Item 09 - Fernando Braga Ubatuba

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Código de referência

BR RJCOC 05-05-02-01-09

Título

Fernando Braga Ubatuba

Data(s)

  • 1986 (Produção)

nível de descrição

Item

Dimensão e suporte

Documentos sonoros: 4 fitas cassete e 4 CD's (4h; cópia digital)

Área de contextualização

Nome do produtor

História arquivística

Entrevista realizada por Rose Ingrid Goldschmidt e Wanda Hamilton, na Fiocruz, no dia 21 de novembro de 1986.

Procedência

Área de conteúdo e estrutura

Âmbito e conteúdo

Sumário: fitas 1 a 4
Origem familiar; a vocação inventiva e a projeção nacional da família; observações sobre a formação cultural brasileira; a vida escolar em Pelotas; observações sobre a Revolução russa de 1917 e sobre a utilização do método científico nas ciências humanas; a opção pela medicina; considerações sobre o desenvolvimento da ciência no mundo; o papel da mãe na formação intelectual; a transferência para a o Rio de Janeiro e o ingresso no curso pré-médico; a influência da ética protestante na vida profissional; a convivência com um tio oftalmologista; perfil profissional dos filhos; a influência exercida pelo IOC e por seus cientistas em toda a América Latina; a formação profissional na medicina norte-americana; a opção por uma visão de mundo materialista e seu significado moral e ético na vida e na ciência; a importância da tecnologia para o desenvolvimento científico; a importância de um maior contato com a literatura científica na formação dos pesquisadores; o caráter individual do trabalho em ciência; o vestibular prestado para a faculdade de medicina e o ingresso no IOC; o trabalho desenvolvido com Carlos Chagas Filho no estudo da cultura de protozoários; a função de professor catedrático da Escola Nacional de Veterinária; as tendências iniciais do desenvolvimento científico do IOC; impressões sobre o Curso de Aplicação do IOC; os estudos desenvolvidos por Humberto Cardoso com óleo de chalmoga; os serviços prestado pelo IOC no “esforço de guerra” e as dificuldades e subversão de seu status científico; o papel de Thales Martins no desenvolvimento do IOC e da endocrinologia brasileira; a proeminência do IOC sobre as instituições científicas de São Paulo na década de 1940; o perfil profissional de Thales Martins; comentários sobre os ciclos evolutivos das instituições de pesquisa; a importância da literatura científica e da organização bibliográfica para a ciência; crítica a Olympio da Fonseca.

Avaliação, selecção e eliminação

Ingressos adicionais

Sistema de arranjo

Transcrição e sumário

Área de condições de acesso e uso

Condições de acesso

Condições de reprodução

Idioma do material

Forma de escrita do material

Notas ao idioma e script

Características físicas e requisitos técnicos

Instrumentos de pesquisa

Área de fontes relacionadas

Existência e localização de originais

Existência e localização de cópias

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Área de notas

Nota

Resenha biográfica
Fernando Braga Ubatuba nasceu em 01 de novembro de 1917, em Pelotas, Rio Grande do Sul. Formou-se em medicina pela Universidade do Brasil, atual UFRJ, em 1942, obtendo doutorado em bioquímica na UFRRJ. Nesse mesmo ano, ingressou no Instituto Oswaldo Cruz (IOC) como químico-analista, sendo também designado para professor dos cursos do Instituto e chefe da seção de endocrinologia, cargo que ocupou até 1964. Lecionou também na Faculdade de Ciências Médicas da atual Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), na UFRJ, na Universidade Federal Fluminense (UFF) e em instituições particulares. Em 1951, foi nomeado professor catedrático da Escola Nacional de Veterinária, hoje UFRRJ, onde criou um núcleo de pesquisas em ciências fisiológicas. Especialista em hormônios, Fernando Ubatuba esteve na Suíça e Inglaterra, a fim de aprimorar seus conhecimentos nesse campo. De volta ao Brasil, montou um laboratório de padronização de hormônios no IOC e na Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro. Além disso, foi assessor no planejamento do laboratório central de controle de produtos veterinários da Secretaria de Defesa Sanitária da Agricultura. Membro da Academia Brasileira de Ciências, desenvolveu trabalhos pioneiros em bioquímica e fisiologia de insetos e em deficiências minerais em gado bovino, criando núcleos de pesquisadores nessas áreas. Em 1968, foi preso na UFRRJ, ficando 14 dias incomunicável no paiol de pólvora do Exército, em Paracambi. Depois foi liberado apenas para dar aulas, sendo levado sob escolta até a universidade.
Em 1970, Fernando Ubatuba teve seus direitos políticos cassados e foi aposentado compulsoriamente pelo Ato Institucional nº 5 (AI-5). Sua cassação desestruturou a divisão de Fisiologia e Farmacodinâmica de Manguinhos e levou sua mulher, Arlette Ubatuba, responsável pela produção de vacinas antibacterianas, a aposentar-se. Em 1971, foi para a Universidade Centro-Ocidental Lisandro Alvarado, de Barquisimeto, na Venezuela, onde instalou um centro de pesquisas em ciências fisiológicas. Em seguida, viajou para a Grã-Bretanha como pesquisador visitante do Instituto de Fisiologia Animal da Universidade de Cambridge. Trabalhou também como professor de farmacologia na Universidade de Edinburgh, na Escócia. Foi contratado, em 1974, como pesquisador sênior da Wellcome Research Laboratories, aposentando-se em 1980. Nessa instituição, teve participação ativa nos estudos que acabaram por conceder o prêmio Nobel de Medicina a John Vane, em 1982. Fernando Ubatuba retornou ao Brasil, em 1980, para colaborar na reformulação dos cursos e no desenvolvimento de pesquisas na Faculdade de Ciências da Universidade de Brasília (UnB), passando a coordenar o Departamento de Farmacologia e o Biotério Central. Em 1986, embora tenha sido reintegrado ao quadro de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Fernando Ubatuba optou por permanecer na UnB. Retornou ao Rio de Janeiro em 1990, como pesquisador visitante do CNPq no Departamento de Bioquímica da UFRJ. Afastou-se deste cargo em 1995, devido a problemas de saúde. Faleceu em 09 de março de 2003.

Notação anterior

Pontos de acesso

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Fontes utilizadas na descrição

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