Item 03 - Edmar de Oliveira

Área de identificação

Código de referência

BR RJCOC 05-06-01-01-01-07-03

Título

Edmar de Oliveira

Data(s)

  • 2000 (Produção)

nível de descrição

Item

Dimensão e suporte

Documentos sonoros: 3 fitas cassete e 3 CD's (2h15min; cópia digital)

Área de contextualização

Nome do produtor

História arquivística

Entrevista gravada por Anna Beatriz de Sá Almeida, Laurinda Rosa Maciel e Nathacha R. B. Reis, no Centro Psiquiátrico Pedro II, atual Instituto Municipal de Assistência à Saúde Nise da Silveira (Imas Nise), Rio de Janeiro, nos dias 24 e 31 de maio de 2000.

Procedência

Área de conteúdo e estrutura

Âmbito e conteúdo

Sumário de assuntos
Fita 1 – Lado A
Comentários sobre a importância do trabalho de história oral realizado com a pesquisa. A história de sua família, em Palmerais, Piauí; lembranças da infância, o trabalho do pai e o início de sua formação escolar. O curso ginasial no Colégio Americano Batista, em Terezina, Piauí; lembranças e casos, dificuldades e facilidades nos estudos. O ensino médio e a bolsa de estudos no Colégio Diocesano. Sua participação na fundação do jornal cultural Gamma; nomes de alguns colegas que participaram deste jornal como Arnaldo Albuquerque, Francisco Pereira e Paulo José Cunha.

Fita 2 – Lado A
A influência de Torquato Mendes em sua escolha pela área de Psiquiatria. A formação em medicina na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Piauí, em 1977; sua participação como presidente do diretório acadêmico e no jornal da faculdade. A vinda para o Rio de Janeiro para fazer a Residência Médica em Psiquiatria, na UERJ, em 1976. A dificuldade de conciliação de suas atividades neste período; a militância política e os grupos de estudo. O mestrado no Instituto de Medicina Social, da UERJ, em 1984, onde cumpriu todos os créditos, mas não defendeu a dissertação. Suas atividades profissionais, as clínicas particulares em Tanguá, Jacarepaguá e Vilar dos Teles, no Rio de Janeiro. Comentários sobre o professor Robalino Tobodeti. Sua entrada na Colônia Juliano Moreira (CJM) para realizar um censo entre os pacientes.

Fita 2 – Lado B
Continuação dos comentários sobre o censo e os recursos da Campanha Nacional de Saúde Mental. A criação do Hospital Jurandir Manfredini para tratar os doentes agudos e impedir novas internações na CJM. As circunstâncias da contratação dos estagiários que trabalharam no censo. A população de pacientes e moradores que invadiram o terreno da CJM. Os primeiros problemas ocorridos em conseqüência das mudanças implantadas na instituição. Comentários sobre a crise política entre os dirigentes da CJM. Sua nomeação como Diretor do Ambulatório Central, do Centro Psiquiátrico Pedro II (CPP II), em 1984. As internações irregulares nas clínicas privadas. A união dos três hospitais, Colônia Juliano Moreira, Hospital Philip Pinel e Centro Psiquiátrico Pedro II, para a criação dos pólos de internação e emergência psiquiátrica para dificultar as internações, principalmente nas clínicas privadas. O trabalho de Juarez Montenegro Cavalcanti como diretor do CPP II. As circunstâncias de sua nomeação como Coordenador Geral de Saúde do CPP II, em 1986. A intervenção do Ministério da Saúde no CPP II nomeando Dr. Pedro Monteiro como diretor, em 1988.

Fita 3 – Lado A
Comentário sobre o artigo de Jurandir Freire Costa “Faca no peito”, contando a história do suicídio de um paciente do CPP II. Os conflitos causados durante a intervenção na CJM; as transferências de funcionários para outras instituições para minar a resistência. A intervenção na CJM. Sua experiência como Diretor do Instituto Psiquiátrico Adauto Botelho (IPAB), no CPP II. O trabalho de Luis Wanderlei e Nise da Silveira na enfermaria do CPP II, no programa Enfermaria Aberta ao Tempo (EAT). As circunstâncias de sua nomeação como Diretor do CCP II, em 1989. A demissão dos diretores das unidades federais no governo do, então, Presidente da República Fernando Collor de Melo; relato sobre acontecimentos curiosos ocorridos durante seu mandato. A criação do Conselho Diretor no CPP II para democratizar a instituição. A experiência de ensino na UERJ, em diferentes momentos de sua trajetória profissional.

Fita 3 – Lado B
O trabalho em 1991 no EAT usando a Literatura como tratamento terapêutico; o jornal O Grito, criado a partir deste projeto, que contava com a colaboração dos pacientes. A experiência de trabalhar com psicóticos no EAT.

Avaliação, selecção e eliminação

Ingressos adicionais

Sistema de arranjo

Transcrição e sumário de assunto

Área de condições de acesso e uso

Condições de acesso

Sem restrição

Condições de reprodução

Sem restrição

Idioma do material

Forma de escrita do material

Notas ao idioma e script

Características físicas e requisitos técnicos

Instrumentos de pesquisa

Área de fontes relacionadas

Existência e localização de originais

Existência e localização de cópias

Unidades de descrição relacionadas

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Área de notas

Nota

Resenha biográfica
Edmar Oliveira nasceu em 1951, em Palmerais, no Piauí, com ascendência indígena e portuguesa. Iniciou sua formação escolar no Colégio Batista, completando o científico, com bolsa de estudos, no Colégio Jesuíta Diocesano. Planejava fazer o curso de jornalista ao terminar o ensino médio, tendo até fundado um jornal chamado Folha Cultural de Piauí com colegas de várias escolas. No entanto, optou por cursar medicina na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Piauí, em 1977, por ser pública. Sua inclinação para jornalismo o impulsionou a participar da fundação do jornal Toco cru pegando fogo durante a graduação. Veio para o Rio de Janeiro em 1978 fazer Residência Médica em Psiquiatria na UERJ. Ingressou, em 1984, no Mestrado em Medicina Social na UERJ, mas não defendeu a dissertação, tendo apenas completado os créditos. Logo após, foi trabalhar como bolsista na Colônia Juliano Moreira para a realização de um censo de pacientes e, posteriormente contratado, junto com os demais bolsistas, para desenvolvimento de alguns projetos, frutos deste censo.
Em finais da década de 1980, foi para o Centro Psiquiátrico Pedro II, atual Instituto Municipal de Assistência à Saúde Nise da Silveira, primeiro como Diretor do Ambulatório Central, onde conheceu Paulo Amarante e Luís Carlos Vanderlei. Logo depois, foi nomeado para Coordenador Geral de Saúde do CPP II, e assumiu a vice-direção da instituição em 1990. Ao deixar este cargo voltou a atuar como clínico, usando a literatura como terapia e criou o jornal O Grito, com os pacientes da enfermaria Espaço Aberto ao Tempo, junto com Luis Carlos Vanderlei. Assumiu a direção do Instituto Municipal de Assistência à Saúde Nise da Silveira, em 2000 e permaneceu por 10 anos no posto. Atualmente é jornalista, escritor e blogueiro.

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Pontos de acesso

Ponto de acesso - assunto

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Identificador da instituição

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Status da descrição

Final

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Integral

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