Item 22 - Hortêncio Maciel

Área de identificação

Código de referência

BR RJCOC 05-06-01-01-01-06-22

Título

Hortêncio Maciel

Data(s)

  • 2003 (Produção)

nível de descrição

Item

Dimensão e suporte

Documentos sonoros: 2 fitas cassete e 2 CD's (1h50min; cópia digital)

Área de contextualização

Nome do produtor

História arquivística

Entrevista realizada por Laurinda Rosa Maciel, em Bayeux (PB), no dia 04 de agosto de 2003.

Procedência

Área de conteúdo e estrutura

Âmbito e conteúdo

Sumário de assuntos
Fita 1 – Lado A
Menção à origem familiar, pais e irmãos; relato sobre o caso de um tio atingido pela hanseníase e o aparecimento de seus primeiros sintomas em 1941, aos 10 anos de idade; a busca por um diagnóstico preciso até chegar ao médico Leão Sampaio; testemunho contundente e emocionado sobre o período em que permaneceu isolado de sua família, quando ficou em uma residência próxima; reflexões sobre esses oito anos e a tristeza da mãe; narrativa sobre sua ida para a Colônia Getúlio Vargas em 1949, em um caminhão de lixo; o diagnóstico de hanseníase também para sua mãe; o tratamento com banhos e chás de aroeira e angico; a admiração pelos pássaros e menção ao período em que esteve muito próximo da morte.

Fita 1 – Lado B
Relato sobre a surpreendente melhora em seu estado de saúde, em 1957, e a licença de dez dias para visitar a família; os casos de preconceito pelos quais passou; relato de suas peraltices na infância e as brigas com a mãe nesse período; sua chegada à Colônia Getúlio Vargas e a descrição de aspectos cotidianos, como a relação dos pacientes com médicos e enfermeiros, os medicamentos utilizados e vida social; narrativa sobre o trabalho executado no gerenciamento da farmácia existente na Colônia e o cargo de enfermeiro que ocupou após 1957; o namoro com uma das internas da Colônia e o casamento em 1964; longa narrativa sobre os quatro filhos que foram levados, minutos após seu nascimento, para o Educandário Eunice Weaver, o preventório localizado próximo à Colônia, para que não tivessem contato com os pais; as visitas aos filhos e o contato mínimo e distanciado pelo parlatório; comentários sobre os médicos Francisca Estrela Dantas Maroja e Humberto Cartacho, diretores da Colônia Getúlio Vargas; menção à breve passagem pela Colônia Antônio Justa, no Ceará, entre 1961 e 1963, e sua atuação como enfermeiro; a volta para a Colônia Getúlio Vargas, na Paraíba, em 1964.

Fita 2 – Lado A
Sobre a sua aposentadoria; comentários sobre as Comissões de Alta que atuaram na Paraíba; as profissões que exerceu dentro e fora da Colônia, tais como enfermeiro, garçom, barbeiro e carcereiro; sobre as atividades culturais, a escola e o jornal Porvir, criado pelos internos da Colônia Getúlio Vargas; comentários a respeito dos diretores Humberto Cartacho e Elizabeth Soares de Oliveira; o
término da lei do isolamento compulsório para os doentes de hanseníase e a criação do Morhan, em 1981; sua saída da Colônia Getúlio Vargas no mesmo ano e a partida para a região do Alto de Mateus, na Paraíba; o estigma que envolve a doença e as deformidades causadas; a conclusão do ensino fundamental; comentários sobre o tratamento da hanseníase na atualidade e o caso de um sobrinho doente; o contrato com a SES/PB em 1983 e o retorno à Colônia Getúlio Vargas na condição de funcionário.

Fita 2 – Lado B
Sobre o período em que atuou como prefeito da Colônia; a prisão existente e o tempo em que foi carcereiro; relatos diversos sobre questões ligadas à hanseníase, como preconceito, estigma e tratamento; as cirurgias reparadoras pelas quais passou; as dificuldades vivenciadas pelos pacientes e ex-pacientes de hanseníase; a superação de obstáculos e a satisfação pela publicação de seu livro, em 2003, fruto da parceria com Clélia Albino Simpson de Miranda, enfermeira e professora da Universidade Federal da Paraíba.

