Moreira de Souza

Sumário
Fita 1 – Lado A
Lembranças de seus pais e irmãos; as escolas onde estudou e o Curso Preparatório Martins, onde recebia bolsa de estudos; lembranças da infância e das oportunidades de educação que teve acesso quando jovem; os vários cursos de nível superior que ingressou e não concluiu tais como Comunicação, Serviço Social e Geologia, na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ); sobre o projeto “A hanseníase tem cura” lançado pelo depoente e os colegas de turma do curso de Comunicação da UERJ; a aprovação no curso de Meio Ambiente no Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET), no Rio de Janeiro; o primeiro contato com Bacurau [Francisco Augusto Vieira] e com o Movimento de Reintegração das pessoas Atingidas pela Hanseníase (MORHAN), em 1986; sua entrada na Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro em 1984 e seu encontro com o MORHAN e nascimento da IDEA (International Association For Dignity And Economic Advancement) da cidade de Petrópolis em 1994; sua transferência para a Secretaria Municipal de Saúde de Nova Iguaçu e a ida para o setor de hanseníase; a criação do MORHAN de Nova Iguaçu e seu conflito com pessoas ligadas ao Centro de Reestruturação da família (CERFA); algumas vitórias do MORHAN de Nova Iguaçu como, por exemplo, a correta designação da doença em uma novela de rede nacional; comentários sobre a sua participação no MORHAN nacional e relatos sobre a criação do mesmo em 1981; os núcleos do MORHAN distribuídos por todo o país e sua importância como movimento político de luta e mudança social; lembranças de seu relacionamento com Bacurau e as diferenças entre ambos.

Fita 1 – Lado B
A respeito da direção do MORHAN nacional ter passado de Bacurau para o entrevistado; a diversidade do MORHAN em diferentes regiões do país; o caráter militante que os voluntários do MORHAN possuem; relato sobre o processo de sua eleição para a direção do MORHAN nacional e sobre as resistências criadas a seu nome por não ser ex-hanseniano; o projeto de implementar a inclusão digital em todos os núcleos do MORHAN nacional; a importância do TeleHansen e a relação atual do movimento com os pacientes ; comentários sobre a hanseníase estar inserida nas resoluções do Conselho Nacional de Saúde e da Justiça.

Fita 2 – Lado A
A participação gratuita de atores como Ney Matogrosso, Ney Latorraca, Elke Maravilha, entre outros, em campanhas informativas elaboradas pelo MORHAN e sua importância; o aumento significativo do diagnóstico da hanseníase nos últimos anos; o apoio da Fundação Novartis da Suíça e do Brasil ao MORHAN e sobre seus militantes voluntários ou não; os convênios firmados com os governos estadual e federal; a relação do MORHAN com ONGs internacionais e a participação do depoente no Comitê de Ética da Fiocruz; as campanhas publicitárias elaboradas pelo MORHAN e, em especial, a estrelada pela atriz Regina Casé, que não foi considerada no seu objetivo eficiente na luta contra o preconceito que envolve a hanseníase; relatos do empenho do MORHAN no sentido de minimizar o estigma da hanseníase que vigora até os dias atuais; o prêmio concedido ao MORHAN pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), em 2004 e outros prêmios recebidos por alguns militantes como Antônio Borges; considerações sobre o momento positivo, no Ministério da Saúde, para a discussão de melhorias no tratamento contra a hanseníase no Brasil (2003).

Fita 2 – Lado B
Considerações sobre o dilema pessoal do entrevistado ao priorizar a vida profissional em detrimento da pessoal; a necessidade do MORHAN em buscar novas lideranças internas, fortalecer as antigas e apoiar os núcleos; a importância de se preservar a memória do movimento e de se coletar e registrar as histórias pessoais dos atores sociais que foram significativos nesta trajetória, nos mais variados aspectos, desde a criação do MORHAN; sobre o evento que moradores de colônias desativadas no país e a cerimônia organizada pelo MORHAN no teatro João Caetano, Rio de Janeiro, em 2005; observações sobre o significado do encontro de Francisco Augusto Vieira Nunes, o Bacurau com o Papa João Paulo II, na colônia de Marituba, no Pará, em 08/07/1980.

Benedito Vieira de Figueiredo

Sumário
Fita 1 - Lado A
Comentários sobre a infância em Cuiabá, Mato Grosso, e a profissão dos pais; a alfabetização e os colégios que frequentou; a influência do padrinho médico na escolha pela profissão; a vinda para o Rio de Janeiro em 1956, a entrada no curso pré-vestibular Galope e o início do curso de Medicina na Universidade Do Brasil, Rio de Janeiro, no mesmo ano; os lugares em que morou no período da graduação; a opção pela Universidade do Brasil devido aos baixos custos; comentários sobre a prova do vestibular e o grande número de candidatos às vagas do curso de Medicina; o professor Francisco Eduardo Rabelo, as aulas práticas no Pavilhão São Miguel, na Santa Casa de Misericórdia, e os primeiros contatos com a hanseníase; a opção na especialização em Dermatologia; a formação acadêmica em 1962 e a contratação como Auxiliar de Ensino em 1963; considerações sobre os motivos do retorno a Cuiabá, em 1966; o trabalho como médico no IAPI (Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Industriários) na Penha, Rio de Janeiro; a apresentação na Divisão Nacional da Lepra para trabalhar na Campanha Nacional contra a Lepra, em Cuiabá; o curso de treinamento com Nelson Vieira da Silva para a Campanha e o retorno a Cuiabá como funcionário público federal. O Dr.Benedito relatou a experiência de médico da Campanha Nacional de Lepra que recebia um jipe e um funcionário de nível elementar para contatar os casos, examinar seus comunicantes e identificar médicos e unidades de saúde que se interessassem no acompanhamento desses casos, em uma determinada região (forneceu fotos do jipe em viagem). Elaborava relatórios técnicos e de despesas e os encaminhava para a escritório da representação do Ministério da Saúde no estado, que enviava a Coordenação Nacional da Campanha, no Distrito Federal, RJ. Relatou que sempre exerceu a função de dermatologista na medicina privada, em Cuiabá, o que o obrigava a trabalhar nos finais de semana viajando na quinta-feira para o interior. Perguntado se havia alguma discussão desses relatórios com as secretarias estaduais de saúde, respondeu que não recebiam essa orientação, mas que eventualmente poderiam participar de algumas reuniões representando a Campanha nacional, se convidados.

Clóvis Lombardi

Sumário
Fita 1 – Lado A
Sua origem familiar e infância em São Paulo; formação escolar; motivações da escolha pela Medicina; o ingresso na Faculdade de Medicina da USP, em 1960 e as aulas de Anatomia; lembranças dos professores como Carlos da Silva Lacaz, Hildebrando Portugal e Luís Rei; a viagem exploratória ao estado do Amapá promovida pelo Centro Acadêmico Oswaldo Cruz daquela universidade, em 1962; observações sobre a conjuntura política na década de 1960; o estágio como cirurgião no Instituto de Gastroenterologia de São Paulo e a opção pela especialização em Dermatologia e Saúde Pública; a atuação política na década de 1960; as lembranças da colação de grau em 1965; o curso de Medicina Tropical, no Instituto de Medicina Tropical de São Paulo; o convite para trabalhar com auxiliar de ensino, no Departamento de Medicina Social, na Santa Casa de Misericórdia, em São Paulo, em 1967 e ida para a faculdade de Saúde Pública trabalhar na área de Dermatologia Sanitária com José Martins Barros, na década de 1970.

