Mostrando 2 resultados

descrição arquivística
Maria Ângela Alcalde Torrencilla Política de saúde
Visualização de impressão Ver:

Depoimentos orais do projeto Memória e história da hanseníase no Brasil através de seus depoentes (1960-2000)

O projeto teve como objetivo registrar as memórias e vivências de profissionais de saúde e de ex-pacientes de hanseníase. Foram coletados 46 depoimentos de personagens que trabalharam com a hanseníase de diversas formas como, por exemplo, elaborando políticas de controle à doença, administração hospitalar, pesquisa básica, atendimento às populações atingidas etc., ou dos que padeceram com o diagnóstico positivo para a lepra/hanseníase e sua experiência com o adoecimento e o isolamento imposto como prática médica até as décadas de 1960 e 1970. Com estas entrevistas é possível recuperar aspectos como as estratégias de sobrevivência numa época de grande estigmatização da doença; as dificuldades com a pesquisa básica pelas particularidades morfológicas do bacilo de Hansen; os diferentes tipos de medicamentos utilizados para controle da doença; a formação acadêmica; o surgimento de associações como a SORRI e o MORHAN; os embates entre a cosmética e a dermatologia sanitária, dentre vários outros aspectos relevantes.

Maria Ângela Alcalde Torrencilla

Sumário de assuntos
Fita 1 – Lado A
Lembranças da Espanha e da família; sobre a morte do pai, em 1940, em decorrência da Guerra Civil Espanhola (1936-1939); a decisão de ser missionária aos 18 anos e a entrada para a congregação das Franciscanas Missionárias de Maria, em 1948; a ida para Portugal em 1949 e o curso técnico em Enfermagem; a atuação como enfermeira e o primeiro contato com pacientes hansenianos em 1953; o trabalho efetivo com os doentes em 1966; comentários sobre o surgimento de medicamentos como a Sulfona e a Rifampicina e os doentes que se tornaram auxiliares de enfermagem; a vinda para o Brasil em 1971 e a melhora na situação social dos doentes, após a atuação das irmãs na Colônia Antônio Aleixo, em Manaus; a implantação do Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral) naquela colônia; seu ingresso na faculdade de Enfermagem; a imposição, aos doentes, de ter que sair da Colônia na década de 1970, e a formação de um asilo para acolher os que a deixaram; o leprosário Casa Amarela e sua transformação em dispensário; o curso de sanitarista pela Fiocruz; as missões nas aldeias amazônicas e a entrega de medicamentos a esses doentes; sobre a equipe múltipla como médicos, bioquímicos, enfermeiros e assistentes sociais; o início da poliquimioterapia na região amazônica, em 1982, com a ajuda do Conselho Mundial de Saúde, da Congregação Mariana e da Ong Associação Alemã de Assistência aos Hansenianos e Tuberculosos (DAHW).

Fita 1 – Lado B
Continuação dos comentários sobre a introdução da poliquimioterapia em Manaus; observações sobre a disseminação dessa prática por todo o Brasil; comentários sobre Maria Leide Oliveira e Fabíola Aguiar Nunes e o trabalho em parceria com o Ministério da Saúde; considerações sobre o crescimento da Colônia Antônio Aleixo e sua transformação em bairro praticamente igual aos
demais; sobre Abraão Rotberg e a mudança do nome ‘lepra’ para ‘hanseníase’; a questão da reinserção social do paciente e a opinião sobre não separar o paciente da sociedade; os cuidados tomados para não contrair a doença e a ótima relação com as médicas da região amazônica, onde trabalha.