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Sebastião Patrocínio

Entrevista realizada por Fernando Dumas, Nara Brito e Wanda Hamilton, nos dias 10 e 18 de novembro de 1986.
Sumário
Fita 1 - Lado A
A interrupção dos estudos; o trabalho no setor de envasamento de vacinas e soros fabricados no IOC; referência ao professor Genésio Pacheco, produtor do soro gangrenoso; o depoente mostra à equipe uma relação dos soros e vacinas fabricados pelo IOC;
sobre as palestras ministradas aos estudantes que visitavam o IOC; o depoente mostra à equipe fotografias antigas de funcionários do IOC; lembrança das fortes chuvas ocorridas no Rio de Janeiro em 1966 e a encomenda de vacina anti tifo pelo Ministério da Saúde; relatórios elaborados sobre a produção de vacinas; referência a Moacir de Andrade, seu antigo superior hierárquico; a passagem pelo Instituto Adolpho Lutz e a volta ao IOC; a atuação no Hospital de Engenho de Dentro e a aposentadoria em 1980;
o ritmo de trabalho no IOC em decorrência das fortes chuvas de 1966; referência à visita do Marechal Castelo Branco ao IOC, em 1967; a prova prestada ao DASP para Laboratório; comentário sobre o aprendizado com Álvaro Pinto Pinheiro e Alexandre Amaral;
comentário sobre o trabalho e o processo geral de envasamento de vacinas; os testes das vacinas para detectar contaminação; outras atividades que desenvolveu no IOC, como a sangria de animais.

Fita 1 - Lado B
Referência a seu lado religioso; a relação com Adolpho e Berta Lutz; alusão a seu tio Joaquim Venâncio que buscava animais para experiências de Adolpho Lutz; breve descrição da área de entorno de Manguinhos; origem familiar, referência a fazenda de Carlos Chagas em Minas Gerais; sobre os membros de sua família; a respeito da formação educacional dos filhos.

Fita 2 - Lado A
Alusão ao valor de sua aposentadoria; sobre a mobilização para melhorias salariais no IOC e seu não engajamento em partidos políticos; breve comentário sobre Getúlio Vargas; referência a alguns colegas de trabalho que teve no IOC e a relação entre os técnicos e cientistas; alusão às festas natalinas no IOC; sua relação com Francisco de Paula Rocha Lagoa.

Fita 2 - Lado B
Sobre o trabalho de seu pai como administrador de fazenda; sobre o falecimento de sua mãe; comentário sobre as relações hierárquicas no IOC; sobre sua vida escolar e as oportunidades do ensino na sua época; a formação religiosa.

Fita 3 - Lado A
O temperamento tímido com as mulheres e a relação com os filhos; início de suas atividades no IOC; comentário sobre a enchente de 1966 e a consequente intensificação do trabalho no setor de envasamento; sobre sua atuação na chefia do setor de envasamento, a reestruturação do setor e as alterações técnicas processadas neste período; menção às vacinas produzidas no IOC desde a chefia de Álvaro Pinto Ribeiro.

Fita 3 - Lado B
Menção às vacinas produzidas no IOC; a breve passagem pelo laboratório de química; referência a diversos funcionários que passaram pelo setor de envasamento; sobre as máquinas usadas no setor; a relação com os diretores do IOC; sua substituição na chefia do setor de envasamento em 1968.

Fita 4 - Lado A
Sobre a transferência para trabalhar no Hospital de Engenho de Dentro e a atuação no Laboratório de Patologia.

Anfilófio de Araújo

Entrevista realizada por Nisia Trindade, nos dias 13 e 26 de janeiro de 1987.