Fita 1 – Lado B
Comentários sobre o livro de Elio Gaspari “A ditadura derrotada” , o período da ditadura militar no Brasil e os amigos que saíram do país nos anos da repressão; sua ida para a Faculdade de Saúde Pública em 1971; o início da amizade com os hansenologistas Jair Ferreira e Sinésio Talhari; seu interesse pelas Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) entre 1972 e 1976; a ida para a Escola Paulista de Medicina, o contato com Abraão Rotberg e a atuação na área da hanseníase, ao mesmo tempo em que atuava na área das DST; as aulas proferidas como Professor Auxiliar na USP e na Faculdade de Saúde Pública; o contato definitivo com a hanseníase em 1980 e visita aos hospitais de hanseníase em São Paulo; o mestrado, defendido em 1978, e o doutorado defendido em 1983, na área de hanseníase; a publicação deste e sobre seu orientador José Martins de Barros; comentários sobre o trabalho na área da AIDS e certo abandono causado pela vaidade dos médicos que nela atuavam; a opção em trabalhar na área da hanseníase; o trabalho no Hospital dos Servidores do Estado de São Paulo e o contato com a Medicina do Trabalho, ente 1972 e 1983; o curto período, dois anos, em que manteve o consultório particular; a viagem à Europa para aprofundamento no tratamento da hanseníase e o projeto junto com a OMS (Organização Mundial de Saúde); o retorno ao Brasil e o trabalho como médico do trabalho no metrô de São Paulo; sua participação na campanha eleitoral de Orestes Quércia e a contribuição na área da saúde; a eleição de Quércia para governador de são Paulo, em 1986 e o convite recebido para o cargo de Coordenador do Programa de Hanseníase, na Secretária Estadual de Saúde; a introdução da poliquimioterapia no Brasil e a resistência de São Paulo em adotá-la como método de tratamento; comentários sobre a sorologia anti-hanseníase – PGL1 – trazida de Cuba, no período em que foi coordenador; a VIII Conferência Nacional de Saúde em 1986, a implantação do SUS (Sistema Único de Saúde) e o cargo de diretor do Instituto de Saúde de São Paulo; a transformação do Hospital Lauro de Souza Lima, antigo Sanatório Aymorés, em centro de referência no combate à hanseníase, em 1990; o surgimento do MORHAN (Movimento de Reintegração das Pessoas atingidas pela Hanseníase) e a transformação do Sanatório Padre Bento em hospital geral; o convite recebido por Carlyle Guerra de Macedo para se candidatar à OPAS e sua atuação como superintendente da SUCEN (Superintendência de Campanhas de Endemias).

Fita 2 – Lado A
Continuação do trabalho na SUCEN, em 1987; outras considerações sobre o convite da OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde) para trabalhar em Caracas, Venezuela, em 1990; as possíveis causas que impossibilitaram a eliminação da hanseníase no ano 2000; o quadro de saúde dos países frente à hanseníase, na década de 1990; a mudança de nome da doença de lepra para hanseníase; a implantação do plano de combate à hanseníase na América Latina, pela OPAS, com ênfase a capacitação dos gerentes, a investigação em sistemas e serviços de saúde e a melhoria dos sistemas de informação.

Fita 2 – Lado B
As estratégias para a eliminação da hanseníase e as campanhas realizadas nos países da América latina; discussão sobre a gradual perda de importância da hanseníase na Dermatologia, atualmente; os problemas nos tratamentos dado aos doentes e a possibilidade de vacinação; sua aposentadoria da OPAS, em fevereiro de 2004, após 14 anos de trabalho; lembranças dos países onde trabalhou.

Fita 3 – Lado A
Afirmação de sua opção e realização profissional no campo da hanseníase; o trabalho como consultor no Paraguai, que engloba outras doenças como tuberculose e AIDS; a tese de Livre Docência “Tendência secular da detecção da hanseníase no estado de São Paulo”; relato de uma visita profissional ao Vale do Rio Esmeralda, na Colômbia, e os casos de hanseníase; as dificuldades encontradas na OPAS; comentários sobre algumas de suas publicações e a desativação do Departamento de Profilaxia da Lepra de São Paulo, em 1983.

Cristiano Cláudio Torres

Sumário
Fita 1 – Lado A
Informações sobre o local de nascimento na Colônia da Prata, em Igarapé-Açu, Pará; comentários sobre os pais e irmãos, seu nascimento e a ida para a creche Santa Teresinha; o aparecimento dos primeiros sintomas de hanseníase, em 1944, aos cinco anos de idade e a internação na Colônia de Marituba; a transferência para a Colônia do Prata em 1945, aos seis anos, para encontrar os pais; o espanto ao ver, pela primeira vez, as deformações físicas dos pais e a inexistência de tratamento adequado na época; sobre Alfredo Brutz e a saída da colônia para a capital Belém com os pais, em 1948; a permanência dos irmãos saudáveis na creche; o trabalho na quitanda e a vinda dos irmãos para junto da família; os primeiros problemas decorrentes da doença aos 20 anos de idade, conseqüente do abandono do tratamento; a piora no estado de saúde do depoente aos 21 anos, a volta para Marituba com os pais e a revolta em retornar à colônia em 1960; comentários sobre a repressão sofrida na colônia e os embates com os diretores pelos direitos dos internos; relatos sobre os namoros, as medidas profiláticas para impedi-los e a briga com o diretor Chaves Rodrigues por causa de seu casamento; o casamento em 1967, apesar da proibição, e a sua prisão por oito dias; relato sobre a vida de casado na colônia; o falecimento do pai em 1966 e a ida para a casa da mãe; a visita do governador Jarbas Passarinho à colônia em 1964 e as circunstâncias da saída dos pais do pavilhão coletivo para uma casa individual; sua separação em 1974, após sete anos de casamento e o que a motivou; seu emprego como auxiliar de enfermagem; sobre o jornal clandestino Clarim elaborado por sua mãe e outros pacientes da colônia do Prata; sobre os temas que o jornal abordava como críticas às medidas profiláticas e disciplinares; as freiras que ajudavam a esconder o jornal, a relação da igreja católica com a doença e a presença da igreja nos leprosários; sobre Reinaldo Sá, diretor da colônia, que morreu de infarte após jogar bola com o depoente.

