Item 12 - Haity Moussatché

Área de identificação

Código de referência

BR RJCOC 05-05-02-01-12

Título

Haity Moussatché

Data(s)

  • 1985 - 1986 (Produção)

nível de descrição

Item

Dimensão e suporte

Documentos sonoros: 6 fitas cassete e 6 CD's (6h; cópia digital)

Área de contextualização

Nome do produtor

História arquivística

Entrevista realizada por Arlindo Fábio Gomez de Souza, Luiz Fernando Ferreira, Paulo Gadelha, Cristina Tavares e Wanda Hamilton, na Fiocruz, nos dias 28 de novembro de 1985 e 17 de janeiro de 1986.

Procedência

Área de conteúdo e estrutura

Âmbito e conteúdo

Sumário
1ª Entrevista: fitas 1 a 3
Origem familiar; a influência das condições sanitárias do Rio de Janeiro sobre o fluxo migratório; o curso preparatório no Rio de Janeiro; a influência do professor César Salles na escolha dos estudos em biologia; a faculdade de medicina como instrumento para o estudo da biologia; o interesse pela parasitologia e os primeiros contatos com o IOC; o curso de fisiologia ministrado por Álvaro Osório de Almeida e a decisão de se dedicar à fisiologia; o pedido de Carlos Chagas para trabalhar no IOC; a inexistência de pesquisas em fisiologia no curso de medicina; o laboratório de fisiologia da Álvaro Osório de Almeida na rua Machado de Assis (RJ); a atuação como monitor de Álvaro Osório de Almeida na faculdade de medicina; os estudo de Miguel Osório de Almeida sobre o sinal de Babinsky; perfil dos irmãos Osório de Almeida; o convite de Carlos Chagas a Miguel Osório para instalar o Departamento de Fisiologia no IOC; o desinteresse pelos cursos da faculdade de medicina; a residência médica no Hospital Evandro Chagas; a opção pela fisiologia e o restrito mercado de trabalho; comentários sobre o atual ensino médico; a implantação do laboratório de fisiologia no IOC e as primeiras experiências desenvolvidas por Miguel Osório de Almeida; a saída de Miguel Osório de Almeida do IOC em 1921; o ingresso de Thales Martins no IOC; as pesquisas pioneiras em etologia desenvolvidas por Thales Martins; perfil de Thales Martins; a transferência de Thales Martins para São Paulo em 1934; a participação de Branca Osório de Almeida nos trabalhos do laboratório da rua Machado de Assis; a influência de seu pai e de César Salles na escolha da carreira profissional; o positivismo no Brasil; a precariedade instrumental do laboratório de fisiologia da rua Machado de Assis e do IOC; a habilidade técnica dos irmãos Osório de Almeida; o uso da matemática por Miguel Osório de Almeida em suas pesquisas; o trabalho com cultura de tecidos de febre amarela; o concurso para ingresso no IOC em 1941; as dificuldades de promoção no IOC; crítica aos comentários sobre a decadência de Manguinhos; comentários sobre a qualidade profissional de vários pesquisadores do IOC; a relação entre desenvolvimento socioeconômico e ciência; o movimento pela separação do IOC do Ministério da Saúde; crítica à qualidade dos produtos farmacêuticos produzidos pelo IOC; a participação na discussão sobre o uso da energia nuclear no Brasil; a evasão de pesquisadores do IOC em decorrência das cassações; a desvalorização social da ciência no Brasil; e relação entre desenvolvimento econômico em São Paulo na década de 30 e o florescimento científico; a falsa distinção entre ciência básica e aplicada; o papel da tecnologia no desenvolvimento da ciência; a luta no IOC pela liberdade de pesquisa.

2ª Entrevista: fitas 4 a 6
O laboratório de fisiologia do IOC como polo de atração da pesquisa básica; a pesquisa científica e o Instituto de Biofísica da Universidade do Brasil; os estudos realizados no laboratório de fisiologia do IOC por pesquisadores visitantes; o caso Arthur Moses no IOC; as disputas entre os pesquisadores na sucessão de Oswaldo Cruz; o perfil e gestão de Olympio da Fonseca no IOC; a luta pela modernização do IOC nas décadas de 40 e 50; a resistência de Henrique Aragão à criação de um conselho auxiliar para a direção do IOC; as diversas concepções no IOC quanto à orientação científica; a dificuldade de obtenção de recursos para a pesquisa básica no IOC; comentários sobre os motivos das cassações; os atuais contatos com o Ministério da Ciência e Tecnologia; a inexistência de investigação nas universidades; o retorno a Manguinhos e a reconstrução do laboratório de fisiologia; a conservação de material e equipamentos de seu laboratório feita por antigos auxiliares desde a cassação; a prisão de Fernando Ubatuba em 1968; os inquéritos policial-militar e administrativo no período pós-1964; as divergências político-ideológicas como explicação para a cassação dos pesquisadores em 1970; o papel de Rocha Lagoa no ato de cassação; a participação na criação da UnB; o exílio e o trabalho desenvolvido na Venezuela; o retorno ao Brasil e as expectativas de trabalho na FIOCRUZ; comentários sobre o atual desenvolvimento do Brasil; a necessidade de relações científicas internacionais para o desenvolvimento socioeconômico da humanidade.