Sumário
Fita 1 – Lado A
Apresentação do depoente Anfilófio de Araújo, nascido em 23 de março de 1914, no Rio de Janeiro; primeiro contato com a questão das favelas em 1932, aos 18 anos, quando trabalhou na campanha de febre amarela nos Morros do Salgueiro, Querosene e Borel; a total falta de saneamento básico nas favelas e a precária estrutura no interior das residências, como falta de luz; proibição da chegada de ambulância, materiais para obras e construção ou serviços de entrega; a respeito da visão do favelado como um clandestino; a respeito da elevada quantidade de pessoas que habitavam a mesma casa; o trabalho na campanha da febre amarela desempenhado por seu pai e como foi colocado na mesma atividade por ele; o reconhecimento político de que gozava seu pai na época; sobre as medidas de destruição de casas e depósitos que fossem encontrados com focos do mosquito, medidarígidas adotadas pelo governo da época e que eram mal quistos pela população os trabalhadores da campanha da febre amarela; como contrariava tais medidas buscando fazer um trabalho educativo de mostrar qual era o problema e como evitá-lo; a saída da campanha da febre amarela e o início do trabalho contra outra epidemia em São Fidélis, São Gonçalo; após ser rebaixado na atividade desempenhada na campanha, passou a trabalhar na companhia de eletricidade Light, onde permaneceu por sete anos; o ingresso em 1944, na campanha contra a malária e o trabalho em Santos SP, onde ensinou o serviço de campo e teve problemas com o médico encarregado, sendo transferido para o Forte de Itaipu, no município de São Vicente.

Fita 1 – Lado B
Problemas causados pelo sargento que comandava o local onde residiu e os entraves com dr. Mário Pinotti; como respondeu a inquérito administrativo quando foi suspenso e afastado pelo inquérito estar em desacordo com o estatuto; o término da suspensão e a transferência para trabalhar no Rio de Janeiro, com carta de apresentação de José Linhares; comentários sobre o período em que sua esposa contraiu tuberculose e faleceu rapidamente, bem como cinco dos seus 11 filhos; o trabalho em Vigário Geral, cobrindo a área de Parada de Lucas, Penha e Vicente de Carvalho; como operava a fiscalização das casas e conta de uma confusão ligada à fiscalização que o colocou como guarda chefe, neste período era subordinado ao dr. Guilherme da Silva.

Fita 2 – Lado A
A promoção para chefe em 1948, por trabalhos prestados; entrada do dr. Francisco Porto, o novo médico responsável na repartição onde trabalhava; a respeito de perseguições e mudanças exigidas por dr. Francisco Porto e sua transferência para Jacarepaguá, devido a decisões políticas; sua transferência com a ajuda de Luthero Vargas, quando passou a atuar em São Bento, na cidade dos meninos em uma fábrica de inseticida; a perseguição política foi exercida pelo Dr. Mário Pinotti, pois o depoente expôs atos ilícitos em sua administração; a punição sofrida e a reversão de sua situação com a ajuda de Luthero Vargas que intercedeu por ele junto ao Presidente da República e com isso passou a gerenciar metade de um distrito; a aposentadoria aos 39 anos de serviço; sua opção política em ser getulista e o pai que apoiava Washington Luís que fazia parte da velha guarda; o pai chegou a ser capitão da guarda nacional; lembranças sobre sua infância, a condição financeira do pai e a ida a Portugal com sua família em visita a sua avó paterna.

Fita 2 – Lado B
Comentários sobre a separação de seus pais, a ida para a região da Saúde e a mudança para morar com o pai em Niterói; a frequência escolar até os 14 anos, o trabalho em armazém, botequim e mais tarde a colocação na área da saúde pública por intermédio de seu pai; o casamento aos 18 anos e os 11 filhos; conta com detalhes quando e como conheceu sua falecida esposa em Niterói e o apoio do sogro para custear seu casamento; sua entrada para o PTB por ser na época o partido dos trabalhadores; a prisão no período do Estado Novo, quando trabalhava na Light, por ter lutado pelas leis trabalhistas; a exploração sofrida pelos funcionários da companhia, seu acidente de trabalho e a forma ilícita como a Light agiu; a recusa para não pagar seus direitos trabalhistas e a perseguição sofrida por fazer campanha presidencial para José Américo de Almeida; ajuda que recebeu de colegas de trabalho da Light no período em que esteve doente.

Fita 3 – Lado A
O período em que foi trabalhar no programa da malária na Ilha do Governador; comenta sobre problemas que teve com o chefe da campanha de malária por conta de assuntos pessoais e sua transferência para Parada de Lucas; processo de prisão preventiva arquitetado pela Light, a prisão durante 40 dias e a liberdade conseguida graças a um juiz; devido a este processo, ficou devedor da justiça por dois anos, pelo tempo que ficou preso e longe do emprego, foi demitido; passou a trabalhar como guarda chefe na malária; a participação de José Américo de Almeida em sua entrada para o PTB. Sobre o período em que foi morar na favela de Parada de Lucas em 1953 e as reuniões com os moradores para melhorar as condições precárias de moradia; o encontro com o vereador Mourão Filho para interceder e ajudar na questão da iluminação da favela.