Fita 1 – Lado B
Sobre os dois times de futebol da colônia de Marituba e a criação do Nauas, seu time de futebol; comentários sobre o intercâmbio esportivo entre as colônias e as atividades culturais da colônia como teatro e grupos musicais e folclóricos; a vinda do governador Jarbas Passarinho à colônia, em 1964, a encenação da peça de teatro contestando a ditadura militar e a amizade com Passarinho; relatos sobre o carnaval na colônia e a rivalidade entre os dois blocos existentes; considerações sobre o isolamento compulsório; o início do uso de medicamentos como óleo de chaulmoogra e as reações; o tratamento quimioterápico com a sulfona e as dores decorrentes da doença; as primeiras deficiências na mão com o avanço da doença; sobre Marcelo Cândia e a prevenção de incapacidade; o seu engajamento na luta por melhoria na condição de vida dos pacientes; as entidades sociais ligadas ao combate da doença; o irmão Gedová e a Sociedade de Pobres e Cegos da Divina Providência; a respeito do loteamento de casas efetuado pelo governo, na década de 1970, na área onde estava situada a colônia; quando o depoente passa a pagar por serviços básicos, como o uso de água e energia elétrica; o fracasso do ônibus coletivo gratuito e a criação de uma linha de ônibus; sua ligação com o Partido dos Trabalhadores (PT) e o conflito com o prefeito do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) por falta de prestações de contas; o julgamento e o juiz comprados, segundo o depoente, pelo prefeito.

Fita 2 – Lado A
O outdoor acusando o prefeito de esconder o dinheiro do município; a defesa do depoente pelos advogados do PT; a união com o novo prefeito e a construção da Câmara Municipal dentro da colônia de Marituba; sobre a criação da Secretaria Municipal de Saúde e do Serviço Social; a fundação do Centro de Referência em hanseníase do município na Colônia e a proposta de mudança do nome da Colônia para bairro D. Aristides; sobre a visita do Papa João Paulo II ao leprosário em 1980 e a luta para preservação dessa igreja como lugar histórico; sua ligação com o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) e observações sobre seu início, fundadores, o primeiro encontro em São Bernardo do Campo, SP, e as diversas representações pelos estados; o estigma que ainda permanece; a mudança do nome do Morhan de Movimento de Reintegração do Hanseniano para Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase; a respeito do alto índice da doença no Pará; sua participação no Morhan e erudição sobre aspectos referentes à doença; a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) e dificuldade de implantar um sistema de saúde eficiente; sua eleição como Presidente do Conselho de Saúde; a bolsa de estudos concedida por Jarbas Passarinho para o término de seus estudos; o preconceito sofrido nas escolas por ter morado em uma colônia e a doação da bolsa para a filha saudável de um paciente; a criação de um curso supletivo com professores voluntários e a não conclusão desse curso por sua atuação no Morhan; sobre o livro que está escrevendo, o segundo casamento em 1980 e a criação de suas enteadas, como filhas legítimas, e seus netos; sobre sua amizade com Regina Barata, atual vereadora do PT; a morte de sua segunda mulher; o estudo da lei nº 4320 sobre orçamento público.

Fita 2 – Lado B
Continuação do comentário sobre o estudo da lei nº 4320 e sua relação com representantes do município de Marituba; a implementação da lei orgânica e a participação dos movimentos sociais dentro da Câmara Municipal; os 30 artigos que o depoente elaborou para a Câmara, tais como, a criação de cargos públicos para deficientes físicos; comentários sobre a funcionalidade do Conselho de Saúde do município de Marituba; a luta do depoente em superar traumas, preconceitos e marcas da doença, como um exemplo para as gerações futuras.

Diltor Vladimir Araújo Opromolla

Sumário
Fita 1 - Lado A
Sobre o local de seu nascimento, origem familiar e a separação dos pais; formação escolar e o emprego de office-boy no Tribunal Regional do Trabalho aos 15 anos de idade; sobre o curso Ditúlio?, o vestibular para a Universidade de São Paulo (USP) e o ingresso na Faculdade de Medicina de Sorocaba/PUC-SP em 1952; os professores da faculdade tais como Carlos Lacaz, Humberto Cerruti e Lauro de Souza Lima; o estágio no Hospital de Pirapitingui e lembranças das lições aprendidas na faculdade; sobre o médico José Mário Pernambuco e as reformas implementadas por ele no Sanatório Aimorés; a viagem de férias para Salvador e a sua graduação em 1957; o retorno para São Paulo, o estágio no Hospital das Clínicas e no Hospital do Câncer e a ida para Bauru em 1958 para trabalhar no Sanatório Aimorés; a respeito do isolamento compulsório, principalmente em São Paulo, e relatos sobre a Campanha Nacional contra a Lepra e a direção de Orestes Diniz no Serviço Nacional da Lepra, no final dos anos 1950; seu casamento em 1960; comentários sobre a estrutura do Sanatório Aimorés.

Fita 1 - Lado B
Sobre os doentes que exerciam suas profissões na colônia como médicos e dentista; a administração de Mário Pernambuco e iniciativas para acabar com o estigma dentro das colônias; comentários sobre os médicos que trabalharam no Sanatório Aimorés; o aparecimento da Sulfona no Brasil, em 1946, e a participação do depoente nas Comissões de Alta na década de 1960; a mudança de nome da Instituição de Sanatório Aimorés para Hospital Lauro de Souza Lima em 1973 e mais tarde, em 1989, para Instituto Lauro de Souza Lima; o convívio com Lauro de Souza Lima e as drogas experimentadas no combate à hanseníase, tais como Vadrini e Tiouréia; a apresentação de seu trabalho sobre Rifampicina no 8° International Congress of Leprosy, em 1963, no Rio de Janeiro, Brasil; a implementação do tratamento com DADDS (Diacetil-Diamina-Difenil-Sulfona) no Brasil e os primeiros casos de resistência aos medicamentos na década de 1970.

Fita 2 - Lado A
A poliquimioterapia nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul e as dosagens dos medicamentos; a satisfação do depoente com a mudança do nome da doença para hanseníase; os projetos de pesquisa desenvolvidos no Instituto como a inoculação do bacilo de Hansen; relatos da passagem do Instituto Lauro de Souza Lima no primeiro centro de referência na luta contra a hanseníase no país e a sua vasta biblioteca; lembranças de Abrahão Rotberg, Eduardo Rabelo e Rubem David Azulay na Jornada Dermatológica, evento realizado no início da década de 1970, em São Paulo; as reuniões do Serviço Nacional de Lepra com as entidades internacionais que interferiam em questões referentes à doença no Brasil; a divisão do Instituto na área social e na área do Hospital; a criação do Centro de Reabilitação no Instituto Lauro de Souza Lima, na década de 1960.

Fita 2 - Lado B
Continuação dos comentários sobre a organização e a formação do Centro de Reabilitação do Instituto Lauro de Souza Lima; relatos sobre as mortes de Reinaldo Quagliato e Lauro de Souza Lima; críticas à atuação de Luiz Marino Bechelli por não ter tido nenhuma iniciativa para combater a doença nas décadas de 1960 e 1970, quando ocupava o posto de perito da Organização Mundial de Saúde (OMS) em lepra; sobre o 10° International Leprosy Congress, em Bergen, Noruega, em 1973 e o debate de Abrahão Rotberg com Luiz Marino Bechelli por este não ter apoiado o projeto de Rotberg em mudar a designação da doença; a participação do depoente na reunião para elaboração da Portaria Ministerial nº 165 de 1976, junto com Abraão Rotberg, Carlos Lezer e Paulo Almeida Machado; os cursos oferecidos pelo Instituto Lauro de Souza Lima tais como o de Residência Médica de Dermatologia, os cursos de aprimoramento, o curso de Dermatopatologia, os cursos de prevenção de incapacidade e de reabilitação; comentários sobre os profissionais do Centro de Reabilitação; sobre os filhos, netos e informações sobre a vida pessoal; considerações sobre a nomeação do Instituto com o nome de Lauro de Souza Lima.

