Angelo Moreira da Costa Lima

Área de identificação

Tipo de entidade

Pessoa

Forma autorizada do nome

Angelo Moreira da Costa Lima

Forma(s) paralela(s) de nome

Formas normalizadas do nome de acordo com outras regras

  • Lima, Angelo Moreira da Costa

Outra(s) forma(s) do nome

  • Costa Lima
  • Angelo da Costa Lima

identificadores para entidades coletivas

Área de descrição

Datas de existência

1887-1964

História

Nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 29 de junho de 1887, filho de Valeriano Moreira da Costa Lima e Rosa Delfina Brum de Lima. Em 1909 obteve o diploma em medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Ainda estudante, começou a trabalhar no Serviço de Profilaxia da Febre Amarela, onde exerceu o cargo de auxiliar acadêmico entre 1907 e 1910. De outubro de 1910 a julho de 1913 serviu como inspetor sanitário da comissão chefiada por Oswaldo Cruz para a extinção da febre amarela no estado do Pará, percorrendo as cidades de Belém, Óbidos e Santarém. De volta ao Rio de Janeiro, ainda em 1913, passou a frequentar o Instituto Oswaldo Cruz (IOC), trabalhando inicialmente no gabinete do professor Adolpho Lutz, com mosquitos e outros insetos. Em 1914 fez o Curso de Aplicação do IOC. Nesse mesmo ano foi designado pelo ministro da Agricultura para estudar a broca do café em São Paulo e elaborar um plano de combate à praga junto a Arthur Neiva e Edmundo Navarro de Andrade. Nessa ocasião, também ajudou Arthur Neiva a organizar o Instituto Biológico de São Paulo. Ainda nesse período publicou seu primeiro trabalho: “Contribuição para o estudo da biologia dos culicídeos; Observação sobre a respiração nas larvas”. Em abril de 1914 foi nomeado professor interino de entomologia agrícola da Escola Superior de Agricultura e Medicina Veterinária. Com a extinção da Escola, em 1916, passou a lecionar na então Escola Nacional de Agronomia, atualmente Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Recebeu os títulos de doutor honoris causa em agricultura e de professor emérito da Universidade Rural, tendo se aposentado em 1956. No ano de 1916 foi convidado pelo diretor do Museu Nacional, professor Bruno Lobo, para trabalhar com Carlos Moreira na Seção de Entomologia. Lá, criou e dirigiu, a partir de 1918, o Serviço de Combate à Lagarta Rósea. Com a extinção do Serviço, em 1920, e a criação do Instituto Biológico de Defesa Agrícola nesse mesmo ano, foi convocado pelo ministro da Agricultura para organizar o Serviço de Defesa Sanitária Vegetal do Ministério da Agricultura, onde permaneceu até 1926. Em 1927, a convite de Carlos Chagas, então diretor do IOC, regressou a Manguinhos como chefe de laboratório, passando, posteriormente, a ocupar o cargo de biologista. Mais tarde, por volta de 1938, em virtude da lei de desacumulação de cargos criada no Estado Novo, optou pelo cargo de professor da escola de Agronomia. Mas mesmo assim continuou a frequentar o IOC onde, auxiliado por Orlando Vicente Ferreira, trabalhou em sua coleção entomológica e na elaboração de sua obra científica até depois de 1956, quando foi aposentado compulsoriamente. Autor de mais de trezentos trabalhos científicos e fundador dos estudos em entomologia agrícola, trabalhou em quase todos os grandes grupos de insetos, com pesquisas sobre dípteros, coleópteros, himenópteros, lepidópteros, hemípteros, ortópteros, isópteros, psocópteros, sifonápteros, entre outros. Na entomologia médica classificou e estudou a biologia de anofelinos, flebótomos, triatomíneos. Sua obra “Insetos do Brasil”, composta de 12 volumes e mais de quatro mil páginas, foi a consagração máxima de sua carreira. Outro destaque são os dois volumes do “Catálogo dos insetos que vivem nas plantas do Brasil”. Foi agraciado com o prêmio Fundação Moinho Santista em 1956 e, em 1962 instituiu-se em sua homenagem o prêmio Costa Lima na Academia Brasileira de Ciências, pela família Campos Seabra, destinado a pesquisadores brasileiros de destaque na área de entomologia. Várias espécies foram descritas para homenageá-lo, como Lutzomyia costalimai (Mangabeira, 1942); Wyeomyia limai (Lane & Cerqueira, 1942); Simulium costalimai (Vargas & Martinez Palacios, 1946); Triatoma castalimai (Verano & Galvão, 1959). Morreu em 1964.

Locais

Status legal

Funções, ocupações e atividades

Mandatos/Fontes de autoridade

Estruturas internas/genealogia

Contexto geral

Área de relacionamento

Área de controle da descrição

Identificador do registro de autoridade

Identificador da instituição

Regras ou convenções utilizadas

ISAAR(CPF): norma internacional de registro de autoridade arquivística para entidades coletivas, pessoas e famílias.

Status da descrição

nível de detalhamento

Datas das descrições (criação, revisão e remoção)

Idioma(s)

Escrita(s)

Fontes utilizadas na descrição

Notas de manutenção