Fita 3 – Lado B
O pedido à Marinha para utilizar sua água para abastecimento aos moradores da favela de Parada de Lucas quando era guarda chefe da malária em Vigário Geral; promessa do candidato a deputado Rubens Cardoso em atender as reivindicações feitas pelos moradores da favela; a ampliação do sistema de água que só foi possível devido a doação de canos de abastecimento por Rubens Cardoso; a respeito da forma como os candidatos apareciam na favela em épocas de eleição procurando por apoio; as reivindicações dos moradores e o apoio de Amintas Maurício de Oliveira, morador e amigo próximo; criação da associação de moradores União Protetora dos Moradores de Lucas e Adjacências, cujo nome posteriormente foi alterado para União dos Moradores de Lucas e Adjacências; o período em que foi presidente da associação de moradores e o vice-presidente, Amintas Maurício de Oliveira; a sede da associação montada em um campo na favela e os leilões realizados para arrecadar fundos para sua construção.

Fita 4 – Lado A
Os conflitos com Jardelina Bastos, secretária de Dom Hélder que desejava ocupar uma parte do campo onde seria a sede da associação; a compra de barraco na favela de Parada de Lucas, área que serviria para construção da associação de moradores; o apoio a Sérgio Magalhães nas primeiras eleições após a capital federal ser transferida para Brasília; reunião convocada por Carlos Lacerda com líderes das favelas após vencer as eleições para governador do Estado da Guanabara em 1960, para entender as necessidades das favelas; comentários sobre os conjuntos habitacionais construídos em Cidade de Deus, Cidade Alta, Vila Kennedy e Vila Aliança para abrigar os moradores das favelas removidas da cidade; criação de comitê de favelas feito por Carlos Lacerda.

Fita 4 – Lado B
Contato com Flexa Ribeiro candidato à governador da Guanabara e as demandas da favela, o envio de material para obras e melhorias dentro da favela; a ida do depoente para São Paulo para participar de um comício com intuito de lançar Carlos Lacerda como candidato a Presidente da República;a eleição para governador da Guanabara, em 1965, e a vitória de Negrão de Lima, que concorria com Flexa Ribeiro, o que prejudicou a continuidade das obras de melhorias na favela; as acusações de comunismo por parte de grupos que também exerciam ações na favela de Parada de Lucas impediam a continuidade de melhorias; o processo de remoção de favelas de Brás de Pina promovido por Dom Hélder Câmara para construção de indústrias.

Fita 5 – Lado A
O momento em que foi detido no ano de 1951; a reunião agendada com Dom Hélder Câmara para tentar conseguir que as reivindicações da favela fossem atendidas; denúncias de que Dom Hélder Câmara era comunista; a herança que recebeu em 1957, de sua falecida esposa, e o bar que adquiriu localizado próximo a sua residência; comentários sobre uma compra de autofalantes para auxiliar a comunidade; crítica aos funcionários públicos quando estava em atividade.

Fita 5 – Lado B
As ações de serviço social realizadas na favela em 1959, pelo SESC, e coordenadas por Dom Helder Câmara; em contrapartida, as salas de aula e os consultórios eram oferecidos pela favela; posteriormente a obra social se tornou um depósito de doações para a comunidade; a interferência de Jardelina, secretária de Dom Helder, e o proveito indevido a partir de obras e bens para a comunidade, para o povo; a proteção de Dom Hélder a respeito das acusações imputadas a Jardelina; interferências da cruzada São Sebastião, organização que buscava construir conjuntos habitacionais e acabar com as favelas, o que ocasionava em intervenções da cruzada em ações sociais da comunidade; comenta que em função de defender ações ligadas ao bem estar e conforto do povo em geral, sempre foi acusado de comunista sem nunca ter sido membro do Partido Comunista; comentários sobre as interferências e problemas causados aos movimentos para melhorias na comunidade por conta das acusações falsas que sofreram; comentários a respeito da corrupção que acomete pessoas que deveriam prestar auxílio ao povo.