Fita 3 – Lado A
Sobre as reações físicas provocadas pela hanseníase e o início da utilização de medicamentos eficazes como a Talidomida e o Doriden?; a pesquisa realizada pelo depoente na qual empregava Talidomida para o tratamento da doença e a publicação desse trabalho no periódico “O Hospital”; o vasto acervo da biblioteca do Instituto Lauro de Souza Lima, herança do antigo Departamento Profilaxia de Lepra de São Paulo; sobre o consultório clínico que mantém até a sua morte em parceria com dois amigos dermatologistas; as dificuldades enfrentadas pelo Instituto Lauro de Souza Lima na década de 1980 e a importância deste no Brasil, sobretudo no que se refere a prevenção de incapacidades e cirurgias de reabilitação; comentários sobre o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (MORHAN), da Sociedade para a Reabilitação e Reintegração do Incapacitado (SORRI), de Francisco Augusto Vieira Nunes (Bacurau) e a importância de Thomas Ferran Frist; sobre o médico Frank Duerksen , a reinserção dos ex-pacientes na sociedade e a importância das cirurgias de reabilitação para isso.

Fita 3 – Lado B
Continuação dos comentários sobre o médico Franke os cursos de reabilitação ministrados por ele no Brasil e seu método de trabalho, como a realização de 30 cirurgias em uma semana no país, em 1974; a respeito das cirurgias reabilitadoras que passaram a ser feitas em diferentes regiões do Brasil.

Dora Martins Cypreste

Sumário
Fita 1 – Lado A
Informações sobre a infância na cidade de Cariacica, Espírito santo; os estudos nas escolas públicas, a opção pelo curso de Serviço Social e a entrada para a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em 1977; comentários da falta de informação sobre a hanseníase e o preventório Educandário Alzira Bley; a procura por emprego após a formação acadêmica em 1981 e as circunstâncias de sua contratação como Assistente Social para a Colônia Pedro Fontes, em 1982; as primeiras atividades no leprosário; relato da depoente quando tomou conhecimento da Portaria Ministerial nº 165 de 1976 e a mudança na sua atuação profissional em relação aos pacientes; sua participação como fundadora do núcleo estadual do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (MORHAN), no Espírito Santo, em 1982; as discussões e propostas para a 8ª Conferência Nacional de Saúde, em Brasília, em 1986; as políticas de distribuição de terras da colônia para os internos, com a elaboração do “Projeto de Redistribuição de Terras do Hospital Pedro Fontes”; a participação no Comitê Nacional de Estruturação das Colônias, em 1987/1997.

Fita 1 – Lado B
A experiência de trabalho no comitê em outros estados; comentários sobre a legalização das terras distribuídas aos pacientes; as festas realizadas na colônia como uma das iniciativas no sentido de desestigmatizar a hanseníase e diminuir o preconceito contra os ex-internos do Hospital Pedro Fontes; o 3º Congresso de Hansenologia De los Paises Endemicos, em Alicante, Espanha e o Congresso de Epidemiologia, em Cuba, ambos em 1990; sua nomeação como diretora do Hospital Pedro Fontes, o inquérito populacional para averiguar o número exato de pacientes que necessitavam de tratamento com a poliquimioterapia e a criação do ambulatório e de uma área geriátrica no Hospital Pedro Fontes, em 1990; sua ida para o Programa de Controle de Hanseníase Estadual, em 1994; o convite recebido de Elizabeth Madeira para trabalhar como diretora no Centro Regional de Especialidade (CRE) de Vitória, em 1995; o trabalho no Programa Estadual de São Paulo, em 1999, que tinha como objetivo a reestruturação dos hospitais-colônias e a assessoria no Hospital Francisco Ribeiro Arantes, em Itu, e no Hospital Arnaldo Pezu Cavalcante, em Mogi das Cruzes, ambos no estado de São Paulo; comentários sobre ex-internos que voltam a morar nas antigas colônias; a participação nas festas do Hospital Pedro Fontes e o reencontro com os pacientes; sobre as atividades atuais no MORHAN e opiniões sobre este movimento; considerações sobre a vida pessoal.

Fita 2 – Lado A
Comentários sobre os projetos assistencialistas aos portadores de hanseníase e sobre a eliminação da hanseníase no Brasil; o trabalho na Perícia Médica, no Espírito Santo; balanço final de sua trajetória profissional na área da hanseníase e a vida pessoal.

Euzenir Nunes Sarno

Sumário
Fita 1 - Lado A
Sua formação médica na Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública, em 1963 e a opção pela especialização em Anatomia Patológica; a vinda para o Rio de Janeiro, em 1967, o trabalho na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e a pesquisa com hepatite tipo B; os primeiros contatos com a lepra e a pesquisa em conjunto com Dr. Zambio Koop? sobre imunologia da lepra; início da carreira profissional na Fiocruz, em 1986; os projetos em poliquimioterapia e Sulfona com verba concedida pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP); as mudanças realizadas no Laboratório de Hanseníase da Fiocruz, com melhorias e modernização do espaço físico e a qualificação de seus profissionais e a relação da Fundação com a Organização Mundial de Saúde (OMS); comentários sobre sua tese de livre docência pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1971; motivos pela escolha em estudar lepra e lembranças da graduação; as razões de sua mudança de Salvador para São Paulo devido à ditadura militar da década de 1960; o convite recebido pela Divisão Nacional de Dermatologia Sanitária e contratação pelo então presidente Sérgio Arouca em 1986, para trabalhar na Fiocruz, e as primeiras resistências encontradas; o convite recebido por Paulo Gadelha para a vice-presidência de Pesquisas e Desenvolvimento Tecnológico, em 2002; o trabalho de orientação de teses e dissertações e as aulas no Instituição Oswaldo Cruz (IOC) de biologia celular e nuclear.

Fita 1 - Lado B
A satisfação em ser professora e sobre o ensino tradicional e suas limitações; a importância da participação em Congressos; aspectos diferenciados sobre o bacilo da lepra e as impossibilidades de seu cultivo em meio de cultura; a mudança do nome da doença de lepra para hanseníase e suas implicações.

Fabíola Aguiar Nunes

Sumário de assuntos
Fita 1 - Lado A
Comentários sobre a família, a formação do pai como médico sanitarista e sua atuação como Secretário Estadual de Saúde, da Bahia; comentários sobre os irmãos; formação escolar, o vestibular e o ingresso nas Faculdades de Farmacologia e de Medicina, em ??; a opção pela Medicina, em ??, e a especialização em Saúde Pública por influência de seu pai; o convite recebido para fazer o curso de Arquivo Médico na Costa Rica, em ??, no último ano da graduação em Medicina; o término do curso em ?? e a organização do arquivo médico do Hospital das Clínicas da Bahia, a realização deste trabalho e as resistências encontradas; a organização do curso de Extensão em Arquivo Médico, no Hospital das Clínicas, em ??; o mestrado em Saúde Pública na área de concentração em Administração em Serviços de Saúde, na Universidade da Califórnia, Los Angeles em ??; as disciplinas cursadas e as dificuldades encontradas.