Avaliação, selecção e eliminação

Ingressos adicionais

Sistema de arranjo

Transcrição integral e sumário de assuntos

Área de condições de acesso e uso

Condições de acesso

Sem restrição

Condições de reprodução

Sem restrição

Idioma do material

Forma de escrita do material

Notas ao idioma e script

Características físicas e requisitos técnicos

Instrumentos de pesquisa

Área de fontes relacionadas

Existência e localização de originais

Existência e localização de cópias

Unidades de descrição relacionadas

Descrições relacionadas

Nota de publicação

MACIEL, Laurinda Rosa. ‘Memórias e narrativas da lepra/hanseníase: uma reflexão sobre histórias de vida, experiências do adoecimento e políticas de saúde pública no Brasil do século XX’, In História Oral, v. 20, n. 1, p. 33-54, jan./jun. 2017.
Disponível em: <http://revista.historiaoral.org.br/index.php?journal=rho&page=article&op=view&path%5B%5D=696&path%5B%5D=pdf>

Área de notas

Nota

Resenha Biográfica
Hortêncio Ribeiro Maciel nasceu em 26 de março de 1931, em São João do Rio do Peixe, Paraíba. De sólida formação religiosa, a família sempre comemorava reunida todos os feriados do calendário cristão. Conviveu durante muitos anos com um tio doente de hanseníase e é provável que este tenha lhe transmitido a doença. Os primeiros sintomas apareceram em 1941, aos 10 anos, quando sua mãe percebeu manchas por seu corpo. O diagnóstico foi dado dias mais tarde pelo dr. Leão Sampaio, médico da região. Como não havia leprosário na Paraíba, Hortêncio viveu durante oito anos em um pequeno cômodo, que foi construído no quintal da residência da família, para que ficasse isolado. Em 1949 foi internado na Colônia Getúlio Vargas e começou seu tratamento. Durante todo o período em que esteve nessa instituição, desempenhou as mais variadas atividades no cotidiano hospitalar: foi o responsável pelo almoxarifado, enfermeiro,
carcereiro, barbeiro, garçom e prefeito, por exemplo. Em 1961 foi para a Colônia Antônio Justa, no Ceará, trabalhar como enfermeiro. De volta à Paraíba em 1964 e após ter tido alta, casou-se e assumiu a responsabilidade pelo funcionamento da
farmácia da Colônia Getúlio Vargas. Em 1981, saiu da Colônia e foi morar com a esposa na região de Alto do Mateus; cerca de dois anos mais tarde foi contratado pela Secretaria Estadual de Saúde da Paraíba e retornou à Colônia Getúlio Vargas para trabalhar como funcionário efetivo. Pertenceu ao Conselho de Saúde da Colônia Getúlio Vargas e foi membro atuante do Morhan. Escreveu o livro O amor à vida não me faltou – trajetória de um ex-doente de hanseníase (João Pessoa: Ed. Universitária, 2003) em parceria com Clélia Albino Simpson de Miranda, enfermeira e professora da Universidade Federal da Paraíba, no qual narrou sua trajetória de vida como paciente e ex-paciente de hanseníase. Aposentou-se pelo INSS em 1997 e residiu alguns anos em uma casa na área pertencente à Colônia Getúlio Vargas, até falecer em março de 2009.

Notação anterior

Pontos de acesso

Ponto de acesso - assunto

Ponto de acesso - local

Ponto de acesso - nome

Pontos de acesso de género

Área de controle da descrição

Identificador da instituição

Regras ou convenções utilizadas

Status da descrição

nível de detalhamento

Datas de criação, revisão, eliminação

Fontes utilizadas na descrição

Zona da incorporação

Entidades coletivas, pessoas ou famílias relacionadas

Géneros relacionados

Lugares relacionados