Fita 6 – Lado A
Ajuda do professor Lúcio Alves, diretor da União Nacional dos Servidores Públicos (UNSP), no período em que esteve preso; comenta que sempre foi perseguido por lutar pelos direitos da comunidade; sobre as bicas de água que inaugurou em outras comunidades, em Vigário Geral; a parada em suas atividades sociais após o início da ditadura militar, pois já imaginava que seria preso caso tentasse exercer algum ato que fosse considerado político; o cerco ao seu barraco e o convite para se apresentar na delegacia no mesmo momento em que seu amigo e parceiro Amintas Maurício de Oliveirafoi preso;a prisão pela polícia municipal de ambos que foram levados pelo DOPS para a polícia central comandada à época por Cecílio Boré; a permanência na prisão por três dias e a transferência para a Casa de Detenção na Rua Frei Caneca; a prisão por 29 dias até ser convocado para depor e questionado sobre suas atividades políticas; a casa da família foi invadida pelo DOPS e vários objetos roubados; no interrogatório sofrido noDOPShouve perguntas sobre livros que tinha em casa a respeito dos direitos dos trabalhadores, que eram considerados subversivos e sobre as acusações de comunismo.

Fita 6 – Lado B
Comenta sobre as conquistas dentro da favela de Parada de Lucas e a união da comunidade para trabalhar em prol da mesma, promovendo limpeza e melhorias; foi presidente da associação de moradores por oito anos e sócio fundador da Federação das Associações de Favelas do Estado da Guanabara (FAFEG) em 1963, que começou na favela do Catumbi; afirma que todos os moradores de favela no estado eram visto como marginais, que não era possível nem mesmo tirar o título de eleitor por conta do endereço; comenta sobre os direitos e os apoios adquiridos através da Federação das Associações de Favelas do Rio de Janeiro (FAFERJ); fala sobre a chegada do Movimento de Rearmamento Moral, movimento de ideologia de centro ligado ao protestantismo norte americano, para executar serviços comunitários na comunidade antes de 1964.

Mécia Maria de Oliveira

Entrevista realizada por Ruth Martins, no dia 23 de fevereiro de 1987, a respeito de Walter Oswaldo Cruz e sua produção científica.
Sumário:
Fita 1 - Lado A
A ida para estagiar no Laboratório de Hematologia e a seleção feita por Walter Oswaldo Cruz entre os candidatos; breve referência aos estudos feitos por Walter Oswaldo Cruz sobre anemia parasitológica; novos comentários sobre o tipo de seleção feita por Walter Oswaldo Cruz para escolher seus estagiários e lembrança de como foi seu teste; a rotina junto a outros estagiários no Laboratório de Hematologia; referência a Academia do Terceiro Mundo, com sede na Itália; sobre um dos estudos desenvolvidos por Walter Oswaldo Cruz que foi premiado; sobre o trabalho de pesquisa que desenvolve atualmente; os seminários realizados durante seu estágio com Walter Oswaldo Cruz; sobre a administração de Rocha Lagoa.

Fita 1 - Lado B
A destituição de Walter Oswaldo Cruz da chefia do laboratório; as qualidades necessárias a um cientista; a relação de Walter Oswaldo Cruz com seu trabalho; o processo de elaboração de um trabalho científico e sua divulgação; referência a Sílvia Oswaldo Cruz; o processo de trabalho da equipe de Walter Oswaldo Cruz; a atuação de Walter Oswaldo Cruz na área de Hematologia; a dificuldade de se publicar novos trabalhos em revistas científicas; a liderança exercida por Walter Oswaldo Cruz entre os cientistas.

Fita 2 - Lado A
Reflete sobre importância e prestígio da Academia Brasileira de Ciências antigamente.

Uma Ciência Tupiniquim?

Relata a história da ciência no Brasil através de depoimentos de cientistas das mais diversas áreas do conhecimento humano. Traz ainda entrevistas com populares que permitem uma observação sobre o imaginário social da ciência.