Fita 1 - Lado B
Comentários sobre o trabalho realizado no Hospital das Clínicas no período político da ditadura no Brasil; o retorno ao Brasil, após o curso da Universidade da Califórnia e o trabalho como professora assistente no Departamento de Medicina Preventiva, da Universidade Federal da Bahia, em 1972; a rotina de trabalho neste período; a experiência profissional no Centro de Saúde de Cruz das Almas, em Recife, PE; a nomeação como vice-diretora do Hospital das Clínicas da Bahia, em 1974; o trabalho na Primeira Diretoria Regional de Saúde, da Secretaria Estadual de Saúde; a ida para o a Costa Rica, por intermédio do Programa de Planejamento Estratégico Centro América e Panamá (PASCAP), patrocinado pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), em 1980; as dificuldades enfrentadas nesse período. A colaboração com a política .....

Fita 2 - Lado A
O retorno da Costa Rica ao Brasil, em 1982, para trabalhar na assessoria dos hospitais do Ministério da Saúde; comentários sobre a vida pessoal, a eleição de Tancredo Neves à Presidência da República e as circunstâncias da nomeação de Carlos Santana, seu esposo, para a pasta do Ministério da Saúde, em 1985; sua nomeação para a Secretaria Nacional de Programas Especiais (SNEPS), em São Paulo, em 1985; algumas dificuldades enfrentadas e os programas de tratamento da hanseníase; relato sobre o aumento do número de pacientes de Aids no país e os primeiros programas de combate à esta doença.

Fita 2 - Lado B:
A VIII Conferência Nacional de Saúde, em 1986, e a falta de informação sobre a AIDS nos principais meios de comunicação; circunstâncias sobre o encontro com Maller, diretor da OMS, a orientação em relação à implantação da poliquimioterapia no Brasil e a convocação de uma reunião nacional para discutir o esquema terapêutico ser adotado; o embate com Aguinaldo Gonçalves sobre organização desta reunião; opiniões contrárias de alguns profissionais contra a poliquimioterapia, como Luiz Marino Bechelli; a saída de Carlos Santana, como Ministro da Saúde e a entrada de Roberto Campos; a demissão de Aguinaldo Gonçalves como diretor da Divisão Nacional de Dermatologia Sanitária e a entrada de Maria Leide W. de Oliveira, em 1986; a assessoria de Manoel Zuniga, para a implantação da poliquimioterapia e recordações das reuniões deste processo.

Fita 3 - Lado A
As discussões e articulações políticas por um sistema unificado de saúde; relato sobre episódios ocorridos na gestão de Carlos Santana no Ministério da Saúde; os problemas enfrentado pela falta de recursos para campanhas de esclarecimentos em saúde; os problemas de infecção hospitalar ocasionados pela falta de qualidade dos produtos de limpeza usados nos hospitais; relato sobre dificuldades encontradas na continuação de seu trabalho junto ao Ministro da Saúde, Roberto Santos, em 1987 e lembranças deste período.

Fita 3 - Lado B
Circunstâncias da sua ida para o Ministério da Educação (MEC) e o retorno à Universidade de Brasília (UnB), como professora de Administração em Serviço de Saúde; o trabalho na Secretaria Nacional de Educação Superior e algumas mudanças curriculares propostas para cada curso, como o estágio em Farmacologia; o convite para participar da comissão organizadora da Faculdade de Farmacologia na Universidade de Brasília; as dificuldades em continuidade do trabalho devido à saúde precária de seu marido; o convite para assumir a chefia da Coordenação Regional da Fiocruz, em Brasília; a realização do curso com prioridade para as questões legais e a saúde, voltado para promotores e juízes; o trabalho de conscientização sobre a febre amarela, realizado com alunos do ensino fundamental e médio, na cidade de Planaltina, Goiás; comentários sobre alguns projetos não realizados durante sua permanência na direção de órgãos públicos.

Francisca Estrela Dantas Maroja

Sumário de assuntos
Fita – Lado A
A trajetória escolar e a colação de grau em Medicina, pela Universidade Federal da Paraíba, em 1972; a opção pela Medicina durante o curso científico e pela especialização em Dermatologia, no terceiro ano da graduação; a ida para o Rio de Janeiro para fazer Residência Médica, no Hospital Central do IASEG (Instituto de Assistência dos Servidores do Estado da Guanabara), em 1973 e no Hospital do IASERJ (Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro), em 1975; o retorno à Paraíba para assumir a Coordenadoria do Programa de Hanseníase do Estado, em 1975; o trabalho cotidiano na direção da Colônia Getúlio Vargas, iniciado em 1976; comentários sobre o processo de abertura dos hospitais- colônias na década de 1980; lembrança de um dos pacientes daquela colônia, Frederico Massicano; a implantação da poliquimioterapia no estado da Paraíba, na década de 1990; as campanhas informativas realizadas pela Coordenadoria do Programa de Hanseníase do estado durante sua gestão; a resistência dos bacilos a alguns medicamentos; comentários sobre a mudança do nome da doença de lepra para hanseníase; opinião sobre o plano de eliminação da hanseníase até 2005 pela Organização Mundial da Saúde (OMS); comentários sobre os novos casos de doentes e os diagnósticos errados que aumentam as estatísticas; a satisfação em trabalhar como médica hansenologista.

Fuad Abílio Abdala

Sumário de assuntos
Fita 1 - Lado A
Lembranças dos pais, a infância na cidade de Pedregulho, Minas Gerais e a origem e o significado de seu nome; a vinda dos pais do Líbano para o Brasil e a permanência no país devido ao início da Primeira Guerra Mundial; lembrança dos irmãos, a confeitaria do pai, sua formação escolar e relato da infância tranquila e feliz; a aprovação no exame para ingresso na Aeronáutica; o diagnóstico da hanseníase e a denúncia sofrida por seu médico particular; relato sobre o aparecimento de possíveis sintomas e o tratamento com injeções de óleo de chaulmoogra; a viagem de trem para o Sanatório de Cocais e a despedida dos familiares e amigos que ficaram em Pedregulho, em 1935; observações sobre o médico Luiz Marino Bechelli; o possível diagnóstico equivocado de lepra; o início das lesões em 1945 e a cauterização sofrida no olho; relato sobre o cotidiano hospitalar em Cocais e o péssimo estado de saúde de seus internos; as cartas escritas por ele para as famílias dos pacientes que não eram alfabetizados; relato sobre as visitas e o preconceito sofrido por sua família; a falência econômica do pai e a ida da família para São Paulo; a ida para o Sanatório Padre Bento, em 1937, a inauguração do clube de esportes do sanatório e o trabalho neste clube; o aparecimento de medicamentos como a Sulfona (Promim); sobre o Sanatório Padre Bento e seu jardim perfumado; a socialização entre os pacientes e a instituição como um hospital de referência; a vinda de médicos argentinos para conhecer o Serviço Nacional de Lepra, em 1940; sobre o médico Francisco Sales Gomes; comentários sobre o paciente que cometeu suicídio quando soube que seria transferido para o Asilo-Colônia Santo Ângelo; o ambiente tranquilo que vigorava no Sanatório Padre Bento; as fugas do depoente do hospital; sua admiração pelo leprologista Lauro de Souza Lima e a construção de um pavilhão destinado exclusivamente à crianças, já que sua especialização na leprologia era na área infantil; sobre o primeiro teste realizado no país com o medicamento Promim idealizado por Lauro de Souza Lima, em 1945; o uso do Promim em alguns pacientes e seu efeitos positivos na respiração; o acordo com o laboratório farmacêutico Park Davis para conseguir Promim para todos os pacientes hansenianos; as reações provocadas pelo uso da sulfona tal como uremia; o caso do paciente tratado e curado com a sulfa e comentários sobre o exame da baciloscopia.