Avaliação, selecção e eliminação

Ingressos adicionais

Sistema de arranjo

Transcrição integral e sumário

Área de condições de acesso e uso

Condições de acesso

Sem restrição

Condições de reprodução

Sem restrição

Idioma do material

Forma de escrita do material

Notas ao idioma e script

Características físicas e requisitos técnicos

Instrumentos de pesquisa

Área de fontes relacionadas

Existência e localização de originais

Existência e localização de cópias

Unidades de descrição relacionadas

Descrições relacionadas

Área de notas

Nota

Resenha biográfica
Nasceu em 21 de fevereiro de 1910, em Smirna (Turquia), filho de Isidoro Moussatché e Sarina Hazan, tendo imigrado com a família para o Brasil quando tinha três anos de idade. Em 1933 formou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro. No ano seguinte, ingressou no Instituto Oswaldo Cruz (IOC) como estagiário. Por não receber nenhum tipo de remuneração, em 1935 se transferiu para a unidade que a Fundação Rockefeller mantinha no campus de Manguinhos, destinada à produção de vacina contra a febre amarela. Dois anos depois, foi contratado como assistente técnico do IOC, onde também exerceu as funções de biologista e professor. Além disso, chefiou a Seção de Farmacodinâmica e Quimioterapia (1954-1956) e a Seção de Fisiologia (1959-1964). O interesse pela fisiologia surgiu durante o curso de medicina, a partir das aulas ministradas por Álvaro Osório de Almeida. No IOC, trabalhou com Miguel Osório de Almeida, desenvolvendo pesquisas sobre fisiologia e farmacologia comportamental, reação anafilática em animais de laboratório, propriedades farmacológicas de frações de venenos de serpentes, reatividade de músculos lisos e estriados, e produtos naturais originários de plantas. Em 1942 realizou estudos sobre predisposição a convulsões e à concentração de um fermento no cérebro, no Laboratório de Fisiologia do Instituto Biológico de São Paulo. Em 1948 defendeu tese de livre-docência intitulada "Ação do gás carbônico nas convulsões experimentais", na Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil. A convite de Darcy Ribeiro fez parte do grupo de trabalho que planejou a criação da Universidade de Brasília (1959-1960). Em 1970, com nove pesquisadores do IOC, teve seus direitos políticos suspensos e foi aposentado compulsoriamente pelos Atos Institucionais 5 e 10, episódio denominado "Massacre de Manguinhos". Em virtude disso, foi trabalhar na recém-criada Universidade Centro-Ocidental Lisandro Alvarado, de Barquisimeto (Venezuela). Nessa instituição, além de colaborar para o desenvolvimento das atividades de investigação cientifica, foi professor, chefe da Unidade de Pesquisa em Ciências Fisiológicas e presidente do Conselho de Pesquisas e Serviços. Ao retornar ao Brasil, no ano de 1985, foi convidado para reorganizar o Departamento de Fisiologia e Farmacodinâmica do IOC, uma vez que essas áreas de pesquisa estavam extintas desde a época da sua saída da instituição. Além de ter aceitado o convite, trouxe Tito Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti para auxiliá-lo nessa missão. Trabalhou vários meses sem remuneração até conseguir uma bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico. Em 1986 foi reintegrado ao quadro de funcionários da Fundação Oswaldo Cruz, e deu continuidade às atividades desenvolvidas no Departamento de Fisiologia e Farmacodinâmica. Foi membro da Sociedade de Biologia do Brasil (1941), da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (1948), da Sociedade Internacional de Toxicologia (1953) - todas na qualidade de fundador -, da Academia Brasileira de Ciências (1953), da Academia de Ciências de Nova York (1959), da Federação Mundial de Trabalhadores Científicos (1959), da Associação Venezuelana para o Progresso da Ciência (1974) e da Associação para Criação do Parlamento Mundial (1990). Morreu em 24 de julho de 1998, no Rio de Janeiro.

Notação anterior

Pontos de acesso

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Pontos de acesso de género

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Identificador da instituição

Regras ou convenções utilizadas

Status da descrição

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Idioma(s)

Escrita(s)

Fontes utilizadas na descrição

Zona da incorporação

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