Chagas nos Rios Negro e Branco

Segunda parte do Projeto Revisitando a Amazônia de Carlos Chagas: da borracha à biodiversidade, o qual refaz a expedição científica de Carlos Chagas à Amazônia, de 1912, tendo como objetivo fazer uma comparação entre as condições de vida e de saúde da região, no início do século e hoje. Refaz o mesmo trajeto realizado por Carlos Chagas nos rios Negro e Branco. Entrevistando moradores das comunidades ribeirinhas, vilas e cidades e profissionais de saúde, os pesquisadores procuraram verificar as atuais condições sanitárias do médio Amazonas. Intercalando trechos do relatório da expedição de Chagas com a voz dos pesquisadores, tem-se um panorama da situação médico sanitária da Amazônia.

Hianhekhetti - Sabedoria Baniwa

Em Tunuí Cachoeira, rio Içana, lideranças indígenas avaliam 20 anos de luta dos povos Baniwa e Coripaco. O que conquistaram e as mudanças que ocorreram na sua cultura. O momento atual exige reflexão para a retomada do movimento indígena rionegrino. Em março de 2011 a Assembléia Geral Baniwa e Coripaco debatem as políticas públicas para a saúde e a educação e projetam uma nova estratégia política para o futuro do movimento.

Expedição aos Portos Marítimos e Fluviais do Brasil pela DGSP

  • BR RJCOC OC-COR-PES-04
  • Dossiê
  • 28/09/1905-04/02/1906
  • Parte de Oswaldo Cruz

Este conjunto de correspondência representa um minucioso e praticamente único relato da viagem, uma vez que cartas são quase diárias e, além de registrar impressões sobre as condições de saúde reinantes nas cidades visitadas e sobre sua arquitetura e topografia, o titular tece comentários a respeito dos hábitos e costumes reinantes, seus modos de vestir e falar, observando atentamente o comportamento de personagens que ia conhecendo de porto em porto, fossem autoridades, membros das elites locais ou gente simples do povo.

Combate à Malária durante a Construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré

  • BR RJCOC OC-COR-PES-06
  • Dossiê
  • 25/06/1910-24/07/1911
  • Parte de Oswaldo Cruz

Cartas enviadas à esposa referentes aos períodos em que esteve em expedição para combater a malária na região onde se construía a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, e que dizimava os trabalhadores, tendo nesta ocasião sido convidado pelo governador do Pará a organizar o serviço de saneamento daquele estado onde grassava a febre amarela. De lá seguiria para Dresden, na Alemanha, afim de representar o Instituto de Manguinhos no Pavilhão Brasileiro montado na Exposição de Higiene e Demografia. Desta feita o estande brasileiro referia-se à descoberta da doença de Chagas, que trouxe grande repercussão para a instituição no exterior, e que mais uma vez concederia o primeiro prêmio ao Brasil. Esta última viagem foi feita em companhia da filha mais velha, Elisa. Ambos empreenderam uma longa excursão que incluiu França, Itália e Espanha. Este conjunto de cartas traz uma importante descrição das condições naturais, consideradas exóticas para os cientistas habituados às paisagens mais amenas do Sudeste, com destaque ao documento em que se refere ao pássaro conhecido como Uirapurú. Em Santarém (PA) e Porto Velho (RO), descreve as péssimas condições de vida e de saúde da população, ressaltando que nesta última cidade a mortalidade infantil é absoluta, não havendo nenhum indivíduo nativo, todos vêm de fora. Em outro documento revela sua grande preocupação com a família ao saber da eclosão da Revolta da Chibata e que foram disparados três tiros na cidade. Há um breve período em que a correspondência refere-se à viagem realizada pela esposa do titular a Belo Horizonte, onde sua irmã, casada com Ezequiel Dias, estava prestes a dar à luz.

Cartas de Elisa e de seu marido, Joaquim Vidal, enviadas ao titular após sua volta ao Brasil em 1915

  • BR RJCOC OC-COR-PES-12
  • Dossiê
  • 10/01-26/06/1915
  • Parte de Oswaldo Cruz

Cartas de sua filha Elisa e de seu marido Joaquim Vidal, enviadas ao titular após sua volta ao Brasil, quando foi obrigado a deixar a família na Europa por temer uma viagem de navio no período turbulento da Primeira Guerra Mundial e teve que reassumir suas funções em Manguinhos. Dá notícias de todos os familiares, dos cursos de inglês que ela e a mãe faziam, da vida cultural da cidade e da especialização em oftalmologia que, por influência do titular, seu marido está fazendo.