Fita 1 - Lado B
Sobre o início de uso de medicamentos como a sulfona (Promim) no Sanatório Padre Bento, em 1945; a alta obtida em 1948 após o uso do Promim; o falecimento do pai e a proibição de Francisco Sales Gomes em deixá-lo ir ao enterro; a ida para a casa dos irmãos, a piora na visão e a carta para o Instituto Penido Burnier, considerado um dos grandes centros de oftalmologia no país; a consulta no Instituto e a cirurgia que o fez recuperar a sua visão; o emprego no escritório de contabilidade; a nomeação de Lauro de Souza Lima como diretor geral do Sanatório Aymorés e o convite recebido por ele para trabalhar no Departamento de Profilaxia de Lepra em 1950; o trabalho de assistência social no Sanatório Padre Bento; sobre as recidivas da hanseníase em alguns pacientes que abandonaram o tratamento; o casamento em 1954, o nascimento da filha em 1959, os netos e a construção de sua casa; a demissão do Departamento de Profilaxia da Lepra por Joacir Moacir de Alcântara Madeira, por motivos políticos, em 1962; o trabalho como vendedor de livros e a perda da visão pela segunda vez; o exame de madureza, a reprovação em matemática e a aprovação no vestibular para o curso de Direito, na Universidade de São Paulo (USP), em 1975; sobre o Conselho Estadual de Educação que permitiu seu ingresso na USP e o início do curso em 1976, com o estudo através da audição; o trajeto para a faculdade, o término da graduação e a construção do seu escritório de advocacia na própria casa, em 1981; o transplante de córnea, a recuperação da visão, a rejeição da córnea sofrida após 12 anos de transplantado; a participação no Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (MORHAN), seus objetivos e opinião sobre a direção deste movimento; sobre a ideia da construção de um pensionato para os ex-internos do Sanatório Padre Bento com a ajuda do padre Francisco; o pedido do terreno à prefeitura em 1975, seu recebimento em nome das freiras do Sanatório Padre Bento, a nomeação do padre Francisco como bispo na Itália e sua morte.

Fita 2 - Lado A
Informações sobre a vida do Padre Bento dias Pacheco, a fundação do Sanatório Padre Bento e a equipe de médicos e o tratamento com o óleo de chaulmoogra; sua opinião contrária sobre a mudança do nome lepra para hanseníase; as discussões com Dr. Abraão Rotberg a favor da popularização do termo lepra; menção à discriminação sofrida pelo depoente na Secretaria da Saúde; sobre a filha Iraci e o genro; sobre a adoção de sete crianças, filhos de um amigo falecido; comentário sobre os estagiários de Direito, inclusive com deficiência visual, que teve em seu escritório e o período em que exerceu a advocacia; os possíveis casos de hanseníase na família e a demora do depoente em apresentar lesões cutâneas; opinião sobre as atuais medidas de controle da hanseníase, o leprologista Diltor Vladimir Araújo Opromolla e seu coquetel de medicamentos para combater a lepra tuberculoide; a necessidade de informar melhor a população sobre a doença; o uso do Lamprem pela primeira vez por seu amigo Pedro; o rompimento com a deputada estadual Conceição da Costa Neves, devido ao pequeno valor das pensões dos pacientes; a construção das enfermarias do Sanatório Padre Bento e ampliação do hospital implementada pelos próprios internos; o movimento para encampar as enfermarias da Caixa Beneficente; o atendimento no Hospital Padre Bento e a facilidade no tratamento para quem é hanseniano; a reforma de uma parte do hospital e o empréstimo das enfermarias do pensionato para alojar pacientes do hospital.

Fita 2 - Lado B
Sobre os moradores do pensionato; a necessidade de realizar o diagnóstico precoce da doença e ampliação do tratamento no Norte e no Nordeste; seu bom relacionamento com os juízes e seu trabalho como advogado dativo (advogados que defendem a causa de pessoas sem recursos financeiros); sua vida feliz e saudável, mesmo sendo ex-hanseniano.

Germano Traple

Sumário de assuntos
Fita 1 – Lado A
Relato sobre o treinamento em hanseníase realizado no Central Leprosy Teaching and Research Institute e no Hand and Reconstructive Surgery and Rehabilitation Unit, no início de 1980, na Índia; o curso e treinamento realizado na Louisiana, Estados Unidos, no Department of Health and Human Services, em 1985; o trabalho como Consultor da OMS e da OPAS em países como Chile, Cuba e Peru; sua atuação como assessor da Germany Leprosy and Tuberculosis Relief Association nos Estados do Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, entre 1977 e 1995; a passagem pelo Hospital Colônia Antônio Aleixo, em Manaus; a criação da Associação Paranaense de Hansenologia e a função da Liga Brasileira de Reabilitação em Hanseníase; a participação em congressos e sua importância; comentários sobre a demora na eliminação da doença no Brasil e a implantação da poliquimioterapia; as políticas de prevenção da hanseníase; o trabalho realizado para implantação do programa de prevenção e reabilitação em hanseníase no Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná, entre 1977 e 1992; os cursos ministrados em diferentes estados do Brasil e organizados pelas Secretarias Estaduais de Saúde; opinião sobre a mudança do nome da doença de ‘lepra’ para ‘hanseníase’ e a criação e atuação do Morhan; a importância em realizar a prevenção de incapacidades para poder possibilitar ao paciente uma vida normal.

Gerson Fernando Mendes Pereira

Sumário de assuntos
Fita 1 – Lado A
A origem familiar e infância em Teresina, Piauí; o vestibular para Administração de empresas, em 1975, para Odontologia, em 1976 e a opção pela Medicina, em 1977; o ingresso na UFPI; a conclusão da graduação em 1983 e a Residência Médica realizada no Hospital Lauro de Souza Lima, Bauru, São Paulo, em 1984; comentários sobre o trabalho neste hospital e o encontro com Diltor Vladimir Araújo Opromolla; lembranças das aulas de Dermatologia durante a graduação e o interesse suscitado a partir daí; a participação em três cursos de Reabilitação oferecidos pelo Hospital Lauro de Souza Lima; as circunstâncias de sua ida para a Coordenação de Dermatologia Sanitária, trabalhar como Chefe de Serviço de Programação e Normas Técnicas, no Ministério da Saúde, em Brasília, 1985; o primeiro Curso de Saúde Pública, da Universidade de Brasília; a resistência à implantação da poliquimioterapia no Brasil; comentários sobre a reunião de avaliação do programa de hanseníase, em Brasília, em 1985.