Correspondência com Francisco Fajardo

  • BR RJCOC OC-COR-CI-10
  • Dossiê
  • 10/01/1901-16/02/1902
  • Parte de Oswaldo Cruz

Sobre pesquisas com inoculações de soro antipestoso, como também em relação a acidentes decorridos desta aplicação.

Correspondência com o cientista Henrique da Rocha Lima

  • BR RJCOC OC-COR-CI-11
  • Dossiê
  • 08/04/1901-20/01/1915
  • Parte de Oswaldo Cruz

Percorrendo praticamente todo o período em que o titular esteve à frente de Manguinhos, com concentração nos períodos de 1901-1902, 1905-1907, 1910 e 1915. O primeiro período refere-se ao momento em que, após ter realizado estudos em Manguinhos, Henrique da Rocha Lima seguiu para a Alemanha no intuito de estudar bacteriologia no Instituo de Higiene de Berlim, sob a orientação de Martin Ficker, recebendo notícias do titular sobre as pesquisas feitas em Manguinhos sobre a malária, peste bubônica, raiva, filariose, além de informar-lhe sobre a eclosão da pesta bubônica no Rio de Janeiro e sobre a oposição feita ao Instituto. Em dezembro de 1902, após a exoneração do barão de Pedro Affonso da direção do Instituto Soroterápico, o titular, pretendendo ampliar os fins do instituto, convida-o a chefiar os estudos sobre as doenças tropicais, ao mesmo tempo em que lhe pede sua coleção de culturas, e que passe no Instituto Pasteur de Paris e traga amostras da cultura de difteria para iniciar o preparo do soro antidiftérico. O segundo momento descreve os estudos feitos pelo missivista e por Alcides Godoy sobre o carbúnculo sintomático, ou peste da manqueira, que atingia o gado bovino. Os dois cientistas vão para Juiz de Fora para realizar a soro-vacinação anticarbunculosa nos bezerros que, após esta experiência, passaria a fazer parte da pauta de produção de Manguinhos. Em meados de 1906, Henrique da Rocha Lima embarca novamente para a Alemanha, passando antes em Londres, onde procurou o taxonomista Frederick V. Theobald no Museu de História Natural, e em Paris, onde esteve no Instituto Pasteur e ficou surpreso com o culto à personalidade de Pasteur que ali se fazia. Por um breve período permanece no Instituto de Higiene de Berlim, mas logo vai para Munique especializar-se em anatomia patológica com Hermann Duerck, onde poderá também estudar a febre amarela e coletar material para estudo e ensino em Manguinhos. Neste período os dois cientistas trocam informações e respeito das experiências e rotinas que vivenciam em seus respectivos institutos, além de comentar a vida cultural em Munique e Berlim, e acontecimentos como a tramitação do projeto de reformulação de Manguinhos no Senado e a morte do cientista Francisco Fajardo, após ter tomado o soro antipestoso. Em 1907 a correspondência versa essencialmente sobre a participação de Manguinhos no XIV Congresso e na Exposição de Higiene e Demografia de Berlim, onde os trabalhos apresentados foram: "Epidemiologia da peste no Rio" por Figueiredo de Vasconcellos; "Evolução do halterídio do pombo-espirulose das galinhas" por Henrique Aragão; "Contribuição ao estudo químico do bacilo da tuberculose" por Cardoso Fontes; "Mosquitos transmissores do impaludismo no Brasil" e "Profilaxia do impaludismo" por Carlos Chagas e Arthur Neiva e "Profilaxia da febre amarela no Rio de Janeiro" por Oswaldo Cruz. Após a premiação neste evento, há um hiato na correspondência, retornando apenas em 1909, quando o titular informa a seu missivista sobre a nova doença descoberta por Carlos Chagas, que viria a se chamar doença de Chagas ou tripanossomíase americana, cujo relato sairia no segundo número das Memórias do Instituto Oswaldo Cruz. Na mesma carta, o titular o parabeniza por ter sido convidado por Hermann Duerck a permanecer no Instituto de Patologia de Munique.