Fita 1 – Lado B
O Curso de Especialização em Epidemiologia de Hanseníase realizado na ENSP (Escola Nacional de Saúde Pública) da Fundação Oswaldo Cruz, 1988; a nomeação como Vice-Coordenador Nacional de Dermatologia, pelo Ministério da Saúde, no início dos anos noventa o mestrado em Epidemiologia realizado na Escola Paulista de Medicina, em 1996; o Curso de Dermatologia Tropical realizado em Manaus, em 1987; comentários sobre o trabalho na Campanha Nacional de Tuberculose, em 1988; as atividades profissionais subsequentes; observações sobre a relação entre as Coordenações Nacionais e Estaduais de hanseníase; o trabalho como Coordenador Nacional de Dermatologia Sanitária, de 1993 a 1995; comentários sobre a criação dos Comitês Técnico Científico, do Operacional e do Técnico Social, em 1986-1989, durante a gestão de Maria Leide W. de Oliveira na coordenação da Divisão Nacional de Dermatologia Sanitária; avaliação dos atuais Programas de Controle da Hanseníase.

Fita 2 – Lado A
Sua participação nos Congressos de Dermatologia e Hanseníase nacionais e internacionais e a importância destes em sua formação; sua participação em congressos nacionais e internacionais; o fórum Aliança Global para Eliminação da Hanseníase, organizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS); opinião sobre as razões do Brasil ter o segundo lugar em número de casos de hanseníase; a necessidade de informar sobre a gravidade da doença e seu tratamento; as mudanças ocorridas no tratamento aos doentes e índices de abandono do mesmo; opinião sobre a sociedade em relação ao doente de hanseníase; a criação e atuação do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (MORHAN) e as campanhas de esclarecimento veiculadas pelas emissoras de televisão.

Fita 2 – Lado B
Continuação dos comentários sobre a pouca divulgação das campanhas de esclarecimento pelo alto custo de sua transmissão na TV; a alternativa em realizar campanhas estaduais e radiofônicas com intuito de diminuir seu custo final; os quatro Centros de Referência da hanseníase no Brasil e seu funcionamento; o estigma da hanseníase, suas sequelas e a importância da designação.

Gerson de Oliveira Penna

Sumário de assuntos
Fita 1 – Lado A
A infância em Belém, Pará, e informações sobre a família; a ida para o Rio de Janeiro, onde iniciou os estudos em 1965; a volta ao Pará e o ingresso na Faculdade de Medicina, na UFPA, em 1984, e a opção pela Dermatologia; a ida para o Centro Regional de Saúde do Pará, para trabalhar como médico dermatologista, em 1985; a especialização em Dermatologia, em 1986, na UFPA, e o
encontro com Maria Leide W. de Oliveira; relato do episódio em que presidiu uma greve de estudantes contra o fechamento da Santa Casa de Misericórdia e o encontro com Fabíola de Aguiar Nunes, em 1979; as bolsas e os estágios conseguidos durante a graduação e as primeiras atividades profissionais; sua nomeação como supervisor nacional, na DNDS do Ministério da Saúde, em
1987, e seu trabalho no Projeto Nacional para Implantação da Poliquimioterapia no Brasil; o primeiro curso descentralizado de hanseníase realizado em Minas Gerais, em 1986.

Fita 1 – Lado B
A resistência dos médicos dermatologistas em relação à implantação da poliquimioterapia, mesmo esta sendo uma forma única de tratamento em todo o país; a mudança definitiva para Brasília, em 1987; a primeira avaliação do programa de Dermatologia feita pela Coordenação Nacional de Dermatologia Sanitária, em 1988, similar àquela realizada pela OMS na Índia; o momento e as circunstâncias que levaram a Dermatologia Sanitária a implantar o controle da aids; a nomeação de Pedro Chequer como residente do Cenepi do Ministério da Saúde, em 1993, e a nomeação do depoente como chefe adjunto do mesmo órgão.

Fita 2 – Lado A
A criação do Comitê Nacional Assessor em Epidemiologia, em 1993, e o trabalho como chefe adjunto do Cenepi, entre 1993 a 1995; lembranças sobre o período em que Alcenir Guerra era ministro da Saúde, em 1990; a reunião convocada pelo ex-ministro Adib D. Jatene com todos os exministros de Saúde para discutir a questão da alíquota da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e os financiamentos para a área da Saúde em 1995; outras observações sobre o ex-ministro Alcenir Guerra em relação à hanseníase; o retorno à Fundação Nacional de Saúde (Funasa), em 1996; o doutorado em Medicina Tropical, na UnB, em 2002; a recomendação da OMS sobre um esquema único para hanseníase, em 1998, proposta pelo depoente dez anos antes; a reestruturação do Ministério da Saúde em relação à Dermatologia Sanitária e o Programa Nacional de Controle da Hanseníase, dirigido por Rosa Castália.

Fita 2 – Lado B
Sua avaliação sobre a política de controle de hanseníase no governo iniciado em 2003, de Luis Inácio Lula da Silva; comentários sobre a possibilidade de a hanseníase ser tratada por médicos de outras especialidades e não apenas por dermatologistas; as metas de eliminação da hanseníase propostas pela OMS; a dificuldade em minimizar e eliminar o estigma social em relação à doença.

Fita 3 – Lado A
Continuação dos comentários sobre o estigma e o relato de um diagnóstico de hanseníase de uma médica do interior do Ceará, e o temor desta em relação à doença; comentários sobre a maior prevalência da doença em população de baixa renda e opinião a esse respeito.

Hortêncio Maciel

Sumário de assuntos
Fita 1 – Lado A
Menção à origem familiar, pais e irmãos; relato sobre o caso de um tio atingido pela hanseníase e o aparecimento de seus primeiros sintomas em 1941, aos 10 anos de idade; a busca por um diagnóstico preciso até chegar ao médico Leão Sampaio; testemunho contundente e emocionado sobre o período em que permaneceu isolado de sua família, quando ficou em uma residência próxima; reflexões sobre esses oito anos e a tristeza da mãe; narrativa sobre sua ida para a Colônia Getúlio Vargas em 1949, em um caminhão de lixo; o diagnóstico de hanseníase também para sua mãe; o tratamento com banhos e chás de aroeira e angico; a admiração pelos pássaros e menção ao período em que esteve muito próximo da morte.

Fita 1 – Lado B
Relato sobre a surpreendente melhora em seu estado de saúde, em 1957, e a licença de dez dias para visitar a família; os casos de preconceito pelos quais passou; relato de suas peraltices na infância e as brigas com a mãe nesse período; sua chegada à Colônia Getúlio Vargas e a descrição de aspectos cotidianos, como a relação dos pacientes com médicos e enfermeiros, os medicamentos utilizados e vida social; narrativa sobre o trabalho executado no gerenciamento da farmácia existente na Colônia e o cargo de enfermeiro que ocupou após 1957; o namoro com uma das internas da Colônia e o casamento em 1964; longa narrativa sobre os quatro filhos que foram levados, minutos após seu nascimento, para o Educandário Eunice Weaver, o preventório localizado próximo à Colônia, para que não tivessem contato com os pais; as visitas aos filhos e o contato mínimo e distanciado pelo parlatório; comentários sobre os médicos Francisca Estrela Dantas Maroja e Humberto Cartacho, diretores da Colônia Getúlio Vargas; menção à breve passagem pela Colônia Antônio Justa, no Ceará, entre 1961 e 1963, e sua atuação como enfermeiro; a volta para a Colônia Getúlio Vargas, na Paraíba, em 1964.