Correspondência com Paul-Louis Simond e Émile Marchoux

  • BR RJCOC OC-COR-CI-15
  • Dossiê
  • 02/11/1902-03/07/1903
  • Parte de Oswaldo Cruz

Cientistas da Missão Pasteur, sobre a presença de mosquitos vetores da febre amarela em Petrópolis. Em anexo, relatório sobre a campanha de erradicação da febre amarela no Rio de Janeiro.

A Tribo que se Esconde do Homem

Realizado na década de 1960, este documentário mostra o esforço dos irmãos Villas Bôas com a ajuda de índios de diferentes etnias, para contatar os índios isolados Panará, conhecidos como Kreen-Akarore. A abertura de uma estrada, perto do território Kreen-Akarore, ameaça sua sobrevivência. Na opinião dos sertanistas, a melhor opção para estes índios é levá-los para o Parque do Xingu antes que a estrada chegue, trazendo todos os males da nossa civilização.

Ficha Técnica

Direção: Adrian Cowell
Produção: ATV
Co-produção: Cláudio e Orlando Villas Boas
Câmeras: Chris Menges / Jesco von Puttkamer / Richard Stanley / Charles Stewart/ Ernest Vincze
Som: Gareth Haywood / Bruce White / Mike Billing
Edição: Adrian Cowell / Keith Miller
Produtor Associado: ATV
Editor de Fotografia: Adrian Cowell
Distribuição no Brasil: Pontifícia Universidade Católica de Goiás/ Família Orlando Villas Bôas

Equipe de Restauração 2008:
Produção: Stella Oswaldo Cruz Penido
Imagem: Joana Collier
Som: Aurélio Dias/ Maria Byington
Transcrição de som: CTAV/ SAV/ MinCDiretor: Adrian Cowel

Na Trilha dos Uru Eu Wau Wau (The Search for the Kidnappers)

Mostra o primeiro contato com os índios Uru Eu Wau Wau, pressionados pelo desenvolvimento em Rondônia que atraía cada vez mais lavradores do sul do país para o estado. Impulsionados a penetrarem na floresta, os colonos se aproximavam cada vez mais desta tribo.

Nesta conjuntura, o rapto de uma criança branca pelos Uru Eu Wau Wau aumenta o rancor dos colonizadores contra os índios, vistos como uma barreira ao desenvolvimento. Paralelamente, a Funai organiza uma expedição para contatá-los, com o objetivo de protegê-los do avanço dos brancos sobre seu território

Ficha Técnica

Direção: Adrian Cowell / Vicente Rios
Produção: Central Independent Television
Co-produção: Universidade Católica de Goiás
Câmeras: Vicente Rios / Auro Luz
Som: Nélio Rios / Albert Bailly / Godfrey Kirly / Vanderlei de Castro / Clive Pendry / Stephen Bray
Adaptação para versão brasileira: Verbo Filmes
Distribuição no Brasil: Pontifícia Universidade Católica de Goiás

O Destino dos Uru Eu Wau Wau

Três décadas depois de "Na Trilha dos Uru Eu Wau Wau", Adrian Cowell reencontra alguns dos personagens deste filme. Descobrimos que o líder Tari, que raptou a criança branca em "Na Trilha dos Uru Eu Wau Wau" teve sua própria irmã raptada por brancos quando tinha seis anos. O filme proporciona um encontro inesperado entre irmãos indígenas e nos mostra como os Uru Eu Wau Wau puderam lidar com as transformações em seu mundo ao longo dessas décadas.

Cartão

Referente ao Congresso Internacional de Higiene realizado durante a Exposição Universal de Paris de 1878.

Correspondência entre Oswaldo Cruz e o Barão de Pedro Affonso

Documentos referentes à rotina da produção de medicamentos e das atividades de pesquisa no Instituto Soroterápico Federal em seus primórdios e que permitem também acompanhar o surgimento do conflito interno que culminaria com o afastamento do barão de Pedro Affonso da direção do instituto e a nomeação de Oswaldo Cruz para o seu lugar.