Fita 2 – Lado A
Sobre a sua aposentadoria; comentários sobre as Comissões de Alta que atuaram na Paraíba; as profissões que exerceu dentro e fora da Colônia, tais como enfermeiro, garçom, barbeiro e carcereiro; sobre as atividades culturais, a escola e o jornal Porvir, criado pelos internos da Colônia Getúlio Vargas; comentários a respeito dos diretores Humberto Cartacho e Elizabeth Soares de Oliveira; o
término da lei do isolamento compulsório para os doentes de hanseníase e a criação do Morhan, em 1981; sua saída da Colônia Getúlio Vargas no mesmo ano e a partida para a região do Alto de Mateus, na Paraíba; o estigma que envolve a doença e as deformidades causadas; a conclusão do ensino fundamental; comentários sobre o tratamento da hanseníase na atualidade e o caso de um sobrinho doente; o contrato com a SES/PB em 1983 e o retorno à Colônia Getúlio Vargas na condição de funcionário.

Fita 2 – Lado B
Sobre o período em que atuou como prefeito da Colônia; a prisão existente e o tempo em que foi carcereiro; relatos diversos sobre questões ligadas à hanseníase, como preconceito, estigma e tratamento; as cirurgias reparadoras pelas quais passou; as dificuldades vivenciadas pelos pacientes e ex-pacientes de hanseníase; a superação de obstáculos e a satisfação pela publicação de seu livro, em 2003, fruto da parceria com Clélia Albino Simpson de Miranda, enfermeira e professora da Universidade Federal da Paraíba.

Isabel Bezerra da Silva e Joaquim Ferreira dos Santos

Sumário de assuntos
Fita 1 – Lado A
Informações pessoais de Isabel, casos de hanseníase na família e a ida para a Colônia Getúlio Vargas, com a família, em 1945, aos 10 anos de idade; a morte da mãe no mesmo ano da internação e a ida dos irmãos sadios para o Educandário Eunice Weaver, preventório ligado à Colônia; comentários sobre a irmã mais velha, que saiu da Colônia para se casar com outro interno; lembranças da infância na Colônia e o medo das injeções de óleo de chaulmoogra; seu primeiro trabalho, como garçonete, no refeitório da Colônia; o noivo enfermeiro e o aprendizado em enfermagem; a fuga da Colônia com o noivo para morar em Recife, em 1969, e o retorno em 1975 em razão do agravamento do estado de saúde do marido; a morte deste em 1977 e o novo
casamento, no ano seguinte; comentários sobre a vida social da Colônia Getúlio Vargas; observações sobre o uso de medicamentos como Dapsona e Promim; considerações sobre a Igreja e as missas; as visitas aos irmãos internados no preventório; sobre os diretores Humberto Cartacho e Brito Ataíde e as modificações promovidas na estrutura da Colônia que ajudavam a diminuir o preconceito em relação à doença; comentários sobre os exames realizados pelas Comissões de Alta; a relação com a equipe médica e técnico-administrativa da Colônia e a convivência entre os pacientes; comentários sobre a relação com a sociedade e opiniões sobre o isolamento dos pacientes de hanseníase.

Fita 1 – Lado B
O contato, através de cartas, com os familiares; comentários sobre o preconceito em relação aos moradores da Colônia; as campanhas de esclarecimentos veiculadas para a população e o abandono do tratamento de muitos pacientes por causa da reação aos medicamentos; a mudança do nome da doença, de ‘lepra’ para ‘hanseníase’; comparações da Colônia na época de sua infância e a atualidade; possibilidades de mudanças para melhoria do atendimento médico; o segundo casamento, com Joaquim Ferreira dos Santos, também ex-paciente da Colônia; depoimento deste sobre sua família e os que padeciam de hanseníase; sua chegada à Colônia Getúlio Vargas em 1973, aos 30 anos de idade; lembranças do hospital e saudade da família.

Jair Ferreira

Sumário de assuntos
Fita 1 – Lado A
Lembrança da infância em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, e a origem familiar; formação escolar, a ida para Porto Alegre para finalizar o curso secundário no Colégio Júlio de Castilhos e para fazer o vestibular; a opção pela Medicina e a ditadura militar durante a graduação na UFRGS, entre 1965 e 1970; o interesse pela Dermatologia e a Residência Médica em Dermatologia Geral e
Hanseníase, em 1972; circunstâncias de sua ida para a Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul como médico de Saúde Pública e dermatologista, em 1971; a especialização em Saúde Pública, na Universidade de São Paulo, em 1973; o convênio entre a Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul e a FSESP, que selecionava profissionais para trabalhar em regime de dedicação
exclusiva; sua entrada nesse convênio na Dermatologia Sanitária, em 1974 e a criação do sistema de registro informatizado dos pacientes de hanseníase; a atuação como consultor de hanseníase de curto prazo da OPAS, em 1978; a eliminação da hanseníase no Rio Grande do Sul, em 1995; comentários sobre o doutorado, com tese defendida em 1999 na UFRGS.

Fita 1 – Lado B
O término do convênio entre a Secretaria Estadual de Saúde com a FSESP, em 1989; a aprovação no concurso público para professor auxiliar do Departamento de Medicina Social, na UFRGS, e a aposentadoria na Secretaria Estadual de Saúde, em 1996; o convite recebido, logo após, para assumir o cargo de coordenador do Programa de Aids, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre; relato sobre a realização das supervisões pela Comissão Nacional de Aids, do Ministério da Saúde, a partir de 1992; a implantação da poliquimioterapia no estado do Rio Grande do Sul; os trabalhos realizados no Hospital de Clínicas e a implantação do registro do câncer; avaliação sobre o interesse atual dos médicos pela Dermatologia; a participação em congressos internacionais de hanseníase e a mudança na denominação da doença, de ‘lepra’ para ‘hanseníase’.

Fita 2 – Lado A
Comentários sobre o alto número de casos de hanseníase ainda registrados no Brasil; alguns problemas encontrados e as medidas de combate à doença; comentários sobre a validade da proposta de diagnóstico, a partir do número de lesões encontradas no paciente em detrimento da realização de baciloscopia; os casos de reações pós-alta e de hanseníase virchowiana; o contato e a amizade com Marcos Virmond; o interesse de ambos pela música clássica; avaliação sobre a atuação de novos profissionais em saúde pública na atualidade; a necessidade de implantação de novos serviços de atendimento ao paciente.

Fita 2 – Lado B
Comentários gerais sobre a atuação governamental nos últimos anos na área de Saúde Pública e na Educação e seus reflexos na sociedade.

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