Jaime Araújo Oliveira

Entrevista realizada por Nara Britto, Rose Goldschmidt e Wanda Hamilton, no dia 28 de abril de 1987, para um projeto sobre a Administração de Sérgio Arouca na Fiocruz.
Sumário:
Fita 1 - Lado A
Sobre a criação do PESES (Programa de Estudos Socioeconômicos em Saúde); o perfil do sanitarista tradicional em oposição ao novo sanitarista; os projetos desenvolvidos pelos PESES e referência ao PEPE; a crise da Associação Médica Previdenciária na década de 1960 e a consequente incorporação das Ciências Sociais na formação do novo sanitarista; referência à sua entrada no PESES, através de concurso; sobre cursos de especialização oferecidos pela ENSP, com ênfase em Medicina Social; referência a instituições no país que promovem cursos de especialização na área de Medicina Social; sobre personalidades que se destacaram na Medicina Social com alusão a Sônia Fleury; a carência de técnicos que reformulem o sistema de saúde e previdência social.

Fita 1 - Lado B
A criação de cursos de especialização de administração em saúde pública, com referência a Fundação Getúlio Vargas; sobre a “Reunião de Alma ata”, realizada pela OMS, em 1982, e as propostas da Organização para os sistemas de saúde; alusão à OPS, órgão da OMS para a América Latina; a influência das propostas internacionais para a reforma do sistema de saúde na América Latina; referência aos conflitos que norteiam a política de saúde no Brasil; sua participação em encontro promovido pela OPS para discutir a organização dos sistemas de saúde na América Latina; referência a Ernani Braga, ex-diretor da ENSP; sobre os cursos da OMS levados aos diversos estados, as resistências encontradas e clientela; as resistências da esquerda às propostas do sistema de saúde do país; a VIII Conferência Nacional de Saúde e a posição tomada pela esquerda; sobre a existência de movimentos de reforma em outros setores além da saúde.

Fita 2 - Lado A
Sobre a importância da VIII Conferência Nacional de Saúde, seus resultados e os setores sociais que dela participaram; a crise financeira da Previdência Social, em 1981; a criação do CONASP, em 1982, e o plano de Ações Integradas de Saúde; referência a Aloísio Sales, seu papel na direção do CONASP (Conselho Consultivo de Administração de Saúde Previdenciária) e a extinção do órgão; o CONASP e suas propostas para a crise da Previdência Social; a VIII Conferência Nacional de Saúde e a tentativa de implementação das Ações Integradas de Saúde; referência à relação de Sérgio Arouca com o 'Partido Sanitário'; breve comentário sobre o status do Ministério da Saúde frente aos demais.

Fita 2 - Lado B
O papel da VIII Conferência Nacional de Saúde no fortalecimento da proposta do Sistema Único de Saúde; sobre a 'Reforma Sanitária Italiana'; referência à criação da Comissão Nacional de Reforma Sanitária; comentário sobre a dificuldade de viabilizar a reforma sanitária no país; comparação entre o Brasil e a Itália no que se refere a reforma sanitária; sobre a entidade 'Grupo Internacional de Economia Política da Saúde' com destaque para a participação brasileira; comentário sobre a incapacidade dos partidos políticos brasileiros refletirem sobre a reforma sanitária; o projeto de reforma sanitária que se desenvolvia na década de 1980; as discussões, na América Latina, em torno da saúde, com referência à OPS (Organização Pan-Americana da Saúde) e algumas personalidades que se destacaram; alusão às Ações Integradas de Saúde e a participação da sociedade civil; sobre a política de saúde dos anos 1980 e as tendências estatizantes e privatizantes.

Fita 3 - Lado A
Sobre a atual política de saúde; a compra de tecnologia para a área da saúde e a questão da administração hospitalar; a prevalência de pesquisas operacionais na área da saúde nos anos 1980.

Gerson Lago

Entrevista realizada por Marcos Chor Maio para o Projeto “Associativismo Médico no Rio de Janeiro”; trata de temas como associações médicas e conselhos profissionais de medicina, a valorização dos médicos ao longo do tempo, o contexto político dos anos 1950 e Getulio Vargas.

Arqueologia Brasileira

As pesquisas arqueológicas no Brasil abordada a partir de depoimentos de arqueólogos brasileiros e as novas teorias da chegada do homem a América, os principais sítios arqueológicos brasileiros, os Sambaquis, as técnicas de escavações e a participação de arqueólogos mirins nas atividades em sítios arqueológicos.

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